terça-feira, 24 de abril de 2007

Primeiro medicamento brasileiro desenvolvido com nanotecnologia


A Incrementha PD&I deve anunciar, no dia 25 de abril, o lançamento, em 2008, do primeiro medicamento brasileiro desenvolvido com nanotecnologia. Feito em parceria com a Biolab, Eurofarma e Cietec, o novo produto é um anestésico de uso tópico, que poderá substituir os usados hoje para anestesia local em pequenas cirurgias.

O novo medicamento não possui similares no mundo e é uma novidade até para os órgãos regulatórios do Brasil. As pesquisas foram realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Incrementha PD&I, centro para pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica de novos fármacos, nasceu da união de dois grandes laboratórios nacionais: a Eurofarma e Biolab. A empresa tem como objetivo o desenvolvimento de inovação incremental (a partir de uma droga já conhecida) e inovação radical (criação de uma nova molécula).

Cerca de 30 projetos estão em desenvolvimento, grande parte com o uso da nanotecnologia. A primeira patente já foi depositada e a expectativa é de que o primeiro nanomedicamento desenvolvido com tecnologia brasileira seja lançado no mercado já em 2008. A Incrementha está sediada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), a maior incubadora da América Latina, localizada na USP.

Fonte: Anpei

Olimpíada brasileira de robótica - OBR 2007

A Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e a Sociedade Brasileira de Automática (SBA) anunciam a realização da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR2007), um evento realizado nos moldes de outras olimpíadas científicas brasileiras.

Os grandes objetivos da OBR são despertar e estimular o interesse pela Robótica, áreas afins e a Ciência em geral e promover a difusão de conhecimentos básicos sobre Robótica de forma lúdica e cooperativa. São também objetivos da OBR: promover a introdução da robótica nas escolas de ensino médio e fundamental; proporcionar novos desafios aos estudantes; aproximar a universidade dos ensinos médio e fundamental; identificar os grandes talentos e vocações em Robótica de forma a melhor instruí-los e estimulá-los a seguir carreiras científico-tecnológicas. A OBR procura ainda colaborar no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos professores e colaborar com a melhoria do ensino em geral.

A OBR 2007 será organizada pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e conta com o apoio da Comissão Organizadora da OBA e da Comissão Organizadora da OBI.

A OBR 2007 será composta de 3 modalidades Olímpicas: teórica, prática, duatlon.

Para participar das modalidades teórica e duatlon não é necessário nenhum conhecimento prévio ou contato com a robótica e a escola não precisa ter nenhum material em particular para realizar as provas dessas duas modalidades, ou seja, realmente qualquer escola e qualquer estudante do país, mesmo que nunca tenham ouvido falar em robótica podem participar da OBR. Será inclusive uma grande oportunidade para alunos e professores conhecerem um pouco mais sobre essa área que é considerada uma das grandes áreas do futuro e que já se faz presente nos dias de hoje em vários países. As provas teóricas têm o objetivo principal de passar informações sobre robótica e despertar o interesse pela mesma e não de cobrar conhecimento sobre robótica. Será cobrado mais raciocínio lógico, interpretação de texto, matemática e física do que conhecimento de robótica propriamente dita. Apenas algumas questões devem cobrar um certo conhecimento de robótica ou pelo menos uma curiosidade sobre o assunto.

Já para participar da modalidade prática a escola precisa dispor de material para que seus alunos possam construir um robô lutador de sumô. Pode inclusive ser uma excelente oportunidade para que algumas escolas implantem a Robótica como atividade extra, sendo o primeiro desafio dos alunos prepararem robôs lutadores de sumô. Um torneio interno pode ser realizado para escolher os representantes da escola na OBR 2007 na modalidade prática.

As provas da modalidade teórica e da primeira fase do duatlon serão aplicadas em todo o país na sexta-feira, dia 10 de agosto de 2007 nos horários que forem mais convenientes para as escolas, podendo inclusive ser aplicadas em dois períodos diferentes para estudantes de períodos diferentes. A primeira fase da modalidade prática será realizada nas Escolas Sede em todo o país no sábado, dia 18 de agosto de 2007 a partir do horário que for mais conveniente para a Escola Sede. Os melhores colocados na primeira fase da modalidade duatlon e da modalidade prática serão convidados a participar da grande final da OBR 2007 que será realizada junto com a Competição Brasileira de Robótica em Florianópolis, de 07 a 10 de outubro de 2007.

Os melhores colocados das modalidades prática e duatlon poderão ainda ser convocados para fazer parte da Seleção Brasileira de Robótica que representará o país no Mundial de 2008 da RoboCup a ser realizado em Suzhou - China, país das Olimpíadas 2008.

Interessados em patrocinar a OBR 2007 podem entrar em contato com o prof. Jackson Matsuura pelos e-mail ou pelo telefone (12) 3947.6937.

Outras informações aqui.

Fonte: Unicamp

Doutorado nos Estados Unidos

Estão abertas, até o próximo dia 15, as inscrições para concorrer a bolsas de doutorado nos Estados Unidos. O programa é realizado em parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Comissão Fulbright.

Podem participar brasileiros com diploma de nível superior que não estejam matriculados em programa de doutorado no Brasil, e que não tenham recebido bolsa de estudos do governo brasileiro para a realização de doutorado.

Os selecionados iniciarão os estudos no segundo semestre de 2008.

Os bolsistas terão direito a passagem aérea de ida e volta, incluindo um dependente; bolsa mensal; auxílio instalação; seguro saúde; além de pagamento de taxas escolares.

Para consultar a íntegra do edital, acesse aqui.

Fonte: Gestão CT

Epidemiological studies in the information and genomics era: experience of the Clinical Genome of Cancer Project in São Paulo, Brazil

Horizontes ampliados
Integração de muitos profissionais e a necessidade de trabalhar com bancos de dados volumosos. Esse cenário é bastante recente dentro da prática da epidemiologia, conforme mostra estudo publicado na edição atual do Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

“A prática dessa disciplina tem sido profundamente influenciada pelos novos conhecimentos gerados pela biologia molecular e pelo seqüenciamento do genoma humano”, disse Victor Wünsch-Filho, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. O pesquisador é um dos cinco autores do estudo.

Segundo Wünsch-Filho, antes dessas mudanças o cenário da epidemiologia era bastante diferente. “A organização se dava em grupos pequenos de pesquisa, que trabalhavam com conjuntos populacionais reduzidos. As bases de dados também eram limitadas do ponto de vista das informações ambientais e do estilo de vida das pessoas”, explica.

O exemplo prático que ilustra bem essa transformação na prática dos estudos epidemiológicos, segundo os autores do estudo, é o Projeto Genoma Clínico do Câncer, financiado pela FAPESP e pelo Instituto Ludwig. Esse trabalho, que antes de ser encerrado originou outros dois grandes projetos que estão em andamento, teve início em 2002.

“Apenas o nosso grupo, responsável pela abordagem epidemiológica, processou dados de nove grupos de tumores. Todas essas informações foram geradas por 12 centros clínicos”, lembra Wünsch-Filho.

Sob coordenação de Marco Antônio Zago, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, e um dos autores do artigo, o Genoma Clínico, desdobramento do Projeto Genoma do Câncer, analisou o comportamento de 20 mil genes humanos em tecidos sadios e em nove diferentes tipos de tumores.

Informação qualificada
“Embora a informática seja uma ferramenta essencial, é necessário também, como mostramos no artigo, manter a qualidade dos dados. As informações precisam ser corretas e consistentes para que os resultados sejam confiáveis e válidos para propostas de prevenção e tratamento”, explica Wünsch-Filho.

A partir dessa premissa, e com os enormes bancos de dados gerados pelo Genoma Câncer, os cientistas decidiram fazer uma espécie de controle de qualidade das informações que estavam disponíveis para a comunidade científica.

Eles analisaram 1.749 casos de câncer registrados entre 2002 e 2004. Outros 1.509 registros, que pertencem ao grupo controle, foram também considerados. Ao todo, foram reavaliados os preenchimentos de 3.639 campos de entrada.

A conclusão foi de que apenas 1,7% dos registros tinham algum tipo de inconsistência. Uma das partes da avaliação foi fazer com que um analista externo recolocasse as informações na rede a partir das planilhas originais, escritas no momento da entrevista com os pacientes que participaram do Genoma Clínico.

A transformação com qualidade, entretanto, não está garantida para sempre. Apesar de a internet facilitar a comunicação entre um número grande de grupos, e permitir maior velocidade de análise, a constante reavaliação dos dados é algo que precisa ser sempre feito, segundo a pesquisa. “Para uma equipe de epidemiologia, a preocupação com a qualidade dos dados deve ser permanente”, diz Wünsch-Filho.

Para ler o artigo Epidemiological studies in the information and genomics era: experience of the Clinical Genome of Cancer Project in São Paulo, Brazil, disponível na biblioteca virtual SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Eduardo Geraque / Agência FAPESP - 24/04/2006