terça-feira, 3 de julho de 2007

OBIS mapeia diversidade marinha no Brasil

O Sistema de Informações Biogeográficas dos Oceanos (Obis) acaba de consolidar um serviço muito útil aos pesquisadores: o site do Obis Brasil — Atlântico Sudoeste Tropical e Subtropical —, que disponibiliza, em português e gratuitamente, 37.000 registros sobre a vida marinha no país.

O Obis, uma rede de dados georreferenciados sobre diversidade, distribuição e abundância da vida nos oceanos, é um dos principais componentes do projeto internacional Censo da Vida Marinha, que reúne cerca de 1.700 pesquisadores em mais de 70 países.

Todos os dados disponibilizados pelo Obis são geo-referenciados. As informações são organizadas como um catálogo por denominação científica — espécie, gênero e outras categorias tradicionais de classificação — ou mesmo por nome popular dos organismos.

Os resultados da busca são apresentados na forma de tabelas, de mapas simples com os pontos de ocorrências ou nos formatos gráficos KGSMapper ou Dynamic Multi-Species Mapper.

Fonte: FAPESP

Software brasileiro para leitura de impressões digitais está entre os melhores do mundo

Controlar a entrada e a saída de funcionários na empresa, acessar caixas eletrônicos de bancos e proteger o computador doméstico ou profissional contra olhares indiscretos são algumas das aplicações de um software de reconhecimento de impressões digitais desenvolvido pela empresa Griaule, de Campinas, que já conquistou clientes nos Estados Unidos, México, Chile, Venezuela e Israel.

Recentemente a tecnologia da empresa para a emissão de passaportes foi comprada pela Costa Rica, por meio da empresa francesa Oberthur, que produz esse tipo de documento para 80 países. Este ano a tecnologia da Griaule foi incorporada às 25 mil urnas eletrônicas com leitores de impressão digital entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela Procomp, uma das empresas parceiras, previstas para serem utilizadas nas próximas eleições.

O programa foi considerado o oitavo melhor do mundo em um teste de grande escala – 1 bilhão de comparações de impressões digitais – realizado em 2003 pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (Nist, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

Uma posição invejável para uma pequena empresa que disputou com gigantes do setor como Motorola e NEC. Algumas grandes, como a Raytheon, ficaram atrás da Griaule, a única empresa do hemisfério Sul a participar do teste.Em outubro deste ano a Griaule participou de um teste semelhante realizado pela Universidade de Bolonha, na Itália. Segundo os pesquisadores da empresa, o programa deve ficar em terceiro lugar.

O estado do Tocantins foi o primeiro cliente a adotar o software da empresa, quando a Secretaria de Segurança Pública decidiu substituir a tecnologia importada utilizada na identificação civil e criminal, por conta do alto custo para expandir e manter a base de dados.

O sistema utilizado atualmente captura eletronicamente as impressões digitais dos dez dedos, a foto e a assinatura de cada pessoa, ou permite a digitalização dessas informações colhidas em papel. Após a comparação no sistema da Griaule é emitida a carteira de identidade, processo que leva apenas dez minutos. Hoje já são cerca de 1 milhão de impressões digitais cadastradas no banco de dados da secretaria estadual.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também adotou o sistema de reconhecimento digital da empresa para verificar a identidade dos candidatos aos exames vestibulares, realizados duas vezes por ano pela instituição e com cerca de 50 mil concorrentes cada um.

Fonte: Fapesp

Embrapa desenvolve nova metodologia para avaliar riscos de plantas transgênicas

Ao tentar avaliar os riscos ao ambiente e à saúde humana por parte de plantas geneticamente modificadas, pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma nova metodologia. O novo sistema auxilia a avaliação das plantas transgênicas para permitir que seu emprego seja feito de maneira tão segura quanto o das plantas convencionais.

A nova ferramenta, que pode ser aplicada em qualquer planta, sugere uma série de indicadores de risco e os insere em uma escala numérica que vai de 1 a 32. A avaliação do risco poderá ser feita a partir de duas ferramentas: a planilha para a compilação da evidência de risco e a matriz de avaliação de risco.

A primeira apresenta sugestões de parâmetros gerais que devem ser avaliados para qualquer planta transgênicas, abrindo a possibilidade de inserção de indicadores mais específicos. Dentre os indicadores sugeridos estão desde parâmetros diretamente ligados às características das plantas ou de suas modificações genéticas, até questões relacionadas às ocorrências inesperadas, como fluxo gênico e disseminação de organismos geneticamente modificados devido a falha operacional.

A matriz de avaliação de risco apresenta todos os riscos em um formato visual para a ilustração do manejo que deve ser empregado para garantir o uso seguro da planta. O produtor consegue visualizar quais são os indicadores que mais necessitam de monitoramento para, em seguida, tomar atitudes específicas para cada caso. As medidas a serem tomadas são agrupadas de acordo com um nível crescente de exigências.

Fonte: Fapesp

Brasil produz sua primeira resina termoplástica com nanotecnologia

A petroquímica Braskem tornou-se a primeira empresa na América Latina a produzir uma resina — de polipropileno — usando essa tecnologia.O resultado desse esforço é um material quatro vezes mais resistente a impactos quando comparado à mesma resina, nacional ou importada, fabricada com a tecnologia tradicional, apresentando também outras características exclusivas.

Poder ser empregada na produção de peças e componentes mais leves para veículos, ou de embalagens mais resistentes ao calor, à luz solar e também à umidade, melhorando seu desempenho e segurança, são importantes benefícios adicionais oferecidos pela resina.A capacidade da Braskem para produzir polipropileno com nanocompósitos será de até 10 mil toneladas/ano a partir de meados de 2007.

Este volume poderá ser dobrado a cada seis meses, de acordo com a demanda do mercado ou dependendo da velocidade com que os transformadores adaptarem seus maquinários para aproveitar todas as qualidades e propriedades da nova resina.

O potencial de mercado estimado para as resinas produzidas com nanotecnologia no Brasil é de 100 mil t/ano para os próximos dez anos.Segundo Luís Fernando Cassinelli, diretor do Centro de Tecnologia e Inovação Braskem, a nova resina coloca o país na vanguarda do setor petroquímico internacional em nanotecnologia e desponta como a melhor resposta às novas exigências do mercado mundial.

"Além de atender às necessidades do mercado interno, o lançamento da Braskem tem grande potencial para a exportação, pois vai ao encontro das expectativas de setores globalizados, como o automobilístico e o eletroeletrônico", diz Cassinelli.

Fonte: Anpei

Unicamp desenvolve colheitadeira de tomate de mesa

A produção mundial de tomates em 2005 ultrapassou 120 milhões de toneladas. O Brasil é o nono produtor, com uma safra de 3,3 milhões de toneladas anuais, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Considerando que aproximadamente 60% do tomate produzido no país é destinado para o consumo in natura e o restante é utilizado para o processamento industrial de molhos e sucos, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, finalizaram o protótipo de uma colheitadeira de tomate de mesa, capaz de processar até duas toneladas do fruto por hora de trabalho.

Espera-se que o equipamento reduza as perdas durante a colheita: o desperdício chega a 30% da produção nacional, devido aos danos físicos causados pelo manuseio dos frutos.

O protótipo demorou quatro anos para ficar pronta e ainda não tem um preço de mercado definido.

Fonte : Agência Fapesp