sexta-feira, 6 de julho de 2007

Instituto do Milênio gera novas tecnologias para estudo de estrelas e galáxias

A Astrofísica é considerada uma ciência de fronteira pelas pesquisas científicas que ampliam sem cessar os limites do universo conhecido e pelo desenvolvimento de instrumentação de ponta necessário às freqüentes descobertas, dois aspectos importantes para o avanço da ciência do Século XXI. O Instituto do Milênio para Evolução de Estrelas e Galáxias na era dos Grandes Telescópios, projeto apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), é centrado na montagem e no uso dos novos telescópios SOAR e Gemini, colocados à disposição dos cientistas brasileiros.

Os projetos SOAR e Gemini são consórcios internacionais dos quais o Brasil é membro participante e contribuiu com mais de US$ 20 milhões, a maior parte repassada pelo CNPq. O país ingressou no Projeto Gemini em 1993 e no projeto do Southern Astrophysical Research (SOAR) em 1995.

O Projeto Gemini é composto por dois telescópios com espelhos de 8 metros de diâmetro. O Gemini-Norte, localizado no Havaí, foi inaugurado em 1999, enquanto o Gemini-Sul, no Chile, começou a funcionar em 2002. É um projeto de US$ 180 milhões em consórcio com EUA, Inglaterra, Canadá, Austrália e Argentina.

Já o SOAR entrou em operação experimental em 2004 e consiste de um telescópio com espelho de 4,3 metros de diâmetro, localizado em Cerro Pachon, Chile, na mesma montanha onde se encontra o telescópio Gemini-Sul. Também é um consórcio entre o Brasil, National Optical Astronomical Observatory (NOAO), University of North Carolina e a Michigan State University. A Fapesp também apoiou a construção e a parte científica brasileira dos trabalhos é coordenada pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCT). O custo do telescópio foi de US$ 28 milhões.

O balanço da produção científica do Instituto do Milênio entre 2001 e 2004 resultou em 350 artigos em revistas de primeira linha. Os artigos dos projetos instrumentais só serão produzidos após a finalização dos instrumentos e outros testes, o que deve acontecer a partir de 2008. Mais informações sobre a produção podem ser encontradas no site .

Dez mil cópias de CD-ROM com hipertexto de Astronomia e Astrofísica com imagens e animações, para PC, MAC e Linux, produzido por Kepler de Oliveira e Fátima de Oliveira, foram feitos dentro do Instituto do Milênio. Os CD-ROMs foram distribuídos a escolas em todo o país, dentro das Olimpíadas Brasileiras de Astronomia (OBA).

O Projeto Telescópios na Escola (TnE) - originalmente denominado Educação em Ciências Com Observatórios Virtuais - foi montado com recursos da Fundação Vitae e, posteriormente, vem recebendo apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, FAPESP e CNPq. Seu objetivo é estimular o ensino de ciências por meio da astronomia. Quatro observatórios estão operacionais e trabalhando com escolas de nível fundamental e médio em Florianópolis, Valinhos, São José dos Campos e Rio de Janeiro.

Instrumentos desenvolvidos dentro do Instituto do Milênio

O principal objetivo foi o desenvolvimento de instrumentos astronômicos altamente complexos e precisos para o SOAR e o Gemini. Foram feitos projetos de engenharia para mais de 1500 peças: espectrógrafo SIFS, de campo integral, o espectrógrafo STELES, de alta resolução espectral, e o imageador no infravermelho SPARTAN.

Espectrógrafo SIFS
É um espectrógrafo de campo integral, cuja imagem é feita por grande quantidade de fibras ópticas. No caso do SIFS são 1300 fibras, que cobrem uma pequena área no céu. Para a região observada são obtidos 1.300 espectros ao longo da superfície do objeto. Esse tipo de instrumento é também chamado espectro-imageador. Na figura abaixo é mostrado o instrumento instalado no SOAR, que deve ser concluído em um ano.

Espectrógrafo de alta resolução STELES
A alta resolução espectral permite obter “abundâncias químicas” com grande precisão. No Instituto do Milênio foram desenvolvidos os desenho óptico, o desenho mecânico preliminar e foram comprados os detectores CCD, projeto de segunda geração para o SOAR.

Câmera imageadora no infravermelho SPARTAN
Teve participação brasileira importante, embora fosse de responsabilidade da Michigan State University, outro parceiro do SOAR. O Instituto do Milênio contribuiu com um dos quatro detectores infravermelhos, além do envolvimento de um astrônomo e um engenheiro óptico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Abaixo o espectrógrafo completo, que segue para o Chile ainda em 2007.

Confira as imagens dos instrumentos desenvolvidos dentro do Instituto do Milênio.

Fonte: Agência CT

Missão Técnica Internacional da Aliança Íbero–Brasileira de Parques Tecnológicos promete conhecimento e desafios para os participantes

Em um ambiente propício ao conhecimento, Espanha e Portugal irão acolher a Missão Técnica Internacional da Aliança Íbero–Brasileira de Parques Tecnológicos de 23 de junho a 07 de julho. Quarenta pessoas de diversas regiões do Brasil participarão do evento, que será realizado em Málaga, Barcelona e Lisboa. São gestores de parques tecnológicos, representantes de secretarias de Estado, universidades, instituições públicas e privadas.

A ANPROTEC, em parceria com a Associação de Parques Científicos e Tecnológicos de Espanha (APTE) e com a Associação Portuguesa de Parques Tecnológicos (TECPARQUES), além do apoio da Associação Internacional de Parques Científicos (IASP), promove esta iniciativa. Uma parceria que irá levar uma extensa e enriquecedora programação de atividades, além de ter a oportunidade de participar da XXIV IASP – World Conference on Science & Technology Parks, que ocorre anualmente nas principais cidades do mundo.

A Aliança Íbero-Brasileira é uma ação estratégica entre as Associações e os Parques Tecnológicos do Brasil, Espanha e Portugal. De acordo com a superintendente da ANPROTEC, Sheila Oliveira Pires, esta Missão será destinada a contribuir de forma efetiva nos desafios de consolidar os empreendimentos de parques no Brasil e busca ampliar a relação com estes países, fortalecendo a parceria.

Entre os objetivos está o de desenvolver e implantar um programa formal e sistemático de cooperação conjunta entre os parques membros da Aliança e oferecer uma formação técnica específica obre o panorama global destes parques. Além disso, pretende-se realizar visitas técnicas especializadas e estreitar a relação com dirigentes públicos dos dois países. “Considerando a qualidade do programa do curso e o nível dos palestrantes, temos certeza de que a Missão deverá ser um sucesso", disse o presidente da ANPROTEC, José Eduardo Fiates.

Veja a programação completa do evento no site.

Fonte: Anprotec

Abertas as inscrições para o XVII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas

As inscrições para o XVII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o XV Workshop Anprotec, o maior evento latino-americano do setor, estão abertas.

O evento será de 17 a 21 de setembro de 2007, em Belo Horizonte, no Ouro Minas Palace Hotel, e pretende ser um marco na história do segmento. Este ano, a Anprotec, uma das organizadoras, completa 20 anos de existência e, por isso, é hora de repensar passado, presente e futuro. Em conjunto com o Sebrae, a entidade pretende apresentar e discutir diretrizes, estratégias e ações que possibilitem maior crescimento do movimento de parques e incubadoras no Brasil.

A intenção, segundo a superintendente executiva da Anprotec, Sheila Pires, é o desenvolvimento da área. “Vamos pensar os próximos 20 anos, traçar desafios, tendências e oportunidades. Pensar no futuro e fazer uma avaliação de tudo o que foi feito até agora.”

As atividades deste ano vêm com um formato diversificado. O número de minicursos foi ampliado e, na segunda-feira, dia 17 de setembro, a parte matutina oferecerá quatro opções de temas. Outra novidade são as sessões plenárias do Seminário, que serão paralelas, dividas entre Incubadoras e Parques Tecnológicos. “O movimento está crescendo e sentimos a necessidade de dividir os dois segmentos devido ao grande interesse do público”, salientou Sheila.

Além disso, a programação ainda traz workshops, onde os participantes obterão conhecimento sobre temas essenciais ao segmento, visita técnica, debates, apresentação de artigos e a assembléia geral com os associados.

Inscrições, com desconto, no site , veja a programação completa e faça sua inscrição.

Fonte: Anprotec

Eletricidade da biomassa

Cascas de árvores, caroços de açaí e lascas de madeira de cedro são alguns tipos de resíduos vegetais testados e aprovados para serem transformados em energia elétrica por um gaseificador desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB). O equipamento foi apresentado a representantes do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), no dia 15 de junho, e será usado no programa Luz para Todos.

Chamado de gaseificador downdraft estratificado, o equipamento é composto de um cilindro de cimento refratário de 1 metro de altura, no qual a biomassa é inserida por uma abertura superior. O gás gerado pela queima desses resíduos passa por um processo de pós-tratamento para a separação de material particulado e, em seguida, alimenta um pequeno motor que aciona e mantém em operação um gerador de energia elétrica.

O sistema foi desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica (ENM) e do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da UnB, coordenados pelos professores Armando Caldeira e Carlos Alberto Gurgel.

“O gás é automaticamente sugado pelo motor, que começa a funcionar acoplado ao gerador. A vibração do motor é então transferida para o gerador que, após ser agitado em alta freqüência, consegue manter o sistema homogêneo para a geração de eletricidade. O gás substitui a maior parte do combustível fóssil do motor”, disse Gurgel.

Segundo o professor do ENM, com base em cálculos realizados no Laboratório de Energia e Ambiente, se o mesmo gerador utilizado pelo equipamento fosse acoplado somente a um motor que utilizasse 100% do diesel disponível, seria possível gerar até 7,5 quilowatts (kW).

“No nosso equipamento, o motor é regulado para utilizar apenas 15% do óleo diesel original. O restante da operação é feito com o gás da biomassa. Considerando as perdas no processo de queima dos resíduos vegetais, o sistema é capaz de gerar praticamente a mesma quantidade de energia: 6 kW”, explica o professor.

A primeira unidade do equipamento será instalada até o fim de julho em uma comunidade no município de Correntina, interior da Bahia, e terá capacidade de 5 kW. Hoje, essa comunidade tem cerca de dez famílias e vive com apenas 1 kW, o que é suficiente para atender apenas a casa da liderança.

“Com 5 kW, a comunidade como um todo poderá ser atendida em usos mais básicos, como em pequenos pontos de luz nas residências ou em uma geladeira centralizada que abasteça várias famílias, por exemplo”, disse Gurgel. Com o surgimento de novas demandas pelos habitantes da comunidade, os pesquisadores deverão planejar novos pontos de energia.

Apesar de inicialmente ter sido planejada para atender à demanda de 5 kW da comunidade de Correntina, o professor da ENM aponta que a tecnologia desenvolvida para o gaseificador permite gerar até 30 kW, o suficiente para abastecer cerca de cem famílias com cinco pessoas cada, no padrão do programa Luz para Todos.

“O sistema de gaseificação é extremamente simples e não tem nenhum componente tecnológico que não possa ser fabricado no Brasil”, disse Gurgel. As pesquisas têm apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnlógico (CNPq), das Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte) e do Ministério de Minas e Energia (MME).

Criado em 2004 pelo governo federal, o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica (Luz para Todos), tem o objetivo de levar energia elétrica para regiões isoladas do país, especialmente para a população rural, contribuindo para o aumento da renda familiar.

Fonte: Agência Fapesp

Projeto para a indústria de papel vence 2º BioBusiness Brasil

Um projeto para o desenvolvimento de enzimas personalizadas, criadas por evolução dirigida, para o biobranqueamento de celulose. Essa iniciativa chamada de Lightzyme foi o projeto vencedor anunciado, dia 20/06 , na etapa final do 2° BioBusiness Brasil – Concurso de Criação de Novos Negócios em Biotecnologia e Saúde. A vantagem de se adaptar as enzimas está na maior produtividade e conseqüente diminuição dos custos de implantação nos processos das indústrias de papel e celulose.

O concurso é promovido pela incubadora de empresas Supera, fruto da parceria entre o Sebrae em São Paulo, a Fundação Instituto Pólo Avançado da Saúde de Ribeirão Preto (Fipase), a Universidade de São Paulo (USP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O 2º BioBusiness Brasil faz parte da programação do III Seminário Sobre Rotas Tecnológicas da Biotecnologia no Brasil, que proporciona discussões e interações entre diferentes atores, como empresários, empreendedores, pesquisadores e investidores, a fim de impulsionar o surgimento de novos projetos e a transferência para utilização na indústria nacional, de forma a proporcionar o surgimento de produtos e processos inovadores.

"O concurso e o seminário criam um ambiente propício para interações, trocas e parcerias entre os atores da Biotecnologia para a complementação das suas capacidades tecnológicas. Para tanto, empresas e instituições de pesquisas apresentam seus produtos e serviços no evento", explica Marcelo Maçonetto, coordenador do 2º Biobusiness Brasil.

A premiação ganhou caráter nacional nesta segunda edição e ofereceu R$ 20 mil em prêmios para o projeto vencedor, valor superior ao do ano passado, que foi de R$ 8 mil. Além do prêmio, o vencedor de 2007 apresenta a proposta nesta quinta (21) no III Seminário de Rotas da Biotecnologia no Brasil no Centro de Convenções em Ribeirão Preto. O projeto também conquistou o direito de ser desenvolvido na incubadora Supera.

"O concurso é uma grande oportunidade para mostrar novos projetos para investidores, empresários, graduandos e pós-graduandos", disse Maçonetto. As áreas que tiveram mais projetos captados foram Agronegócio e Indústria. Ao todo, 50 projetos foram inscritos, elaborados por cerca de 100 participantes de oito estados diferentes. Antes da seleção dos seis finalistas, os participantes passaram ainda por treinamentos para a revisão e melhoria do conteúdo dos Planos, antes de serem sabatinados por um Júri de Avaliação.

A Supera é uma incubadora de empresas de base tecnológica que oferece apoio à criação de novos negócios e conta com espaço físico para o empreendimento e serviços de suporte administrativo na fase crítica de implantação e desenvolvimento de um novo negócio.

O concurso e o seminário também nasceram na incubadora, assim como o BioBusiness Brasil, uma rodada de negócios em biotecnologia. Essa rodada é realizada tradicionalmente no mesmo dia do encerramento do Concurso de Criação de Novos Negócios em Biotecnologia.

"O evento reforça a necessidade de se fomentar a transferência de tecnologia do meio acadêmico para o meio empresarial. Aqui os pesquisadores tiram os projetos dos laboratórios e os expõem à realidade das necessidades do mercado", disse Rogério Volpini, analista do escritório do Sebrae em Ribeirão Preto.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Lançada a biblioteca virtual da América Latina

A FAPESP assinou, dia 27/7, em São Paulo, um acordo de cooperação técnica com a Fundação Memorial da América Latina para o início da criação da Biblioteca Virtual da América Latina (BV@L).

A parceria visa a promover a indexação, o armazenamento, a preservação e a disseminação de informações sobre a produção técnica, científica, cultural e artística dos países da região, geradas pelo Memorial da América Latina e por outras instituições do exterior que tenham coleções sobre o continente para fins de pesquisa, ensino e extensão.

A primeira iniciativa do convênio deverá ser o desenvolvimento da plataforma tecnológica necessária para a implementação da BV@L no Memorial, com base em recursos avançados das tecnologias de informação e comunicação.

“O protocolo de intenções nos dá o direito de utilizar toda a experiência técnica acumulada pela FAPESP na formação de sua Biblioteca Virtual. Tão importante quanto essa transferência de conhecimentos será a utilização da biblioteca do Memorial para a integração dos países latino-americanos por meio de atividades de reflexão e de disseminação cultural”, disse Fernando Leça, diretor-presidente da Fundação Memorial da América Latina.

O conteúdo da BV@L incluirá informações sobre as coleções existentes no acervo bibliográfico da Biblioteca Latino-Americana Victor Civita, instalada dentro do Memorial e que conta com cerca de 30 mil títulos, em vários campos do conhecimento, incluindo materiais impressos e audiovisuais.

“É importante ressaltar que uma biblioteca virtual não necessariamente deve abrigar, em formato digital, todo o conteúdo de uma biblioteca física”, disse Marcia Rosetto, coordenadora técnica do projeto de implementação da BV@L. “A biblioteca virtual também deverá conter uma área de arquivos digitais, mas isso é um passo que será dado mais adiante.”

Segundo ela, o objetivo da etapa atual do projeto, que se formaliza com a assinatura do convênio com a FAPESP, é a construção de um diretório com dados sobre a América Latina, tendo em vista a criação de uma rede de contatos e o aprimoramento do diálogo com outras instituições importantes do continente.

“Será preciso, em um primeiro momento, identificar onde estão as informações sobre o continente e quem são as instituições que as detêm. Essa é uma iniciativa de médio e longo prazo. Por outro lado, já estamos planejando a digitalização de publicações em que o memorial seja detentor dos direitos autorais, como a revista institucional Nossa América”, explicou.

Segundo Carlos Vogt, presidente da FAPESP, o convênio tem especial relevância para otimizar a divulgação da memória cultural, das atividades científicas e da produção tecnológica na América Latina.

“As possibilidades que nos são dadas pelo mundo virtual, pela informatização e pela socialização do acesso criam espaços virtuais capazes de agregar instituições”, disse. “Esse movimento de consolidação das bibliotecas virtuais, que é o espírito desse convênio, nos permite sonhar com a criação de uma nova biblioteca de Alexandria.”

“Além de ser uma grande honra e satisfação, trabalhar em parceria com o Memorial, uma instituição sui generis na América Latina, nos motiva a encontrar novas fórmulas de ação e preservação da memória dos acervos, de maneira que o resultado seja o maior entrelaçamento das relações entre os países envolvidos com a iniciativa”, destacou Vogt.

Fonte: Thiago Romero / Agência Fapesp

LNLS projeta equipamento e ganha reconhecimento

A Autodesk nomeou o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/ MCT), como inventor do mês, em maio último. Os vencedores são escolhidos pela primazia e inovação em projetos de engenharia entre os mais de 600 mil usuários do software Autodesk Inventor, seu aplicativo best-seller de projeto mecânico 3D, que propõe às empresas de manufatura a capacidade de visualizar e simular a performance no mundo real, sem depender de dispendiosos protótipos físicos.

O LNLS é um dos 40 laboratórios de luz síncrotron do mundo, que permite aos cientistas usar poderosos raios-X e ultravioleta para obter informações sobre a estrutura atômica e molecular de diversos materiais. Este conhecimento pode ser aplicado em todos os campos, desde biociências e desenvolvimento de medicamentos, até estudos estruturais e análise de materiais semicondutores.

O laboratório utilizou o Autodesk Inventor para projetar o Elliptically Polarizing Undulator (EPU, ou Ondulador de Polarização Elíptica), peça que dá aos cientistas a liberdade de mudar a polarização da luz entre linear, elíptica e circular, além de ampliar os picos de radiação em termos de energia, permitindo que os usuários visualizem as características dos materiais. O ondulador é composto por cerca de 15.800 peças, divididas em 5.560 elementos mecânicos padronizados, com 453 peças não-idênticas dentro da montagem e de outras peças repetidas.

Com visualização 3D, o LNLS pôde confirmar que a montagem dos equipamentos estaria livre de erros de interferência, antes de iniciar o processo de manufatura. Como resultado, mais tempo e recursos puderam ser dedicados ao desenvolvimento das funcionalidades inovadoras, que dão suporte às pesquisas e descobertas científicas.

A Autodesk, Inc. (Nasdaq: ADSK), é o líder mundial em software 2D e 3D para os setores da indústria transformadora, construção, infra-estruturas, media e entretenimento. Desde a introdução do seu AutoCAD em 1982, a empresa desenvolveu o mais vasto portfólio de soluções de protótipo digital para ajudar os clientes a viverem as suas idéias antes de se tornarem realidade.

Para mais informações sobre a Autodesk visite o site da empresa.

Fonte: Gestão CT

Aprovada lei que prevê isenção fiscal para parcerias com ICTs

A lei nº 11.487, que modifica a Lei do Bem e inclui a isenção fiscal para empresas que atuarem em parcerias com instituições científicas tecnológicas (ICTs), foi publicada na edição extra do dia 15 de junho do Diário Oficial da União (DOU).

O texto cria o artigo 19-A na Lei do Bem e prevê que toda pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), os dispêndios efetivados em projeto de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica a ser executado por ICT.

A lei, que também prevê a participação das empresas na titularidade dos direitos de propriedade industrial e intelectual conforme o valor do benefício fiscal, estabelece que o incentivo fiscal não poderá ser cumulado com o regime de incentivos fiscais às pesquisas tecnológicas e à inovação tecnológica desenvolvidas nas próprias empresas. Os projetos apresentados deverão ser aprovados por um comitê constituído por representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Educação (MEC).

A iniciativa da isenção fiscal para pesquisas realizadas em parcerias entre empresas e ICTs partiu do Ministério da Educação e foi encampada pelo Governo Federal. O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei, que não sofreu nenhum veto da presidência da República. Agora, caberá ao MEC propor os termos de regulamentação da lei.

Fonte: Anpei

Algodão vermelho e repelente

Uma nova variedade de algodão, mais resistente a pragas, entra em cena como uma alternativa aos pequenos agricultores dessa cultura. É o que esperam pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que cruzaram duas linhagens de algodão e geraram uma terceira variedade, de cor vermelha, com características e qualidades das anteriores.

O algodão, que produz fibras brancas, tem o caule e as ramificações na cor vermelha. A nova variedade é resistente a diversas pragas do algodão e tem boa produtividade e qualidade de fibra, o que é incomum em plantas de coloração vermelha.

Gerado a partir do cruzamento da linhagem Texas Red, uma variedade de algodão vermelho cultivado nos Estados Unidos, e da linhagem IAC 87/544, o algodão vermelho do IAC repele pragas como o bicudo. O inseto, considerado grande vilão da cotonicultura, tem dificuldade para perceber a cor em plantas vermelhas, por isso rejeita esse tipo de vegetal.

Milton Geraldo Fuzzato, pesquisador do IAC, sugere que pequenos produtores plantem o algodão vermelho em conjunto com uma pequena quantidade de algodão comum. Dessa maneira, os insetos atacariam apenas as plantas verdes, o que tornaria o controle, à base de inseticida, mais fácil.

Da linhagem IAC 87/544, a nova variedade herdou a resistência a alguns tipos de nematóides, ao fungo murcha de fusarium e à doença ramulose, causada por um outro tipo fungo. Por ser resistente a diversas pragas, a planta dispensa o uso pesado de agrotóxicos, podendo ser cultivada de modo orgânico.

Segundo Fuzzato, a explosão da cana-de-açúcar pode expulsar grande parte dos pequenos agricultores de suas terras gerando um grave problema social. “Trata-se de um nicho de mercado bastante valorizado. Apesar de mais dispendiosa, a produção orgânica é compensada pelo preço.”

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também desenvolveram variedades de algodão em cores como vermelho, marrom e verde.

Para se tornar viável comercialmente, a nova variedade de algodão deve atender às demandas do lavrador (que cultiva a planta), do intermediário (que separa as fibras do algodão) e do industrial de fiação e tecelagem.

Fuzzato explica que, além da resistência a pragas, há outras variáveis que definem a qualidade do algodão. É preciso que ele tenha grande produtividade e boa qualidade de fibras, por exemplo. Cada variável é determinada por uma informação genética, mas muitas vezes há correlação entre duas ou mais dessas características.

No caso do algodão vermelho, a planta originária dos Estados Unidos apresentava baixa produtividade e qualidade. O cruzamento com a linhagem do IAC, além de dar resistência a outras pragas, melhorou essas duas outras características. As primeiras pesquisas do IAC sobre algodão vermelho foram feitas em 1991. De lá para cá, a variedade teve ganhos de qualidade até chegar ao atual estágio.

A pesquisa é apoiada pela Agência Rural, de Goiás, e pelo Instituto Agronômico do Paraná. Em pequenas lavouras no noroeste do Paraná tem sido aplicado um inseticida que, por não levar produtos sintéticos em sua composição, pode ser usado em cultivos orgânicos. A troca de experiência pode beneficiar pequenos agricultores dos três estados.

Fonte: Murilo Alves Pereira / Agência Fapesp

41º Congresso da Associação Internacional de Críticos de Arte

Estão abertas as inscrições para o 41º Congresso da Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica), que será realizado de 1º a 4 de outubro, em São Paulo.

A comissão organizadora está oferecendo 150 vagas gratuitas para quem se inscrever até 30 de junho.
O objetivo do encontro é examinar o papel da crítica de arte em relação à institucionalização da arte contemporânea no atual contexto cultural.

“A institucionalização da arte contemporânea: a crítica de arte, os museus, as bienais, o mercado de arte” será o tema central. Entre os conferencistas convidados estão Jacques Leenhardt (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, França), Nestor Garcia Canclini (Universidade Nacional Autônoma do México) e Maarten Bertheux (Museu Stedelijk, Holanda).

Mais informações no site.

Fonte: Agência Fapesp

Cidade com mais tuberculose no Brasil

Tuberculosis among the indian population in São Gabriel da Cachoeira, Amazonas State, Brazil
De 1997 a 2002, a incidência de tuberculose em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, foi 2,4 vezes maior do que a média do estado e quatro vezes superior à média nacional. A cidade, que hoje tem 34,8 mil habitantes e cuja população de origem indígena representa mais de 80% do total, apresentou uma média de 82 casos da doença por ano no período estudado.

Os dados, publicados na edição de julho dos Cadernos de Saúde Pública, são resultado de estudo realizado por Antônio Levino, do Centro de Pesquisa Leônidas Maria Deane (CPqLMD), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Roselene Martins de Oliveira, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O trabalho descreve a situação da tuberculose em São Gabriel da Cachoeira por meio de análises estatísticas de informações coletadas no banco de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Ao todo, foram analisados dados de 494 pacientes com a doença atendidos pelos serviços de saúde da cidade.

Os pesquisadores utilizaram também informações dos censos de 1991 e de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os coeficientes de incidência da doença foram avaliados de acordo com variáveis como idade, sexo e procedência urbana ou rural.

No período analisado, a ocorrência da doença entre homens foi maior do que entre mulheres: 307 e 238 casos, respectivamente, para cada 100 mil habitantes. A área rural da cidade foi a mais afetada, com 81% do total de casos. A população do município em 2000 era de 29.947 habitantes, sendo 12.373 urbana e 17.574 rural.

Com relação à idade, a maior incidência da doença ocorreu em pessoas com mais de 50 anos e que vivem na zona rural, seguida de crianças com até 4 anos na zona rural, 15 a 49 anos na zona rural e acima de 50 anos vivendo em áreas urbanas.

Para ler o artigo Tuberculose na população indígena de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas, Brasil, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP – 25/06/2007

Estratégias podem unir pesquisa à produção de fármacos

O mapeamento das competências do Brasil na área da pesquisa e desenvolvimento de fármacos (matéria-prima dos medicamentos), a criação de uma base de dados dessas informações e a implantação de um Laboratório Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos são estratégias que podem fazer o Brasil avançar na área.

A proposta é fruto da pesquisa de doutorado do farmacêutico Silvio Barberato Filho em que analisou os aspectos econômicos e técnicos do desenvolvimento de fármacos e procurou discutir caminhos para que o Brasil avance nessa questão.“As empresas e universidades brasileiras não conseguem desenvolver medicamentos a partir do conhecimento científico”, afirma o pesquisador que apresentou a tese na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

A primeira estratégia delineada por Barberato é o mapeamento das competências do Brasil na área da pesquisa e desenvolvimentos de fármacos. Segundo ele, esse fator dificulta o avanço no desenvolvimento de fármacos e sua posterior comercialização como medicamentos.

O pesquisador diz que com o mapeamento, pode-se criar uma base de dados como forma de difusão das patentes existentes e dos trabalhos de cada grupo de pesquisa.

A terceira estratégia propõe a criação de um Laboratório Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos, que funcionaria como um centro de articulação das iniciativas nesta área do conhecimento. O laboratório disponibilizaria ferramentas tecnológicas para uso compartilhado, o que possibilitaria maior rapidez nesse processo.

Barberato constatou que as empresas farmacêuticas brasileiras não priorizam a pesquisa, como acontece no exterior. O conhecimento científico na área de fármacos no país está restrito às universidades, que, no entanto, encontram dificuldades para transformar a pesquisa em produto comercializado.

Outro obstáculo que o País enfrenta é relativo ao longo período do processo de pesquisa. Segundo Barberato, a pesquisa de um novo fármaco dura em média 10 a 12 anos e isso diminui o interesse das empresas para desenvolver o medicamento a partir do conhecimento científico.

O pesquisador acredita que oprocesso de patente precisa ser acelerado para que as empresas se interessem pela pesquisa das universidades e assumam a continuidade do processo ou participem dele.

Mais informações: (0XX15) 2101-7041 com Silvio Barberato Filho

Caso desmatada, Amazônia emitirá 60 vezes mais carbono para a atmosfera

A floresta amazônica possui um estoque de aproximadamente 100 bilhões de toneladas de carbono. Isso significa que, caso a floresta seja desmatada, será lançado na atmosfera terrestre o equivalente a 14 vezes as emissões anuais globais pela utilização de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás natural) e 60 vezes as emissões anuais por desflorestamentos em todo o planeta.

O alerta foi feito pelo cientista Antônio Manzi, do Programa LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia), coordenado cientificamente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), durante a audiência pública sobre "Mudanças Climáticas".

A audiência aconteceu na última segunda-feira (18), na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), para a Comissão Especial Mista de Mudanças Climáticas do Congresso brasileiro.

Durante a sessão, foi discutido sobre o tema "Aquecimento Global: diagnóstico e perspectivas para o Brasil", com o enfoque para a Amazônia. Na oportunidade, foram debatidas alternativas para o desenvolvimento econômico e sustentável da região. A audiência contou com a presença de senadores, deputados federais e estaduais, representantes de órgãos do governo, cientistas e dirigentes de instituições de pesquisa da região etc.

Manzi disse que as mudanças ambientais e o aquecimento global, causados pelo consumo de combustíveis fósseis e pelos desflorestamentos, são inevitáveis. Segundo ele, já houve um aumento por volta de 1ºC da temperatura na Amazônia no último século. Disse também que a sociedade, como um todo, deva ser orientada a se adaptar às conseqüentes mudanças, além de buscar formas para reduzir os seus efeitos.

Em relação ao seqüestro de carbono, o pesquisador explicou que estudos recentes estimam que a floresta amazônica vem capturando entre 300 e 600 milhões de toneladas por ano nas últimas três décadas. Isso quer dizer que os ecossistemas da Amazônia prestam um serviço ambiental importante ao retirar parte do excesso de gás carbônico da atmosfera e, por isso, contribui para diminuir o aquecimento global.

Segundo Manzi, manter a floresta em pé não quer dizer que a sociedade precise parar de evoluir. Ele também afirmou que é possível recuperar áreas degradadas ou abandonadas, fazer o reflorestamento para ajudar no seqüestro de carbono e destiná-las a atividades lucrativas, por exemplo, geração de serviços ambientais, agricultura sem queimadas e para a geração de biocombustíveis e sistemas agroflorestais para a produção de alimentos e madeira.

O pesquisador destacou que as instituições de ensino e pesquisa da região precisam continuar investindo no aumento do conhecimento científico sobre os ecossistemas e sua interação com o sistema climático, pois desta forma, os modelos matemáticos utilizados para prever o clima poderão ser aperfeiçoados, permitindo a diminuição na margem de erros das previsões das mudanças climáticas da Amazônia e do planeta como um todo.

Fonte: Caroline Soares,Luís Mansueto / Inpa / Agência CT

Inovatec 2007 será realizada em agosto

A segunda edição da Feira de Negócios em Inovação Tecnológica entre Empresas, Centros de Pesquisa e Universidades (Inovatec) será realizada no Centro de Eventos São Luiz em São Paulo, de 1 a 3 de agosto.

O evento visa estimular os contatos de negócios entre as instituições de pesquisa e empresas, com o objetivo de promover a transferência de tecnologia.

Além dos espaços para estandes, haverá também Rodada de Negócios que funcionará de duas formas: mediante agendamento prévio de reuniões e durante os Seminários de Oferta e Demanda.

Mais informações no site da feira.

Fonte: Anpei

Portal facilita consulta no LNLS

Para agilizar procedimentos relacionados com submissão e o acompanhamento de propostas de pesquisa enviadas ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/MCT), em julho será ativado um Portal de Serviços para Usuários.

Inicialmente, apenas propostas destinadas à Linha de Luz MX-1 (Cristalografia de Macromoléculas) serão avaliadas via Portal. Depois, gradativamente, as demais linhas em operação na fonte de luz síncrotron e outras instalações abertas a usuários começarão a receber propostas por este novo sistema.

No Portal, os proponentes poderão acompanhar as etapas relacionadas com a análise da proposta enviada ao LNLS.

Os usuários também poderão fazer inscrições em cursos, atualizar cadastro e enviar artigos científicos para publicação no Activity Report. O acesso ao Portal será feito pela página do Laboratório.

O objetivo do Portal é facilitar e agilizar a interação entre o LNLS e todos aqueles que utilizam instalações abertas a usuários externos. Ele é a interface visível para os usuários de um novo sistema de gerenciamento de propostas.

No Portal, os pesquisadores poderão acompanhar a tramitação interna do processo de análise da proposta de pesquisa, o que não é possível pelo sistema atual. As telas do Portal são auto-explicativas e os usuários não terão dificuldade em adaptar-se ao novo sistema. Eventuais dúvidas serão esclarecidas pelos manuais e, se necessário pelo suporte da Secretaria de Apoio ao Usuário (SAU).

O Portal também permitirá ao usuário externo criar ou atualizar o seu cadastro no LNLS, acompanhar as etapas do processo de avaliação da proposta submetida, acompanhar a alocação de datas para a realização do experimento e programar o deslocamento de pesquisadores ao LNLS.

O novo serviço eliminará a necessidade de contatos com a Secretaria de Apoio ao Usuário (SAU) por meio de telefonemas, fax ou contatos pessoais. Internamente, na Secretaria de Apoio ao Usuário (SAU), será abolida a necessidade de impressão em papel das propostas, pois todas as etapas do trabalho são processadas on-line. Com o funcionamento do Portal, os consultores ad-hoc e membros de comitês científicos trabalharão diretamente com o material digital, o que também significará que, mais rapidamente, o resultado da análise estará disponível para os interessados.

O LNLS é uma instituição pública da área de Ciência e Tecnologia, aberta a usuários do Brasil e do exterior. É gerenciado pela Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), uma organização social, que recebe recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio de um Contrato de Gestão.

O desenvolvimento deste novo sistema de gerenciamento de propostas de pesquisa inclui-se dentre as ações relacionadas com a manutenção e ampliação da infra-estrutura do LNLS, uma das atividades contempladas no Contrato de Gestão e inclusão no planejamento estratégico do Laboratório para o período 2006-2009.

Fonte: Agência CT

Questões conceituais ainda atrapalham apoio aos APLs no Brasil

A 1ª Reunião Plenária dos Núcleos Estaduais de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), realizada na última sexta-feira (29), em Brasília, demonstrou que mesmo sendo uma política pública institucionalizada há alguns anos, os APLs ainda não são consenso, principalmente na questão conceitual.

A própria diretora do Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Cândida Cervieri, afirmou que “há ainda algumas aberrações como criação de APLs”.

Essa resposta foi motivada por questionamentos da platéia diante das apresentações de representantes de alguns núcleos estaduais. Alguns deles pareciam não saber sobre o que estavam falando.

Na avaliação de Ana Kratz, representante da Rede Goiana de Apoio aos APLs, essa discussão conceitual está superada, principalmente no seu Estado. “Não se cria arranjo produtivo. Ou ele existe ou não existe. O arranjo produtivo só existe em torno de busca de soluções de gargalos, sejam comerciais, tecnológicos, de qualquer natureza”. Goiás é considerado referência nacional na gestão de APLs, com destaque para os de leite e confecções.

Núcleos estaduais Mesmo com os problemas conceituais, o governo federal conseguiu criar Núcleos Estaduais de Apoio aos APLs em 23 unidades da Federação. Esse resultado, segundo Cândida Cervieri, é resultado do trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Permanente para APLs durante o ano de 2006 e início de 2007.

Cervieri destacou que o compartilhamento de decisões com os núcleos estaduais é uma das principais conquistas do GTP APL. A meta é concluir, até o final deste ano, planos de desenvolvimento para 80 APLs em todo o país.

Ela reiterou que as 150 novas instituições federais de educação tecnológica prometidas pelo Ministério da Educação até 2010 serão instaladas de modo a atender os arranjos produtivos priorizados pelo governo. Cândida Cervieri anunciou ainda que a 3ª Conferência Brasileira de APLs ocorrerá em 1º, 2 e 3 de outubro, em Brasília.

O GTP também promoverá dez seminários sobre inovação tecnológica ao longo de 2007 para as empresas inseridas em arranjos produtivos. Nesta terça (3) e quarta-feira (4), o seminário será realizado no Estado de Goiás.

Criado em 2004, o GTP APL é composto por instituições públicas e privadas e elabora as diretrizes do governo para apoiar os arranjos produtivos locais. O MDIC é responsável pela Secretaria Técnica, a coordenação dessa instância.

Para saber mais, acesse o site do MDIC.

Fonte: Ramon Gusmão / Gestão CT

4º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel


A Comissão Organizadora tem a honra de convidá-lo a participar do 4º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, a ser realizado em Varginha - Minas Gerais, no período de 03 a 07 de julho de 2007.


Mais informações poderão ser obtidas no site da Ufla.

Fonte: Ufla

Middleware padrão do Sistema Brasileiro de TV Digital é lançado no Rio

Na cerimônia de lançamento do Ginga, um sistema de software nacional de TV Digital, ocorrida dia 3 de julho , no Rio de Janeiro, o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Augusto César Gadelha, ressaltou a qualidade do novo produto e o papel que ele vai desempenhar na questão da inclusão digital.

"Trilhamos o caminho certo, o Ginga simboliza a capacidade brasileira de fazer algo novo e é um mercado que se abre para a área de software", declarou.

O evento realizado durante o 26º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, foi o primeiro da série "Ginga Brasil", que acontecerá em diversas cidades em torno do novo produto, que foi desenvolvido por especialistas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o apoio do MCT e dos ministérios das Comunicações e do Planejamento.

O Ginga é o middleware (camada de software intermediário) que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital pelos produtores de conteúdo, e que independe da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso.

Esses terminais serão necessários nas residências para o recebimento do sinal digital. O sistema possibilita a exibição dos conteúdos através da televisão, celular e palmtops.

Para Gadelha, o Ginga vai levar ao público de TV Aberta, que hoje significa 95% da população do País, muito mais informação e interatividade, mudando a forma como os brasileiros vêm atualmente os conteúdos transmitidos por esta mídia.

O assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, também presente ao evento, disse que o modelo de desenvolvimento do Ginga chegará no final deste ano às emissoras públicas e comerciais.

Ele agradeceu o apoio recebido do MCT por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e assegurou que o sistema apresentará boa qualidade mesmo nos pequenos televisores.

O Ginga ficará disponível a toda a sociedade no portal.

Fonte: Agência CT

CNPq disponibiliza nova biblioteca on-line

Com o Projeto Livro Eletrônico, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) passa a disponibilizar, na sua página na internet, obras científicas, tecnológicas e de inovação em formato eletrônico.

O projeto foi inaugurado com a publicação da obra Comportamento Animal, uma introdução à ecologia comportamental, de Kleber Del-Claro, bolsista de Produtividade em Pesquisa Nível 1C.

Os objetivos do projeto são disseminar o conhecimento por meio de publicações eletrônicas, estimular a difusão do conhecimento, dar visibilidade ao conhecimento gerado e ampliar o acesso à informação de qualidade com foco em ciência, tecnologia e inovação.

Segundo o CNPq, o autor interessado na publicação de seu livro em formato eletrônico deverá enviar uma versão da obra com autorização, registrada em cartório, cedendo à instituição os direitos autorais.

A editora da publicação original deverá ceder oficialmente e sem ônus ao CNPq os direitos de copyright e comerciais. O autor deve dar o aval, antes da divulgação da obra, sobre o formato a ser disponibilizado.

A obra deverá atender a características tais como: ser adequada quanto ao tema abordado, à linguagem e à ética; ter qualidade de conteúdo, diagramação, e de disposição gráfica; e ser relevante, pertinente e abrangente.

A avaliação será feita por uma comissão editorial composta por funcionários do CNPq e por especialistas designados pelo presidente da agência.
Fonte: Agência Fapesp

Brasil vai integrar sistema de informações científicas das Nações Unidas

O ministro Sérgio Rezende assinou dia 27 de junho um acordo de cooperação para indexar ao Sistema UNL (Universal Network Language) os conceitos em ciência e tecnologia da língua portuguesa em códigos digitais que, em seguida, poderão ser convertidos automaticamente em múltiplas línguas.

O projeto é uma parceria entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e a Fundação para a Linguagem Universal Digital (UNDL) das Nações Unidas, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), ligado ao MCT.

Rezende avalia que o projeto deve ajudar nações africanas com a transmissão do conteúdo na língua portuguesa "É satisfatório participar deste empreendimento que vai promover uma grande troca de informações, e beneficiar países africanos".

Na opinião de Emir Suaiden, presidente do Ibict, a data é marcante e eleva o português dentro do mundo acadêmico. "Este é mais um dos esforços que estão sendo realizados para que o Brasil esteja inserido de maneira completa na Sociedade da Informação. Acredito que a inclusão do País neste programa melhora a visibilidade científica e será uma medida de grande valia para ampliar o número de patentes".

Suaiden avalia que o Brasil vai ser integrado no sistema de maneira completa daqui a um ano e meio e complementa dizendo que hoje o Brasil tem mais de 40 mil dissertações publicadas digitalmente.

O sistema UNL foi criado em 1996, no Instituto de Estudos avançados da Universidade das Nações Unidas em Tóquio, Japão, para facilitar a comunicação entre os povos e democratizar o acesso à informação. No começo do século 21 a Universidade de Alexandria promoveu um grande esforço para o crescimento da iniciativa, que consiste na codificação das informações.

Este processo facilita a tradução pois é feito de uma maneira diferente. No sistema UNL as informações são codificadas num sistema que consegue dar a visão semântica do enunciado. Em outras palavras, o sistema interpreta as informações e passa com mais precisão o conteúdo.

O UNL vem sendo desenvolvido por uma rede de pesquisa e desenvolvimento mundial da qual fazem parte mais de 150 cientistas e engenheiros da informática da inteligência artificial e da lingüística.

Fonte: Carlos Freitas Agência CT

Oportunidade de negócio com tecnologia 3D


Rizicarcinicultura - Arroz com camarão

A lavoura de arroz representava, no ano 2000, cerca de 7% de toda a produção agrícola nacional, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Mas a rentabilidade dessa importante atividade econômica é cada vez mais baixa devido ao alto custo de produção, baixos preços e concorrência externa.

Um grupo de pesquisadores tem avaliado a aplicação de um método bastante original para tentar recuperar os ganhos dos produtores: cultivar camarões amazônicos nos próprios tabuleiros de plantação de arroz.

Avaliar a viabilidade da rizicarcinicultura – a associação do plantio do arroz à produção de camarão – é o objetivo do projeto iniciado em dezembro por pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

O projeto, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa, é uma parceria entre o Pólo Regional do Nordeste Paulista da Apta, o Instituto de Pesca da Apta e o Centro de Aqüicultura da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal. A coordenação é de Hélcio Luis de Almeida Marques e Marcello Villar Boock.

De acordo com Boock, o projeto, que será finalizado em dezembro, pretende avaliar as possibilidades de agregar valor à produção de arroz na região, estimulando a atividade. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que a produção paulista passou de 114,2 mil toneladas, em 2003, para 70,5 mil toneladas, em 2007.

“Na região nordeste do estado, que sempre foi um grande pólo produtor de arroz, a área cultivada encolheu 22,54% entre 2000 e 2004, passando de 1.743 hectares para 1.350 hectares”, disse Boock. A produção deve ter caído ainda mais após 2004, segundo o pesquisador.

O projeto avaliará a viabilidade da rizicarcinicultura em vários parâmetros. No aspecto técnico, o objetivo é definir as densidades adequadas para povoar os tabuleiros. Os pesquisadores determinarão também quais adaptações precisarão ser feitas nos tabuleiros de arroz para produzir os camarões da espécie Macrobrachium amazonicum.

“Além disso, o projeto definirá estratégias de manejo do camarão para maximizar sua sobrevivência nos tabuleiros e pretende observar a estrutura populacional dos animais em relação às interações sociais entre eles. Temos que adequar o manejo a essa peculiaridade”, disse Boock.

Segundo o pesquisador, uma vez que a viabilidade técnica e econômica do sistema seja avaliada, ele poderá ser aplicado em outras regiões, com algumas adaptações. A técnica é utilizada em alguns países do sudeste asiático. “No Brasil, até agora, só foram feitos alguns testes com camarão da Malásia em nossa estação experimental de Pindamonhangaba”, disse.

A pesquisa está sendo feita em uma área experimental do Instituto Agronômico (IAC) instalada em várzea de 48 hectares que era utilizada para ensaios de variedades de arroz e produção de sementes. “O projeto utiliza uma área de 700 metros quadrados dividida em 24 tabuleiros de cerca de 30 metros quadrados cada”, explicou Boock.

Nas 24 parcelas, delimitadas por divisões de alvenaria, foi feito o delineamento estatístico da pesquisa. “Fizemos um tratamento com três densidades diferentes, utilizando 18 tabuleiros com seis repetições cada. E um tratamento sem camarão, ocupando outros seis tabuleiros”, disse. A lâmina d’água tem profundidades que variam entre 20 e 30 centímetros

Segundo Boock, a concepção do trabalho é de um sistema que, além de produção satisfatória, conte com boa sustentabilidade ambiental. Os produtos da excreção do camarão, em tese, serviriam como adubo para o arroz.

“Isso será avaliado propriamente, mas imaginamos que os dejetos dos camarões possam adubar o arroz, proporcionando a diminuição da quantidade de adubo a ser usada na plantação”, afirmou.

Em circunstâncias normais, o arroz recebe uma adubação durante o plantio e mais duas chamadas adubações de cobertura, durante o crescimento. Essas últimas são adubações nitrogenadas. “Nossa expectativa é que, com o sistema, possamos excluir as adubações de cobertura, diminuindo os insumos”, disse.

O ciclo de produção do arroz dura cerca de 130 dias. O ciclo do camarão é um pouco menor. Os pesquisadores já fizeram duas colheitas do arroz. Na primeira colheita, o camarão continua nos tabuleiros até o arroz rebrotar.

“Existe a possiblidade de colher o camarão já na primeira colheita do arroz. Estamos na fase de tabulação e interpretação dos dados para o relatório. Os dados serão publicados em dezembro, com o relatório final do projeto”, disse Boock.

Fonte: Fábio de Castro /Agência Fapesp

Nanotubos elimina fronteiras entre áreas do conhecimento

Durante a 8ª Conferência Internacional sobre a Ciência e Aplicação de Nanotubos (NT07), realizada em Ouro Preto (MG), o físico indiano Pulickel Ajayan deu uma rápida entrevista sobre o momento dos nanotubos de carbono (NTC) e as perspectivas de desenvolver conhecimentos e tecnologia avançadas em países em desenvolvimento.

Graduado na Índia, Ajayan coordena hoje um dos mais importantes grupos de pesquisa norte-americanos sobre nanomateriais, no Instituto Politécnico de Rensselaer (RPI) . A equipe é formada por considerável número de indianos e chineses, além de norte-americanos e europeus.

Mais do que isso, observa o pesquisador, os nanotubos, "definitivamente, trouxeram profissionais de diferentes áreas a trabalharem juntos – as fronteiras entre as áreas do conhecimento desapareceram". Sua equipe reúne físicos, químicos, zoólogos, biotecnólogos e vários engenheiros – eletrônicos, mecânicos, metalúrgicos, químicos e da área de computação.

Ajayan está contudo deixando o RPI para assumir a cátedra de Richard Smalley, Prêmio Nobel de Química (1997), na Universidade de Rice, no Texas (EUA). O professor Smalley, que morreu em 2005, é o responsável pelo descobrimento dos fulerenos (molécula com 60 átomos de carbono organizados na forma de uma bola de futebol) e pioneiro na pesquisa de nanotubos de carbono.

A nova posição de Ajayan confirma sua liderança na ciência norte-americana, conforme apontado em 2006 pela revista Scientific American, que publica anualmente os 50 nomes mais representativos das diferentes áreas científicas nos Estados Unidos.

Ferramentas para o Desenvolvimento
Para Ajayan o Brasil e a Índia são países em estágios similares na área científica e tecnológica e "devem investir fortemente na formação de estudantes, de pesquisadores, em infra-estrutura de pesquisa e centros de excelência para estarem juntos com os países avançados na revolução que decorrerá da nanotecnologia".

Estes aspectos criam o círculo virtuoso, no qual os melhores estudantes serão atraídos e as instituições serão sustentáveis. Dificilmente os melhores alunos e os mais jovens se contentarão em trabalhar e se pós-graduar em locais sem infra-estrutura para a pesquisa e pessoal qualificado para estimular a formação e a criatividade. Tais condições contudo não são obtidas em passe de mágica.

O pesquisador observa que "somente agora algumas instituições indianas começam a ter as condições para atrair estudantes de outros países e manter alguns dos melhores quadros formados nas universidades do país".

Para o desenvolvimento de segmento (focado nos NTCs) com possibilidades tão vastas de aplicação, Ajayan sugere que o dinheiro será colocado onde os benefícios forem mais significativos para o país.

No caso da Índia, em meio ambiente, ciências médicas e energia alternativa. "A eletrônica é certamente uma interessante área de utilização de nanotubos, mas talvez não tenhamos força suficiente para conseguir os resultados desejáveis".

Na palestra feita na Conferência NT07, Ajayan apresentou um quadro do estado da arte da aplicação industrial de nanotubos de carbono, ponderando a capacidade de produção em larga e em menor escala [conferir slide em anexo]. E apresentou produtos com solução a se alcançar nos próximos dez anos e para além de dez anos de desenvolvimento tecnológico.

Artefatos que já estão no mercado internacional são os chamados compósitos de materiais plásticos, para uso em produtos com propriedades elétricas e mecânicas especiais, que, com adição de NTCs, aumentam a resistência, a durabilidade e a interação de diferentes materiais com o ambiente: baterias de lítio, materiais com propriedades anti-estáticas (que não dão choque) e materiais esportivos, entre outros.

A projeção situa no cenário mais distante a produção de cabos de transmissão, dispositivos foto-voltáicos (células solares) e nano-eletrônicos (nanotubos semicondutores ou metálicos em componentes eletrônicos para a contínua redução dos chips de computador e outros equipamentos).

"Contudo, conclui o professor, nada mais claro do que o fato de que a Ciência e a Tecnologia são as prioridades de qualquer país que queira atingir um bom nível de desenvolvimento". Para tanto, dar visibilidade aos atuais avanços "é muito importante – fará as pessoas conscientes dos impactos dos novos conhecimentos, provocando a atração de estudantes para as áreas de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico".

Exemplo de material produzido pelo grupo coordenado pelo professor Ajayan, no RPI, são nanotubos de carbono crescidos alinhada e verticalmente, resultando alta capacidade de adesão superficial. Este material funciona como as fibrilas das patas de uma lagartixa, que permitem que ela caminhe inclusive de cabeça para baixo. A adesão produzida é tão intensa que sustenta o peso do animal.

O encontro, que começou no último domingo (24), reúne delegações nacional e internacional para debater os avanços atuais e perspectivas do desenvolvimento científico e tecnológico dos Nanotubos de Carbono. São cerca de 140 brasileiros e 240 participantes de outros países, com destaque para o Japão e a Coréia, com 70 participantes, os Estados Unidos e países da comunidade européia, com cerca de 150 participantes, e a América Latina, também com grande participação.

Fonte: Agência CT

Unesp apresenta microcomputador portátil de baixo custo

Seguindo tendência mundial de produção de microcomputadores de baixo custo visando à inclusão digital, pesquisadores da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, apresentaram um novo modelo portátil desenvolvido com tecnologia nacional.

Nomeado de Cowboy, o protótipo tem um custo de produção de US$ 250, preço que, segundo Eduardo Morgado, coordenador do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA) da Unesp, onde o projeto foi desenvolvido com apoio das empresas brasileiras Tecnequip e MSTech, deverá ser reduzido com o início da produção em escala industrial.

Morgado define o novo produto como uma opção intermediária entre um palmtop e um notebook.

Com capacidade de processamento equivalente à de um PC Pentium 3, o Cowboy tem tela colorida de LCD de 7 polegadas, processador de 400 MHz, 128 MB de memória RAM, HD de 1 GB, internet sem fio (wi-fi) e saída de vídeo para TV ou monitor externo.
Outra vantagem é a possibilidade de acesso a PCs ou servidores por meio de um sistema de conectividade, o UPnP (Universal Plug and Play).

O equipamento utiliza sistema operacional Windows CE, que permite livre acesso ao código fonte para que sejam feitas modificações no programa original. Oferece ainda leitor e editor de documentos, navegador de internet, reprodutor de arquivos MP3 e de vídeos MPEG-2. O uso do mouse pode ser dispensado: as aplicações na tela são acessadas por apenas oito teclas. A tela pode ser deslizada para sobre o teclado, para uso semelhante ao de um game portátil.

Segundo Morgado, a interface que oferece uma navegação mais simples e intuitiva, dentro do conceito de computação confortável, é outra vantagem do projeto.
Como todos os dispositivos do Cowboy, do gabinete à placa-mãe, podem ser produzidos no Brasil, os pesquisadores de Bauru estudam propostas de parceria com a iniciativa privada para o início da fabricação e comercialização do produto.

Avaliações técnica, econômica e de aplicabilidade pedagógica de computadores educacionais semelhantes estão sendo coordenadas pelo Ministério da Educação (MEC). O governo federal deverá, ainda em 2007, definir qual será o modelo destinado a alunos de escolas públicas do país e adquirir as primeiras unidades.

Um dos indicados é o modelo da organização não-governamental One Laptop Per Child (OLPC), idealizado por Nicholas Negroponte, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Outros candidatos são o Classmate PC, da Intel, e o Mobilis, da indiana Encore Software.

Fonte: Agência Fapesp

Aperfeiçoamento de catalisadores para refino de petróleo

Indústria e instituições de pesquisa uniram forças para o aperfeiçoamento de catalisadores. Assinado no fim de 2006, começa a vigorar este mês um convênio de três anos entre a Petrobras, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Capazes de realizar rapidamente reações químicas que a natureza demora séculos para produzir, os catalisadores são indispensáveis para o refino de petróleo. Melhorar sua eficiência não é tarefa simples, mas pode significar, para a indústria petrolífera, grande economia de tempo e dinheiro. As refinarias brasileiras consomem 28 mil toneladas de catalisadores por ano.

Daniela Zanchet, pesquisadora do LNLS, explica que a tecnologia síncrotron permite a observação da estrutura atômica do material, para que se entenda com precisão o que ocorre com as partículas durante a reação. A caracterização do catalisador permite o aperfeiçoamento do produto, tornando-o ao mesmo tempo ativo e estável.

Fonte: Agência Fapesp

Desenvolvimento de vacina contra a picada do escorpião amarelo

Experimentos que têm como objetivo levar ao desenvolvimento de uma vacina contra a picada do escorpião amarelo (Tityus serrulatus) estão sendo realizados em Belo Horizonte por pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Carlos Chávez-Olórtegui, professor da UFMG e coordenador dos trabalhos, destaca que não existe no mundo uma vacina contra picadas de escorpião. No caso brasileiro, o alvo foi o amarelo.

Atualmente, a Funed e o Instituto Butantan, em São Paulo, produzem soros para tratar pessoas picadas pelo animal. O objetivo dos estudos feitos em Minas Gerais é desenvolver anticorpos protetores in vivo (vacinas) com potencial de uso terapêutico, visando a aplicações preventivas.

No estudo, o veneno do escorpião amarelo foi dividido em componentes letais, tóxicos e não-tóxicos. Apesar de apresentar características que a assemelham dos componentes tóxicos, os pesquisadores se concentraram na proteína TsNTxP (Tityus serrulatus non-toxic protein), após a comprovação, por meio de análises farmacológicas, de que ela não é tóxica.

Como a TsNTxP nativa (purificada do veneno) representa cerca de apenas 1% do veneno do escorpião, para se ter uma caraterização imunológica mais eficiente seria preciso uma grande quantidade do veneno total do escorpião, o que é muito difícil conseguir. A solução foi partir para a produção dessa proteína em bactérias, usando técnicas de engenharia genética.

Chávez-Olórtegui explica que, depois de produzida, a única questão era ter certeza de que a proteína recombinante também seria capaz de induzir anticorpos com a mesma eficiência da proteína nativa.

Com um litro da substância proveniente da cultura de bactérias foi possível produzir de 5 a 15 miligramas da proteína. Em seguida, os pesquisadores identificaram partes das moléculas da TsNTxP responsáveis pela indução de anticorpos.

Atualmente, os pesquisadores fazem testes com diferentes esquemas de imunização em camundongos com a TsNTxP em sua formas nativa, recombinante e também com peptídeos sintéticos identificados na estrutura molecular da protéina.

Fonte: Agência Fapesp

Além do caos, estudo do fenômeno da turbulência

Origin of transient and intermittent dynamics in spatiotemporal chaotic systems

Nos últimos anos, o estudo de caos e de sistemas complexos se estendeu para diversas disciplinas, como matemática, astronomia, física, química, biologia, engenharia e economia. Uma nova pesquisa, feita no Brasil, acaba de trazer importante contribuição ao campo na tentativa de decifrar um dos grandes enigmas na ciência: o fenômeno da turbulência.

Erico Rempel, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e Abraham Chian, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), demonstraram que conjuntos caóticos não-atrativos, conhecidos como selas caóticas, são responsáveis pela dinâmica transiente e intermitente em caos espaço-temporal.

Caos espaço-temporal se refere ao estado onde o sistema é caótico no tempo e irregular no espaço. A série temporal do caos espaço-temporal exibe mudanças intermitentes entre períodos calmos e períodos turbulentos. Os pesquisadores de São José dos Campos, no interior paulista, identificaram as selas caóticas que dão origens tanto aos períodos calmos quanto aos turbulentos.

A descoberta foi feita em simulações numéricas de uma onda de grande amplitude, relevante aos estudos de plasmas e fluidos. Os resultados do estudo foram publicados na edição de 5 de janeiro da revista Physical Review Letters. De acordo com Chian e Rempel, quando o caos espaço-temporal aparece, a regularidade espacial do sistema é destruída. Isso ocorre de maneira análoga ao fenômeno da quebra de onda, como vista na famosa gravura A onda gigante do artista japonês Hokusai (1760-1849), que resulta em uma “cascata de energia” devido às interações entre ondas de diferentes escalas.

Os pesquisadores explicam que os estados do movimento de fluidos podem ser classificados em fluxo laminar ou turbulento. Este último exibe um comportamento caótico tanto no espaço quanto no tempo. Segundo eles, a dificuldade em entender turbulência tem sido a falta de uma descrição clara do comportamento caótico dos fluxos turbulentos.

Para os pesquisadores, o estudo do caos espaço-temporal contribuirá para aprimorar o conhecimento da ocorrência da turbulência na natureza, com impacto importante para entender melhor as mudanças climáticas, a previsão do tempo, o monitoramento e a previsão da relação Sol-Terra, a estabilidade dos veículos aeroespaciais, a formação de estrelas e a evolução do universo primordial.

Caos costuma ser relacionado com confusão ou desordem, mas a própria palavra, na origem grega, não remeteria a essa leitura, significando antes “espaço” ou “vazio primordial”. Em ciência, o caos descreve um importante paradoxo conceitual, podendo ser definido como um sistema determinístico difícil de se prever.

Em física e matemática, a teoria do caos descreve o comportamento de sistemas dinâmicos que, de acordo com certas condições, exibem o fenômeno conhecido como caos. Na ecologia, a teoria do caos explicaria como pequenos eventos aleatórios poderiam afetar grandes ecossistemas de forma imprevisível.

A universalidade do caos tem fascinado e intrigado os cientistas. Os mesmos princípios dos sistemas dinâmicos que explicam, por exemplo, a transição do comportamento de um fluido de um regime ordenado para um regime caótico podem ser aplicados a outros fenômenos.

O artigo Origin of transient and intermittent dynamics in spatiotemporal chaotic systems pode ser lido por assinantes da Physical Review Letters em http://prl.aps.org.

Fonte: Agência Fapesp

10º Seminário Modernização Tecnológica Periférica

O Seminário, que ocorre a cada dois anos, tem o objetivo de debater questões da modernização tecnológica em regiões marginais.

O evento deste ano será realizado de 26 a 28 de setembro, em Recife (PE).

Informações complementares, pelo site da Fundaj ou pelo telefone (81) 3073-6522.

Fonte: Gestão CT

Comissão do MS analisará inclusão de novas tecnologias no SUS

O Ministério da Saúde criou, no início deste ano, uma instância para analisar a inclusão de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). É a Comissão de Incorporação de Tecnologias (Citec). Segundo o ministério, a medida objetiva racionalizar e agilizar o fluxo de pedidos ou a possibilidade de incorporação de novas tecnologias no SUS e também à Saúde Suplementar, que atende a beneficiários de planos privados de assistência à saúde.

A comissão é responsável pela análise das tecnologias em uso, revisão e mudanças de protocolos em consonância com as necessidades sociais em saúde e de gestão do SUS e também na Saúde Suplementar. Antes, essas eram atribuições do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), da Secretaria de C&T e Insumos Estratégicos (SCTIE) do ministério.

Ainda de acordo com o ministério, as deliberações da Citec são tomadas com base na relevância e no impacto da incorporação da tecnologia à rede SUS, bem como na existência de evidências científicas de eficácia, acurácia, efetividade, segurança e estudos de avaliação econômica da tecnologia proposta em comparação às incorporadas anteriormente.

Empresas, associações médicas e associações de portadores de patologias específicas podem solicitar incorporação de novas tecnologias, se atenderem aos pré-requisitos estabelecidos na portaria nº 3323. Toda a documentação técnica de solicitação será encaminhada à Secretaria Executiva da Citec.

A portaria que institui a comissão também determina que as solicitações de incorporação só poderão ser entregues em dois períodos do ano: entre 1º de fevereiro e 31 de março e de 1º de agosto a 30 de setembro.

Para ter acesso à íntegra da portaria acesse o link.

Fonte: Gestão CT

Embrapa pretende formar a primeira EPE de agroenergia no Brasil

A Embrapa pretende formar a primeira empresa de propósito específico (EPE) do País.

A EPE é um mecanismo previsto na Lei de Inovação (10.973/2004) que permite às empresas privadas associar-se a universidades ou centros de pesquisa públicos para formar firmas de capital misto com objetivos específicos.

O propósito específico da empresa será a realização de pesquisa, desenvolvimento e inovação em agroenergia.

Os royalties ou lucros advindos da associação com a iniciativa privada, preconiza a Lei de Inovação, devem ser repartidos pelos investidores. O plano de negócios que definirá os investimentos necessários e o modo da associação da Embrapa com as empresas privadas será concluído em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Fonte: Inovação Unicamp

Levantamento de áreas devastadas no cerrado brasileiro

Depois de mais de 204 milhões de hectares mapeados a partir de 114 imagens de satélite, a principal conclusão do projeto coordenado por Edson Eyji Sano, pesquisador da Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Planaltina (DF), é que o Cerrado brasileiro perdeu 38,8% da vegetação nativa.

As imagens foram analisadas primeiramente de maneira visual para, em seguida, serem inseridas em um software que fez o processamento dos dados. O programa dividiu as diferentes classes de cobertura vegetal do terreno em polígonos, que representaram áreas como pastagens, culturas agrícolas, cursos d’água e vegetação nativa.

Áreas isoladas do Cerrado, localizadas na Amazônia, principalmente no Amapá e em Roraima não foram mapeadas pelo estudo. As áreas preservadas divulgadas são referentes a 98% do total do bioma existente no país.

A porcentagem de vegetação nativa por estados também foi divulgada, sendo São Paulo o que apresenta a pior situação e o Piauí a melhor.

O trabalho analisou também, dentro das áreas antrópicas que fazem parte dos 38,8% desmatados, qual a dimensão das regiões de pastagens cultivadas, culturas agrícolas e reflorestamento. O pesquisador afirma que a construção civil, malhas rodoviárias e a produção de alimentos, sobretudo milho, soja e algodão, são as principais causas dessa perda de cobertura vegetal.

O projeto de pesquisa avalia ainda quais formações vegetais, entre campestre, arbustiva e arbórea, estão presentes nos 61,2% de áreas remanescentes do bioma. Todos os resultados serão publicados no site do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

De acordo com o MMA, o Cerrado é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade, com a presença de diversos ecossistemas, mais de 10 mil espécies de plantas, 837 de aves, 161 de mamíferos, 150 de anfíbios e 120 de répteis.

O bioma típico é constituído por árvores relativamente baixas, esparsas, disseminadas em meio a arbustos, subarbustos e uma vegetação baixa constituída, em geral, por gramíneas. O Cerrado está presente em 13 Estados e no Distrito Federal. É a segunda maior biodiversidade da América do Sul, atrás apenas da Amazônia.

Segundo o pesquisador da Embrapa, outro fator que contribuiu para a perda de vegetação nativa foi que, a partir dessas duas décadas, a produção de alimentos no Cerrado em todo o país também começou a se expandir, principalmente após o desenvolvimento de tecnologias que permitiram a adaptação de culturas agrícolas como o milho e a soja às condições climáticas do bioma.

Fonte: Agência Fapesp

Tanque de gás de veículos não precisará mais ser cilíndrico

Pesquisadores utilizaram sabugo de milho como matéria-prima para fabricar uma espécie de esponja de carbono capaz de armazenar gás natural a uma pressão sete vezes menor do que a existente nos atuais tanques utilizados em automóveis.

O gás natural já se tornou uma realidade para muitos motoristas, principalmente nos maiores centros urbanos do Brasil, onde a existência de postos de abastecimento coloca o gás como uma alternativa mais barata em relação ao álcool e à gasolina.

A nova esponja, quando totalmente desenvolvida, poderá significar uma maior autonomia para esses veículos, que hoje devem reabastecer a cada 300 quilômetros rodados.

Os sabugos de milho são convertidos em briquetes de carbono. No interior dos briquetes cria-se naturalmente uma estrutura complexa de nanoporos, que conseguem armazenar gás natural com a incrível densidade de 180 vezes o próprio volume do briquete.

"Nós estamos muito entusiasmados com essa descoberta porque ela pode levar à construção de tanques planos e compactos que poderão ser instalados sob o piso de um veículo de passageiros de maneira similar aos tanques de gasolina," explica Peter Pfeifer, coordenador da pesquisa. "Uma tecnologia assim poderá tornar o gás natural um combustível alternativo largamente atrativo para qualquer um."

Sem dúvida os grandes tanques cilíndricos hoje utilizados tomam um espaço precioso, quando não todo o porta-malas dos veículos. Mesmo assim ele tem sido escolhido por muitos proprietários de veículos, que acreditam que a perda de espaço é compensada pela grande economia no gasto com combustível. O meio-ambiente também é beneficiado, porque o gás natural é menos poluidor do que a gasolina.

Os briquetes de sabugo de milho conseguem armazenar 118 gramas de metano por litro de carbono a uma pressão de 500 psi. Um tanque convencional utilizado em veículos opera a 3.600 psi.

A baixa pressão de armazenamento com briquetes permitirá que os tanques de gás sejam construídos em variados formatos, podendo ser inseridos no projeto normal de um veículo.

Fonte: Inovação Tecnológica

Embrapa lança BRS Margot, nova opção para a vitivinicultura

A Embrapa Uva e Vinho, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lançou no dia 24 de fevereiro nova cultivar de uva para a produção de vinhos de mesa. Batizada como “BRS Margot”, a variedade surge como uma alternativa para a competitividade do vinho brasileiro. Suas características combinam a qualidade dos vinhos finos com a rusticidade e baixo custo de produção.

Outra vantagem da “BRS Margot” é a resistência a doenças, característica comum das cultivares híbridas, além da alta produtividade, diferentes ciclos produtivos e adaptação climática às diferentes regiões. Apesar de apresentar as facilidades de produção das uvas comuns, a nova variedade possibilita a elaboração de um vinho com características das uvas finas.

Recomendada para a produção de suco e vinho tinto de mesa, o vinho da “BRS Margot” possui cor vermelho rubi e aroma de intensidade média. Não possui amargor e o seu retrogosto é agradável. Considerado de estilo jovem, com algum potencial de guarda, o vinho pode ser consumido a partir de sua elaboração até cerca de três anos após.

A “BRS Margot” é mais uma variedade de uva desenvolvida pelo Projeto de Melhoramento Genético da Videira, criado em 1977 pela Embrapa Uva e Vinho. O projeto, que visa o desenvolvimento e a criação de novas variedades de qualidade e com boas características agronômicas, já lançou outras cultivares para vinicultura brasileira, que se adaptam bem às condições climáticas dos principais pólos do Brasil.

A última a ser lançada pela instituição foi a “BRS Violeta”, em fevereiro de 2006. A cultivar, também híbrida e recomendada para elaboração de vinhos tinto de mesa, possui boa adaptação à região sul, regiões subtropicais e tropicais do Brasil.

Além dela, cultivares de uvas tintas como “Isabel Precoce”, “BRS Cora”, “Concord Clone 30”, “BRS Rúbea”, também foram lançadas nos últimos anos. As variedades de uvas brancas é outro foco da Embrapa Uva e Vinho. A “Moscato Embrapa” e a “BRS Lorena” foram desenvolvidas como cultivares para elaboração de vinho branco aromático. Os nomes, todos femininos e de fácil pronúncia, foram criados de forma a facilitar a memorização em outros países e dos próprios agricultores do setor vinícola brasileiro.

A Embrapa disponibiliza material propagativo livre de vírus dessas variedades, assim como de porta-enxertos, para produtores e viveiristas que queiram formar mudas. Os interessados devem entrar em contato com a Embrapa Transferência de Tecnologia/Escritório de Negócios de Campinas, pelo telefone: 19 3232 1955, ou pelo site do escritório de negócios de Campinas da Embrapa.

Fonte: Embrapa

Membranas inorgânicas podem ser aplicadas na terapia renal

O desenvolvimento de membranas inorgânicas representa uma importante possibilidade de utilização na área da saúde. Atento a esse cenário, o INT vem trabalhando no desenvolvimento de membranas inorgânicas à base de cerâmica que poderão ser usadas na terapia renal substitutiva, podendo ser empregadas nos procedimentos envolvendo pacientes com insuficiência renal aguda.

As membranas atuam como filtros, na separação de substâncias de diferentes propriedades, como tamanho e formato, e podem ser feitas de diversos materiais, de acordo com sua finalidade, podendo ser orgânicas ou inorgânicas. Entre os materiais inorgânicos, um dos principais é a cerâmica, que apresenta grandes vantagens sobre os orgânicos, pois tem melhor desempenho em altas temperaturas e maior resistência a materiais oxidantes. As membranas inorgânicas à base de cerâmica possibilitam ainda um controle sobre o tamanho dos poros, são mais duráveis e de mais fácil manutenção.

A diálise pode se beneficiar das membranas inorgânicas à base de cerâmica, sobretudo porque poderão ser produzidas no Brasil, com tecnologia nacional, e representarão uma alternativa às importações. Em outros países, as membranas cerâmicas já são usadas na diálise, e representam vantagem por apresentarem maior resistência mecânica e durabilidade, em oposição às membranas poliméricas, que só podem ser utilizadas por até 10 vezes; depois disso, correm o risco de rompimento, podendo levar o paciente à morte.

No Brasil, segundo dados de janeiro de 2006 da Sociedade Brasileira de Nefrologia, há mais de 70 mil pessoas fazendo diálise, havendo a estimativa de ultrapassar 110 mil pacientes em 2010. Do total, 64 mil passam por hemodiálise, sendo quase 90% dos casos atendidos pelo Sistema Único de Saúde. Este ano, o INT concluirá um protótipo que será colocado em teste com a participação do hemocentro da Universidade Federal Fluminense.

Fonte: Int

Embrapa monta banco com imagens captadas no Rally da Safra

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), forma banco de imagens digitais de cobertura do solo nas lavouras percorridas durante o Rally da Safra 2007.

O objetivo é dimensionar o uso da técnica de plantio direto em todo país. As fotos serão analisadas por software desenvolvido pela Embrapa, capaz de estimar o percentual de cobertura.

Nesta edição, além de avaliar pólos produtivos de soja e milho, a expedição técnica fará o levantamento de lavouras de algodão. A expectativa é coletar mais de 2 mil amostras de lavouras em 113 municípios brasileiros. Oito equipes de engenheiros agrônomos e técnicos percorreram 25 mil quilômetros em visita aos principais pólos produtivos em 13 estados (Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Tocantins), cobrindo 90% da área plantada de soja e 25% da área de milho do Brasil.

Todas as amostras de produtividade de 2006 e 2007 foram transformadas em mapas. O objetivo é viabilizar a análise da variabilidade espacial e temporal da produtividade de soja, milho e algodão. Será o primeiro e mais abrangente banco de imagens de cobertura de solo nas três culturas no Brasil.

Fonte: Embrapa

GPS auxilia na previsão de tempestades

Em sua tese, Luiz Fernando Sapucci analisou os valores do vapor de água integrado na atmosfera (IWV) obtidos por receptores GPS em base terrestre, para usá-los na previsão de tempestades de curto prazo. A pesquisa foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Cartográficas da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da UNESP, campus de Presidente Prudente.

Segundo o pesquisador, que recebeu Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese 2005, a medição da quantidade de vapor de água na atmosfera ainda é um desafio. Contudo, o IWV está relacionado a fenômenos como secas, chuvas e queda de granizo.

O trabalho, sob a orientação do professor João Francisco Galera Monico, quantifica o IWV por meio da rede ativa de receptores GPS no Brasil, a RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Satélites GPS). Esse valor é obtido por uma correção do atraso dos sinais de radiofreqüência na troposfera (camada da atmosfera entre 10 e 12 km de altitude).

O posicionamento com GPS é obtido com a determinação das distâncias entre satélites e receptores, que emitem sinais de radiofreqüência. Entre os vários erros presentes nessas observações, está o atraso dos sinais pela influência do vapor de água atmosférico. Depois de minimizados os demais erros, o atraso troposférico pode ser estimado e convertido em estimativas do vapor de água na atmosfera.

Fonte: Jornal Unesp

Programa “TV é Ciência” difunde C,T&I no E.S.

Estreou o Programa TV é Ciência na TV Educativa. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) e a emissora pública.


O programa tem duração de trinta minutos, é exibido nas noites de terças-feiras às 19h30, com reprises aos domingos sempre às 10 horas, é veiculado também nas emissoras educativas de Cachoeiro de Itapemirim (TV Sul), São Mateus (TV Litoral) e Colatina (TV Colatina).

Pela primeira vez o Espírito Santo conta com um programa local de televisão totalmente dedicado à difusão da ciência, da tecnologia e da inovação capixabas.

A proposta é levar o acesso ao conhecimento científico a estudantes, pesquisadores, profissionais e à população capixaba, possibilitando a inclusão social da comunidade, além de fomentar e promover o desenvolvimento sustentável. Além disso, transmitir um programa educativo que divulgue a ciência, tecnologia e inovação desenvolvidas no Espírito Santo.

Para acompanhar, sugerir e avaliar os assuntos que serão veiculados no programa, a Fapes criou um Comitê Assessor, formado por representantes da comunidade científica, do setor empresarial e instituições públicas do Estado.

Durante o programa ocorrem entrevistas, além de divulgação de eventos técnicos científicos que acontecem no Estado e de lançamentos de editais e programas de pesquisas.

Água, aquecimento global, genomas, fomento à pesquisa, violência e segurança, saúde e Semana de Ciência e Tecnologia também serão alguns dos temas que serão abordados durante o ano.

Fonte: Sect - ES

Seminário sobre o tratamento de áreas de preservação permanente em meio urbano e restrições ambientais ao parcelamento do solo

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) está recebendo trabalhos para apresentação no Seminário Nacional sobre o Tratamento de Áreas de Preservação Permanente em Meio Urbano e Restrições Ambientais ao Parcelamento do Solo.

O objetivo do evento, que ocorrerá de 4 a 7 de setembro, na capital paulista, é promover o debate, em bases científicas, sobre os limites entre urbanização e preservação ambiental, especialmente nos casos de áreas de preservação permanente em assentamentos urbanos.

A programação inclui apresentação de trabalhos profissionais e de pesquisa, além de conferências e mesas-redondas.

Mais informações no site da Anamma.

Fonte: Agência Fapesp

Ceará terá mais 14 mini-usinas para produção de óleo de mamona

No dia 13 de fevereiro, o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, anunciou a liberação de recursos para a construção, no Ceará, de 14 mini-usinas de extração de óleo de mamona. O óleo produzido será todo vendido para a fábrica de biodiesel da Petrobrás, localizada em Quixadá (CE).

O objetivo é agregar valor à atividade dos pequenos produtores de mamona e, também, viabilizar a produção de biodiesel na fábrica da estatal brasileira.

Estima-se que a produção total das usinas alcance 35 mil toneladas de óleo por ano.Os recursos para a construção das usinas serão liberados para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). A previsão é de que as 14 usinas sejam construídas pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) até dezembro.

Com estas novas usinas, o Estado do Ceará terá 20 unidades . Duas já foram construídas.

De acordo com o deputado Ariosto Holanda, a produção de óleo das usinas empregará 40 mil famílias e exigirá 120 mil hectares de mamona plantados. O Estado do Ceará possui apenas 16 mil hectares da semente, segundo informações do secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana.

Fonte: Gestão CT

Produzir financia APL

Os arranjos produtivos locais (APLs) de olericultura (cultura de legumes) e de apicultura do município de Ponte Alta (TO) receberam, no ano passado, R$ 102,5 mil em investimentos por meio do Programa Organização Produtiva de Comunidades (Produzir), desenvolvido pelo Ministério da Integração Nacional (MI).

As ações do Produzir realizadas em 2006 nesses APLs foram apresentadas dia13 de fevereiro, em Ponte Alta. Segundo informações do ministério, o programa beneficiou 115 pessoas nos dois APLs.

No APL de apicultura, as ações estiveram voltadas para a confecção de colméias, a culinária à base do mel e o artesanato com capim dourado para embalagem dos potes de mel. Já a organização do arranjo de olericultura possibilitará a abertura da Feira do Produtor no município.

O objetivo do Produzir é combater a situação de desemprego e subemprego em comunidades pobres, sejam elas urbanas ou rurais, situadas nas áreas prioritárias de atuação do Ministério da Integração, inserindo seus integrantes em arranjos e atividades produtivas que promovam dinamização econômica local e contribuam para o desenvolvimento regional. A iniciativa é desenvolvida com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Para conhecer um pouco mais sobre o programa no site.

Fonte: Mi

Programa de subvenção da Finep aprovou 70 projetos

Com a aprovação de 70 projetos nas oito áreas prioritárias da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) concluiu a primeira fase do edital do Programa de Subvenção Econômica a Empresas.

No total, serão liberados R$ 145 milhões para o desenvolvimento de novas tecnologias em: semicondutores e softwares voltados para a TV digital e aplicações mobilizadoras e estratégicas; fármacos e medicamentos, com atenção para Aids e hepatite; bens de capital, com foco na cadeia produtiva de biocombustíveis e de combustíveis sólidos; setor aeroespacial; nanotecnologia; biotecnologia; biomassa e energias alternativas.

Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Programa de Subvenção deverá receber R$ 510 milhões de 2006 a 2008. Para atender a essa primeira chamada pública, a Finep reservou R$ 300 milhões, dos quais R$ 210 milhões serão aplicados em áreas consideradas prioritárias e R$ 90 milhões em temas gerais da Pitce.

Segundo a Finep, apesar da elevada demanda – foram recebidas 1.099 propostas no valor total de R$ 1,9 bilhão – não foi possível investir o que se pretendia nas pesquisas classificadas nas linhas prioritárias.

Os R$ 155 milhões restantes serão agora direcionados para a segunda fase do edital, que irá contemplar os temas gerais, que são as ações de incentivo ao desenvolvimento tecnológico e inovação para o aumento da competitividade das empresas, para o adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas e dos arranjos produtivos locais (APLs) ou, ainda, o incremento dos investimentos privados em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

Foram selecionadas para a segunda fase 487 propostas, que passarão pelo mesmo processo de análise feito para as áreas prioritárias. O resultado da análise dos projetos, que incluirá avaliação de mérito por consultores externos e levantamento das condições econômica, financeira e jurídica das empresas, foi divulgado em março.

Do total de recursos aprovados na primeira fase, R$ 68,8 milhões serão destinados a projetos de micro e pequenas empresas. As áreas de TV digital, fármacos e medicamentos e aeroespacial foram as que mais receberam recursos na primeira fase do edital da subvenção.

O segmento de TV digital teve 16 propostas, avaliadas em R$ 30 milhões. A área de fármacos e medicamentos receberá R$ 23,6 milhões para o desenvolvimento de três projetos. O setor aeroespacial teve dez propostas aprovadas, no valor total de 36,3 milhões.

Mais informações no site da FINEP.

Fonte: Agência Fapesp