domingo, 29 de abril de 2007

Poli - USP mostra as vantagens dos veículos elétricos híbridos

Além da redução de emissões e economia de combustível (podendo chegar em alguns casos a 15%), os veículos elétricos híbridos — sistema que utiliza duas fontes de energia para se movimentar e, geralmente, adota o motor elétrico como fonte alternativa — apresentam níveis mais baixos de ruído e vibrações.

A conclusão é do pesquisador Eude Cezar de Oliveira, especialista técnico da Ford Motor Company, que estudou o tema para seu mestrado em Engenharia Automotiva na Escola Politécnica da USP.

Oliveira estudou as principais características dos veículos elétricos híbridos, por meio de simulações no motor Zetec Rocam 1.0 L, usado nos modelos Ka e Fiesta. Para que os resultados obtidos fossem bem próximos da realidade, Oliveira optou pela utilização do programa computacional ADVISOR (Advanced Vehicle Simulator), desenvolvido pela National Renewable Energy Laboratory (NREL) e Argonne National Laboratory (ANL).

Durante os testes, o pesquisador avaliou o nível de desempenho, de emissões e o comportamento de seus principais componentes, as baterias e os motores elétricos. Oliveira sugere como uma solução mais próxima da realidade brasileira o sistema de gerador-partida integrado (Integrated Starter Generator - ISG), que permite que o motor desligue sozinho quando o veículo está parado, por exemplo, em um semáforo. O ISG evita ociosidades desnecessárias e, para o carro partir novamente, basta acionar o acelerador.

A pesquisa, orientada pelo professor Décio Crisol Donha, recebeu o prêmio Menção Honrosa durante o Congresso da SAE Brasil, em novembro de 2006, promovido pela Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade. Neste mês de abril, o engenheiro Eude Cezar de Oliveira apresentou outros trabalhos no SAE 2007 World Congress, em Detroit, Michigam (EUA).

Os veículos elétricos híbridos são vistos como uma opção mais eficiente e menos poluente, quando comparada ao sistema de propulsão convencional. Entre os modelos de veículos elétricos híbridos que atendem o mercado mundial atual, destacam-se o Prius da Toyota, o Insight da Honda e o Escape da Ford. Todos eles possuem motor de combustão interna como fonte preliminar de potência e o motor elétrico que provê potência durante a partida e a aceleração e, eventualmente supre potência em condição de alta demanda.

Fonte:Agência USP

Análise de mamografia via internet

Um diagnóstico mais preciso dos primeiros sinais do câncer de mama pode estar a apenas um clique do alcance de médicos e radiologistas. A promessa é do CAD.Net, primeiro protótipo nacional de software, acessível via internet, para processamento de imagens mamográficas.

Além de detectar, ele classifica estruturas possivelmente ligadas à presença de tumores malignos ou benignos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no Brasil.

O resultado destaca áreas a serem analisadas com maior cautela e indica possíveis lesões, junto com a classificação de seu potencial cancerígeno. O protótipo é fruto do trabalho do doutorado da engenheira Michele Fulvia Angelo, realizado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

O objetivo é disponibilizar um serviço de processamento de imagens gratuito e de fácil acesso. Segundo a pesquisadora, os softwares disponíveis para compra são todos importados e de alto custo, além de realizarem uma análise limitada.

O CAD.Net pode ser acessado via internet 24 horas por dia pelo site do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens Médicas e Odontológicas (Lapimo), da EESC. Basta que o usuário se cadastre, com login e senha, para poder enviar mamografias - completas ou apenas as áreas de interesse - e ter acesso aos resultados. O site também dispõe de uma base de imagens com laudos on-line.

O grupo do Lapimo coordenado pelo professor Homero Schiabel vem trabalhando na área da mamografia há mais de 20 anos. Estudos em Computer-Aided Diagnosis (CAD), auxílio ao diagnóstico por computador, em inglês, começaram em 1997 e, a partir daí, surgiram vários outros, compondo módulos isolados. O doutorado de Michele reuniu esses estudos prévios num único software.

A pesquisa contou com o suporte de especialistas da Santa Casa de São Carlos, do Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), instituições com as quais o Lapimo firmou convênio.

Mais informações: (0XX16) 3236-3437 (ramal 222) pelo e-mail, com Michele Fulvia Angelo ou pelo endereço.

Fonte: Agência USP

Tomate sem resíduo de agrotóxicos já é uma realidade

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento conseguiu, pela primeira vez, produzir tomate sem resíduo de agrotóxicos. Pesquisadores da Embrapa Solos (Rio de Janeiro - RJ) foram os responsáveis pelo fato, considerado histórico para a pesquisa agropecuária brasileira. As análises feitas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comprovaram a pureza do tomate. O sistema de produção foi batizado como Tomate Ecologicamente Cultivado.

A técnica produz um tomate limpo, resistente e de excelente aparência, com selo de qualidade e rastreabilidade. Isso vai propiciar que o produtor receba melhor preço pelo seu produto. Vale lembrar que, ao lado das culturas da batata, mamão e morango, a do tomate é uma das que apresenta maior resíduo de agrotóxicos. Atualmente estão plantados aproximadamente 12.000 pés de tomate com três produtores.

Os primeiros testes com o Tomate Ecologicamente Cultivado foram realizados em São José de Ubá, região noroeste do Estado do Rio de Janeiro.

A tecnologia produz um tomate isento de agrotóxicos, pois há uma redução do uso do mesmo devido ao MIP e à proteção física do saco, evitando o ataque de brocas e o depósito da calda na casca do tomate. A fertirrigação, por sua vez, proporciona maior eficiência na utilização da água e o uso de adubos mais solúveis, reduzindo, assim, os fortes níveis de adubação registrados nas lavouras de tomate. Já o Sistema de Plantio Direto na Palha (SPD) promove a redução do processo erosivo decorrente do preparo inadequado do solo.

Fonte: Embrapa

Projeto SAUDAVEL usa informações espaciais para controle de doenças

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) tem desenvolvido o projeto SAUDAVEL (Sistema de Apoio Unificado para Detecção e Acompanhamento em Vigilância EpidemioLógica), que usa as tecnologias de informação espacial no apoio ao controle de endemias.

O objetivo do SAUDAVEL é encontrar as respostas e produzir os instrumentos de Tecnologia da Informação (TI) Espacial, métodos, algoritmos e produtos de software, tornando os sistemas de vigilância epidemiológica e de controle de endemias capazes de antecipar possíveis problemas, a partir de grandes bases de dados espaço-temporais aliadas às informações do SIS (Sistema de Informação em Saúde) e com dados caracterizadores da população e de seu lugar.

O projeto insere as tecnologias de informação espaciais, como bancos de dados geográficos, sistemas de informações geográficas e análise espaço-temporal, no contexto do controle de endemias.

"Transformar pontos e polígonos no espaço e no tempo nos ‘lugares das doenças’, determinar sua distribuição e, ao possibilitar integrar as informações das pessoas e das características socioambientais, revelar também as ‘doenças do lugar’", explica Antonio Miguel Vieira Monteiro, coordenador do Programa Espaço e Sociedade do Inpe.

Mais informações sobre o SAUDAVEL no endereço.

Fonte: Agência CT

Programa de apoio à expansão das Universidades Federais

O governo federal acaba de instituir o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O objetivo do Reuni é criar condições para a ampliação do acesso e permanência na educação superior, no nível de graduação, pelo melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas universidades federais.

A meta global é a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para 90%, além do aumento da relação de alunos de graduação em cursos presenciais por professor para 18, ao final de cinco anos, a contar do início de cada plano.

Segundo o decreto, o Ministério da Educação destinará ao Programa recursos financeiros, que serão reservados a cada universidade federal, na medida da elaboração e apresentação dos respectivos planos de reestruturação. As despesas de custeio e pessoal associadas à expansão das atividades decorrentes do plano de reestruturação de cada universidade poderão ter um aumento de até 20%, nesse período de cinco anos.

O Programa terá as seguintes diretrizes:
• redução das taxas de evasão, ocupação de vagas ociosas e aumento de vagas de ingresso, especialmente no período noturno;
• ampliação da mobilidade estudantil, com a implantação de regimes curriculares e sistemas de títulos que possibilitem a construção de itinerários formativos, mediante o aproveitamento de créditos e a circulação de estudantes entre instituições, cursos e programas de educação superior;
• revisão da estrutura acadêmica, com reorganização dos cursos de graduação e atualização de metodologias de ensino-aprendizagem, buscando a constante elevação da qualidade;
• diversificação das modalidades de graduação, preferencialmente não voltadas à profissionalização precoce e especializada;
• ampliação de políticas de inclusão e assistência estudantil; e articulação da graduação com a pós-graduação e da educação superior com a educação básica.

A íntegra do decreto (n° 6.096, publicado no dia 26/4, no Diário Oficial da União) pode ser consultada no endereço, no item Legislação.

Fonte: Gestão CT

Inmetro criará mestrado profissional ainda em 2007

O diretor de Programas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Wanderley de Souza, anunciou, no dia 24 de abril, que o Programa de Capacitação Científica e Tecnológica para a Metrologia Científica e Industrial (Prometro), desenvolvido em parceria com o CNPq, inseriu 200 novos doutores na instituição, de 2004 a 2007.

A informação foi dada durante sessão sobre Tecnologia Industrial Básica (TIB), no 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que acontece em São Paulo (SP).

“O Prometro está permitindo a atualização e a renovação dos quadros do Inmetro”, afirmou. Segundo o diretor, os investimentos tanto na formação de recursos humanos quanto em equipamentos e infra-estrutura chegam a cerca de US$ 25 milhões, nos último quatro anos.

Na avaliação do diretor, esses investimentos permitiram, por exemplo, a inserção do instituto no estabelecimento de padrões para os biocombustíveis. “Toda uma estrutura vem sendo montada para a caracterização de biocombustíveis”.

Ele anunciou também que novas ações estão previstas para este ano. A de maior destaque, que deverá complementar as iniciativas do Prometro, é a criação de um mestrado profissional para formar pessoal especializado em metrologia. No que diz respeito à infra-estrutura laboratorial, deverão ser implantados os laboratórios de Biotecnologia, de Fármacos, de Aplicações de Ciência e Tecnologia na Segurança Pública, e de Vazão.

Wanderley de Souza explicou que essas ações são reflexo do processo de reestruturação do instituto e do aumento da demanda tanto por parte do Estado quanto da iniciativa privada pelos serviços prestados.

Mesmo com esses avanços no Inmetro e a recente reestruturação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o coordenador geral de Serviços Tecnológicos do MCT, Reinaldo Ferraz, enfatizou que “o Brasil tem uma estrutura [em TIB] que ainda é pequena, considerando o tamanho da economia nacional”. A economia brasileira está entre as dez maiores do mundo.

Segundo Ferraz, o país não consegue exportar produtos para mercados mais exigentes, como a União Européia e os Estados Unidos, por exemplo, se eles não tiverem certificados. Ele lembrou ainda que há, no comércio internacional, um crescimento significativo das barreiras técnicas em relação às tarifárias. Entre as novas tendências, ele listou as normas em responsabilidade social e a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). “Já é visível que o processo de certificação de produtos está aliado à Avaliação do Ciclo de Vida”.

Na avaliação do diretor de Inovação e Acesso à Tecnologia do Sebrae, Paulo Alvim, a tecnologia industrial básica (TIB) deve ser encarada, a partir de agora, segundo a demanda das empresas. “Temos que olhar a TIB pela necessidade do mercado. É uma prioridade do Sebrae investir para que as micro e pequenas empresas usem os serviços de TIB”.

A grande questão, no momento, segundo Alvim, é como garantir o acesso dos pequenos empreendedores aos serviços prestados por institutos tecnológicos. Ele lembrou que a instituição está desenvolvendo, em parceria com a ABIPTI, um programa de capacitação de pequenos empresários nas funções de TIB. “Organizamos a oferta e percebemos que temos de organizar a demanda”, observou.

Fonte: Gestão CT