quarta-feira, 25 de abril de 2007

Empresa brasileira desenvolve câmera dos satélites CBERS-3 e CBERS-4

Quem visita os 27 estandes da exposição técnica do 13º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, que acontece até quinta-feira (26), em Florianópolis (SC), pode ver o Modelo de Qualificação Térmica e Estrutural da câmera multiespectral MUX, que integrará a carga útil dos satélites sino-brasileiros CBERS-3 e CBERS-4, a serem lançados até 2011.

O subsistema foi desenvolvido pela empresa Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), responsável no Brasil pelo Programa CBERS.

Trata-se da primeira câmera no gênero inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. O CBERS-2, atualmente em órbita, carrega uma câmera com funções semelhantes, porém produzida na China.

O contrato entre o Inpe e a Opto cumpre uma das funções do programa espacial brasileiro, que é a qualificação da indústria nacional. "Um dos desafios do programa espacial é, além de qualificar a empresa e gerar empregos dentro do contrato específico, conseguir fortalecê-la para que atue no mercado competitivo em todas as suas áreas de atividade", explica Gilberto Câmara, diretor do Inpe.

"A Opto é o melhor exemplo do sucesso desse desafio. É uma empresa que tem como carro-chefe a área médica, na produção de equipamentos para oftalmologia; odontológica, na produção de microscópios cirúrgicos e refletores, e industrial, na produção de equipamentos e projetos para medição a laser. Entretanto, a cooperação com o Inpe, no setor espacial, dá muito mais condições à Opto de estar à frente desse cenário muito competitivo em que está inserida", ressalta.

Para Câmara, a Opto é o resultado da bem-sucedida interação e integração da universidade com as necessidades do mercado. "Os diretores da Opto vêm de uma universidade forte (São Carlos), com pessoas muito qualificadas. A empresa deles, por sua vez, sendo também forte, se torna fornecedora do Inpe, o que favorece a sua competitividade em um mercado bem diferente do setor espacial".

"Ao desenvolvermos projetos na área espacial, estamos sempre trabalhando no limite tecnológico, e isso é bastante positivo", afirma o presidente da Opto Eletrônica, Jarbas Caiado de Castro Neto.

"A câmera MUX é um projeto muito importante para nós, na medida em que estamos sempre buscando o limite em óptica e eletrônica, dada a quantidade enorme de dados que o equipamento precisa registrar, armazenar e transmitir do espaço para a Terra. Além disso, temos que obter sempre um ganho de qualidade, para assegurar a performance e a confiabilidade, visto que o subsistema de um satélite, uma vez em órbita, dificilmente pode ser reparado, em caso de problemas", explica.

MUX e WFI

Uma equipe de 30 profissionais, entre técnicos, engenheiros e físicos se encarrega dos subsistemas óptico, eletrônico e estrutural da câmera MUX, que será totalmente desenvolvida e produzida pela Opto. A empresa é responsável pelo desenvolvimento do conjunto de equipamentos para calibração e testes em Terra da câmera, além dos ensaios térmicos e estruturais. Após os testes nessa área será iniciada a fase de Modelo de Engenharia.

A MUX é uma câmera de 20 metros de resolução no solo, multiespectral, destinada ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais. Já para o desenvolvimento e produção da câmera WFI, que também integrará a carga útil dos CBERS-3 e CBERS-4, a Opto participa de um consórcio com a empresa Equatorial Sistemas, de São José dos Campos (SP).

Fonte: Agência CT

Índice de inovação nos empreendimentos brasileiros ainda é baixo

Os resultados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) foram anunciados quarta-feira (18), em São Paulo. Os dados apontam que, apesar de o país está entre os mais empreendedores do mundo, caracteriza-se por negócios pouco inovadores.

Segundo a Agência Sebrae de Notícias, o baixo índice de inovação ocorre tanto em negócios em estágio inicial quanto nos já estabelecidos. No período de 2002 a 2006, por exemplo, constatou-se que 52,7% dos empreendimentos iniciais e 60,3% dos estabelecidos não utilizaram nenhum fator relacionado à inovação em seus negócios. Esse é o indicador de “Mínimo Potencial de Inovação”.

Na opinião do consultor sênior do GEM, Marcos Schlemm, o baixo nível de inovação tecnológica nos empreendimentos brasileiros deve-se a um conjunto de fatores. "A inovação tecnológica vem do conhecimento. E a maioria dos nossos empreendedores tem pouca formação educacional", observou.

O consultor citou também fatores como o imediatismo de se montar um negócio para suprir uma necessidade, a falta de acesso a informações sobre inovação, falta de mecanismos por parte do poder público para facilitar a inovação tecnológica, falta de conhecimento do mercado externo, o sistema de patentes burocrático e a baixa interação entre universidade e empresa como possíveis causas desses índices.

No caso do indicador de “Máximo Potencial de Inovação”, quando os consumidores consideram os produtos ou serviços desconhecidos, o nível de competição é reduzido e as tecnologias e processos utilizados são novos, os empreendedores brasileiros deixam a desejar. Incluem-se, nesta categoria, apenas 0,7% dos empreendimentos iniciais e 0,4% dos estabelecidos.

Mulheres empreendedoras
Outro dado interessante apresentado pela pesquisa é em relação ao número de mulheres brasileiras empreendedoras. Segundo dados a pesquisa, o empreendedorismo feminino do Brasil é o décimo mais atuante no mundo, com taxa de 9,61% das entrevistadas.

Em termos absolutos, isso representa cerca de 5,5 milhões de mulheres empreendedoras em estágio inicial (com negócios em fase de implantação ou de até 42 meses de existência).

Países como o Peru (39,27%), as Filipinas (22,45), a Indonésia (18,73%), a Jamaica (18,14%), a Colômbia (17,30%), a Tailândia (14,18%), a China (13,79%), a Malásia (11,13%) e a Austrália (9,87%) estão à frente do Brasil. Já as Brasileiras desbancam países como França (2,53%), Suécia (2,43%) e Bélgica (1,04%).

Se for considerada a divisão por gênero, os homens brasileiros empreendem mais que as mulheres, com a presença de oito milhões de empreendedores iniciais. Em comparação com outros países, o Brasil ocupa o 12º lugar no empreendedorismo masculino, com taxa de 13,74%.

Para obter mais informações, acesse aqui.

Fonte: Gestão CT

AIEA dá início a projeto-piloto para aprimorar práticas de segurança nas fábricas da INB

A Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) iniciou no dia 23, nas instalações das fábricas das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ), o desenvolvimento do projeto piloto da Missão Sedo, que tem como objetivo aprimorar as práticas de segurança em unidades de produção do ciclo do combustível nuclear.

Dentro da política transparência e de respeito à segurança industrial e ao meio ambiente, a INB, empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, aceitou o convite da AIEA para colaborar com o projeto Sedo (Safety Evaluation During Operation), cujos resultados servirão como parâmetros para a aplicação em outras fábricas de países membros da Agência.

Chefiada pelo especialista Pierre Nocture, a missão é formada por 8 peritos de diversos países que, juntamente com técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT) e da própria INB, estão avaliando o grau da cultura de segurança nas fábricas de Resende. A partir dessa avaliação será apresentado um relatório recomendando os novos procedimentos que poderão ser adotados pela AIEA.

O projeto-piloto da Missão Sedo, em Resende, será encerrado no dia 9 de maio.

Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas na página da International Atomic Energy Agency.

Fonte: Agência CT