sábado, 5 de maio de 2007

1º Simpósio Província Aurífera dos Tapajós

Mineração da região de Tapajós será debatida em encontro
Nos dias 19 e 20 de maio, a Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb) realizará, em Itaiatuba (PA), o 1º Simpósio Província Aurífera dos Tapajós.

No encontro serão debatidos, junto a autoridades governamentais, os problemas existentes nas atividades de exploração mineral da região e apontadas soluções para eles.

O evento contará com palestras, seminários, encaminhamento de propostas e mesas-redondas. Os interessados poderão se inscrever pelo e-mail ou pelo fax (61) 3327-0285. Estão disponíveis, apenas, 120 vagas.

Mais informações pelo telefone (61) 3326-0759.

Fonte: Gestão CT

Conceito de responsabilidade social das instituições de ensino superior

A partir do dia 31 de maio, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) realizará uma série de seminários que debaterão os temas “Responsabilidade social das instituições de ensino superior” e “Avaliação institucional com ênfase nas ações de responsabilidade social, no ciclo avaliativo do Sinaes e no Enade/2007”. Os eventos serão organizados nas cidades de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Curitiba (PR).

Nos encontros, os participantes terão a oportunidade de discutir, com docentes e pesquisadores reconhecidos no cenário nacional, as idéias básicas que constroem o conceito de responsabilidade social. Além disso, também poderão obter subsídios teóricos e práticos para aprimorar a gestão e a práxis das instituições de ensino superior (IES).

O primeiro seminário ocorrerá no dia 31 de maio, na Faculdade Maurício de Nassau, em Recife. Na ocasião, será realizada uma conferência que terá como tema “Responsabilidade social como valor agregado do projeto político pedagógico dos cursos de graduação: o confronto entre formar e instruir”.

No dia 22 de junho, o seminário será realizado no Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. A conferência que abrirá o evento debaterá a “Responsabilidade social das instituições de ensino superior: princípios e valores para o desenvolvimento humano”. Este também será o tema do terceiro encontro, que acontecerá no dia 17 de agosto, nas Faculdades Jorge Amado e Consultec, em Salvador.

O último evento será realizado no dia 31 de agosto, em Curitiba, na sede do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares do Estado do Paraná (Sinepe). A conferência que abre o seminário também debaterá o tema “Responsabilidade social como valor agregado do projeto político pedagógico dos cursos de graduação: o confronto entre formar e instruir”.

As conferências serão ministradas pelos professores Mara Regina de Sordi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Adolfo Ignácio Calderón, coordenador do Núcleo de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Mogi das Cruzes.

Outras informações sobre os seminários podem ser obtidas pelo e-mail .

Fonte: Gestão CT

Parâmetros para estudo na costa amazônica - Projetos Piatam

Cerca de cem pesquisadores e técnicos ligados a estudos sobre a zona costeira e a porção oceânica da Amazônia foram reunidos, do dia 1° até o 5° de maio, na ilha de Mosqueiro, a 80 km de Belém do Pará, para planejar ações dos projetos PIATAM mar - Projeto Potenciais Impactos Ambientais do Transporte de Petróleo e Derivados na Zona Costeira Amazônica -, e PIATAM Oceano - Potenciais Impactos Ambientais da Exploração, Produção e Transporte do Petróleo e Derivados na Região Oceânica Equatorial Brasileira.

Além dos preparativos para a expedição-piloto do projeto Piatam mar, marcada para a primeira quinzena de junho, na pauta da reunião constavam temas como a definição dos protocolos para a coleta de dados das 24 linhas de pesquisa e metas de integração a serem desenvolvidos até 2008 pelos projetos Piatam mar e Piatam oceano.

Os participantes do encontro discutiram:
  • a catalogação dos estudos socioambientais já realizados sobre as zonas costeira e oceânica da Amazônia;
  • a realização de expedições para a geração de mapas de sensibilidade ao derramamento de óleo e à estruturação de um grande banco de dados geo-referenciados sobre a região;
  • o estabelecimento de um código de ética para publicações e a utilização dos dados derivados dos projetos Piatam mar e Piatam oceano;
  • a futura integração dos bancos de dados dos dois projetos.
Piatam mar
Iniciada em outubro de 2006 e com metas que se estendem até novembro de 2008, a segunda etapa do projeto Piatam mar conta com 230 pesquisadores, técnicos e bolsistas e um investimento de R$ 7 milhões, que resultará na geração de mapas sensibilidade ao derramamento de óleo em terminais de abastecimento e unidades de conservação situados em áreas costeiras do Pará, Amapá e Maranhão. No Maranhão, as áreas incluídas são os terminais de Itaqui, em São Luís, e a área de proteção ambiental da Ilha dos Caranguejos.

No Pará serão priorizadas ações no porto de Outeiro, terminais de Miramar e Vila do Conde, além da Reserva Extrativista de Soure. No Amapá serão dirigidos esforços para o Porto de Santana e para a Reserva Biológica de Lago Piratuba, no Cabo Norte.

Coordenado pela UFPA, o projeto iniciou suas atividades em 2004 (primeira fase), para produzir informações atualizadas sobre recursos naturais e ecossistemas costeiros e apoiar a Petrobras na gestão ambiental e em ações preventivas para casos de acidentes com o transporte de óleo e derivados na costa norte.


Os projetos Piatam investem fortemente na formação e capacitação de especialistas para áreas amazônicas. Nesta segunda fase, o Piatam mar dispõem de cerca de R$ 960 mil em bolsas de pesquisa – cinco de doutorado, 30 de mestrado, uma especialização e 46 para iniciação científica.

Piatam oceano
Iniciado em maio de 2006, o projeto está em sua primeira fase de atuação e reúne seis linhas de pesquisa e cerca de trinta pesquisadores da UFPA, do Laboratório de Geologia Marinha da UFF, do Museu Goeldi, das universidades Federal e Estadual do Maranhão e das fundações Instituto Oswaldo Cruz e Euclides da Cunha.

Seus estudos têm como foco principal as águas profundas — de 20 a até 3.500 metros de profundidade —, na área que compreende as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, e da foz do Oiapoque, no Amapá, à foz do Parnaíba.

Com o objetivo de gerar mapas e modelos que auxiliem ações de produção e escoamento de petróleo e derivados na costa norte brasileira, a ação contará com R$ 2,9 milhões até maio de 2008 para reunir a informação científica já produzida sobre o Atlântico Amazônico em um banco de dados geo-referenciado e também para a produção de mapas de sensibilidade ambiental.

A segunda fase do Piatam oceano, prevista para o período entre 2008 a 2010, se dedicará ao levantamento de dados em campo, com expedições nos navios oceanográficos da Marinha do Brasil, que é parceira institucional do projeto.

Na reunião na ilha de Mosqueiro, os membros do Piatam oceano farão um resumo atualizado dos conhecimentos já reunidos sobre a região oceânica da Amazônia, apresentarão um Manual de Gestão e também entregarão os resultados preliminares de seu primeiro produto, um mapa batimétrico e sedimentológico das águas profundas da costa norte.

O Piatam oceano tem como financiadora a Petrobras e como proponente e executoras as UFF e UFPA, e a Fundação Euclides da Cunha. Além da coordenação, de uma administração financeira e de um comitê científico, o projeto atualmente conta com grupos de trabalho e pesquisa voltados para a gestão, tecnologia da informação e comunicação, oceanografia física (meteoceanografia), oceanografia química, oceanografia geológica e oceanografia biológica.

Fonte: Agência CT

Pesquisa avalia a qualidade e durabilidade de revestimentos utilizados nas fachadas prediais

A queda de marquises - drama registrado periodicamente nas manchetes - associa falta de planejamento, manutenção e vistoria, além de causas técnicas diretamente relacionadas ao envelhecimento dos materiais de construção. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), o assunto deu origem a um projeto que tem como objetivo avaliar o desempenho dos revestimentos utilizados nas fachadas prediais.

A pesquisa conta com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), por meio do Programa Habitare, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

O projeto da UFF é de longo prazo. Foi iniciado em 2001 e durante dez anos a equipe, que inclui engenheiros e arquitetos, faz análise dos efeitos do sol, vento, chuva, poluição e maresia nos materiais de construção. Uma estação experimental foi montada a céu aberto, no Rio de Janeiro, no campus da UFF na Praia Vermelha (Niterói), entre a Escola de Engenharia e a Baía de Guanabara.

Dez paredes foram construídas, inspiradas em instalação semelhante do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), instituição de Ciência e Tecnologia ligada Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, do governo de Portugal. No Brasil o conjunto é chamado de "Estação UFF de Ensaio Natural de Revestimentos de Paredes". Os modelos estão posicionados para receber a maior incidência dos ventos e das chuvas dominantes na região.

São paredes de alvenaria de tijolos cerâmicos e de blocos de concreto, têm dois metros de largura por dois de altura, são apoiadas sobre vigas de concreto armado e acabadas com diferentes materiais. Estão sendo testadas argamassas preparadas no canteiro de obras e argamassas industrializadas. No acabamento final são analisadas tintas e texturas, materiais cerâmicos e pedras ornamentais. Nas superfícies das vigas que servem de apoio às paredes são estudados hidrofugantes e vernizes acrílicos, revestimentos protetores específicos para o concreto armado aparente.

Os ensaios foram pensados para investigar, além da degradação visível por observação, o desempenho dos revestimentos em relação à penetração de umidade nas paredes, à penetração de dióxido de carbono e de cloretos na superfície do concreto aparente das vigas. Com base nas resoluções da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), são verificadas características como permeabilidade, absorção e retenção de água, teor de umidade superficial e aderência dos revestimentos, entre diversas outras. As condições ambientais são monitoradas, com registros das chuvas, velocidade do vento, temperatura e umidade relativa do ar - dados obtidos na estação meteorológica da UFF, localizada nas proximidades.

A pesquisa tem caráter multidisciplinar e mobiliza construtores locais, fabricantes de materiais de construção, arquitetos e engenheiros civis brasileiros e portugueses. Está sendo desenvolvida com a parceria de três instituições de ensino: as universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Federal Fluminense (UFF) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem também parceria de três construtoras: JM Construções Ltda, RG Côrtes Engenharia S.A. e Pinto de Almeida. A coordenação é da professora Regina Helena Ferreira de Souza, do Departamento de Estruturas e Fundações da UERJ e pesquisadora da Escola de Engenharia da UFF, e do professor de Materiais de Construção da UFF, Ivan Ramalho de Almeida.

Para os pesquisadores, os diferentes ambientes naturais do Brasil propiciam o estudo da intensidade e das deteriorações mais comuns em cada região. O esforço de pesquisa pode levar ao entendimento dos problemas e das particulares específicas. A expectativa da equipe é avaliar a qualidade dos materiais, as técnicas de execução e os procedimentos de manutenção, a partir do desempenho e das patologias. Além disso, comparar o tempo de vida útil de cada revestimento contemplado no projeto.

Mais informações, com a professora Regina Souza, da UFF, no tel.: (21) 2629-5444, ou pelo e-mail: .

Fonte: Gestão CT