segunda-feira, 30 de abril de 2007

Pesquisadores da UFES desenvolvem cadeira de rodas controlada por movimento dos olhos

Depois de dois anos de pesquisa, um grupo de engenheiros do Laboratório de Automação Industrial do Departamento de Engenharia Elétrica da Ufes desenvolveu uma cadeira de rodas elétrica que pode ser controlada por piscadas de olhos ou sinais cerebrais.

O equipamento vai beneficiar a vida de tetraplégicos e de pessoas com limitações severas de movimento, que não conseguem manipular controles.

A cadeira tem três possibilidades de controle: a primeira é por piscadas de olhos. A segunda, com movimentos do globo ocular. E a terceira, por intermédio de estímulos cerebrais captados por uma touca forrada por eletrodos.

Segundo Teodiano Freire Bastos, professor do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica da Ufes, para ordenar os deslocamentos, o cadeirante usa como referências ícones e setas num computador de mão fixado por haste na altura dos olhos.

No entanto, a cadeira ainda não começou a ser fabricada em série, pois, para isso, é necessário que uma empresa tenha interesse em fabricá-la.

Fonte: Informe UFES

INPI e a USP assinam acordo para proteger inventos

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a Universidade de São Paulo (USP) assinaram no dia 26, em São Paulo (SP), um acordo de cooperação que objetiva capacitar estudantes e pesquisadores para proteger seus inventos. A parceria foi firmada durante a 1ª Semana USP da Propriedade Intelectual.

A iniciativa pretende atingir 5,4 mil pessoas, entre docentes e pesquisadores da USP, além de seus cerca de 80 mil alunos de graduação e pós-graduação. Por meio da parceria, técnicos do INPI irão ministrar cursos, seminários e palestras sobre os mecanismos para proteger o conhecimento científico e obter patentes.

Em breve, a USP e o INPI também deverão assinar novos acordos, que incluem pesquisas conjuntas e um intercâmbio de professores entre a universidade e a Academia de Propriedade Intelectual do instituto.

Outras informações sobre o INPI podem ser obtidas no endereço.

Fonte: Gestão CT

Brasil entra definitivamente na rota dos grandes fundos internacionais

Dona de uma carteira de US$ 3,3 bilhões aplicados na Ásia, África e América Latina, a Actis vai lançar um fundo de US$300 milhões para o Brasil, com o objetivo de investir em 10 empresas. Por sua vez, a Paul Capital inaugura no País o mercado secundário de private equity, que dá liquidez a um setor que tradicionalmente trabalha com prazos longos de resgate. A empresa administra US$ 4,5 bi ao redor do mundo e possui US$500 mi reservados para países emergentes. No Brasil, a expectativa é que os recursos somem US$ 50 milhões.

Todo esse interesse é um sinal de amadurecimento do mercado nacional e da perspectiva de boa rentabilidade oferecida pelo País. Com o aumento da participação de fundos estrangeiros, os investimentos realizados no Brasil em private equity e venture capital deve dobrar em 2007 e atingir US$ 2 bilhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital.

A FINEP vai contribui para que essa meta seja alcançada e inicia mais um processo de seleção de fundos de investimento em empresas inovadoras. Serão lançadas simultaneamente a 2ª Chamada Pública do Programa Inovar Semente e a 8ª Chamada de Fundos Inovar Venture Capital.

O objetivo é fechar o ano com oito novos fundos aprovados, que vão se unir aos 11 já apoiados pela empresa. Hoje, a FINEP possui aproximadamente R$ 90 milhões comprometidos nesses fundos de venture capital. No total, GP Tecnologia, Stratus VC, Stratus VC III, SPTec, Rio Bravo Investech II, Novarum e CRP Venture VI aportaram recursos em 27 empresas inovadoras. Há ainda outros 4 fundos já aprovados e em fase de captação financeira.

Fonte: Capital de Risco Brasil

7º IEEE International Symposium on Cluster Computing and the Grid - CCGrid2007

Será realizado, no Rio de Janeiro, de 14 a 17 de maio, o 7º IEEE International Symposium on Cluster Computing and the Grid (CCGrid2007).

O evento é promovido pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e organizado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCT), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com a University of Melbourne, da Austrália.

Entre os objetivos do evento, estão a consolidação de um fórum de pesquisadores com formação específica na área de Grid Computing; a promoção de cooperação e troca de conhecimento sobre o tema, reunindo grandes nomes da comunidade científica internacional e nacional; e o apoio à formação de redes colaborativas multi-institucionais.

A programação do CCGrid2007 foi dividida em conferências e workshops com sessões técnicas. Nas conferências, serão abordados temas como performance de modelos, análises, comunicação, infra-estrutura e programação modelo.

Grid Computing, ou Computação em Grade, é um modelo computacional capaz de alcançar uma alta taxa de processamento, dividindo as tarefas entre diversas máquinas, podendo ser em rede local ou rede de longa distância. O processamento dividido é realizado quando as máquinas não estão sendo utilizadas pelo usuário, de modo que evita o desperdício de execução da máquina em trabalho.

O objetivo da implementação dessa tecnologia foi o de agregar técnicas heterogêneas, formando, assim, um sistema robusto, dinâmico e escalável onde se pudesse compartilhar processamento, espaço de armazenamento, dados, aplicações, dispositivos, entre outros.

Pesquisadores da área acreditam que a tecnologia de grades computacionais seja a evolução dos sistemas computacionais atuais.

Informações complementares pelo link: ccgrid07.lncc.br/ ou pelo telefone (24) 2233-6062.

Fonte: Gestão CT

10° Encontro de zootecnia da UVV

[CARTAZ++X+ENCONTRO+ZOOTECNIA+UVV.png]


Maiores informações pelo e-mail ou pelo telefone (27) 3421-2075 (parte da manha); fax (27) 3421 2078; ou no site : www.uvv.br/

Fonte: UVV

IBGE pesquisa inovação no País

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT respondeu recentemente à Pesquisa de Inovação Tecnológica, a PINTEC, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo do órgão federal é construir um banco de indicadores nacionais das atividades de inovação tecnológica no Brasil.

Apesar do questionário ser mais direcionado às empresas que aos institutos que já têm a inovação como um trabalho rotineiro, a pesquisa tem grande importância na verificação do grau de inovação no País.

Para o IBGE, inovação tecnológica é definida como a introdução de um produto ou processo produtivo tecnologicamente novo ou substancialmente aprimorado no mercado.

A pesquisadora do Núcleo de Economia e Administração da Tecnologia (NEAT) do IPT, Neusa Serra, explica que inovação pode se apresentar na forma de um produto, processo ou, até mesmo, de um novo método de produção.

Esta é a primeira vez que o IPT participa desse tipo de pesquisa envolvendo esforços de 12 dos seus 13 centros técnicos.

Um dos destaques, no período entre 2003 e 2005, foi a bancada automatizada para calibração de medidores residenciais de gás natural, desenvolvida pelo Centro de Metrologia e Fluidos (CMF). O projeto que possui elementos inovadores se enquadra como incremental por já existir no exterior, de acordo com o pesquisador do IPT, Kazuto Kawakita.

Outro processo inovador importante desenvolvido no IPT foi a fabricação de um copolímero acrílico que atua como aditivo em óleos lubrificantes, combustíveis e petróleo para baixar o ponto de fluidez desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Processo e produtos (CTTP) em parceria com empresa privada.

O principal mercado para o IPT foi o nacional e os projetos financiados em sua maioria por fundos setoriais administrados pela FINEP. A PINTEC deve ser divulgada pelo IBGE em junho deste ano.

Fonte:IPT