segunda-feira, 9 de julho de 2007

Pesquisas ampliam conhecimento sobre abelhas e aranhas da Amazônia

Realizar um levantamento sobre abelhas e aranhas da Amazônia é o objetivo de duas pesquisas desenvolvidas por alunos de graduação vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (/MCT).

Os trabalhos foram apresentados dia 5, último dia do 15º Seminário de Iniciação Científica realizado pelo Museu Goeldi, em Belém (PA).

Orientado pelo pesquisador Alexandre Bonaldo, o bolsista Bruno Rodrigues desenvolveu estudo sobre as aranhas da várzea do Rio Guamá. O material foi coletado na área do campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) em dezembro de 2006 e abril deste ano.

Com base na coleta Bruno elaborou um inventário das espécies encontradas no local, que servirá de subsídio para planos de conservação desse ecossistema.

O trabalho contribui com informações sobre a incidência e a abundância de espécies, que auxiliam nas análises da diversidade das aranhas na área estudada.

As abelhas sem ferrão são o alvo da pesquisa da estudante Paula Bitar, sob a orientação do pesquisador Orlando Silveira. O trabalho busca aprofundar o conhecimento em relação a esse grupo biológico, que corre risco de extinção devido ao intenso desmatamento da floresta amazônica.

A bolsista analisou as espécies de abelhas coletadas no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves e no Parque Ambiental de Belém, entre novembro de 2006 e maio último. Para a captura foram utilizadas iscas de mel.

Vale ressaltar que o mel dessas abelhas, além de ser adoçante natural e servir de fonte de energia, é terapêutico, pois tem efeito imunológico, antibacteriano, antiinflamatório, analgésico, sedativo, expectorante e hiposensibilizador.

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e para a iniciação de estudantes de graduação na pesquisa. Serão apresentados trabalhos de Arqueologia, Antropologia, Lingüística, Botânica, Zoologia, Ciências da Terra e Ecologia.

O último dia do evento foi reservado apenas à exposição de pesquisas realizadas na área de Zoologia, que reúne 26 trabalhos a serem defendidos só neste data.

Antonio Fausto / Agência CT

Rio de Janeiro ganha centro de tecnologia em combustíveis

O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Petrobras inauguraram, na sexta-feira (29/6), o Centro de Pesquisas e Caracterização de Petróleo e Combustíveis (CoppeComb).

O centro, que contou com investimentos de R$ 8 milhões da Petrobras, está instalado no campus da UFRJ, na capital fluminense. O objetivo é ser um dos mais modernos laboratórios de pesquisa do setor no país.

O local será destinado à caracterização do petróleo e de biocombustíveis e pelo desenvolvimento de novos processos voltados à melhoria da qualidade dos produtos derivados do óleo explorado no Brasil.

São 1.150 metros quadrados de área construída, que abrigará doutores, pesquisadores e técnicos nas áreas de química e engenharia química. “Nosso objetivo é agregar valor aos biocombustíveis e também aos produtos derivados do óleo produzido no Brasil, tornando-os mais competitivos no mercado”, disse Angela Uller, diretora da Coppe.

“Para isso, nossos pesquisadores vão aprimorar e desenvolver processos voltados especificamente para as características dos nossos combustíveis”, destacou durante a cerimônia de inauguração.

Mais informações no site.

Fonte: Agência Fapesp

Estudo elabora proposta de combate à exclusão social

Termina em agosto o projeto "Desenvolvimento Local e Solidário em Áreas de Pobreza Urbana: tecnologias sociais inovadoras", que vem sendo desenvolvido desde o segundo semestre de 2005 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento com Inclusão Social – DATASOL, com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT).

As premissas básicas do estudo são o combate à pobreza e à exclusão social por meio do desenvolvimento local inclusivo e sustentável, sobretudo pela geração de trabalho e renda. "E como o cerne desta ação é a melhoria das condições de vida de populações específicas, as variáveis consideradas são de natureza social, econômica e ambiental", explica o técnico da Finep, Rodrigo Fonseca.

O objetivo geral da equipe é desenvolver uma proposta de modelo de desenvolvimento local a partir da avaliação de experiências concretas realizadas em áreas de pobreza urbana em municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já estão disponíveis mapas sociais, econômicos e ambientais dos quatro municípios estudados: no Rio, Niterói e Nova Iguaçu, e em São Paulo, Osasco e Suzano.

Esforços são concentrados para responder a perguntas como: quais as estratégias mais adequadas para gerar renda, trabalho e riqueza e para melhorar a qualidade de vida nesses ambientes; quais os segmentos econômicos com potencial de geração de trabalho e renda nessas regiões; é possível criar cadeias produtivas locais; e como se deve dar a interação entre as dimensões social, econômica e ambiental na dinamização do desenvolvimento local.

O resultado do trabalho será uma publicação com o mapeamento completo e uma discussão sobre os modelos de desenvolvimento local inclusivo.

Fonte: Agência CT

Soluções tecnológicas para indústria nacional ganham espaço na SBPC

O setor empresarial e os investimentos nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação terão um espaço privilegiado durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre entre 8 e 13 deste mês, em Belém do Pará.

A Expociência, feira que acontece paralelamente à Reunião Anual e que desde o ano passado ganhou um novo formato, passando a se chamar EXPOT&C, tem como foco neste ano o conhecimento voltado para a inovação. O objetivo do evento é estimular a participação do setor empresarial e o investimento em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

São mais de 60 expositores, entre incubadoras de empresas, instituições de fomento, universidades e empresas que estarão “expondo e debatendo questões da ciência, tecnologia e agora, mais do que nunca, assuntos voltados para a inovação”, diz Giza Helen Melo Bassalo, coordenadora da exposição.

Entre os expositores teremos as dez empresas ganhadoras do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e a Caixa Econômica Federal. A questão da biodiversidade amazônica permeia a exposição.

A feira também apresentará pesquisas que não estão diretamente ligadas à questão amazônica, mas que trazem novidades para o mercado.

Além dos estandes, a EXPOT&C traz também uma programação técnica com mesas-redondas e encontros abertos, envolvendo os expositores das instituições que apóiam a pesquisa e as empresas.

Serão discutidos temas de impacto na indústria nacional como o papel do empresariado no desenvolvimento sustentável da Amazônia, incubadoras de empresas em universidades, criação de instituições de ciência e tecnologia e política industrial para financiamento e apoio ao desenvolvimento.

As atividades da programação tecnológica ocorrem entre os dias 9 e 13, no período da tarde, na sala 12 do Hangar - Centro de Convenções da Amazônia. A EXPOT&C é aberta ao público.

Fonte: Agência CT

3º Colóquio Internacional do Cilbelc

Estão abertas as inscrições para o 3º Colóquio Internacional do Cilbelc, o Centro Ítalo-Luso-Brasileiro de Estudos Lingüísticos e Culturais da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Os interessados em apresentar trabalhos devem enviar proposta até o dia 20 de julho. O evento, que será realizado de 17 a 20 de setembro, em Assis, interior de São Paulo, abordará, por meio de uma perspectiva comparativa, o panorama cultural do Brasil, de Portugal e da Itália.

O tema central será “Interminati spazi e sovrumani silenzi: representações do espaço nas visões artísticas”. Os conferencistas discutirão como artistas e intelectuais brasileiros, italianos e portugueses têm conseguido dar forma e expressão ao tema proposto no campo da literatura, da pintura e do cinema, assim como em outros âmbitos interdisciplinares.

Mais informações no site de Unesp.

Fonte: Agência Fapesp

Realidade virtual para construção em mutirão

O ambiente de realidade virtual é um recurso eficaz para facilitar a compreensão espacial de projetos arquitetônicos. Se fosse aplicado em mutirões, um sistema desse tipo poderia garantir que as comunidades participassem não apenas da construção, mas também do planejamento de suas futuras casas.

Mas, até agora, os sistemas que utilizam a imagem projetada para reproduzir ambientes imersivos, como as Cave Automatic Virtual Environments (Cave), são altamente sofisticados e caros. Por isso, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está desenvolvendo um ambiente simplificado de realidade virtual direcionado a projetos arquitetônicos participativos.

Depois de dois anos de pesquisa, a equipe do Laboratório Estúdio Virtual de Arquitetura (EVA), no departamento de Projetos da Escola de Arquitetura da UFMG, superou uma série de entraves tecnológicos e criou novas interfaces digitais para os ambientes imersivos que possibilitam a interação do usuário.

De acordo com a coordenadora do EVA, Maria Lucia Malard, o protótipo do novo sistema foi aprovado em testes de laboratório. “Ainda em junho vamos realizar novos testes com moradores da Associação dos Sem-Casa (Asca), de Belo Horizonte”.

A alternativa de baixo custo teve como referência o trabalho do Laboratório de Ambientes Imersivos, da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “A proposta norte-americana tem um custo elevado demais para os padrões brasileiros. Mas, a partir dela, fizemos uma série de simplificações tecnológicas para substituir os equipamentos mais caros”, explicou Maria Lucia.

Batizado como Ambiente de Imersão de Tecnologia Simplificada (AIVTS), o sistema foi montado com dois computadores, duas câmeras de vídeo, dois projetores de dados com filtros polarizadores e óculos polarizados para para visualizar a projeção em 3D.

“Os projetores são ligados nas duas saídas de vídeo, sendo que cada um projeta a imagem de um dos olhos. As lentes, ou filtros polarizadores, são adaptadas nos projetores. Os óculos permitem que cada olho veja apenas uma das imagens projetadas, fazendo com que o cérebro simule a profundidade”, disse Maria Lucia.

Para que a superfície de projeção não despolarize a luz emitida pelos projetores, a equipe precisava de uma solução mais econômica que os painéis de US$ 10 mil empregados pelos norte-americanos. “Utilizamos uma tinta à base de alumínio para cobrir a área que recebe a projeção”, disse.

Na versão final, que está atualmente em desenvolvimento, os pesquisadores deverão utilizar três projetores, a fim de obter a sensação total de imersão. Todo o conjunto não deverá passar de R$ 10 mil, segundo os pesquisadores.

Embora ainda esteja em desenvolvimento, o trabalho foi premiado em 2006 como uma das oito melhores práticas mundiais de processo de projeto para habitação de baixa renda, promovida pela Associação de Escolas Colegiadas de Arquitetura, em Washington.

A principal limitação do sistema, de acordo com a pesquisadora, é que, por enquanto, ele só funciona com a utilização do software Macromedia Director, o que torna a programaçao dos modelos muito trabalhosa.

“O Director permite programar a interação em modelos 3D usando dois pontos de vista distintos, simulando os dois olhos, para projetar sincronicamente a partir de um mesmo computador. Usamos um plug-in que possibilita substituir o mouse por gestos para ativar as interações”, explicou.

Devido à limitação de aceitar apenas imagens programadas no Director, os pesquisadores estão tentando um aperfeiçoamento que não aumente muito os custos. “Para isso, pensamos em substituir a estereoscopia passiva, que usa filtros e óculos polarizadores, por um sistema ativo, com projetores de alta freqüência”, disse Maria Lucia.

Para a continuidade do projeto de desenvolvimento do AIVTS, o EVA recebeu auxílio do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), como resultado de parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Segundo Maria Lúcia, o projeto tem participação do Departamento de Ciências da Computação da UFMG e os objetivos não se limitam à aplicação em arquitetura.

“O desenvolvimento de um ambiente de imersão simplificado também pode servir para o ensino e estudo de interações científicas complexas, para acompanhamento de processos em diversas áreas do conhecimento. Nossa idéia é que isso se torne acessível a qualquer escola”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

Trabalhos para o Metrosaúde 2007 podem ser enviados até 5 de agosto

Encontra-se aberto o período para envio de trabalhos técnicos para o Simpósio de Metrologia na área da Saúde - Metrosaúde 2007. O evento é organizado pela Rede Metrológica do Estado de São Paulo (Remesp) e acontecerá nos dias 24 e 25 de outubro, em São Paulo (SP).

Até o dia 5 de agosto, profissionais da área podem enviar trabalhos ligados à importância da metrologia na saúde e sobre tecnologias de infra-estrutura. Os campos de interesse são: gestão e acreditação de laboratórios; normalização para equipamentos eletromédicos; análises clínicas; ciência forense; metrologia aplicada aos fármacos e alimentos; entre outros.

Informações adicionais, pelo site ou pelo telefone (11) 3232-1617.

Fonte: Gestão CT

Manual avalia resistência do dengue a inseticidas

Após três anos de estudos, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) lança manual que padroniza os métodos de quantificação dos mecanismos de resistência do vetor do vírus da dengue a inseticidas.

O manual Metodologia para Quantificação de Atividade de Enzimas Relacionadas com a Resistência a Inseticidas em Aedes aegypti permitirá uniformizar os procedimentos de monitoramento aplicados nos diversos laboratórios que integram a Rede Nacional de Monitoramento da Resistência de Aedes aegypti a Inseticidas (MoReNAa), ligada ao Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD), do Ministério da Saúde.

A metodologia desenvolvida pela equipe do IOC foi validada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês).

“O manual ensina como proceder a testagem dos mosquitos e a consolidar os dados obtidos, determinando que mecanismos de resistência a inseticidas estão ativos em cada população. Os dados obtidos são tabulados através de planilhas, disponíveis no CD que acompanha o manual”, explica a pesquisadora Denise Valle, chefe do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do IOC, que lidera a Rede Nacional de Monitoramento da Resistência de Aedes aegypti a Inseticidas.

Mais informações no site do IOC.

Fonte: Portal Fiocruz

Bematech capta recursos em bolsa de valores, vai para mercado externo e amplia esforço em P & D

Abertura de capital em bolsa de valores, processo de internacionalização, aquisição de companhias, tudo acompanhado por atividades de outsourcing ou terceirização para Taiwan e Estados Unidos de parte das atividades de pesquisa e desenvolvimento. Isso pode parecer a descrição de uma companhia de grande porte, mas são atividades em curso na média empresa de base tecnológica Bematech, cuja sede está em Curitiba, Paraná. Ela desenvolve e fabrica produtos e oferece serviços em automação comercial e bancária. Surgida há 17 anos dentro de uma incubadora de empresas a partir de duas dissertações de mestrado, a Bematech investirá em pesquisa e desenvolvimento entre 4% e 5% do seu faturamento em 2007, projetado em R$ 200 milhões. Seu esforço em P&D deverá ser ampliado com a entrada dos novos acionistas.

Hoje a empresa comemora o sucesso das impressoras fiscais, copiadas pelos concorrentes, com atraso. E também dos microterminais para o mercado varejo. São dois dos produtos recentemente saídos da linha de pesquisa e desenvolvimento da Bematech que conquistaram posições expressivas no mercado. As impressoras fiscais, lançadas há dois anos, passaram por inovações e uma nova linha desse produto chegou ao mercado externo.

"Atualmente, 70% do que se vende no mercado de automação comercial é essa tecnologia que nós pesquisamos e desenvolvemos", orgulha-se Wolney Betiol, vice-presidente corporativo da Bematech. "Trata-se de tecnologia desenvolvida totalmente no Brasil, incluindo o sistema de encriptação [que protege dados confidenciais] e compressão de dados", destaca Alexandre Hara, gerente de P&D para área internacional da Bematech.

As impressoras eram matriciais, tecnologia que permitia a impressão de cupons de duas vias, com carbono, para que uma via ficasse com o cliente e outra com o comerciante, obrigado por lei a guardar as notas por um prazo de cinco anos. "Usamos a tecnologia térmica [para impressão] e a via que era do lojista agora fica armazenada dentro do equipamento [como documento eletrônico], com criptografia e toda a segurança necessária", destaca Wolney. A idéia da inovação surgiu após visitas a clientes. Um deles, diz Wolney, tinha um galpão para armazenar as bobinas de notas fiscais maior do que uma de suas lojas.

Pelo projeto para desenvolver a impressora fiscal térmica, a Bematech recebeu o Prêmio Finep de 2006, no Regional Sul, na categoria produto. Em 2004, a empresa já havia ganhado o Prêmio Finep nacional, na categoria Média/Grande Empresa.

Os microterminais são mais novos, chegaram ao mercado no final do ano passado. Eles substituem os PCs convencionais que os pequenos lojistas utilizavam no caixa. O custo da miniaturização é alto. "Os grandes players, como IBM, são focados em grandes clientes, como Wall Mart, Carrefour, que exigem equipamentos pesados. Os pequenos comerciantes usavam esses equipamentos pesados, adaptados para suas necessidades e caros, ou improvisavam com os PCs comuns", conta. "A gente trabalhou para encontrar uma solução para esse nicho, desenvolvendo os microterminais. São equipamentos de alta capacidade de processamento, mas de custo mais acessível", completa Wolney.

Estratégia e gestão em P&D na Bematech

Alexandre Hara detalhou durante a VII Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, realizada entre 4 e 6 de junho deste ano na Bahia, as estratégias de gestão de P&D&I. Ele participou da reunião no lugar de Wolney, que estava nos Estados Unidos naquela data em reunião com investidores. A apresentação de Alexandre entrou na programação da conferência como um case de sucesso. Ele contou que hoje a empresa foca a área de automação comercial, como supermercados e farmácias, e não mais a automação bancária, como foi na primeira metade da década de 1990. A empresa só trabalha com o setor bancário por projetos. "Nossa missão é tornar o varejo mais eficiente."

A Bematech usa a Lei de Informática — 55% do faturamento da empresa vêm dos chamados produtos incentivados, ou seja, aqueles que atendem aos requisitos de produção, como índice de nacionalização, exigidos pela lei. Em troca, precisa investir 5% do faturamento com esses produtos em atividades de P&D. Wolney diz que em hardware, 90% das atividades são de desenvolvimento.

Já em software se concentram as atividades de pesquisa, em especial para criar novas aplicações, junto com empresas como IBM e Microsoft, e para antecipar em quatro ou até cinco anos as necessidades dos clientes. "Desenvolvemos os softwares, procuramos facilitar ao máximo as coisas para o cliente. Isso nos obriga a trabalhar mais no middleware, que são as camadas intermediárias que ligam o hardware ao software", disse Alexandre na conferência. Em software, são mais de 3 mil desenvolvedores cadastrados pela Bematech. A firma comprou ainda as empresas GSR7 e Gemco, ligadas ao setor. Com isso, conta com 1,1 mil funcionários no quadro fixo.

A Bematech também atua em parceria, caso dos trabalhos com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), cujo estudo de novo tratamento de material resultou em três patentes para a empresa, e com a Universidade Estadual do Ceará (UECE). "Temos no Ceará um centro de excelência em aplicativos embarcados. Adotamos um modelo de fábrica de software, no qual 20 funcionários da fundação da universidade fazem desenvolvimento para a Bematech", disse Alexandre.

A empresa faz questão de manter a propriedade intelectual, mas patentes são algo sobre o que Wolney se mostra mais cético atualmente. "Um concorrente copiou uma versão de um produto nosso; entramos na justiça contra isso e o juiz pediu a carta-patente. Nossa sorte é que ela saiu na semana em que o juiz a requisitou", lembra o empresário. Mas o processo não acabou: a tal concorrente entrou com um processo contra o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Bematech, alegando que a patente não poderia ser concedida para a empresa. "O processo está na Justiça desde o ano 2000. E desde 2001 não fabricamos mais esse produto", acrescenta Wolney. Ele destaca que os produtos da empresa se tornam obsoletos em três ou quatro anos e que a demora na concessão de patentes e na defesa dos direitos de exclusividade, em caso de cópia, desestimulam o patenteamento.

A empresa tem um comitê de fomento que ajuda a identificar potenciais focos de inovação em produto e processo e a montar os projetos de P&D, o qual acompanha a execução e presta conta dos resultados. Esse comitê, formado pelo pessoal de P&D e pelos diretores financeiro e operacional, reúne-se mensalmente. Os clientes e os próprios desenvolvedores da empresa são outra fonte de informações que geram idéias para inovação na empresa.

A estratégia em P&D objetiva que a Bematech lance dois ou três novos produtos por família de produto a cada ano. "Há produtos que conseguimos lançar em três meses, outros demoram de quatro a cinco anos para ficarem prontos para o mercado", contou o gerente da área de P&D. A mudança da impressora matricial para a tecnologia térmica, por exemplo, levou quatro anos; o concorrente copiou em um ano e meio, mas aí a empresa já tinha ganho o mercado e conseguido retorno do investimento.

A empresa também está fazendo P&D fora do Brasil, ou seja, outsourcing. Em Taiwan e na Argentina, há equipes de P&D da Bematech trabalhando em novos produtos, como leitores de código de barras e acessórios. "Fazemos fora e qualificamos aqui no Brasil para oferta no mercado nacional e internacional", contou Alexandre na conferência. Wolney explica que, em alguns desenvolvimentos, sai mais barato fazer fora do País. Em Taiwan, o engenheiro é altamente qualificado e custa mais barato para a empresa. A Bematech tem uma subsidiária nesse país, onde contratou um engenheiro de produto e outros cinco profissionais, e laboratório para P&D. Também subcontratou empresas de lá para ajudar no desenvolvimento de novos produtos, em especial na área de hardware, onde eles têm mais competência quando comparado a software.

Um dos grandes gargalos para a empresa hoje é a questão da certificação. "No Brasil, temos poucas exigências em termos de certificações. Na Europa e nos Estados Unidos há dezenas, muitas delas unificadas", apontou Alexandre. Como a empresa está vendendo no mercado externo, precisa atender a esses requisitos. Isso é positivo porque aumenta a capacitação da equipe e da empresa para atender a essas exigências. Além disso, os produtos feitos para o mercado interno acabam também por seguir essas normas, o que envolve o desenvolvimento tecnológico. "Precisamos encontrar parceiros ágeis, não podemos fazer tudo dentro de casa. O problema é que muitos dos nossos fornecedores não conseguem atender aos nossos requisitos e já aconteceu de precisarmos de um especialista em determinado hardware e só haver dois deles no Brasil", lembrou ele.

Alexandre disse que a Bematech acompanha os mecanismos e programas criados pelo governo para incentivar as empresas a fazer P&D&I. "Há muita coisa para pequenas e grandes empresas; as empresas de médio porte encontram dificuldade para acessar recursos. Nossos fornecedores, que não são pequenas empresas, também não encontram linhas de apoio", apontou Alexandre na conferência. Segundo ele, a dificuldade ocorre porque as médias empresas, muitas vezes, não se enquadram nos portes de empresa exigidos pelos editais. E também não têm faturamento para conseguir empréstimos em bancos como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e nos bancos de varejo.

Na Conferência Anpei, o tema incentivo à média empresa não foi abordado diretamente, mas houve manifestações pontuais. Flávio Grynspan, diretor da Anpei, disse que a Bematech é um exemplo, mas grande exceção entre as firmas de médio porte. Armando Costa Neto, superintende do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) da Bahia, afirmou que a média empresa é discriminada no Brasil. "São insuficientes os programas e recursos para ela", criticou.

Martin Izarra, presidente da Brapenta, empresa que atua na inspeção e separação de metais em produtos alimentícios e químicos e desenvolve equipamentos para os mercados de segurança e mineração, concordou. "Não temos garantia para financiamentos, indicadores, gestão estratégica para esses tipos de empresa", comentou, referindo-se também às pequenas e microempresas. Ele fez um estudo para o comitê temático Inovação nas Pequenas e Médias Empresas da Anpei, abrangendo 184 pequenas companhias, para tentar entender como elas fazem inovação. O plano de trabalho futuro é trabalhar da mesma forma com as médias, de forma a subsidiar a Anpei nesse assunto. As informações servirão de base para a associação fazer proposições de políticas públicas junto ao governo.

De dissertação de mestrado a empresa incubada

Os sócios fundadores Marcel Malczewski, presidente da empresa, e Wolney Betiol, vice-presidente corporativo, criaram a Bematech com o objetivo de desenvolver uma impressora para telex, assunto que estudaram para seus mestrados. A empresa foi a primeira incubada no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). "Tínhamos um foco e tínhamos o cliente, uma empresa em concordata que trabalhava com uma tecnologia que seria ultrapassada, o telex. Dela veio a demanda com que trabalhamos na pós-graduação", lembra Wolney. A empresa queria exportar telex para os países árabes e precisava de um sistema que permitisse o uso de caracteres árabes. Durante um ano, ela pagou uma bolsa de estudos para Marcel e Wolney. "Analisamos e reprojetamos o sistema, a empresa concordou com a solução proposta e fomos para a incubadora." A pior fase estava por vir: acabado o projeto de pesquisa, era preciso produzir o equipamento. "Fomos ao BNDES, que não investia em empresa nascente. Encontramos, então, os empresários que se mostraram dispostos a investir na empresa", conta.

Foi uma coincidência o encontro dos investidores. Um professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet), onde estudavam os fundadores da Bematech, em um vôo para o Paraná, sentou-se ao lado de um empresário do setor de madeira e de automóveis. Na conversa, o professor falou do Cefet e o empresário, que gostaria de investir em projetos de informática, pediu-lhe indicações de projetos. O professor indicou o trabalho de Marcel e Wolney, e eles conseguiram o investimento: o dinheiro chegou dois meses depois das conversas iniciais.

O telex era uma tecnologia em obsolescência e os dois executivos sabiam disso. "Esse projeto foi uma ponte para a gente entrar no mercado", afirma Wolney. "A empresa começou desenvolvendo impressora para telex, tecnologia cuja morte já era anunciada. Mas o conhecimento adquirido ali foi importante para o posterior desenvolvimento de impressoras para o setor bancário", ressalta Alexandre Hara.

Quando a empresa precisou crescer, houve novos percalços. "Precisávamos investir na produção, mas o capital necessário estava acima do que o grupo podia aportar. Equivalia a seis, sete meses de nosso faturamento", lembra Wolney. Para ajudar, os investidores da empresa deram avais para que a Bematech captasse recursos da rede bancária. Em 1991, com a abertura do governo Collor, impressoras vindas do Paraguai custavam US$ 200. Mas as impressoras de cupons custavam US$ 400. Surgia aí um nicho de mercado para a empresa.

"Os computadores chegavam, mas não havia periféricos, então, com o conhecimento que tínhamos sobre impressão, decidimos investir na criação de impressoras para cupons para comércio. Um dos nossos fornecedores tinha contato com empresas do setor bancário e aí transformamos a impressora em autenticadora", revela Wolney, explicando que inicialmente o foco da Bematech era mesmo a automação comercial, mas a oportunidade os levou para a automação bancária, mercado que foi o maior responsável pelo crescimento da empresa entre 2003 e 2007.

Começando com uma tecnologia em extinção e tendo como primeiro cliente uma empresa no caminho da falência, as chances de sucesso eram pequenas. Mas, menos de 20 anos depois, a empresa comemora um novo estágio: desde 23 de abril a Bematech está no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Até ali, a empresa tinha 19 sócios. Alexandre conta que agora são mais de 3 mil. Com a abertura em bolsa, a empresa captou R$ 410 milhões; parte desse valor será aplicada em P&D e no término do pagamento das aquisições de empresas. A Bematech tem duas unidades nos Estados Unidos e está presente na Alemanha, na Argentina e em Taiwan.

Abertura em bolsa não deve afetar liberdade para atividades de P&D

A Bematech, acredita Wolney, não mudará sua política para P&D&I por conta do lançamento das ações na Bovespa. "Temos como meta investir de 5% a 7% do nosso faturamento em P&D e não vamos diminuir isso. Nosso chegada ao mercado de ações é recente, até agora os sinais são de tranqüilidade em relação a isso", garante ele. "Os investidores dessa área sabem que alocar recursos para P&D é necessário, se quisermos manter a competitividade", acrescenta.

Segundo ele, o que muda com a entrada na bolsa é a capacidade de execução de P&D&I. "Captamos recursos no mercado, não estamos mais dependentes de gerar capital internamente para P&D. No caso dos projetos de mais longo prazo, tínhamos a opção de recorrer a outras fontes, como Finep e BNDES, que atuam em uma velocidade muito inferior ao que a precisamos em nossa área", completa.

Fonte: J.S. / Inovação Unicamp

Simpósio Brasileiro sobre Microbiologia de Alimentos

O Simpósio Brasileiro sobre Microbiologia de Alimentos, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de julho, no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas (SP), discutirá temas relacionados à evolução do conhecimento sobre microbiologia de alimentos e da água.

Qualidade da água, qualidade do leite, bioconservação de alimentos, cianobactérias tóxicas, monitoramento e rastreabilidade de alimentos, microrganismos emergentes e biologia molecular serão alguns assuntos discutidos. O prazo para envio de trabalhos científicos termina no dia 11 de julho.

Mais informações no site.

Fonte: Agência Fapesp

Cnen apresenta na SBPC diversas aplicações da energia nuclear

A energia nuclear vem ocupando importante papel na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. Na área médica é aplicada no diagnóstico e tratamento de uma série de doenças, com especial importância para os casos de câncer.

A indústria utiliza técnicas nucleares em variados segmentos: siderurgia, petróleo, construção civil, aeronáutica, construção naval, bebidas, materiais esterilizados, tecidos, entre outros.

A irradiação de alimentos contribui para a conservação de carnes, vegetais e seus derivados. Na geração de eletricidade a novidade é a decisão do governo federal de construir Angra 3, com conclusão prevista para 2013.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), é o órgão que incentiva e controla o uso da energia nuclear no Brasil, contribuindo para que seja cada vez mais amplo e seguro.

Diferentes aplicações de técnicas nucleares serão apresentadas pela Cnen na ExpoT&C, exposição científica que ocorre durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 8 a 13 deste mês, em Belém do Pará.

Energia elétrica - Angra 3
A fonte nuclear é a terceira mais empregada no mundo para a geração de eletricidade. Os 443 reatores nucleares em funcionamento são responsáveis por aproximadamente 16% da energia elétrica produzida no Planeta.

No Brasil, as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 têm, juntas, uma potência de 1,9 mil MW, podendo responder por cerca de 2,2% da energia elétrica produzida no País ou 50% do consumo do estado do Rio de Janeiro. Angra 3, com potência de 1,3 mil MW, aumentará para cerca de 3,6 % a participação da energia nuclear na geração elétrica nacional.

Medicina
As radiações ionizantes são empregadas no diagnóstico e terapia de vários problemas de saúde. Entre os procedimentos mais conhecidos para diagnóstico estão a radiografia, a tomografia e a mamografia. São realizadas com equipamentos de raios X, que produzem radiação a partir de eletricidade, e servem para análise de diversas partes do corpo humano.

A radioterapia utiliza a radiação em maior intensidade que no uso diagnóstico e tem ampla aplicação no tratamento de casos de câncer.

Existem também outras aplicações relevantes de técnicas nucleares na medicina:

Radiofármacos
Boa parte do uso das radiações na área da saúde baseia-se nos radiofármacos, substâncias radioativas de uso medicinal produzidas pela Cnen. Mais de 2,3 milhões de procedimentos médicos de diagnóstico ou terapia são realizados anualmente no País com esses produtos. Uma das substâncias radioativas mais usadas é o tecnécio-99, empregado para mapear órgãos humanos.

Também bastante aplicado, o samário-153 alivia dores provocadas por metástases ósseas. Outro exemplo, o iodo-131, é usado em radioterapia de tumores da tireóide.

Uma das mais avançadas tecnologias da medicina, a Tomografia por Emissão de Pósitrons, conhecida por PET (Positron Emission Tomography), emprega radiofármacos. Ela é capaz de detectar casos de câncer por meio de alterações metabólicas nas células cancerosas que ocorrem em um estágio no qual as demais técnicas não são capazes de identificar a doença.

Outra aplicação ocorre na avaliação das atividades do coração e do cérebro, nos quais a PET identifica pequenas alterações de metabolismo que permitem diagnosticar problemas de saúde.

Irradiação de sangue
A irradiação de sangue é uma das várias aplicações dos irradiadores multipropósito, equipamentos que utilizam fontes de radiação bastante intensas. O sangue irradiado aumenta as chances de recuperação de pacientes que realizam transplante de medula óssea, fetos que recebem transfusão intra-uterina, pessoas imuno-deficientes e receptores de órgãos de parentes de primeiro grau.

A cada ano, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), unidade da Cnen, em Minas Gerais, irradia cerca de 900 bolsas de sangue. Além do equipamento do CDTN, a Cnen possui outro irradiador multipropósito aberto a uso comercial em sua unidade de São Paulo: o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Radioesterilização na medicina
Os irradiadores multipropósito servem também para esterilizar materiais por meio do uso de radiação. Daí o nome: radioesterilização. Na área da saúde, a técnica é aplicada em materiais cirúrgicos, seringas e outros itens.

Indústria
As técnicas nucleares são extremamente úteis em diversos segmentos industriais. Com profissionais especializados e estrutura tecnológica que conta com reatores nucleares, aceleradores de elétrons e irradiadores multipropósito, entre outros equipamentos, a Cnen oferece diversos produtos e serviços destinados à indústria.

Algumas das técnicas nucleares empregadas no setor já estão bastante difundidas:

Radioesterilização
No setor industrial a radioesterilização pode ser aplicada nos mais diversos tipos de materiais para eliminação de microorganismos.

Fios e cabos
A irradiação de fios e cabos elétricos é uma técnica que melhora propriedades térmicas, elétricas e mecânicas desses produtos. O resultado são condutores com maior resistência, utilizados nas indústrias aeronáutica, automobilística, naval e de computação.

Gamagrafia
A gamagrafia industrial, tipo de radiografia realizada com raios gama, é aplicada na análise da integridade de estruturas metálicas, como de aviões, navios e gasodutos. Na construção civil, a gamagrafia permite analisar até mesmo estruturas de concreto.

Alimentação
A radioesterilização de alimentos é aplicada tanto em produtos de origem animal como nos de origem vegetal. A radiação consegue destruir bactérias, fungos e outros microorganismos sem alterar o sabor, a consistência, a coloração ou o valor nutritivo dos alimentos.

O resultado é o retardo da maturação e do apodrecimento, além da redução da transmissão de doenças. Os irradiadores podem servir a uma grande variedade de produtos alimentares. No Brasil, têm sido mais procurados por produtores de temperos, condimentos, frutas secas e plantas medicinais.

Conservação de acervos culturais
O patrimônio histórico e cultural também pode ser beneficiado com técnicas nucleares. O Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), unidade Cnen no Rio de Janeiro, aplica uma técnica que utiliza radiação gama no combate a fungos, insetos e bactérias que destroem documentos, livros e obras de arte em bibliotecas e museus.

O IEN manteve contatos com a Fundação Casa de Rui Barbosa, do Rio de Janeiro, para a aplicação da técnica em parte de seu acervo cultural.

Fonte: Luis Machado - Cnen / Agência CT

Workshop Metodologia da Pesquisa Científica em Moda

O Workshop Metodologia da Pesquisa Científica em Moda, promovido pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, será realizado nos dias 14, 21 e 28 de julho, na capital paulista.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 13 de julho. O evento tem o objetivo de discutir alternativas de pesquisa no campo da moda.

Serão abordados temas como “Propriedade industrial e propriedade intelectual em moda”, “Moda, saúde e ética da beleza”, “Manejo de rebanhos de ovinos para produção de lã”, “O estudo da moda na perspectiva do design” e “Moda, cinema e imaginário cultural”.

Maiores informações acesse o site.

Fonte: Agência Fapesp

Pibiti - CNPq concede primeiras bolsas

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá as primeiras bolsas de pesquisa desde que foi criado, em julho de 2006.

Destinado a estudantes do ensino técnico e superior, o programa possibilita a participação do bolsista, sob orientação de um pesquisador qualificado, em atividade de desenvolvimento tecnológico e inovação.

Segundo o CNPq, para o período de 2007 a 2008 foram aprovadas 387 bolsas, em cotas para 34 instituições. As cotas deverão ser repassadas aos pesquisadores vinculados à instituição, que definirá seu processo de seleção.

As bolsas deverão ser distribuídas segundo critérios que assegurem que os bolsistas serão orientados pelos pesquisadores de maior competência científica e tecnológica e com capacidade de orientação.

O principal objetivo do Pibiti é contribuir para o engajamento e a formação dos estudantes que realizem atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, além da formação de recursos humanos destinados ao fortalecimento da capacidade inovadora das empresas brasileiras.

A modalidade atuará de forma semelhante às bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic). A cota 2007-2008 do Pibib também foi aprovada. Foram contempladas 227 instituições, com um total de 18.117 bolsas.

Mais informações no site do CNPq.

Fonte: Agência Fapesp

Método multirresíduo para monitoramento de contaminação ambiental de pesticidas usando mel como bioindicador

MULTIRESIDUE METHOD FOR MONITORING ENVIRONMENTAL CONTAMINATION BY PESTICIDES IN THE BAURU REGION (SP) USING HONEY AS BIOINDICATOR.
Monitoramento ambiental feito por abelhas
Nova metodologia de análise de amostras de mel pode ser utilizada no controle de qualidade do produto para consumo humano, transformando-o também em um bioindicador da contaminação do meio ambiente por pesticidas agrícolas em uma área de até 7 quilômetros quadrados.

A criação e a validação da técnica são os principais resultados de uma pesquisa que durou seis anos e foi realizada em uma área de preservação ambiental cercada por campos agrícolas na cidade de Bauru, interior paulista, por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP).

A região, conhecida como Reserva Campo Novo Vargem Limpa, tem cerca de 3 milhões de metros quadrados e 35 colméias de abelhas domésticas (Apis mellifera). O trabalho, com resultados publicados na Revista Química Nova, apresenta um método capaz de detectar e quantificar pesticidas presentes no mel.

Sandra Regina Rissato, uma das coordenadoras do estudo e professora do Departamento de Química da Unesp, explica que as abelhas realizam a tarefa vital de polinização das colheitas agrícolas nas áreas que cercam seu hábitat, recolhendo néctar, água e pólen das flores.

“Enquanto isso, insetos interceptam microrganismos e produtos químicos que ficam retidos em seus pêlos superficiais e são inalados e armazenados no aparelho respiratório, fazendo com que o mel seja produzido com algum nível, ainda que pequeno, de contaminação”, disse a pesquisadora.

Durante o período de observação das colméias, de 1999 a 2004, os autores do estudo encontraram 48 tipos diferentes de pesticidas nas amostras de mel, de quatro classes distintas: organoalogenados, organofosforados, organonitrogenados e piretróides. Os pesticidas no mel são extraídos com o auxílio de solventes orgânicos após a diluição do mel em água.

“Por meio de cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, foi possível quantificar a concentração dos pesticidas nas amostras. Todos os 48 tipos de pesticidas identificados têm algum grau de toxicidade e podem ser prejudiciais à saúde”, afirmou Sandra.

Segundo ela, altas concentrações de malation – pesticida da classe dos organofosforados usado no combate à dengue – foram detectadas em algumas amostras de mel, o que pode estar relacionado à intensa aplicação da substância para o controle do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, durante o período estudado.

“Apesar de a metodologia não apresentar o nível de contaminação do ar, o mel se mostrou um precioso bioindicador da existência desse tipo de poluente no meio ambiente”, disse Sandra. O método pode ser aplicado em qualquer região que tenha pesticidas agrícolas como fontes de poluição.

Segundo dados da Associação Paulista de Apicultores, Criadores de Abelhas Melíficas Européias (Apacame), existiam no Brasil, em 2003, cerca de 80 mil apicultores e 1,6 milhão de colméias habitadas por abelhas, que produziam cerca de 35 mil toneladas de mel por ano.

O trabalho, também coordenado pelo chefe do Departamento de Química da Unesp, Mário Sérgio Galhiane, foi financiado pela Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e FAPESP.


Fonte:Thiago Romero /Agência FAPESP- 06/07/2007

INT assina convênio de apoio à indústria de plástico do RJ

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RJ) assinaram um convênio que permitirá o apoio tecnológico às micro e pequenas empresas de transformação de plástico do estado do Rio de Janeiro.

O projeto também conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) e das empresas que serão atendidas. O trabalho, com duração prevista para dois anos, terá investimento de R$ 225 mil do Sebrae/RJ para realizar cerca de 150 atendimentos.

Com o apoio tecnológico do INT, as empresas poderão aumentar sua produtividade e competitividade, adequando-se aos padrões de processo, redução de custos de produção e de perdas de matérias-primas, além da melhoria da qualidade dos produtos.

Para o atendimento local dos problemas de pouca complexidade, o INT dispõe de uma unidade móvel (Prumo), equipada com máquinas que realizam ensaios de resistência mecânica e análises físicas complementares.

Além disso, o projeto conta com uma equipe técnica qualificada e estrutura de apoio localizada no próprio Instituto, por meio das áreas de Polímeros, Química e Desenho Industrial.

Fonte: Agência CT

Simpósio Brasileiro de Química Teórica recebe trabalhos até 15 de julho

Estão abertas até 15 de julho as inscrições de trabalhos para o Simpósio Brasileiro de Química Teórica, que será realizado de 18 a 21 de novembro, em Poços de Caldas (MG).

O evento irá apresentar resultados de pesquisas em áreas como “Métodos de Estrutura Eletrônica”, “Análise e Aplicações em Espectroscopia”, “Efeitos de Correlação Eletrônica”, “Métodos Relativísticos”, “Modelagem Molecular de Campos de Força”, “Dinâmica Molecular e Métodos Estocásticos” e “Mecanismos de Reação”.

O comitê organizador do evento é formado por professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre outras.

Mais informações no site.

Fonte: Agência Fapesp

IBGE lança o site Países@

O site contem um planisfério clicável, todo feito em Java e PHP, com dados históricos e estatísticas sobre 192 países.

Selecionando um pais, é possível navegar pelos diferentes dados de localização, capital, tamanho do território,língua(s), população, PIB e moeda e dados históricos.

Há também dados de economia, ecologia e objetivos do milênio.

Visite o site Países@.

Fonte: InovaBrasil

Bio-Manguinhos construirá Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos para Diagnóstico.

Bio-Manguinhos, unidade de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), recebeu na última semana R$ 30 milhões do Fundo Tecnológico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção do Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos para Diagnóstico (CIPBR).

Com inauguração prevista para 2009, o CIPBR deverá se tornar a mais moderna planta de protótipos para desenvolvimento de vacinas, biofármacos e reativos para diagnóstico no Brasil. O centro deverá permitir a fabricação de remédios que, pelo alto grau de tecnologia necessário, não podem hoje ser produzidos no país.

De acordo com o vice-diretor de desenvolvimento tecnológico de Bio-Manguinhos, Ricardo Galler, o custo total do CIPBR está estimado em R$ 106 milhões, incluindo equipamentos. Cerca de R$ 20 milhões haviam sido negociados anteriormente com o Ministério da Saúde. O restante deverá ser liberado à medida que as etapas de construção forem cumpridas.

“Os investimentos virão basicamente das secretarias de Vigilância Sanitária, de Atenção à Saúde e de Insumos Especiais. Os R$ 30 milhões alocados agora vieram do Fundo Tecnológico do BNDES, por isso servirão para financiar a área de desenvolvimento de protótipos”, disse Galler.

O objetivo da nova planta é permitir a consolidação de Bio-Manguinhos como principal fornecedor de biofármacos para o Ministério da Saúde, além da incorporação da produção de novos medicamentos no futuro.

A planta de protótipos visa a capacitar o instituto para diminuir substancialmente o tempo entre o desenvolvimento de bancada e a produção de lotes clínicos para testes em humanos. O centro, segundo Galler, deverá reduzir de quatro anos para um ano o tempo médio entre a descoberta de um medicamento e sua entrada no mercado.

Além da maior agilidade, o CIPBR aumentará a produção. Bio-Manguinhos produz hoje cerca de 800 mil frascos de interferon alfa 2b humano recombinante, usado no combate à hepatite e a alguns tipos de câncer. Com a nova planta, a capacidade de produção deverá passar para 4 milhões ou 5 milhões de frascos com diferentes dosagens.

O interferon alfa, assim como outro produto fabricado em Bio-Manguinhos – a alfapoetina humana recombinante, utilizada no tratamento de anemias associadas à insuficiência renal crônica, ao câncer e à Aids, – faz parte de uma lista de 14 medicamentos de alto custo com os quais o Ministério da Saúde gasta anualmente cerca de R$ 1 bilhão.

A demanda do Ministério da Saúde por esses produtos tende a aumentar, segundo o vice-diretor de desenvolvimento tecnológico de Bio-Manguinhos, especialmente em função de mandados judiciais que obrigam o governo a atender a população com os medicamentos especiais.

“Ainda assim, como o centro aumentará a capacidade de produção de biofármacos em geral, é possível que ganhemos alguma folga para produzir outros medicamentos, como o inteferon beta, usado no tratamento da esclerose múltipla, ou uma vacina nacional contra a pneumonia”, explicou.

Alguns produtos hoje em fase de desenvovimento deverão estar prontos na ocasião de inauguração da planta. Em relação à área de reativos para diagnósticos, a produção deverá permanecer no mesmo nível: 5 milhões de testes por ano.

O novo centro, com mais de 15 mil metros quadrados, sendo 9 mil dedicados a laboratórios, começou a ser construído em 2006 e o edifício está levantado até o segundo andar. “A parte levantada corresponde à área de protótipos. O centro terá um prédio único, mas sem intercruzamento entre as áreas”, disse Galler.

O centro será pioneiro ao integrar em uma mesma construção a planta de protótipos para desenvolvimento e produção de novas vacinas, reativos para diagnóstico laboratorial e biofármacos.

O novo centro exigirá ampliação do quadro de recursos humanos. “Haverá um aumento de pessoal, especialmente na área de produção. Pensamos em terceirizar esses serviços e tentar novas vagas concursadas junto ao governo”, disse Galler.


Fonte: Fábio de Castro / Agência Fapesp

França condecora pesquisadores brasileiros

O Consulado Geral da França em São Paulo condecorou Guilherme Ary Plonski e Marcelo Mester com a Ordre des Palmes Académiques. A entrega foi feita durante o evento Goutez la France!, organizado pelo Escritório Politécnico Internacional da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), no dia 22 de junho.

A Ordre des Palmes Académiques é concedida pela França desde o período de Napoleão (1769-1821). Originalmente, as palmas eram concedidas apenas a professores da Universidade de Paris, mas em 1866 o escopo foi ampliado para incluir importantes contribuições feitas para a educação francesa, inclusive por entrangeiros.

Plonski é coordenador do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP, além de professor titular do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e professor associado do Departamento de Engenharia de Produção da Poli.

Durante seu mandato de diretor-superintendente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de 2001 a 2006, apoiou ações de cooperação com a França por meio da criação do Centro Tecnológico de Compósitos (Cetecom), inspirado nos Centros Regionais de Inovação e Transferência de Tecnologia franceses. Também incentivou a cooperação entre laboratórios do IPT e empresas francesas em busca de novas tecnologias.

Como presidente da Comissão de Cooperação Internacional da Faculdade de Medicina da USP, Marcelo Mester desenvolveu e assinou acordos de cooperação entre a faculdade e a Assistance Publique – Hôpitaux de Paris, que consistem em enviar residentes de medicina para efetuar estágios de seis meses a um ano em hospitais parisienses. Em três anos, 30 residentes foram para a França.

Fonte: Agência Fapesp

Apoio ao patrimônio cultural brasileiro

Termina no dia 17 de julho o prazo de inscrição dos editais para seleção de projetos de valorização do patrimônio cultural brasileiro do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura.

Lançados no dia 9 de maio, os editais são voltados para projetos de educação patrimonial e para promoção de atividades econômicas em sítios históricos. Serão investidos até R$ 100 mil em projetos educativos e até R$ 150 mil em propostas de fortalecimento de atividades tradicionais e de promoção do turismo cultural.

As exigências de cada edital estabelecem que podem se candidatar entidades de direito privado, legalmente constituídas, tais como organizações não-governamentais, associações, fundações públicas ou privadas e empresas, isoladamente ou associadas. Os interessados devem demonstrar idoneidade legal, técnica e financeira, além de comprovar experiência mínima de dois anos na área de atuação.

De acordo com informações do MEC, o lançamento dos editais se insere na perspectiva de que ações de valorização do patrimônio cultural são essenciais para o fortalecimento das identidades culturais e para o desenvolvimento econômico e social das comunidades locais.

O edital de educação patrimonial se destina a dar apoio a projetos educativos que promovam a compreensão e a valorização dos aspectos ligados ao patrimônio material e imaterial brasileiro. O Monumenta financiará até R$ 100 mil do total desses projetos, sendo exigida contrapartida da instituição proponente.

Também serão selecionadas propostas de produção de material didático de apoio, das quais o Monumenta financia o valor máximo de R$ 80 mil.

O edital de turismo cultural é voltado para o fomento de atividades de elaboração de roteiros turísticos ou consolidação dos já existentes, que valorizem as manifestações culturais do município, como artesanato, gastronomia, arte, música, dança, teatro, arquitetura, tradições e história. O Monumenta financiará até R$ 100 mil do valor total de cada um dos projetos turísticos selecionados, sendo exigida contrapartida da instituição proponente.

Também serão apoiados projetos que visem a fortalecer e a dinamizar atividades culturais e produtivas tradicionais, como ações de resgate da memória e das referências culturais locais, contribuindo para o desenvolvimento e incremento do artesanato, dos ofícios tradicionais, da culinária e formas de expressão. Nesse caso, o Monumenta financiará o valor máximo de R$ 150 mil por projeto.

Os editais podem ser acessados em no site. É necessário preencher um cadastro.

Mais informações: (61) 3901-3863 / 3901-3865 ou pelo e-mail.

Fonte: Agência Fapesp