terça-feira, 10 de julho de 2007

Livro de pesquisadores da Poli sobre automação é lançado na Alemanha

Um método desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que possibilita simular o funcionamento de sistemas de automação complexos ainda não construídos, é o tema de livro lançado pela Editora Springer, da Alemanha.

A obra, intitulada Modelling and Analysis of Hybrid Supervisory Systems, tem como co-autor Paulo Eigi Miyagi, professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Poli. O livro, que tem co-autoria da engenheira Emilia Villani e do engenheiro Robert Valette, é um reconhecimento à excelência das pesquisas realizadas pela Poli na área de automação e controle.

A obra pode ser adquirida por pelo site.

Mais informações pelo telefone 11 3091-5580.

Fonte:Cimm

R$ 35 bilhões para Ciência, Tecnologia e Inovação

Somando recursos de quatro ministérios, de parcerias com governos estaduais e com o setor privado, o governo federal pretende investir entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões no Plano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Nacional, de acordo com o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias.

Elias apresentou o plano, que tem sido chamado de PAC da C&T, nesta segunda-feira (9/7) durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belém.

“É um programa que se pretende horizontal, mas é importante destacar que se trata de premissas que não estão consolidadas. São proposições que recebemos da sociedade e estamos integrando em um grande projeto”, disse Elias.

O plano prioriza quatro linhas estratégicas: consolidação e expansão do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação; incorporação da inovação no processo produtivo das empresas; pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas para o país; e ciência e tecnologia para o desenvolvimento social.

“O importante é que teremos recursos para a inovação no Brasil para os próximos quatro anos. A dimensão disso está sendo trabalhada para que tenhamos um programa concreto”, afirmou Elias.

Segundo ele, com nova lei de regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia (FNDCT), os fundos setoriais deverão assegurar recursos para todas as áreas da ciência, garantindo boa parte dos investimentos.

“Somando todos os anos até 2010, o FNDCT terá R$ 7,5 bilhões dos fundos setoriais. Chegaremos ao fim de 2010, sem contingenciamento, com R$ 2,4 bilhões. Mas o FNDCT é apenas uma das fontes de recursos, trabalharemos em conjunto com outros ministérios e haverá orçamento envolvendo o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) e recursos do FAT (recursos reembolsáveis, administrados pelo Ministério do Trabalho)”, disse.

Elias mencionou uma das áreas estratégicas eleitas pelo plano – a ciência e tecnologia na Amazônia – para exemplificar a cooperação entre os ministérios. “Para tratar dessa questão, o MCT integrará ações com os ministérios da Saúde, da Educação e da Agricultura. A idéia é que o plano seja o elemento adicional, conjunto, do que se chamou de ativos tangíveis – ou seja, do PAC, que é o plano da infra-estrutura.”

Se o Plano de Aceleração do Crescimento tem como objetivo estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por meio de mais investimentos na economia, o MCT, segundo Elias, reforçará o setor de ciência e tecnologia com uma contribuição na área de pesquisa. “O plano complementará o processo já lançado de infra-estrutura”, disse.

Os investimentos de até R$ 40 bilhões, segundo Elias, virão dos ministérios da Agricultura, da Educação e da Saúde, além do MCT. “A idéia é que esses recursos sirvam a uma integração de propostas, elegendo algumas áreas centrais – como a cadeia farmoquímica, o programa de Aids, o programa espacial, energia nuclear, Amazônia, biocombustíveis e a questão de mudanças climáticas globais”, destacou.

Dentro da primeira área prioritária, de expansão do sistema nacional de ciência e tecnologia, o plano prevê que serão necessários recursos de R$ 1 bilhão para apoio à infra-estrutura das instituições no setor, além de R$ 444 milhões para fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação.

Uma das metas, que é ampliar o número de bolsas em todas as categorias das 65 mil atuais para 95 mil até 2010, demandará recursos de R$ 3,4 bilhões. A área prioritária com mais programas é a de apoio à inovação tecnológica nas empresas.

Para o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras e Parques Tecnológicos (PNI), por exemplo, haverá demanda de R$ 360 milhões para o período de 2007 a 2010. Serão investidos cerca de R$ 170 milhões em capacitação de recursos humanos para a inovação.

Nesta área prioritária, o plano prevê ainda R$ 375 milhões para serviços tecnológicos, R$ 2,3 bilhões para tecnologias da informação e comunicação e R$ 255 milhões para biocombustíveis e energias do futuro. Cerca de R$ 5,7 bilhões deverão vir da Incubadora de Fundos Inovar, uma parceria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com o Serviço Brasileiro da Micro e Pequena Empresa (Sebrae), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o fundo de previdência Petros.

Na área prioritária de pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas, o PAC da C&T prevê demanda de R$ 569 milhões para biodiversidade e recursos naturais, R$ 329 milhões para meteorologia e mudanças climáticas, R$ 380 milhões para defesa nacional e segurança pública. A área de ciência para o desenvolvimento social demandará R$ 413 milhões para popularização da ciência e melhoria do ensino de ciências.

Fonte: Agência Fapesp

Lançamento do VSB-30 é adiado para quinta-feira

Um atraso na atividade de integração do veículo propulsor com a carga útil (compartimento que leva os experimentos ao foguete) ocasionou o adiamento em um dia do lançamento do foguete brasileiro VSB – 30 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

Esta ação estava planejada para acontecer no último sábado (7), mas acabou não sendo concluída a tempo. Segundo o coordenador da Operação, tenente-coronel Ivan Fausto Barbosa, o atraso foi ocasionado por motivos de segurança.

Na sexta-feira (6), o primeiro e o segundo estágios foram transportados do prédio de preparação de propulsores para o lançador, numa atividade que exige um grande nível de segurança por envolver o carregamento de propelente sólido (combustível utilizado para a propulsão do foguete).

O transporte da carga útil foi realizado no sábado (7), quando as atividades de integração se estenderam e não puderam ser concluídas a tempo. Dessa maneira, serão realizadas duas contagens regressivas simuladas, uma na terça e outra na quarta-feira (11), e o lançamento acontecerá na quinta-feira (12).

Fonte: Carlos Freitas / Agência CT

Remunerar para preservar a floresta amazônica

Mais de 700 mil quilômetros quadrados dos ecossistemas nativos da maior floresta tropical do mundo, a amazônica, sofreram algum tipo de alteração em sua paisagem original, o que representa quase 20% do bioma. Em contrapartida, 36% da região é formada por áreas de preservação, seja pelo domínio das terras indígenas ou pela existência das unidades de conservação.

Os dados foram apresentados pela diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi, (MPEG) Ima Célia Vieira, durante a conferência “Uso da terra, recuperação de áreas degradadas e impactos climáticos na Amazônia”, nesta segunda-feira (9/7), na 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Ela também apresentou dados atuais sobre o Centro de Endemismo Belém, área mais antiga de ocupação humana na Amazônia brasileira, com pouco mais de 6 milhões de habitantes e, conseqüentemente, a mais desmatada. A região abriga 147 municípios: 62 no Pará e 85 no Maranhão.

“Mesmo sendo pouco conhecida do ponto de vista biológico, constatamos que essa é uma região que tem apenas 23% de sua cobertura florestal original. De uma lista de 176 espécies vegetais e animais extintas ou ameaçadas de extinção elaborada pelo Museu Goeldi, 30 espécies estão nessa área, que atualmente conta com 41 unidades de conservação. Essa é a principal conseqüência da ocupação e uso desordenado da região”, destacou.

Com o intuito de recuperar a biodiversidade e a capacidade produtiva de toda a região amazônica, a diretora do Museu Goeldi anunciou a criação de uma política pública de serviços ambientais, que está sendo proposta em parceria por representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará (Fetagri), no âmbito do Programa de Desenvolvimento Socioambiental da Produção Familiar Rural (Proambiente).

Com base em levantamento de dados e resultados de estudos sobre uso do solo, coordenados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e por outras instituições, os objetivos são promover o uso racional da terra, apoiar o desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis, como os agroflorestais e a pesca artesanal, e remunerar as comunidades da Amazônia que consigam manter a cobertura vegetal da floresta.

“O Proambiente existe há alguns anos e passa agora por uma fase de reformulação. Essa nova política pública, em fase de elaboração, prevê a criação de um fundo de remuneração pelos serviços ambientais prestados. Isso significa que as famílias que conseguirem manter a floresta em pé deverão ser remuneradas com dinheiro”, disse Ima Célia.

“Essa é uma boa alternativa de oferecer renda a comunidades da região, que abriga mais de 20 milhões de habitantes, e, ao mesmo tempo, preservar a biodiversidade da floresta, representada por mais de 40 mil espécies de plantas, 2,5 mil espécies de vertebrados terrestres e 3 mil espécies de peixes”, destacou a diretora do Museu Goeldi. Cerca de 63,7 milhões de bovinos, 32,6% do rebanho nacional, também vivem na região.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

UFABC realiza workshop em Sistemas Complexos e Cognição

A Universidade Federal do ABC promoverá, de 25 a 27 de julho, em Santo André (SP), a primeira edição do Workshop em Sistemas Complexos e Cognição.

Avanços do conhecimento em informação e comunicação, ciências da vida, matemática, estrutura da matéria, energia e áreas afins serão apresentados em palestras e seminários de divulgação científica, por professores e estudantes de pós-graduação e graduandos em ciências e engenharias.

Palestras e seminários serão ministrados por pesquisadores como Adalberto Fazzio (Instituto de Física da Universidade de São Paulo), Carlos Nobre (Instituto de Pesquisas Espaciais), Eliane Volchan (Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Harry Westfhal Jr. (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron) e Mauro Copelli (Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco).

Mais informações no site.

Fonte: Agência Fapesp

Monitoramento da Influenza Aviária Altamente Patogênica em Aves Migratórias

O Workshop de Monitoramento da Influenza Aviária Altamente Patogênica (H5N1) em Aves Migratórias será realizado de 12 a 16 de julho, no Centro Brasileiro de Biologia da Conservação (CBBC), em Nazaré Paulista (SP).

Segundo o Instituto de Pesquisas Ecológicas, que organiza o evento, o objetivo do encontro é discutir fundamentos do monitoramento da influenza aviária e a importância da doença em animais silvestres e domésticos.

Serão apresentados componentes bem-sucedidos na detecção da influenza aviária e discutidas prioridades para o monitoramento da influenza.

Mais informações no site.

Fonte: Agência Fapesp

Brasil publica mais artigos científicos

O Brasil subiu duas posições no ranking dos 30 países com maior número de artigos científicos publicados, de acordo com dados divulgados pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, nesta segunda-feira (9/7), durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Segundo Guimarães, a produção científica do Brasil ultrapassou a da Suécia e a da Suíça, alcançando a 15ª posição. Em relação a 2004, o crescimento, de 33%, foi o triplo da média mundial. “Em 2002, estávamos em 20º lugar; em 2005, subimos para 17º. O patamar atual era esperado apenas para 2009”.

Os pesquisadores brasileiros, segundo Guimarães, publicaram 16.872 artigos em 2006. “É o equivalente a quase 2% da produção científica mundial. O segundo colocado, que é a Alemanha, tem apenas quatro vezes mais, com 8% do total publicado”, disse. A grande diferença está para o primeiro colocado, os Estados Unidos, responsáveis por 32,3% da produção científica do planeta.

Em relação ao desempenho de qualidade – que mede não apenas o número de artigos publicados, mas seu impacto – o Brasil está em 20º lugar. “A diferença é que, em qualidade, embora estejamos abaixo no ranking, estamos bem próximos do primeiro colocado, que é a Suíça, cujo índice de impacto é um pouco mais do que o dobro do brasileiro”, explicou Guimarães.

Para o presidente da Capes, o aumento nas publicações está ligado à avaliação. “O crescimento se deu de forma mais pronunciada nas áreas em que há atualmente mais cobrança na avaliação.”

As áreas que mais cresceram na comparação entre os dois últimos triênios (2001-2003 e 2004-2006) foram psicologia e psiquiatria (70%), produção animal e vegetal (58%), ciências sociais (52%), medicina (47%), farmacologia (46%), ciência agronômica (46%, imunologia (44%), computação (44%) e ecologia e meio ambiente (40%).

“Comparando só 2005 e 2006, tivemos crescimento mais pronunciado em imunologia (23%), medicina (17%), produção animal (13%), economia (12%), meio ambiente (12%) e engenharias (11%)”, disse.

A qualidade e o crescimento da pós-graduação brasileira seriam os fatores responsáveis pelo avanço. “A pós-graduação está crescendo a uma média anual de 7%. Em março deste ano, contávamos com 2.437 programas de pós, 3.637 cursos e 148 mil estudantes”, destacou Guimarães.

No entanto, o presidente da Capes qualifica como “dramática” a distribuição da pós-graduação no país: 52% dos cursos estão na região Sudeste. Outros 20% no Sul, 17% no Nordeste, 7% no Centro-Oeste e apenas 4% no Norte.

“No Norte, não temos um único curso na área de saúde, por exemplo. Quanto ao Centro-Oeste, se excluirmos o Distrito Federal, a situação é até pior. Não há dúvidas de que precisamos de ações específicas nessas regiões”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp