sexta-feira, 1 de junho de 2007

Lançado celular com tecnologia brasileira

Primeiro celular com tecnologia brasileira
Foi lançado ontem em São Paulo, o primeiro aparelho de telefone celular com o sistema operacional totalmente elaborado no Brasil. Desenvolvido por técnicos do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em parceria com uma multinacional, o aparelho inicialmente será produzido para exportação. Ele funciona em três faixas, por isso pode ser utilizado em qualquer lugar do mundo, independentemente da tecnologia de transmissão utilizada. Ainda não há previsão de lançamento no mercado interno.

Na avaliação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que participou do almoço de lançamento, é muito importante para o país ter essa tecnologia.

De acordo com o coordenador do LSI, responsável pelo projeto, João Antonio Zuffo, durante um ano e meio, 40 engenheiros trabalharam no projeto que se assemelha ao sistema Windows usado nos micro computadores, mas voltado para os celulares. Zuffo esclareceu que o sistema é considerado novo porque foi desenvolvido para atender a todas as necessidades novas dos países em desenvolvimento e elaborado em uma geração intermediária denominada 2.5, motivo pelo qual se adapta a todos os sistemas mundiais.

Zuffo reforçou que o que determina o custo de uma ferramenta como essa é o custo da engenharia, dos componentes e do chip de memória.

Fonte: Agência Brasil

Universidade holandesa fortalece parceria com a Embrapa

Objetivando estreitar ainda mais as relações com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, representantes da Universidade e Centro de Pesquisas de Wageningen - UR visitaram a sede da Empresa, em Brasília, nessa quarta-feira (30).

A universidade, que atua em todos os continentes, instalou-se também no Brasil no último dia 1º. O novo gabinete está localizado na Universidade de São Paulo, em Piracicaba, e servirá como base de apoio para reforçar as parcerias de pesquisa.

Durante o encontro com o diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, o reitor e vice-presidente da Universidade de Wageningen, Martin Kropff, e o conselheiro agrícola da Embaixada do Reino dos Países Baixos, Jos G. Van de Vooren, demonstraram interesse em apoiar as atividades da Embrapa na África (Acra-Gana) com a utilização de recursos da União Européia.

O seqüenciamento do genoma da batata, iniciativa na qual a Embrapa está envolvida, e os cenários e as perspectivas dos biocombustíveis também foram pauta da conversa.

A Empresa mantém o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) Manoel Teixeira na universidade holandesa, onde trabalha na área de biologia avançada. Geraldo Stachetti Rodrigues, da Embrapa Meio Ambiente (Campinas-SP) também passou a atuar na Universidade e Centro de Pesquisas de Wageningen - UR. Ambos fazem parte do quadro do Labex Europa, situado em Montpellier (na França) e na UR (Holanda).

Fonte: Embrapa

1º Encontro Nacional de Novas Fontes de Energia

Energia e inclusão social
A produção de biodiesel é considerada prioritária pelo governo federal. O combustível, produzido a partir de óleos vegetais extraídos de diversas matérias-primas – como palma, mamona, soja, girassol e outras oleaginosas –, é elaborado a partir da mistura do biodiesel puro com óleo diesel comum ou aditivado.

Atualmente, essa mistura é de 2%, mas o governo espera aumentar para 5% até o ano que vem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou publicamente que a alternativa é uma oportunidade de desenvolvimento para o Nordeste. Para Arnoldo de Campos, coordenador-geral de Agregação de Valor e Renda do Ministério de Desenvolvimento Agrário, o que propicia toda essa confiança é o fato de a experiência do biodiesel no país ter nascido em um contexto bem diferente do início do álcool combustível no país, durante a primeira grande crise do petróleo, na década de 1970.

“Hoje em dia, o álcool como alternativa de combustível atingiu sua fase de maturidade e o país alcançou a autonomia na produção de petróleo. Além disso, o Brasil consome 40 bilhões de litros de diesel por ano, o que representa cerca de 60% de todo o combustível consumido no país”, analisou Campos, que falou sobre biodiesel e inclusão social durante o 1º Encontro Nacional de Novas Fontes de Energia, nesta quinta-feira (31/5), no Rio de Janeiro.

A estratégia do governo federal, segundo Campos, está voltada para um mercado de combustível compatível com a realidade brasileira. A idéia é impactar a renda das famílias que trabalham no campo. Segundo ele, quase 40% do que é produzido no campo é feito em pequenas propriedades. E o objetivo é utilizar esses produtos no desenvolvimento de combustíveis alternativos, como o biodiesel.

De acordo com dados apresentados no encontro, atualmente a mamona (51%) e a soja (32%) são as matérias-primas mais utilizadas na produção do biodiesel.

Para o coordenador-geral de Agregação de Valor e Renda do Ministério de Desenvolvimento Agrário, em breve o país poderá chegar a um cenário de auto-suficiência energética. O completo sucesso da implantação do biodiesel depende ainda de superar alguns obstáculos, como a resistência da indústria automobilística ao uso do combustível em seus carros e as restrições econômicas de outros países.

Fonte: Agência Fapesp