quinta-feira, 3 de maio de 2007

Mudanças Climáticas: Impactos no Ambiente, Agricultura e Biodiversidade

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, promoverá, no dia 10 de maio, em Piracicaba, no interior do estado, o workshop Mudanças Climáticas: Impactos no Ambiente, Agricultura e Biodiversidade.

O objetivo do evento é ampliar a discussão no meio acadêmico sobre as mudanças climáticas globais que terão forte influência sobre a área de ensino e pesquisa no país.

“Biodiversidade e mudanças globais”, “Efeitos das mudanças climáticas na agricultura brasileira”, “Aquecimento global e seus efeitos no ambiente” e “Agricultura como mitigadora do aquecimento global” serão alguns dos temas em discussão.

Mais informações pelo e-mail ou telefone (19) 3429-4281.

Fonte: Agência FAPESP

Comportamento relativo à exposição e proteção solar na população de 15 anos ou mais de 15 capitais brasileiras e Distrito Federal, 2002-2003

Behaviors related to sunlight exposure versus protection in a random population sample from 15 Brazilian State capitals and the Federal District, 2002-2003

Muito sol, pouca proteção
No Brasil, os homens e os mais jovens estão mais expostos aos efeitos nocivos da radiação solar quando comparados com as mulheres e com os indivíduos com mais de 25 anos de idade. A conclusão é de um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, e pela Secretaria de Vigilância em Saúde, em Brasília, ambos vinculados ao Ministério da Saúde.

Os resultados são de inquérito domiciliar sobre comportamentos de risco para doenças realizado em 2002 e 2003, que avaliou as formas de proteção à radiação ultravioleta mais utilizadas por habitantes de 15 capitais brasileiras e do Distrito Federal. Um total de 16.999 indivíduos com 15 anos ou mais foi entrevistado.

Em todas as cidades analisadas foram observadas proporções mais elevadas de proteção com o filtro solar e de procura pela sombra entre as mulheres, enquanto o fator de proteção mais citado pelos homens foi o uso de chapéu ou boné.

“Apesar de os homens e os mais jovens, de maneira geral, estarem mais expostos, a pesquisa indica que as mulheres também não estão se protegendo de maneira adequada”, disse Liz Maria de Almeida, gerente da Divisão de Epidemiologia da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca e coordenadora do estudo.

Segundo ela, motivadas muito mais por questões estéticas do que pela consciência de que o sol é um fator de risco para o câncer, as mulheres acabam usando mais protetores solares. Mas o estudo identificou que as mulheres usam esse tipo de produto, que tem efeito médio de duas horas, poucas vezes ao dia e que entram na água freqüentemente, o que reduz o efeito.

“O problema está na falta de conhecimento a respeito dos efeitos da radiação ultravioleta e do funcionamento dos produtos de proteção solar disponíveis no mercado. Os números dos fatores de proteção dos filtros ainda geram muitas dúvidas na população”, explica Liz Maria. Os resultados do trabalho foram publicados na edição de abril da revista Cadernos de Saúde Pública.

Uma indicação do desconhecimento é que as taxas brutas de incidência para o câncer de pele em 2006 foram praticamente iguais entre os gêneros no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a incidência da doença tipo não melanoma foi de 68 e 69 em cada 100 mil habitantes para homens e mulheres, respectivamente.

“Esse indicador destaca que, apesar de a proteção variar do ponto de vista do gênero, o nível de exposição solar pode ser o mesmo e a proteção não está sendo eficiente”, disse Liz Maria. “O não melanoma é o tipo de câncer de pele que, apesar de normalmente não ser maligno, é o mais comum na população brasileira por suas causas estarem fortemente atreladas à exposição solar. Mais de 96% dos casos de câncer de pele no país são de não melanoma”, explicou.

Diminuir a exposição
Segundo a pesquisadora do Inca, o levantamento é o primeiro, em nível nacional, sobre os hábitos de proteção da população com o objetivo de conhecer o nível de exposição solar cumulativa para a criação de programas de prevenção.

“Como sabemos que os jovens entre 15 e 25 anos, por exemplo, estão mais expostos à radiação solar, os dados dessa população mais vulnerável poderão auxiliar no planejamento de estratégias de proteção e conscientização junto às secretarias de saúde estaduais”, afirmou.

A análise dos dados do trabalho foi feita em parceria com duas entidades norte-americanas, a Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins e o Centro Internacional Fogarty, dos Institutos Nacionais de Saúde.

Outro estudo, que será publicado na edição de 5 de maio da revista médica The Lancet, destaca que o uso de roupas e a diminuição do nível de exposição à radiação solar são duas opções mais eficientes do que a utilização dos filtros solares.

Os pesquisadores, coordenados por Stephan Lautenschlager, do Hospital Triemli, na Suíça, fizeram um levantamento dos principais tipos e características de roupas que podem fazer diferença em termos de proteção solar.

Segundo os autores, a população deveria ser mais bem aconselhada sobre como utilizar os filtros ou bloqueadores, uma vez que tais produtos não devem ser empregados de forma abusiva como justificativa para a aumentar o nível de exposição à radiação ultravioleta.

Para ler o artigo Comportamento relativo à exposição e proteção solar na população de 15 anos ou mais de 15 capitais brasileiras e Distrito Federal, disponível na biblioteca eletrônica SciELO (FAPESP/Bireme), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP – 03/05/2007

Laboratório Farmacêutico de Pernambuco - Lafepe - produzirá Efavirenz, usado no tratamento da aids

O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), iniciará, até o final deste ano, a produção de 30 milhões de unidades do medicamento Efavirenz. O remédio é usado no tratamento da aids. A produção no Lafepe será viabilizada em parceria com o Instituto de Tecnologia de Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro.

Com a iniciativa, o remédio, atualmente fabricado pelo laboratório multinacional Merck Sharp & Dohme, terá custo reduzido em até 40%, segundo o diretor técnico do laboratório estatal de Pernambuco, David Santana. O produto será distribuído pelo Ministério da Saúde para todo o país como parte do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids.

Para que o Lafepe pudesse fabricar o Efavirenz, o Ministério da Saúde declarou o remédio de interesse público, primeiro passo para o licenciamento compulsório da patente. O procedimento, previsto na lei da propriedade industrial brasileira, é utilizado por países desenvolvidos e em desenvolvimento nos casos de abuso do poder econômico do detentor da patente, emergência nacional e interesse público, desde que as negociações com a empresa tenham sido esgotadas.

O governo federal gasta com a aquisição do medicamento cerca de US$ 580 por paciente, a cada ano. Até que a produção nacional do Efavirenz seja regularizada, o Ministério da Saúde pretende importar o remédio, na fórmula genérica, de laboratórios internacionais recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

O Lafepe produz, desde 1990, seis produtos para o Ministério da Saúde destinados ao tratamento da aids. Entre eles estão Lamivudina, Zidovudina e Estavudina. Outros laboratórios públicos do país, como Farmanguinhos, do Rio de Janeiro, Funed, de Minas Gerais, Furpe, de São Paulo, e Iquego, de Goiás, também produzem medicamentos para tratar pacientes soropositivos.

Dados do Ministério da Saúde indicam que das cerca de 200 mil pessoas que estão em tratamento da aids no país, 38% utilizam o medicamento importado Efavirenz. Em Pernambuco, atualmente 4,4 mil pacientes soropositivos estão cadastrados para receber medicamentos gratuitos anti-retrovirais e de combate às doenças oportunistas, como tuberculose, fornecidos pelo Ministério da Saúde e governo estadual.

Fonte: Agência Brasil

Impa abre inscrições para bolsas em curso na área de Geometria

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) realizará no mês de junho, o curso Fluxo de Ricci e Conjectura de Poincaré, que será ministrado pelo professor Gan Tian, da Universidade de Princeton (EUA). As inscrições para pedidos de bolsas devem ser feitas até o próximo dia 10.

Destinado a professores de pós-graduação e alunos de doutorado e mestrado, o curso terá a duração de um mês, com início marcado para o dia 26. O Impa, instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, transmitirá todas as aulas via internet.

A conjectura de Poincaré, formulada há mais de 100 anos, é um dos mais importantes e famosos problemas em matemática, tanto que três cientistas receberam a Medalha Fields – a mais alta condecoração na matéria – pela resolução deste problema.

O curso do professor Gan Tian, que é considerado um dos maiores geômetras da atualidade, e autoridade mundial nos temas referentes à conjectura de Poincaré, será precedido por aulas introdutórias, ministradas por Luis Florit, pesquisador de renome internacional na área de Geometria Diferencial.

Para mais informações sobre inscrições e programação do curso acesse o site www.impa.br.

Fonte: Agência CT