terça-feira, 8 de maio de 2007

Victor Carlos Pandolfelli, novo ganhador do prêmio Alfred W. Allen

O engenheiro Victor Carlos Pandolfelli, professor do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é o novo ganhador do prêmio Alfred W. Allen, concedido pela American Ceramic Society.

A comissão responsável pelo prêmio seleciona a cada dois anos, com base em revistas indexadas em bases internacionais, os trabalhos que deram as contribuições científicas consideradas mais relevantes na área de cerâmicas refratárias. O prêmio foi entregue em Saint Louis, nos Estados Unidos, no mês passado.

Escolhido entre oito finalistas, Pandolfelli foi contemplado pelo conjunto de artigos publicados em 2005 e 2006.

A equipe de Pandolfelli trabalha com concretos refratários, que têm aplicações principalmente em siderurgia, petroquímica e na indústria de alumínio – áreas cujos processos envolvem altas temperaturas e materiais corrosivos.

Pandolfelli destaca que as melhorias conseguidas por seu grupo nos refratários variam de acordo com o setor. Na indústria petroquímica, os resultados melhoraram a resistência ao desgaste e à penetração de gases corrosivos.

Na indústria siderúrgica, o material se mostrou mais adequado para altas variações de temperatura e de corrosão do meio. Na indústria de alumínio, o resultado foi a diminuição da perda energética derivada da redução da condutividade térmica e a utilização de materiais recicláveis que minimizam os impactos ao meio ambiente.

Fonte: Agência FAPESP

Propriedade Intelectual para o Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro

Evento vai discutir propriedade intelectual no agronegócio

Acontece, no próximo dia 16 de maio, às 9h, em Brasília (DF), o seminário Propriedade Intelectual para o Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro. O evento é uma iniciativa da Embrapa, instituição associada à ABIPTI, e conta com o apoio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A programação conta com cinco palestras. A primeira delas será ministrada pelo presidente do INPI, Jorge Ávila, que falará sobre a importância da propriedade intelectual no contexto do desenvolvimento tecnológico industrial. Ainda na parte da manhã, está prevista uma palestra sobre o uso da informação tecnológica contida nos documentos de patentes.

Na parte da tarde, estão previstas as palestras: a importância da lei de cultivares para o agronegócio; transformando tecnologias em negócios; e a política de propriedade intelectual da Embrapa.

Fonte: Gestão CT

Programa interministerial apoiará recém-doutores

A partir do início do segundo semestre, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC) deverá lançar, em parceria com o CNPq e com a Finep, editais para apoiar os recém-doutores. As chamadas integram o Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), que foi instituído oficialmente por meio de uma portaria interministerial publicada no Diário Oficial da União no dia 24 de abril.

O novo programa integra o Plano de Desenvolvimento da Educação, iniciativa que já foi apresentada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A iniciativa será coordenada pela Capes e deverá financiar a fixação de jovens doutores em áreas estratégicas de pesquisa relacionadas à Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce). As propostas poderão ser encaminhadas por grupos de pesquisa de todo o país e por empresas das áreas tecnológicas.

De acordo com a portaria que o institui, o PNPD tem os seguintes objetivos: a absorção temporária de jovens doutores nas áreas de pesquisa estratégicas; o reforço aos grupos de pesquisa nacionais; a renovação de quadros nos programas de pós-graduação nas universidades e instituições de pesquisa; o apoio à Pitce e à Lei de Inovação (10.973/04); e o apoio às empresas de base tecnológica.

O programa será gerido por um comitê diretor, formado por representantes da Capes, da Finep e do CNPq. Além de acompanhar a execução da iniciativa, o grupo também será responsável por expedir a regulamentação do PNPD, baixar seus editais, homologar as concessões e estabelecer eventuais parcerias.

A portaria também determina que, para a execução do PNPD, as três agências federais envolvidas com o programa convocarão, por edital conjunto, instituições de ensino superior, centros de pesquisa, programas de pós-graduação e empresas da área tecnológica para apresentar projetos de pesquisa. Por meio das chamadas, serão concedidas bolsas de pós-doutorado a candidatos titulados nos últimos cinco anos e que estejam vinculados ou aceitem se vincular aos projetos apresentados ao edital. Serão priorizadas as propostas que envolvam a interação universidade e centro de pesquisa-empresa ou de formação de pós-graduandos.

De acordo com a Capes, cada contemplado receberá uma bolsa de R$ 3,3 mil, além de recursos de custeio no valor de R$ 12 mil anuais destinados à aquisição de insumos e material de consumo. Os projetos terão duração de cinco anos. Inicialmente, estão previstas 1.500 bolsas.

Ainda segundo a coordenação, o PNPD também deverá incentivar as fundações de amparo à pesquisa (FAPs), empresas, centros de pesquisas, organizações não-governamentais a complementarem o valor das bolsas. Essas entidades também poderão alocar como contrapartida ao projeto recursos para passagens e diárias, de custeio, de capital para aquisição de máquinas e outros equipamentos.

Para ter acesso à íntegra da portaria que institui o PNPD, acesse www.capes.gov.br.

Fonte Gestão CT

MEC divulga lista das 150 cidades que ganharão escolas técnicas

O Ministério da Educação (MEC) divulgou dia 2, a relação das 150 cidades-pólo de todas as regiões brasileiras onde serão instaladas novas escolas técnicas federais, conforme prevê o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

A reunião técnica realizada em Brasília com prefeitos das 150 cidades selecionadas serviu para esclarecer dúvidas e orientar os representantes do Poder Executivo local em relação à elaboração de propostas para criação das novas instituições de ensino.

Essas cidades foram escolhidas a partir de um estudo científico, com duração de aproximadamente seis meses, em mais de 5 mil municípios brasileiros. As análises contemplaram a avaliação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e dados populacionais, além da definição dos arranjos produtivos locais (APLs) existentes nas regiões e que são priorizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A região Nordeste ficará com 51 das 150 novas unidades educacionais. Os Estados do Maranhão e da Bahia terão oito escolas cada um. Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará abrigarão, cada um, seis unidades. Paraíba e Pernambuco terão cinco novas escolas, Alagoas ficará com quatro e Sergipe terá três novas escolas técnicas federais.

O Sudeste vem em seguida, com 36 escolas técnicas. São Paulo e Minas Gerais contarão, cada um, com 12 unidades. O Estado do Rio de Janeiro terá sete e o Espírito Santo ficará com cinco novas escolas.

A região Centro-Oeste será beneficiada com 24 novas escolas técnicas federais. Dessas, seis serão instaladas em Goiás e outras seis em Mato Grosso. Outras cinco serão criadas em Mato Grosso do Sul, quatro no Distrito Federal e três no Tocantins.

Os Estados do Sul serão contemplados com 23 novas unidades. Dez serão criadas no Rio Grande do Sul, sete em Santa Catarina e seis no Paraná. A região Norte, por sua vez, contará com 16 novas instituições. Cinco delas no Amazonas e outras cinco no Pará, além de duas em Rondônia e mais duas no Acre. Completam a lista uma escola em Roraima e uma no Amapá.

Segundo o MEC, o processo de implantação será conduzido por um edital. O principal objetivo do edital é definir a ordem de implantação das unidades, que será estabelecida por meio da análise das propostas.

Para saber mais, acesse http://www.mec.gov.br/.

Fonte: Gestão CT