quinta-feira, 26 de abril de 2007

Reflexos do desmatamento na floresta amazônica

Climate change in Amazonia caused by soybean cropland expansion, as compared to caused by pastureland expansion

Derrubar a floresta amazônica para plantar soja é mais prejudicial ao clima do que desmatar para criação de gado. Essa é a principal conclusão de um estudo realizado por equipe da Universidade Federal de Viçosa (UFV) publicado na edição atual da revista Geophysical Research Letters.

A literatura científica aponta que qualquer desmatamento na Amazônia contribui para mudanças climáticas ao provocar redução na precipitação. Mas, de acordo com a nova pesquisa, os campos de soja reduzem as chuvas em até quatro vezes mais do que as pastagens.

Sob coordenação de Marcos Heil Costa, professor do Departamento de Engenharia Agrícola do Centro de Ciências Agrárias da UFV, os pesquisadores registraram as mudanças na refletividade de campos experimentais de soja e aplicaram os dados em um modelo climático.

Os pesquisadores utilizaram, para as parametrizações, uma plantação de soja de alguns milhares de hectares na região de Paragominas (PA). Numa simulação em que três quartos da área de floresta foram substituídos por soja, a redução de chuvas chegou a 15,7%. Quando a área foi substituída, no modelo, por pastagens, a queda de precipitação foi de 3,9%.

“Atribuímos essa grande diferença à maior refletividade da plantação de soja, que absorve menos radiação solar do que o pasto ou a floresta, esquentando menos a superfície. Isso diminui as precipitações, pois as chuvas na região são primordialmente convectivas – ou seja, dependem do aquecimento da superfície para formação de nuvens”, explicou Costa.

Expansão da soja
Segundo o pesquisador da UFV, o estudo indica a necessidade de mais estudos sobre os efeitos microclimáticos das diferentes culturas na região. Na próxima fase da pesquisa, a equipe pretende trabalhar com parâmetros mais realistas de desmatamento. “Estamos montando um banco de dados da distribuição espacial das culturas. Queremos fazer uma revisão dos dados na área do arco do desmatamento”, disse Costa, referindo-se à faixa que vai do sul do Maranhão até Rondônia, concentrando os desflorestamentos da região.

De acordo com o cientista, nas duas últimas décadas a floresta amazônica tem sido desmatada principalmente para dar lugar a pastagens. No entanto, nos últimos anos, a cultura da soja tem avançado sobre as áreas de pastagens.

“O que constatamos é que, hoje, a soja ocupa 15% das áreas agrícolas na Amazônia. O resto corresponde, na maior parte, a pastagens. Mas, de 2000 a 2005, a soja cresceu 17% ao ano. Achamos que ela poderá avançar até chegar a um terço da área agrícola”, apontou.

Costa destaca que as culturas agrícolas absorvem quase integralmente a parte visível da luz solar, que interessa às plantas por ser fotossinteticamente ativa. Mas outro componente da luz – o infravermelho próximo – é quase absolutamente refletido.

“Isso é possivelmente conseqüência da própria seleção genética a que submetemos as plantações. Aplicado em grande escala, o fenômeno pode ter efeitos climáticos imensos”, disse Costa.

O artigo Climate change in Amazonia caused by soybean cropland expansion, as compared to caused by pastureland expansion, de Marcos Heil Costa e outros, pode ser lido por assinantes da Geophysical Research Letters no site da revista.

Fonte: Agência Fapesp

Curso virtual do modelo de excelência da gestão

A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) lançou a versão 2007 do curso virtual do Modelo de Excelência da Gestão. O curso, que será ministrado gratuitamente, tem como objetivo apresentar um breve histórico e conceitos relacionados aos modelos da gestão da qualidade, de excelência da gestão, além dos fundamentos da excelência e os critérios e processos de avaliação da gestão.

As aulas terão o total de 20 horas e serão ministradas a distância.

Segundo informações da FNQ, o método de ensino está mais dinâmico e interativo, sendo necessário somente recursos mínimos para o acesso à internet.

Informações adicionais na página do curso ou pelo telefone (11) 5509-7700.

Fonte: Gestão CT

Brasil será sexto país em investimentos para pesquisa

O Brasil será, dentro de 10 anos, o sexto país no qual as grandes empresas mundiais mais investirão em pesquisa e desenvolvimento. Atualmente ele é o 12º. A informação faz parte dos dados divulgados pelo responsável por projetos de inovação em mestrado e doutorado do Centre National des Arts et Métiers, na França, Marc Giget, no 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que ocorreu no Hotel Hilton, em São Paulo. Giget foi um dos palestrantes do encontro, que reuniu nos dias 23 a 25 de abril ao redor de 500 pessoas, entre empresários, executivos, acadêmicos e representantes do setor público.

De acordo com Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), promotora do encontro, o Brasil tem como meta destinar 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para a inovação até 2010. Hoje, os setores público e privado brasileiro aplicam juntos 1% do PIB em pesquisa e ciência.

Os industriais brasileiros apresentaram, ao final do encontro, um plano para incentivar o investimento em inovação entre as empresas do país. O governo federal também está preparando um plano de apoio para o desenvolvimento da pesquisa e tecnologia nas indústrias, cujas discussões estarão concluídas em dois meses.

De acordo com o diretor de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Evandro Mirra, o Brasil tem atualmente 1,2 mil empresas que fazem pesquisa para inovação. Entre elas, 400 são exportadoras e 170 ocupam posições de liderança, no mundo, em seus setores. Mirra cita como setores nos quais o Brasil está na ponta, em tecnologia, o agronegócio, petróleo e gás, automação bancária, automação industrial e energias renováveis. "O agronegócio foi uma das primeiras áreas do Brasil que aprendeu como mobilizar conhecimento para ter uma produção mais eficaz", disse Mirra.

O diretor de Inovação da ABDI afirma que o Brasil tem obtido sucesso em agregar conhecimento a atividades de produção de massa. "São atividades tradicionais que, ao agregar conhecimento, você obtém coisas extraordinárias. Um exemplo é o pão de queijo. Era uma cerimônia familiar de Minas Gerais (a preparação e o consumo do pão de queijo), até que o uso de tecnologia para congelar a massa de pão de queijo e a possibilidade de comercialização gerou 500 empresas no Brasil, uma pauta de exportação de algumas centenas de milhões de dólares para 30 países e mais de 40 mil empregos no país", diz.

O presidente da CNI afirmou que entre as empresas que investem em tecnologia no Brasil estão as multinacionais, como do setor automobilístico. Ele lembrou também de iniciativas, menos visíveis, que estão ocorrendo entre as pequenas empresas, principalmente da área tecnológica. Mirra disse que um dos setores, por exemplo, em que o país vem investindo bastante em pesquisa e inovação, para ganhar mercado, principalmente o internacional, é na microeletrônica. O setor envolve desde equipamentos para o setor médico e hospitalar até telas de computadores e de televisores.

Inovação no mundo
De acordo com Marc Giget, os últimos dados apontam que existem 10 milhões de pesquisadores no mundo, são publicados 15 mil artigos científicos por dia, investidos US$ 1 trilhão em pesquisa e desenvolvimento por ano e concedidas 800 mil patentes, também ao ano. O número de pesquisadores deve dobrar em dez anos e passar a 20 milhões, segundo o especialista, fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas. Os grandes responsáveis por esse aumento, segundo Giget, serão os chineses e indianos. No ano passado, de acordo com ele, existiam um milhão de pesquisadores na China. "Foram formados 800 mil engenheiros na China em 2006", disse Marc Giget.

A China, segundo ele, em 10 anos, vai investir mais em pesquisa do que os Estados Unidos. O Brasil também vai crescer, de acordo com Giget, mas menos rápido do que os chineses. "Os grandes pesquisadores estão se dando conta que o Brasil é um dos focos de pesquisa e desenvolvimento", disse ele aos participantes do congresso.

Marc Giget definiu o que é inovação e lembrou que ela precisa ser feita para atender os anseios dos indivíduos. "Inovar é simplificar as coisas para o usuário", definiu. De acordo com ele, existe uma correlação histórica entre o avanço da inovação e o crescimento das riquezas no mundo. "Parte destas riquezas vai se transformar em impostos, o que vai beneficiar a todos", disse.

Fonte: Anba

SBPC seleciona trabalhos de pesquisa sobre a Bacia do Alto Tietê

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) abriu edital para seleção de trabalhos de pesquisa para o Fórum de Difusão Científica para Inovações de Pesquisa e Extensão.

O objetivo do evento será divulgar para a sociedade aspectos da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e, portanto, os projetos devem ter relação com esse tema.

Serão aceitos estudos realizados por universidades e instituições de pesquisa. O critério de seleção será o tratamento dos recursos hídricos, tendo em vista a sustentabilidade social, econômica, cultural, ecológica e ambiental.

Os interessados em concorrer devem enviar, até 30 de maio, um resumo da pesquisa de, no máximo, duas páginas. A divulgação dos selecionados para a segunda fase será em 30 de junho.

Inscrições e informações no site: www.sbpcnet.org.br/tietevivo/chamada.htm

Fonte: Gestão CT

Encontro Nordestino de Empreendedorismo Inovador

Nordeste discute empreendedorismo inovador
Recife (PE) vai sediar, nos dias 7 a 9 de maio, o Encontro Nordestino de Empreendedorismo Inovador. As inscrições poderão ser feitas por meio eletrônico a partir do dia 23 de abril e se estendem até o dia 3 de maio.

A idéia é apoiar o desenvolvimento e a consolidação do movimento nordestino de incubadoras de empresas e parques tecnológicos e, ao mesmo tempo, propor metodologias e técnicas que aperfeiçoem o processo de incubação de novos empreendimentos na região.

O evento é promovido pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e conta com o apoio da Rede Promotora de Empreendimentos Inovadores de Pernambuco (Incubanet), do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), entre outras entidades.

Os organizadores esperam mobilizar empreendedores, empresários, gestores de incubadoras de empresas e parques tecnológicos, empresas incubadas e graduadas, comunidade acadêmica e interessados para discutir e propor um novo modelo de atuação ao movimento de incubação. A proposta é considerar as características e especificidades da região Nordeste no contexto socioeconômico e político.

Mais informações pelo site: www.incubanet.org.br/

Fonte: Gestão CT

2° Congresso Mineiro de Alergia e Imunologia Clínica

O grande desenvolvimento da área de Imunologia e Biologia Molecular tem possibilitado avanços surpreendentes no diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças. A difusão do conhecimento nesse campo torna-se imperativa para profissionais e acadêmicos das áreas Médica e Biológica.

O 2° Congresso Mineiro de Alergia e Imunologia Clínica/ Encontro do Grupo Brasileiro de Imunologia Clínica contará com a participação de renomados cientistas brasileiros e tem como objetivo propiciar uma atualização importante dos recentes avanços ocorridos nas áreas de asma e doenças alérgicas, imunodeficiências, doenças por auto agressão, transplantes e terapia celular com células tronco.

O Congresso contará com uma ampla programação científica, iniciada por uma sessão de imunologia básica, seguida da discussão dos vários temas das áreas de alergia e imunologia clínica distribuídos entre conferências, mesas redondas e apresentação de painéis.

O evento será realizado no Complexo Cultural da Urca, Poços de Caldas – MG, de 4 a 6 de maio de 2007.

Mais informações no site: www.pucminas.br/cmaic/

Fonte: PUCMINAS

1º Simpósio interação parasito-hospedeiro

A primeira edição do Simpósio Interação Parasito-Hospedeiro, promovido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pela Sociedade Brasileira de Microbiologia, ocorrerá de 29 a 31 de maio, em Araraquara (SP).

Segundo os organizadores, o evento pretende discutir a relação entre parasita e hospedeiro em diferentes modelos de estudo, como os aspectos básicos e aplicados de genômica, proteômica, anticorpos monoclonais e biologia celular.

Mais informações no site: www.fcfar.unesp.br/

Fonte: Agência FAPESP

Bolsa Auxílio Grant 2007 seleciona pesquisadoras

Pesquisadoras brasileiras tem até o dia 15 de junho para se inscreverem no programa de bolsa auxílio grant 2007. O programa, que é patrocinado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e a L’Oréal do Brasil, visa apoiar projetos científicos de alto mérito a serem desenvolvidos durante 12 meses em instituições nacionais.

Serão selecionadas até sete cientistas que receberão bolsas de pesquisa, no valor equivalente a US$ 20 mil.

Para participar as candidatas devem ter título de doutorado a partir de 2003, além de curriculum vitae atualizado na Plataforma Lattes, que serão analisados por um júri composto por seis pesquisadores indicados pela ABC, um representante da L’Oréal e um da Unesco.

As decisões serão tomadas em consenso por meio de julgamento, discussão e divulgação até 10 de agosto. As bolsas serão entregues às pesquisadoras selecionadas em setembro, durante cerimônia em local e data a serem definidos.

Os prêmios serão atribuídos nas áreas de ciências matemáticas, químicas, físicas, biomédicas, biológicas e da saúde. Além dos critérios cronológicos e de áreas de trabalho, todas as pesquisas, para serem julgadas, terão que ser realizadas em laboratórios brasileiros.

O formulário para a inscrição e a lista de documentos a ser entregues ao programa podem ser consultados no site: www.abc.org.br/loreal/.

Fonte: Agência CT