quarta-feira, 4 de julho de 2007

Laboratório de cachaça conta com o apoio da Fapes

A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) vai investir mais de R$ 460 mil no projeto de ampliação do Laboratório de Análises de Bebidas de Origem Vegetal do Espírito Santo (Labeves) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A proposta é criar condições para a implementação de um selo de qualidade para a cachaça capixaba.

Segundo informações da fundação, o projeto de ampliação pretende verificar o controle da qualidade de destilados alcoólicos, especialmente da cachaça artesanal e industrial produzida no Estado. Além disso, a Fapes irá fomentar a criação de um grupo de pesquisadores dedicado ao desenvolvimento de uma bebida com características próprias da região.

Ainda de acordo com a fundação, o projeto prevê a realização de seminários de sensibilização junto aos produtores de cachaça artesanal; visitas aos locais de produção para verificação de atendimento às normas vigentes; e treinamentos de pessoal para o controle da qualidade do processo.

Informações complementares sobre as ações desenvolvidas pela Fapes podem ser obtidas no site.

Mais informações sobre o Labeves acesse o site: www.ufes.br/~itufes/

Fonte: Sect

Brasil firma parceria com Cuba para produção de vacinas

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Instituto Finlay, de Cuba, assinaram um contrato de desenvolvimento conjunto e transferência de informações técnicas para a produção da vacina meningocócica AC.

A Fiocruz é uma instituição associada à ABIPTI. Segundo informou a fundação, a cooperação tem como objetivo a produção emergencial da vacina contra meningite meningocócica AC para os países do chamado Cinturão da Meningite, na região do sub-Saara africano.

Ainda de acordo com a Fiocruz, houve um cancelamento da produção desta vacina pelos laboratórios multinacionais. Isso levou a OMS a solicitar a colaboração do Bio-Manguinhos/Fiocruz e do Instituto Finlay.

A cooperação vai permitir a continuação do fornecimento. "É um acordo que visa um bem maior, que está sob a égide da solidariedade internacional", disse o presidente interino da Fiocruz, Paulo Gadelha, por meio de sua assessoria.

De acordo com a Fiocruz, serão produzidas mais de 20 milhões de doses da vacina para o período 2007/2008. A distribuição seguirá as orientações da OMS. Entre os países que serão beneficiados estão: Costa do Marfim, Mali, Nigéria e Sudão.

A Bio-Manguinhos e o Instituto Finlay dominam a tecnologia de produção de vacinas contra os meningococos A e C. O acordo vai permitir que os dois países viabilizem a produção em larga escala, já no mês de março, o que vai possibilitar a distribuição de vacinas até o fim deste ano para combater o risco de uma epidemia de meningite AC.

Fonte: Gestão CT

Sequenciado genoma de bactéria essencial para o crescimento de plantas

Pesquisadores do Projeto RioGene finalizaram o seqüenciamento do código genético da bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus, uma bactéria endofítica – que coloniza o interior dos tecidos da planta.

A pesquisa, desenvolvida desde 2001 ao custo de R$ 4,82 milhões, foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), com participação da Embrapa Agrobiologia e de diversas outras instituições de ensino e pesquisa.

A G. diazotrophicus foi isolada pela primeira vez por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ), liderados por Johanna Döbereiner, em 1988.

Presente em culturas como a da cana-de-açúcar, da batata-doce, do abacaxi e do capim-elefante, a bactéria é essencial para o crescimento dessas espécies vegetais, por ser uma das principais responsáveis pelo processo de fixação biológica de nitrogênio, em que o elemento químico é retirado da atmosfera e transferido para as plantas.

A bactéria produz ainda hormônios vegetais que promovem o aumento da área do sistema radicular e, por conseqüência, ampliam a capacidade de absorção de alguns nutrientes essenciais do solo.

Para Baldani, a G. diazotrophicus também atua como agente de controle biológico ao inibir o desenvolvimento de outras bactérias que reduzem os níveis de sacarose da cana.

“A partir do seqüenciamento, estamos avaliando as funções da bactéria e a possibilidade de utilizá-la também em outras plantas de interesse econômico, como arroz, sorgo, milho e trigo”, disse Baldani. Cerca de 40% dos genes presentes no genoma da bactéria ainda são desconhecidos e representam vasto potencial para exploração.

Segundo Baldani, a Embrapa agora pretende desenvolver alterações no genoma da bactéria para potencializar a capacidade de trazer benefícios às plantas. Com o melhoramento genético, ela poderá ser usada como adubo natural, reduzindo em até 30% o uso de fertilizantes nitrogenados. Os pesquisadores estudam técnicas para inocular a bactéria em mudas e toletes – usados para replantio da cana nas lavouras.

A tecnologia está prevista para chegar ao mercado em cinco anos. A economia com o novo produto poderá chegar a R$ 59 milhões anuais somente na cultura da cana-de-açúcar, considerando uma área de 6 milhões de hectares cultivada no país. Além disso, a diminuição no uso de adubos químicos trará benefícios ao meio ambiente, uma vez que parte do adubo nitrogenado atualmente aplicado na agricultura é lixiviado para o lençol freático, contaminando rios e lagos.

Fonte: Agência Fapesp

Algas marinhas contra o vírus da Aids.

Inhibition of HIV-1 replication in human primary cells by a dolabellane diterpene isolated from the marine algae dictyota pfaffii

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Fundação Ataulpho de Paiva e a Saint George’s Medical School, de Londres, iniciará em fevereiro testes de uma substância com atividade potencial contra o vírus causador da Aids.

Os estudos serão feitos tanto em animais de experimentação quanto em células e tecidos humanos. O composto poderá vir a ser a substância ativa de um microbicida com potencial para prevenir a transmissão do HIV. Extraído de algas marinhas de origem nacional, o componente básico, caracterizado como um dolabelano diterpeno, foi isolado em 2002 por um grupo de químicos da UFF, os quais comprovaram também a capacidade de inibir a enzima transcriptase reversa do HIV-1.

A partir dessa descoberta, outra equipe, dessa vez do Laboratório de Imunologia Clínica do IOC, norteada pela característica do vírus HIV de se multiplicar dentro de células-alvo como linfócitos TCD4+ e macrófagos, iniciou estudos para avaliar a ação do dolabelano diterpeno na inibição da replicação do vírus da Aids.

“Depois de infectar células humanas, acrescentamos o dolabelano e analisamos se o vírus havia se replicado na presença do composto. Verificamos que a replicação era fortemente inibida (entre 90 e 95%) tanto nos linfócitos T quanto nos macrófagos”, disse o imunologista Dumith Chequer Bou-Habib, que liderou os estudos da inibição da infecção pelo HIV-1 em células humanas no IOC.

Serão realizados testes em fragmentos de tecido humano do cérvix uterino, retirados por biópsia e mantidos vivos em cultura em laboratório. Essa técnica, denominada explante, é disponível somente na Inglaterra. Por isso essa etapa da pesquisa será realizada no Centro de Testagem de Microbicidas da Divisão de Doenças Infecciosas do Saint George’s Medical School.
A colaboração com o centro de pesquisas inglês trará outros benefícios, uma vez que o projeto inclui a montagem de um centro de testagem de microbicidas no Brasil, a partir da transferência de tecnologia, como a do explante.

“Um microbicida genuinamente nacional traria uma economia de recursos imensa ao país, uma vez que não haveria a necessidade de pagamento de royalties às indústrias farmacêuticas internacionais”, afirma Dumith.

Para o cientista, ao lado do avanço científico-tecnológico que representa, o desenvolvimento de um microbicida anti-HIV seria mais um componente na estratégia de proteção contra a Aids – até hoje, desde a descoberta do vírus, há mais de 20 anos, o único método preventivo eficaz contra a doença é o uso de preservativo.

“O método não está sendo desenvolvido para substituir o preservativo. O microbicida é uma forma medicamentosa direcionada a mulheres, especialmente aquelas cujos parceiros rejeitam o uso do preservativo ou que vivem em culturas mais tradicionais e repressoras”, observa o pesquisador.

Atualmente, testes pré-clínicos de um microbicida anti-HIV estão sendo feitos na Europa e nos Estados Unidos. A equipe brasileira publicou artigo sobre a inibição do HIV na revista Planta Medica (volume 72, março de 2006), veículo oficial da Society for Medicinal Plant Research editado na Alemanha.

O artigo Inhibition of HIV-1 replication in human primary cells by a dolabellane diterpene isolated from the marine algae dictyota pfaffii, de Cláudio Cirne-Santos (Fiocruz e UFF), Dumith Chequer Bou-Habib e Luiz Roberto Castello Branco (Fiocruz) e Valéria Teixeira e Izabel Frugulhetti (UFF), pode ser lido por assinantes da Planta Medica.

Fonte: Agência Fapesp

Embrapa lança cartilha sobre biomas brasileiros

A Embrapa lançou, no início do ano, cartilha com informações sobre os principais biomas brasileiros.

Os biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa estão num conjunto de seis folhetos organizados em um kit que recebeu o nome: A Embrapa nos Biomas Brasileiros.

As cartilhas apresentam uma síntese das ações integradas da empresa em termos do manejo de recursos naturais, levando em conta as peculiaridades de cada região.

Segundo informações da Embrapa, a proposta é que o material estimule a percepção da expressiva oferta de instrumentos técnicos existentes para balizar o uso sustentável de territórios e da possibilidade de possíveis ações conjuntas.

Ainda de acordo com a empresa, a cartilha tem como objetivo contribuir para obter avanços na proposição e na implementação de políticas públicas e, também, na adoção e divulgação de tecnologias voltadas ao uso sustentável dos biomas brasileiros.

Fonte: Gestão CT

Finep investirá R$ 96,1 milhões em projetos de P&D da Oxiteno

A Finep financiará 104 projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da empresa Oxiteno, com R$ 96,1 milhões. Segundo a agência do MCT, esse aporte de recursos representa a continuação do apoio concedido pela primeira vez, em 2003.

Ainda de acordo com a Finep, o primeiro acordo celebrado naquele ano foi no valor de R$ 53,5 milhões e resultou no lançamento de 112 novos produtos, obtenção de oito patentes e aumento de 8% no faturamento anual da empresa.

A Oxiteno está entre as líderes da indústria química no país. A empresa possui sete unidades: cinco no Brasil — em Camaçari (BA), Mauá (SP), Suzano (SP), Tremembé (SP) e Triunfo (RS) — e duas no México. Juntas, as fábricas exportam para mais de 40 países, o que representa 30% do faturamento da empresa.

Fonte: Gestão CT

Centro para intercâmbio criado pelo Impa e por instituição francesa inicia atividades

Tiveram início as atividades da Unidade Mista Internacional desenvolvida pelo MCT e pelo Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) da França. O novo centro da Associação Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), UMI CNRS-Impa, situado na própria sede da entidade, no Rio de Janeiro, receberá pesquisadores franceses que desenvolverão projetos e estudos. O objetivo é proporcionar maior intercâmbio de conhecimento em matemática. O Impa é uma instituição associada à ABIPTI.

O acordo se aplica às longas estadas de jovens pesquisadores franceses no Brasil e à colaboração científica entre doutorandos, pós-doutorandos e a pesquisadores permanentes.

Em relação aos contratos de pesquisa, foi estipulado que serão geridos pelo Impa. O acordo prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições e, também, sobre as regras em torno da propriedade intelectual dos estudos que serão desenvolvidos.

Quatro anos é o tempo firmado em contrato pelas instituições para a realização dos estudos. O acordo pode ser renovado.

César Camacho, diretor do Impa, também foi escolhido para administrar a unidade internacional.

Outras informações pelo telefone (21) 2529-5000.

Fonte: Gestão CT

BNDES cria novo fundo para micro e pequena empresa inovadora

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de aprovar a criação do programa Capital Semente (Criatec). O objetivo é garantir suporte financeiro adequado às micro e pequenas empresas inovadoras em estágio nascente. A iniciativa tem como foco os negócios voltados para tecnologia da informação, biotecnologia, novos materiais, mecânica de precisão, nanotecnologia e agronegócios.

O Criatec contará com orçamento de R$ 80 milhões, com um período de investimentos de quatro anos. De acordo com o banco, a expectativa é que o programa permita a capitalização de até 60 micro e pequenas empresas inovadoras, com investimento médio entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Outra perspectiva é que a iniciativa represente a geração de cerca de 3 mil postos de trabalho especializados.

Ainda segundo o BNDES, poderão ser apoiadas empresas com faturamento líquido de, no máximo, R$ 6 milhões, no ano anterior à capitalização do programa. Outra regra do regulamento do Criatec estabelece que, no mínimo, 25% do patrimônio do fundo deverá ser investido em empresas com faturamento de até R$ 1,5 milhão. E no máximo 25% do patrimônio do fundo deverá ser aplicado em empresas com faturamento entre R$ 4,5 milhões e R$ 6 milhões.

O Criatec prevê a constituição de um Fundo Mútuo de Investimento Fechado, cujas cotas poderão ser subscritas, além da BNDESpar, por outros parceiros interessados em aderir ao programa. O fundo capitalizará as empresas em estágio nascente inovadoras com grande potencial de crescimento.

Saiba mais sobre as ações do BNDES.

Fonte: BNDES

Suframa representa o Brasil em cooperação na área de nanotecnologia

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) representará o Brasil no projeto de cooperação internacional “Nanoforum EU Latino América”, firmado no ano passado com a União Européia. A instituição também será responsável por articular as ações do projeto na América Latina.

Segundo notícia divulgada pela Suframa, o objetivo é fomentar relacionamento e pesquisas em nanociência e nanotecnologia entre instituições européias e latino-americanas. Está prevista ainda a realização de um workshop no México, em 2007, e outro em Manaus (AM), em maio de 2008.

“A Suframa esteve presente em todos os eventos de políticas públicas sobre nanotecnologia realizados no exterior, nos últimos anos, e essa participação pesou no momento da indicação da autarquia como uma das responsáveis pelo desenvolvimento do projeto no Brasil, inclusive com a tarefa de coordenar o workshop a ser realizado em Manaus”, ressaltou o responsável pela área de Relações Institucionais para Assuntos Tecnológicos, Hernan Valenzuela, em notícia da Suframa.

No evento a ser realizado em Manaus, espera-se a presença dos principais nomes da comunidade científica européia em nanotecnologia. Durante o evento, serão selecionados 18 pesquisadores para um intercâmbio, que compreende visitas a quatro instituições européias especializadas em nanotecnologia.

Outra responsabilidade da Suframa será a de divulgar todas as informações referentes ao projeto, por meio da revista eletrônica do Pólo Industrial de Manaus especializada nanotecnologia, a Minapim News. Ela pode ser lida em português, inglês ou espanhol.

As pessoas e organizações interessadas em acompanhar as ações do “Nanoforum EU Latinoamérica”, buscar informações sobre bolsas de estudo e programação de eventos nas áreas de micro e nanotecnologia podem visitar o site da Suframa.

Fonte: Gestão CT

47º Congresso brasileiro de olericultura

“Resgatando e valorizando as hortaliças subutilizadas” será o tema do 47º Congresso Brasileiro de Olericultura, que ocorrerá de 5 a 10 de agosto, em Porto Seguro (BA). O evento tem o objetivo de refletir sobre tendências da exploração dos conhecimentos sobre as hortaliças.

Segundo os organizadores, o objetivo é valorizar hortaliças que, a despeito de sua importância nutritiva, são desprezadas por várias razões, além de dar destaque às hortaliças tradicionais e às plantas medicinais, aromáticas e condimentares. A promoção é da Associação Brasileira de Horticultura (ABH).

Cultivo de hortaliças em sistemas orgânicos e protegidos, cultivo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, controle biológico, recursos genéticos, tecnologia pós-colheita, segurança alimentar e preservação ambiental serão alguns assuntos em debate.

Fonte: Agência Fapesp

10º Simpósio de controle biológico - SICONBIOL

Criar espaço para a exposição de resultados recentes, discussões e reflexões sobre o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias e estratégias em controle biológico. Com essa proposta termina hoje, em Brasília, a décima edição do Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol).

O evento, promovido pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, na capital federal, reunirá pesquisadores e estudantes de diversas áreas do conhecimento relacionadas ao controle inteligente de insetos, de ervas daninhas e de doenças de plantas.

Fonte: Agência Fapesp

Plantas do Futuro

O número não é preciso, mas é grande: segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a diversidade de plantas no Brasil gira em torno de 50 mil espécies. Para evitar que aquelas com elevado potencial de mercado se tornem conhecidas no exterior antes de serem exploradas por aqui, a entidade decidiu relacionar alguns destaques.

O resultado são 775 espécies, chamadas de “plantas do futuro”. O trabalho de identificação, que acaba de ser finalizado, durou dois anos e foi realizado por equipes de agrônomos e biólogos coordenadas pelo MMA nas cinco regiões do país.

Espécies desconhecidas ou que já estejam sendo exploradas pela economia regional, apesar de ainda não alcançarem projeção de mercado em âmbito nacional, tiveram preferência na escolha.

“A lista será usada para subsidiar políticas nacionais de conservação e de uso sustentável”, disse Lídio Coradin, coordenador da área de Recursos Genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA.

“Como essas plantas representam boas oportunidades de negócio, a intenção é que a lista incentive a criação de novos mercados produtores e também de tecnologias que garantam a disponibilidade das espécies à altura da produção comercial”, explicou.

Com a fase de levantamento concluída, os detalhes técnicos e os potenciais econômicos de cada espécie serão divulgados junto a produtores e empresários. De acordo com Coradin, o trabalho contará com o lançamento de cinco publicações, cada uma representando uma região do país, no segundo semestre.

“Temos a maior biodiversidade do planeta, capacidade técnica instalada e competência em recursos humanos, mas ainda falta articulação entre pequenos produtores, empresários e instituições de pesquisa”, afirmou o engenheiro agrônomo.

Além de incentivar essa articulação e atrair novos investimentos ao setor, os livros servirão de base para diferenciar plantas prontas para serem exploradas pelo setor empresarial e as que ainda precisam de alguma atividade de pesquisa.
A lista completa das espécies, que foram divididas por grupos de uso – como ornamentais, alimentícias e frutíferas, fibrosas, medicinais, aromáticas e adequadas para a fabricação de óleos – será publicada no início de fevereiro no site do MMA, que planeja ainda uma série de seminários regionais para apresentar potencialidades desses recursos naturais aos diferentes segmentos da sociedade.

Há vários exemplos de valorização externa antes da interna. Lídio Coradin lembra que empresários da Nova Zelândia produzem atualmente sucos, biscoitos, geléias, óleos e até espumante com uma fruta nativa do Brasil: a goiaba serrana (Acca seloviana). “Mais de 20 produtos já foram lançados. Esse é um exemplo típico de planta que foi negligenciada ou subutilizada no Brasil e está gerando riqueza em outro país, apesar de ser conhecida nacionalmente há mais de 50 anos”, disse.

Além da goiaba serrana, a pupunheira (Bactris gasipaes), uma palmeira de clima tropical em que todas as partes podem ser aproveitadas economicamente, em especial seu fruto (pupunha) e o palmito, é outra espécie de interesse que integra a lista.
“Ela é uma das plantas mais versáteis, chegando a produzir cinco toneladas de palmito por hectare sem necessidade de eliminar suas mudas, como ocorre normalmente com outras espécies”, disse Coradin. Várias hastes de palmito são produzidas em uma mesma muda, o que permite a colheita enquanto a planta produz novas hastes.

Segundo o coordenador da área de Recursos Genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, um único fruto de pupunha chega a produzir 16% de proteína, o que o torna viável para a produção de bolos e tortas em substituição ao trigo, além de poder ser frito e servido como aperitivo. A produção de biodiesel também seria outra aplicação viável.

“Vários estudos comprovam que a pupunheira é capaz de gerar quase 20 toneladas de óleo por hectare para a produção do biodiesel. A soja, que não é uma cultura nativa do Brasil, produz apenas 500 litros de óleo por hectare”, compara.
Açaí (Euterpe oleracea), cupuaçu (Theobroma grandiflorum), bacuri (Platonia insignis), murici (Byrsonima sericeae) e camu-camu (Myrciaria dubia) são algumas espécies que também fazem parte da lista.

“Algumas delas já estão sendo exportadas, como o açaí e o cupuaçu. Mas ainda precisamos criar uma cultura de valorização do que é produzido em território nacional. É só olhar para a maioria dos hotéis brasileiros, por exemplo, que preferem servir frutas exóticas ou não nativas do Brasil, como melão, kiwi, melancia ou mamão”, afirma Coradin.

Fonte: Agência Fapesp

Cetem prioriza pesquisa em metalurgia extrativa

A metalurgia extrativa está entre as áreas de pesquisa prioritárias do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), a partir de 2007. A informação foi divulgada pelo MCT. Segundo o ministério, essa prioridade pode ser explicada pelo aumento da demanda por commodities como cobre, níquel, alumínio e zinco no mercado internacional.

Outra ênfase no trabalho do Cetem, instituição associada à ABIPTI, será o estudo e aprimoramento de processos produtivos que minimizem o consumo de energia nas unidades de mineração. Em fevereiro, também foram iniciadas as atividades no campus avançado do centro em Cachoeiro do Itapemirim (ES).

O Cetem ainda prepara espaços e laboratórios no campus do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde dará suporte a um curso de mestrado e atenderá as indústrias de mineração nordestinas. A previsão é de que essas atividades sejam iniciadas em março.

Ainda de acordo com o MCT, essa unidade de pesquisa atua também em seis arranjos produtivos locais (APLs) do setor mineral distribuídos pelo país, além de prestar serviços a grande empresas, o que tem garantido uma maior aproximação com o setor produtivo, sem deixar de lado as pesquisas tecnológicas. “Com essas prioridades em vista, o Cetem se manterá alinhado com as tendências do setor mineral”, observou o diretor do centro, Adão Benvindo da Luz

Fonte : Gestão CT

Seqüenciamento de 55 mil genes de frutas cítricas

Cientistas brasileiros seqüenciaram cerca de 55 mil genes únicos de frutas cítricas, sendo 32 mil só de espécies de laranjas, criando o maior banco de dados científicos no setor no mundo.

O objetivo do projeto é desenvolver mapas, identificando genes associados com a resistência a doenças que ameaçam seriamente a citricultura – atividade estratégica para a agricultura brasileira, com faturamento anual de US$ 1,5 bilhão.

A pesquisa foi iniciada em 2001. Além do banco de dados, a pesquisa gerou diferentes híbridos que estão sendo avaliados em condições de campo.

Segundo Marcos Machado, diretor do Centro Apto Citros do Instituto Agronômico, o melhoramento de uma única espécie já é suficiente para compensar os esforços de pesquisa. “Dentro do quadro de variedades de cítricos do Brasil, usamos muito o tangor murcott [murcote], um híbrido de tangerina e laranja. Há 10 milhões dessas plantas apenas no Estado de São Paulo. Elas são processadas pela indústria e servem como tangerina. Se um dos nossos 400 híbridos for igual, ou melhor, que o tangor, ele já pagará todo o programa”, afirmou.

A pesquisa tem gerado grande número de publicações, mas o aspecto mais importante é o número de genes envolvidos na resposta da resistência à doença. “Investimos inclusive em plantas transgênicas dentro do grupo dos cítricos. Se vários genes de tangerina estão associados à resistência à Xylella, por exemplo, por que não passá-los para a laranja?”, indaga.

O próximo passo dos pesquisadores do Instituto Agronômico é a negociação com grupos norte-americanos para definir a participação brasileira no projeto de seqüenciamento completo do genoma da laranja. A equipe viajará em janeiro até o Joint Genome Institute, do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

“Vamos participar em conjunto com o Consórcio Internacional para o Seqüenciamento do Genoma de Citros, do qual somos membros fundadores”, explica Marcos Machado. Ao lado do Brasil, o consórcio, fundado há quatro anos, conta com a participação de representantes dos Estados Unidos, Japão, Espanha, Austrália, China, Israel, Itália e França.

O pesquisador conta que o modelo de exploração agrícola brasileiro está esgotado, pois trabalha com poucas variedades, é altamente extensivo, tem amplo uso de defensivos e alto custo de produção. Ainda assim, o país tem chances de se tornar o primeiro produtor mundial.

A citricultura é estratégica. “Ela é a segunda atividade agrícola paulista depois da cana-de-açúcar. O Estado é o maior exportador de suco de laranja do mundo, dominando 50% do mercado mundial”, conta Machado. Além da questão crônica dos preços, a vulnerabilidade a doenças é o principal desafio atual do setor.

A doença que acarreta maiores prejuízos atualmente é a leprose, de acordo com Machado. A citricultura paulista gasta cerca de US$ 100 milhões anualmente no controle químico do agente vetor – um ácaro que transmite o vírus da doença. O maior volume de uso de acaricidas é dirigido à citricultura.

A clorose variegada dos citros (CVC), conhecida como amarelinho, que é causada pela Xylella fastidiosa, atinge atualmente 47% das plantas em São Paulo. “Há estimativas de que sejam gastos R$ 100 milhões por ano no controle da CVC”, conta Machado. Segundo ele, o controle geralmente implica a eliminação e poda das plantas doentes, com controle químico do vetor.

O fato de as plantas de cítricos serem perenes aumenta a dificuldade de controle das doenças. Uma das mais difíceis é a gomose. “Não há estimativa precisa sobre quanto ela traz de prejuízo, mas São Paulo produz 15 milhões de plantas por ano e a gomose mata 10%”, disse.

O greening é apontado como a mais terrível doença dos citros. “Foi detectado em 2004 e ainda não há dados estatísticos sobre o prejuízo. Mas, nas partes do mundo em que a doença chegou, a citricultura acabou”, disse Machado.

O greening, de acordo com o pesquisador, está presente em cerca de 110 municípios paulistas. “A única solução é eliminar a planta. Normalmente, as doenças de plantas lenhosas não matam a árvore, mas esse não é o caso com do greening”, afirma. A doença é conhecida há cem anos, mas estava restrita à Ásia e à África do Sul.

“O cancro cítrico [causado pela Xanthomonas] é uma doença que não se vê muito, mas é uma das que causam mais prejuízos”, disse Machado. Anualmente, segundo conta, são gastos R$ 40 milhões em contenção do cancro, nas áreas em que ocorre.

“Uma vez que ela entra em uma área, não sai mais. A luta é impedir o avanço. A doença não aparece muito, justamente porque se gasta muito nos programas de erradicação”, disse.

Fonte: Fapesp

Kaeme Consultoria desenvolve projeto em parceria com CEFETES


A empresa KAEME Empreendimentos e Consultoria Ltda em conjunto com o Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo - CEFETESProf. José Roberto de Oliveira através do , teve aprovado junto à Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (FAPES) , o projeto Utilização de Escória de Aciaria na Fabricação de Argamassa, sendo o único projeto aprovado no edital de parceria tecnológica no Espírito Santo.

Desde 2004 a Kaeme desenvolve trabalhos de pesquisa para o uso de escória de aciaria, nas camadas de sub-base e base de pavimento de estradas. Como fruto destes estudos e pesquisas, desenvolveu-se em parceria com a CST – Companhia Siderúrgica Tubarão, hoje Mittal Arcelor, o que se chamou de ACERITA® - ESCÓRIA DE ACIARIA LD COM REDUÇÃO DE EXPANSÃO. Projeto premiado em primeiro em concurso nacional promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP. Prêmio Finep de Inovação Tecnológica..

A Kaeme está finalizando Norma Rodoviária ou Especificação de material de acearia, o que possibilitará a sua utilização dentro de padrões rígidos de conformidade.

Fundada em 24 de janeiro de 1994, a KAEME atuou inicialmente com serviços topográficos de levantamento plani-altimétricos de áreas para construção de CAIC’s e apoio na execução da montagem de pré-moldados em Argamassa Armada dos referidos CAIC’s.

No período de 1999 a 2002 foram realizadas obras de supervisão e controle tecnológico de várias obras rodoviárias da administração pública e privada, como por exemplo, o apoio geotécnico na restauração e duplicação da Rodovia do Sol numa extensão de 26 km, continuidade na supervisão na execução das obras do Contorno rodoviário de Colatina e Cachoeiro de Itapemirim.

Em contratação direta com o DNIT / MT – 11ª UNIT realizada uma auditoria de execução da BR 364 – Trecho: Sapezal - Comodoro – numa extensão de 156 km.

Em 2001 foram executados os primeiros serviços para a Petróleo Brasileiro S.A - PETROBRÁS na fiscalização de obras, com apoio geotécnico para pavimentação. Na continuação a Kaeme foi contratada para elaboração de Projetos Finais de Engenharia Rodoviária e interseções com rodovias Estaduais, Municipais e Federais, tendo realizado até o momento cerca de 130 km de projetos rodoviários aprovados nos órgãos correspondentes (DERTES, DNIT, IEMA) inclusive pela própria PETROBRAS..

Atualmente a Kaeme Empreendimentos e Consultoria Ltda possui contratos em andamento junto ao DNIT em parceria com outra empresa privada, no DERTES em parceria com outra empresa da iniciativa privada para projeto de restauração dentro do programa do BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento, com a CST – Companhia Siderúrgica de Tubarão, para tratamento de escória de aciaria, para monitoramento de obras e projeto de pesquisa. Para a Petróleo Brasileiro S.A. – PETROBRÁS atualmente a Kaeme Empreendimentos e Consultoria Ltda desenvolve trabalho de apoio geotécnico na execução de obras rodoviárias em andamento.

E a partir de agora, está escrevendo mais um importante marco da sua história com a Certificação pelo PRODFOR no Sistema de Gestão da Qualidade em Fornecimento, versão 2001, correspondente a norma ISO 90001:2000, acrescido dos itens Meio Ambiente e Segurança do Trabalho.

Maiores informações pelo e-mail ou viste o site da empresa: http://www.kaeme.eng.br/

Uniban desenvolve compostos sintéticos inspirados na resina de abelhas que são eficazes no tratamento de tumores

A capacidade da própolis, uma resina produzida pelas abelhas, em vedar e esterilizar colméias, é conhecida da ciência. Vários estudos também apontam que a substância tem poder anti-séptico, cicatrizante, antimicrobiano, antiinflamatório e antioxidante, entre outros.

Pesquisa feita há sete anos na Uniban comprovou ser promissora e os primeiros resultados começam a aparecer. Uma família de compostos mostrou-se altamente eficaz no tratamento de células cancerígenas humanas em testes in vitro e com animais de laboratório.

Fonte: Fapesp

Memória ferroviária resgatada


No último dia 23 de junho, o roteiro turístico da vila histórica de Paranapiacaba, criada no fim do século 19 pela companhia inglesa de trens São Paulo Railway e que hoje pertence ao município de Santo André (SP), ganhou uma nova atração: o Centro de Documentação em Arquitetura e Urbanismo (Cdarq).

O centro funciona em quatro casas geminadas de madeira que foram restauradas no âmbito de um projeto apoiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da FAPESP, em parceria com a Fundação Santo André e a prefeitura do município.

O objetivo do projeto Diretrizes e Procedimentos para a Recuperação do Patrimônio Habitacional da Vila Ferroviária de Paranapiacaba é desenvolver instrumentos metodológicos para a recuperação do patrimônio edificado em madeira no local.

A vila de Paranapiacaba, no fim do século 19, serviu de abrigo a trabalhadores ingleses da São Paulo Railway (SPR), companhia de trens que viabilizou, em 1860, o transporte de cargas e de pessoas entre o interior paulista e o porto de Santos.

“O Cdarq é um espaço expositivo que conta a história do urbanismo, da arquitetura e da formação da vila, além de mostrar detalhes sobre o processo de recuperação das casas que o abrigam”, disse o arquiteto Gilson Lameira, coordenador do projeto e pesquisador da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação do Centro Universitário Fundação Santo André.

A exposição é fruto de um amplo trabalho de resgate de informações históricas sobre a vila. “O acervo do centro inclui documentos impressos, mapas e desenhos, além de quatro maquetes enormes, em escala um para dez, que representam as matrizes da arquitetura e das técnicas construtivas trazidas pelos ingleses”, explicou.

As casas do Cdarq foram restauradas por trabalhadores da Cooperativa de Trabalho em Marcenaria e Carpintaria e Restauro em Madeira Imperial, criada pelo projeto de pesquisa – cerca de 20 moradores da região foram capacitados por meio de oficinas de marcenaria e de carpintaria.

“A cooperativa é um dos mecanismos técnicos criados para a recuperação do patrimônio arquitetônico da vila que, ao mesmo tempo, promoverá a sustentabilidade e a continuidade dos trabalhos nos próximos anos. A vila tem hoje cerca de 300 casas em madeira a serem recuperadas”, destacou Lameira.

Segundo ele, o produto final do projeto, um manual técnico, será utilizado pela prefeitura de Santo André, em parceria com empresas privadas, em ações de recuperação futuras. “A publicação será lançada até setembro com todos os detalhes técnicos que devem ser seguidos para a restauração das casas, como, por exemplo, os tipos de madeira mais indicados”, disse.

A história do transporte ferroviário em São Paulo está diretamente relacionada a Paranapiacaba. “A SPR funcionou por meio de concessão até o fim da década de 1940, quando todo o patrimônio ferroviário passou para a Rede Ferroviária Federal e continuou em operação”, disse Lameira.

No início do século 20, as tecnologias que envolviam as atividades da ferrovia e da vila de Paranapiacaba eram extremamente avançadas. “Nessa época, a região representava um segmento econômico extremamente capitalizado. O projeto urbanístico da vila era um exemplo nacional, especialmente no que se refere ao saneamento e à infra-estrutura de energia elétrica, que funcionava como em poucos lugares no país”, destacou.

A partir de meados da década de 1980, como resultado do processo de decadência e extinção da Rede Ferroviária Federal, a vila de Paranapiacaba entrou em degradação e muitas casas foram invadidas. No fim de 2001, o patrimônio arquitetônico da vila passou a pertencer à prefeitura de Santo André. “Essa aquisição foi o último ato administrativo importante assinado pelo então prefeito Celso Daniel, antes de seu assassinato no começo de 2002”, lembrou o pesquisador.

Antes, em 1987, a vila havia sido tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Em 2002, o mesmo foi feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, em 2003, pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André.

Atualmente, parte dos moradores e das casas da vila presta serviços de alimentação e alugam quartos para o turismo histórico e ambiental praticado na região, impulsionados pela recente criação do Parque Nascentes de Paranapiacaba. Um passeio turístico de trem também percorre um trecho restrito dentro da vila.

“Há um esforço político muito grande para a criação de um passeio que retome o trajeto original da malha ferroviária até Santos. Esse é um sonho de todos os envolvidos com o projeto de recuperação da vila e que ainda vai se concretizar”, afirmou Lameira.

Fonte:Thiago Romero/ Agência FAPESP

Eucagen aprova projeto para o sequenciamento completo do genoma do eucalipto

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) aprovou a proposta da rede internacional Eucagen (Eucalyptus Genome Network), liderada por três países, entre eles o Brasil, para o seqüenciamento completo do genoma do eucalipto.

O projeto, idealizado com participação do Projeto Genolyptus: Rede Brasileira de Pesquisa do Genoma de Eucalyptus, concorreu com 120 outros projetos de diversos países que atenderam à chamada competitiva anual do Joint Genome Institute (JGI), ligado ao DOE. A chamada tem como objetivo o seqüenciamento de genomas de organismos que sirvam como fontes renováveis de energia.

O DOE, em conjunto com universidades norte-americanas, pretende começar o seqüenciamento do genoma completo do eucalipto em 2008, uma vez que a planta é considerada como uma potencial fonte para a produção de energia de biomassa.

A espécie escolhida e proposta pelos pesquisadores brasileiros é a Eucalyptus grandis, desenvolvida por melhoramento genético e que, de acordo com eles, apresenta características que deverão acelerar e facilitar a montagem da seqüência.

O Projeto Genolyptus tem oito subprojetos e é liderado por sete universidades, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e por 14 empresas que plantam eucalipto para papel, celulose e energia.

O objetivo é pesquisar, em plantações espalhadas por todo o território nacional, as melhores formas de aumentar a produção, diminuir a poluição das indústrias e criar eucaliptos mais resistentes e adequados a diferentes usos.

A área cultivada de eucalipto no planeta é estimada em 18 milhões de hectares, sendo que o Brasil planta cerca de 3,5 milhões de hectares. Originário da Austrália, o eucalipto possui mais de 600 espécies e 20 delas são plantadas em mais de cem países para fins energéticos e industriais.

Mais informações pelo site.

Fonte: Agência Fapesp