quinta-feira, 12 de julho de 2007

5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

Terminam no dia 15 de julho as inscrições de trabalhos para o 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Podem participar trabalhos como comunicações individuais ou coordenadas. O processo de inscrição deve ser feito pela internet.

O evento será realizado de 15 a 17 de novembro em Aracaju. Promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e pela Universidade Federal de Sergipe, o encontro reunirá especialistas de diferentes campos do conhecimento que têm o jornalismo como objeto de pesquisa.

O 5º SBPJor conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do governo do estado de Sergipe, da prefeitura municipal de Aracaju e do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe.

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

Terminam dia 15 de agosto as inscrições para bolsas de Produtividade em Pesquisa

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) abriu desde março, o período de inscrições para Bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) .
Com o objetivo de distinguir o pesquisador e valorizar sua produção científica, o CNPq concede as bolsas PQ para pesquisadores de todas as áreas do conhecimento, e que atendam aos critérios de avaliação dos Comitês de Assessoramento .

Entre os critérios estão a produção científica, participação na formação de recursos humanos e sua contribuição para a área, estabelecida por comparação com seus pares, além da qualificação e experiência.

As solicitações para concorrer às bolsas podem ser feitas até o dia 15 de agosto de 2007, por meio do Formulário de Propostas Online . O pesquisador deverá estar com o currículo atualizado na Plataforma Lattes . Aqueles, cujas bolsas se encerram em 28 de fevereiro de 2008 e desejam solicitar novas bolsas, também devem atender esta data de inscrição. O resultado está previsto para janeiro do próximo ano e a vigência começará a partir de março de 2008.

Fonte: CNPq

Investimento privado ou público na pesquisa de células-tronco?

A pesquisadora Rosalia Mendez-Otero explicou ontem (11), durante palestra ministrada durante as atividades da 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que o capital privado brasileiro não se interessa em investir em pesquisas com células-tronco por não ser permitido, pelo governo federal, o patenteamento das descobertas. Com isso, as pesquisas nesse ramo no país dependem, somente, de recursos federais.

Rosalia, no entanto, explicou que, nos Estados Unidos, por exemplo, onde não é permitido o investimento de recursos federais em pesquisas com células-troco, segundo normas estabelecidas pelo governo Bush, as empresas privadas investem fortemente nas pesquisas, já que o patenteamento é permitido. “Isso é ruim. Se a linhagem pesquisada por essas empresas se transformar em tratamentos de doenças graves, outros países terão de comprar as células para curar pacientes”, explicou a professora.

Na Inglaterra, no entanto, não é permitida a patente e há um banco público de linhagens de células. “Alguns países permitem, outros não. As questões éticas determinam as questões legais; e as questões legais determinam as questões de financiamento”, ressaltou Rosalia.

Essas questões no Brasil são determinadas pela Lei de Biossegurança, de 2005.

A pesquisadora alertou os presentes com relação às empresas que anunciam na internet a cura de doenças, a partir de células-tronco. “É picaretagem, o que temos são pesquisas que buscam atingir um patamar para que, no futuro, tenhamos essa disponibilidade.”

Durante sua palestra “Células-Tronco: Promessas e Realidade”, Rosalia Mendez-Otero citou casos de realidade de tratamentos na atualidade, como a utilização de células de sangue de cordão umbilical para transplante de medula. Ela citou o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Ministério da Saúde, inaugurado em 2001, como um exemplo real.

Rosalia explicou que o único órgão do corpo humano que não possui células-tronco, pelo menos ainda não descobertas, é o pâncreas. “Sabemos que o coração e o cérebro possuem células-tronco, mas com capacidade de regeneração muito lenta.”

Rosalia Mendez-Otero é fisiologista; neurocientista, pesquisadora científica, professora universitária e médica. Ela é vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fonte: Fabiana Santos /Gestão CT

Novo material nanoestruturado poderá substituir borrachas vulcanizadas

Ao estudar a fundo as partículas que compõem a borracha natural, o resultado foi a criação e o patenteamento de um produto que combina látex e argila para formar um novo material nanoestruturado: uma borracha com características modificadas cuja elasticidade pode ser controlada livremente.

Nesta quarta-feira (11/7), na 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fernando Galembeck, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descreveu o processo que levou à descoberta do novo material, que está em fase de desenvolvimento de processo de fabricação.

“A nossa expectativa é bastante ambiciosa. Temos o objetivo de, em última instância, conseguir a produção de borrachas reprocessáveis de alto desempenho, que poderão ser utilizadas para a fabricação de pneus”, disse Galembeck.

Números do Ministério do Meio Ambiente indicam que, a cada ano, cerca de 1 bilhão de pneus são descartados em todo o mundo. De acordo com Galembeck, a origem dos problemas ecológicos gerados pelos pneus está no fato de a borracha ser vulcanizada.

“Vulcanizar significa que as cadeias poliméricas estão ligadas por ligações covalentes – elas estão presas umas às outras de maneira que não podem se separar. Mesmo esquentando, a borracha não amolece. O nanocompósito poderá resultar em um produto semelhante à borracha vulcanizada, mas sem precisar utilizar esse processo – que dificulta o reprocessamento do material”, explicou.

De acordo com Galembeck, a argila é esfoliada, isto é, seus grãos são transformados em pequenas lâminas que funcionam como um reforço estrutural, que se une fortemente à superfície do látex polimérico.

“A água presente no látex é eliminada e as partículas podem então se aproximar umas das outras. Com isso, o material adquire propriedades mecânicas novas — entre elas a resistência elevada a esforço – e possibilidade de reciclagem”, disse.

A borracha natural tem propriedades que até hoje não puderam ser imitadas em laboratórios, por isso, os pesquisadores na Unicamp têm se dedicado a entender as partículas e propriedades do material natural.

“O que estamos mostrando é que a borracha por si só é um nanocomposto natural. Eu atribuo as singularidades de suas propriedades a essa característica”, contou Galembeck.

Além da borracha propriamente dita (as cadeias poliméricas), a borracha natural tem uma boa quantidade de material nanoparticulado – partículas muito pequenas que contribuem para sua coesão. Conta também com uma participação de um material protéico e lipídico associado com cálcio.

“Isso tudo é feito de forma pouco uniforme, irregular, mas contribui para dar à borracha natural propriedades que o análogo sintético não tem, como resistência à tração, elasticidade e capacidade de dissipação de energia sob ação mecânica”, disse.

Ao tentar compreender o processo natural, os cientistas perceberam a possibilidade de criar elastômeros termoplásticos – borrachas que se tornam plásticas quando aquecidas.

“Isso é importante, porque os elastômeros hoje usados nos pneus não são assim. Os elastômeros termoplásticos são a chave para um pneu verde. Conforme descobrimos os segredos da borracha, tentamos imitar a natureza para compor esse material completo”, destacou.

A partir dos estudos sobre as propriedades do látex, o grupo de Galembeck desenvolveu o nanocompósito feito com argila. “Isso modifica completamente as características da borracha, de modo que temos bastante controle. Podemos fazer borrachas mais moles, mais duras, que deformam pouco e agüentam esforços muito grandes – todas elas termoplásticas”, disse.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

Diretor-geral da RNP fala da necessidade de formação de pessoas nas áreas das TICs

Para atender a demanda da evolução na área de tecnologias da informação e comunicação (TICs) no Brasil é necessária a formação de mais engenheiros, especialistas em computação e biólogos, entre outros.

Essa é uma das conclusões do diretor-geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, em palestra realizada na tarde de hoje (11), em Belém, durante as atividades da 59ª Reunião Anual da SBPC. “O Brasil está no nível de países como Estados Unidos, Japão e Holanda no desenvolvimento de TICs, mas eles possuem uma percepção muito melhor da importância disso. Precisamos de pessoas com formação interdisciplinar e mais capacitadas”, afirma.

Para ele, é imprescindível um reforço na infra-estrutura, na pesquisa e desenvolvimento de telecomunicações.

Simões explicou que, até o final de 2008, a Rede Comunitária de Educação e Pesquisa (Redecomep) estará operando em todas as capitais e que, até 2010, haverá fibra óptica em todas as capitais, grandes cidades e pólos regionais. “Mas será difícil assegurar alto desempenho nas regiões interioranas”, disse.

O diretor-geral explicou que o objetivo é aplicar as conexões em todas as instituições que compõem o Sistema Nacional de CT&I e que elas estejam integradas às dos sistemas nacionais de educação, cultura, saúde e energia.

Ele informa que, em 2010, os conjuntos de pontos serão de 10 gigabites por segundo, com exceção dos Estados do Amapá e Roraima, que possuem problemas de solo, ainda a serem superados.

Para Simões, o grande desafio enfrentado pela RNP é chegar ao interior dos Estados. “Não basta chegar, por exemplo, na Universidade Federal do Pará. Temos que chegar no Goeldi, na universidade estadual, na Embrapa e, às vezes, essa última milha para interligar uma instituição é o grande problema que temos a superar. Temos de saber o que e como fazer para chegar lá”, explica.

Para ele, esse é o grande objetivo da rede – fazer com que todas as instituições dos sistemas tenham acesso e que possam realizar a e-ciência, por meio de colaboração entre instituições e pesquisadores.

Fonte: Fabiana Santos / Gestão CT

3º Fórum de Discussão da Sociedade Paulista de Parasitologia

O 3º Fórum de Discussão da Sociedade Paulista de Parasitologia (SPP), com o tema “Pesquisas em tratamento e desenvolvimento de fármacos e medicamentos para controle de doenças parasitárias”, será realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista, no campus de Araraquara, no dia 11 de agosto, das 8h30 às 17h.

O fórum faz parte de uma série de eventos da SPP que pretendem promover o encontro de pesquisadores da área de parasitologia e afins para aprofundamento de diferentes assuntos. O evento é preparatório para o 4º Congresso Paulista de Parasitologia, que ocorrerá em maio de 2008.

Entre as palestras previstas estão “Sistemas de liberação de fármacos para tratamento de leishmaniose”, com Bartira Rossi Bergmann (Universidade Federal do Rio de Janeiro), “Modelagem molecular para fármacos (ênfase em doenças tropicais)”, com Glaucius Oliva (Universidade de São Paulo), e “Colosso: um case de uma parceria de sucesso”, com Milenni Michels (Ouro Fino Saúde Animal).

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

SBPC - Economista afirma que crescimento da China não é sustentável

“A próxima grande crise econômica acontecerá na China, que, ao contrário do que se diz, não se tornará a maior potência mundial.” A previsão foi feita categoricamente por Pao-yu Ching, professora emérita do Marygrove College, em Michigan, nesta quarta-feira (11/7), durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belém.


De acordo com a economista chinesa radicada nos Estados Unidos há 30 anos, o avassalador crescimento econômico chinês não é sustentável e, apesar dos números positivos na última década, o país está fora de controle.

“A economia mundial está entrando em um período de baixo crescimento. A China, dependente das exportações, sofrerá um impacto violento. Eu realmente acho que estamos na iminência de uma crise econômica capitalista talvez sem precedentes”, disse Pao-yu.

Segundo ela, o processo de restauração capitalista na China deixou uma pequena parte da população em situação muito boa, mas as condições sociais da esmagadora maioria, especialmente camponeses, são desastrosas.

“A demanda doméstica é muito pequena, porque as pessoas não têm poder de consumo. Por essa razão, há uma capacidade excessiva em várias indústrias, como eletrodomésticos, automóveis ou bicicletas. Muitas delas estão com capacidade tão grande que não podem mais continuar a investir. E, se elas não investem, a economia desaquece”, destacou.

O desenvolvimento capitalista na China, desde a reforma de 1979, trouxe boas estatísticas à macroeconomia. Mas, desde então, saúde, educação, habitação e o próprio trabalho se tornaram mercadorias, impedindo o acesso da população com salários baixos.

“As condições sociais na China são muito ruins e ficarão piores. Há muita gente trabalhando no setor informal, em cenário parecido com o do Brasil. O desmantelamento das comunas em 1984 causou um êxodo rural incessante. Na cidade, os camponeses não encontram meios de subsistência – não têm renda, nem escolas, nem acesso a hospitais. A crise atinge todas as áreas, inclusive o meio ambiente”, afirmou.

Para Pao-yu, as previsões de que o crescimento econômico da China levará o país a ser uma potência mundial que concorrerá com os Estados Unidos são uma ilusão. “Minha visão é completamente oposta. Em 1994 e 1995, os tigres asiáticos estavam crescendo muito rapidamente, mas na Malásia, na Tailândia ou nas Filipinas todos sabem que a população ainda sofre com a crise de 1997.”

De acordo com a economista, a China, depois de entrar na fase de desenvolvimento capitalista, tornou-se economicamente semelhante a qualquer outro país pobre, mas sem liberdade política. Ou seja, o resultado para a maioria da população foi o pior dos dois mundos.

“Antes havia baixos salários, mas os preços também eram pequenos, porque as necessidades básicas não eram confundidas com mercadorias. Isso diferenciava a China dos outros países pobres. Nesses países há fome não porque haja escassez de comida, mas porque os pobres não têm recursos para comprar alimentos. A China agora é assim”, destacou.

Segundo Pao-yu Ching, toda a situação crítica da China não é evidente em boa parte das cidades. “Se você for para lá agora, a situação pode até passar despercebida, em meio à modernidade das cidades. Cerca de 20% da população vive com fartura e as estatísticas mostram que o país está bem. Mas se trata de uma economia unicamente exportadora”, disse ela.


Fábio de Castro /Agência Fapesp