sábado, 28 de abril de 2007

Ar como matéria-prima

Empresa abrigada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), no campus da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, acaba de lançar o BRO3, equipamento gerador de ozônio (O3) a partir do oxigênio (O2) obtido do ar ambiente.

O aparelho, indicado para o tratamento da água em piscinas, aquários, caixas d'água e efluentes industriais, é formado por três componentes principais: secador de ar, gerador de ozônio e centro de comando.

Após ser captado da atmosfera, o ar ambiente, que tem cerca de 20% de oxigênio, perde umidade no secador e entra no gerador de ozônio. Ali, o oxigênio recebe uma descarga elétrica para que suas moléculas se quebrem e se agrupem novamente na forma de ozônio. Segundo os pesquisadores, o processo não agride o meio ambiente, pois não utiliza nenhum produto tóxico.

“O que fizemos foi utilizar técnicas conhecidas para desenvolver um equipamento que chega a custar dez vezes menos do que modelos semelhantes fabricados em outros países”, disse Samy Menasce, diretor da Brasil Ozônio. O ozônio pode ser aplicado no ar ou na água, em substituição ao cloro, para a eliminação de bactérias.

Segundo Menasce, quando o gás é transferido para a água, um dispositivo conhecido como “venture” deve ser acoplado ao gerador de ozônio. “O venture é um tubo plástico com algumas deformações internas que agitam o gás antes de ele ser inserido na água”, explicou.

Para que a água seja tratada antes de chegar à piscina, o venture é instalado junto ao filtro. “Com o centro de comando, é possível programar a limpeza da água periodicamente. Outra vantagem é que todo o equipamento em funcionamento consome energia equivalente à de uma lâmpada de 200 watts”, disse.

O ozônio pode ser usado ainda para aplicações como a eliminação de fungos em sementes. Nesse caso, que envolve um projeto de pesquisa realizado pela Brasil Ozônio e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o ozônio deve ser aplicado no ar.

“É preciso redobrar o cuidado com esse tipo de aplicação, pois, a partir de concentrações específicas, o ozônio pode ser tóxico. No ar, por exemplo, o gás deve ser aplicado somente em lugares fechados e que não tenham presença humana”, ressaltou Menasce.

A Brasil Ozônio tem mais de 70 aplicações de ozônio solicitadas por empresas, em diferentes setores industriais. “Desse total, temos apenas 15 soluções tecnológicas já prontas, o que deixa evidente a necessidade de novas pesquisas científicas na área”, afirma Menasce.

Fonte: Agência Fapesp

Inpe e agência aeroespacial alemã consideram viável satélite com radar imageador

Estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e pela Agência Aeroespacial da Alemanha (DLR - Deutsches Zentrum für Luft- un Raumfahrt e.V) considerou viável a Missão Mapsar (sigla em inglês para Multi-Application Purpose SAR), que prevê o desenvolvimento, construção e lançamento de um satélite com radar imageador de abertura sintética (SAR) dedicado à operação em área de florestas tropical – Amazônia - e boreal.

As conclusões do estudo de viabilidade foram apresentadas nesta quarta-feira (25), durante o 13º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, em Florianópolis (SC), pelo engenheiro Mário Marcos Quintino da Silva, do Inpe.

O radar imageador é uma das opções do sensoriamento remoto no levantamento de recursos naturais e monitoramento do Planeta.

Distinto dos sensores ópticos, que dependem do Sol para prover informações físicoquímicas dos alvos, um SAR (Synthetic Aperture Radar) opera nas microondas, fornece informações geométricas e elétricas dos alvos e é o único sensor remoto com penetrabilidade na copa vegetal.

Sua capacidade de prover imagens com elevada resolução espacial, independente de condições atmosféricas e iluminação solar, torna-se estratégica para aplicações no trópico úmido (Amazônia, por exemplo), onde a presença de chuvas, nuvens e fumaça impõe restrições ao imageamento óptico.

Com grande parte do território coberta por floresta ombrófila densa, a aquisição de informações na Amazônia é complicada também pela extensão, dificuldades de acesso e complexidade de clima e ambiente.

Consequentemente, a possibilidade de obtenção de imagens produzidas pelo radar imageador representaria um grande avanço no fornecimento dados e no monitoramento do desmatamento.

O Mapsar possui uma vasta gama de aplicações, que incluem as áreas de estudos costeiros, monitoramento de atividades da indústria petrolífera, ecossistemas alagados, mineração, desflorestamento, cartografia, entre outras.

As conclusões apresentadas no 13º SBSR consideram a possibilidade de construção de um satélite de aproximadamente 500 kg, tendo como módulo de serviço a Plataforma Múlti-Missão, desenvolvida pelo Inpe.

Caberia à Alemanha a concepção da carga útil e análise de órbita. Nessa cooperação, o programa Mapsar seria dividido em iguais proporções entre Brasil e Alemanha. O acordo prevê total acesso dos engenheiros brasileiros à tecnologia utilizada pela DLR, em qualquer fase do projeto, o que significa uma possibilidade de ganho de conhecimento para o País.

O custo total previsto para o Mapsar é de 100 milhões de euros, incluído o lançamento. O prazo para a conclusão do projeto é de 5 anos.

Fonte: Agência CT

Embrapa realiza a vitrine tecnológica na Agrishow 2007

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, traz como novidade na 14ª edição da Agrishow 2007, de 30 de abril a 5 de maio, em Ribeirão Preto, São Paulo, a vitrine batizada de “A Embrapa no Agronegócio Brasileiro”, coordenada pela Embrapa Transferência de Tecnologia.

Depois de seis anos desativada, a vitrine volta com cerca de 80 cultivares, de diferentes espécies, montadas de maneira ornamental. Nesta edição, os visitantes terão a oportunidade de conhecer as cultivares de milho, sorgo, milheto, arroz, feijão, soja, hortaliças, capins, leguminosas para adubação verde e demais forrageiras.

A Embrapa expôs em áreas de plots desde a 1ª edição da Agrishow, em 1994, até 2001. Em 2002, desativou sua participação, retornando agora num formato diferenciado para que o produtor tenha a oportunidade de conhecer novas opções de tecnologias vegetais, sistemas de produção e de equipamentos.

No estande serão apresentados cinco tipos de matérias-primas para a fabricação do biodiesel, como óleo de dendê, soja, algodão, mamona e de girassol. Os produtos estão acondicionados em vidros para apresentação, assim como o próprio biodiesel já processado e pronto para uso.

Os visitantes poderão conhecer as sementes e mudas destas matérias-primas, além dos mais recentes resultados de pesquisa em tecnologia da informação aplicada ao agronegócio; produção leiteira em propriedades familiares; equipamentos que contribuem para a preservação do meio ambiente e monitoramento de fronteiras com imagens de satélites, no evento realizado no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste de Ribeirão Preto, SP.

Fonte : Embrapa