quarta-feira, 18 de abril de 2007

Malária - imunidade almejada

Na década de 1980, a cientista brasileira Ruth Nussenzweig, da Universidade de Nova York, publicou os resultados de um estudo que apresentou uma idéia contrária ao que muitos acreditavam e que abriu caminhos para o desenvolvimento de uma solução contra a malária, doença que mata mais de 1 milhão de pessoas por ano no mundo.

Ruth e equipe induziram proteção em camundongos injetando nesses animais uma forma do parasito, denominada proteína circunsporozoíta (CS). Com a experiência, a pesquisadora percebeu que a imunidade protegia os animais e que os soros desses continham anticorpos que causavam no esporozoíta (forma ativa do parasita da malária) isolado uma reação, a qual chamou de CSP.

Em seguida, concluiu que o soro dos camundongos continha o mesmo tipo de anticorpos do soro de indivíduos expostos em áreas de transmissão que haviam adquirido a imunidade naturalmente – se uma pessoa contrai malária várias vezes, ela acaba se tornando imune. Hoje, baseada na mesma proteína descrita pela cientista, uma vacina contra a malária está sendo testada em adultos e crianças de 1 a 4 anos na África, continente que detém o maior numero de casos da doença no mundo.

A pesquisadora recebeu, na sexta-feira (13/4), a medalha Henrique de Aragão, durante o seminário Henrique Aragão e a pesquisa sobre a malária: 100 anos da descoberta do ciclo exoeritrocítico da malária, realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e pela Casa de Oswaldo Cruz, em homenagem ao pesquisador que, assim como Ruth, abriu caminhos para os estudos da doença.

Nascida na Áustria em 1928, Ruth Nussenzweig formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo em 1953. Fez o pós-doutorado no Collège de France e desde 1964 está na Universidade de York, onde é professora titular do Departamento de Parasitologia Médica e Molecular.

Diagnóstico tardio
Desenvolver uma vacina contra um vírus ou uma bactéria é mais fácil do que contra um protozoário, como é o caso do Plasmodium, o parasita causador da malária. “A multiplicidade e a riqueza de antígenos no parasito são maiores do que as do vírus”, explicou o médico imunologista Cláudio Ribeiro, chefe do departamento de Imunologia e do Laboratório de Pesquisas em Malária do IOC, no seminário no Rio de Janeiro. Um parasito pode ter até 6 mil genes.

“A multiplicidade de resposta imune induzida no hospedeiro que ele infecta também é outro obstáculo. Algumas respostas são protetoras, outras podem ser nefastas. Além disso, a especificidade da resposta imune é tão importante quanto o contexto no qual ela é montada, que pode depender de infecções parasitárias que ocorram concomitantemente”, disse.

Outro obstáculo, segundo Ribeiro, é o fato de os antígenos e os genes poderem variar. O pesquisador também salienta a importância de os profissionais da área médica de regiões não malarígenas levarem em conta a possibilidade de diagnóstico da malária ao defrontar com pacientes que apresentem sintomas como febre, dor nas pernas e dor de cabeça forte após terem passado por áreas de surtos da doença.

Há duas semanas, uma jovem morreu no Rio de Janeiro devido a um diagnóstico tardio – o profissional de saúde que primeiro a atendeu pensou tratar-se de dengue. “Isso pode acontecer em qualquer parte do mundo, menos em zonas malarígenas. Nesses locais ela teria sido diagnosticada rapidamente”, comentou.

Segundo Ribeiro, a malária, fora de regiões como a Amazônia, se apresenta de forma mais grave. “Não devemos esquecer que o mosquito existe em toda a costa brasileira. Não é impossível que alguém chegue com malária ao Rio de Janeiro e contamine um mosquito, que transmite então a doença a outra pessoa. Embora seja raro, pode-se contrair a doença aqui”, afirmou.

O prêmio Henrique Aragão foi criado por Ribeiro e por Hooman Homem, da Fundação Oswaldo Cruz, em 1991, e já foi concedido a pesquisadores como Leônidas Deane, Lobato Paraense e Pedro Tauil. Ruth Nussenzweig é a primeira mulher a recebê-lo.

Fonte: Agência Fapesp

Portal reúne softwares livres desenvolvidos pelo governo brasileiro

O governo federal lançou um site que centraliza todos os programas de código aberto ou softwares livres desenvolvidos por instituições públicas brasileiras. O lançamento ocorreu durante o Fórum Internacional de Software Livre, realizado em Porto Alegre (RS).

Um desses programas de código aberto disponível no portal, o Cacic, é resultado da parceria entre o Ministério do Planejamento e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).

Segundo notícia divulgada pela Agência Brasil, cada software livre incorporado ao site gera uma comunidade de discussão, com entrada livre. Os participantes poderão, assim, ajudar a melhorar os programas e praticar o conceito de desenvolvimento colaborativo.

Na avaliação de um dos coordenadores do fórum, Mário Teza, a tecnologia brasileira em softwares livres pode alcançar, no futuro, importância semelhante a que o biodiesel possui hoje. "Na questão do software livre, o Brasil já fez um reposicionamento mundial.

Hoje, a nossa indústria de tecnologia tem o mesmo potencial que o biodiesel”, afirmou, em notícia da Agência Brasil.

Fonte: Gestão CT

Indígenas e pesquisadores planejam plantio de sistemas agroflorestais

Uma das alternativas para fortalecer a agricultura e a economia das comunidades indígenas é o desenvolvimento de sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas. Para isso, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) estão colocando essa idéia em prática na Terra Indígena Araçá, localizada cerca de 120 km ao norte de Boa Vista (RO).

As atividades foram implementadas por meio do projeto Wazaka’yé: estudo de roças, solos e florestas indígenas que, agora, apresenta os resultados de sua primeira fase durante a Oficina Agroflorestal da Terra Indígena Araçá..

Durante as oficinas, professores, técnicos dos projetos de pesquisa e extensão, e membros das comunidades tiveram acesso aos primeiros resultados de um diagnóstico participativo, e das técnicas utilizadas para evitar o desgaste do solo. Além disso, o encontro teve como objetivo estabelecer um programa de trabalho e linhas prioritárias para o projeto para que o mesmo tenha impacto positivo na qualidade de vida e no respeito com a cultura de cada comunidade.

Segundo a coordenadora científica e pesquisadora da Coordenação de Pesquisas em Ciências Agronômicas (CPCA/Inpa), Sonia Alfaia, o projeto faz parte de um outro projeto chamado "Guyagrofor" – Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais Sustentáveis Baseado em Conhecimentos Indígenas e Quilombolas no Escudo das Guianas. Ele é um consórcio internacional do programa de Cooperação Internacional (Inco) financiado pela Comunidade Européia.

Wazaka’yé é o nome de uma árvore mitológica que dava vários tipos de frutas em abundância. Quando foi derrubada, seu toco deu origem ao Monte Roraima, e seus galhos os rios da região.

O projeto Wazaka’yé é fruto de um convênio entre o Inpa, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e o Centro Indígena de Cultura e Formação Raposa Serra do Sol - Escola Agrotécnica e Ambiental de Surumu.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Fonte: INPA

Desafio Sebrae



Fonte: Sebrae ES

18ª Oficina de física Cesar Lattes

A 18ª Oficina de Física Cesar Lattes, promovida pelo Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), será realizada no dia 5 de maio, no interior paulista. “Novos materiais” será o tema abordado na ocasião.

O encontro pretende divulgar informações científicas multidisciplinares por meio de palestras dinâmicas e demonstrações sobre pesquisas atuais em física, considerando aspectos históricos, básicos e observacionais.

A 19ª edição do evento também foi agendada e ocorrerá no dia 23 de junho, com o tema “Energia & meio ambiente”.

Mais informações: www.ifi.unicamp.br/.

Fonte: Agência FAPESP

2º Congresso ibero-americano sobre desenvolvimento sustentável

O 2º Congresso Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável será realizado de 24 a 26 de abril, em São Paulo, com o tema central “Mundo sustentável: visão, papéis, riscos e senso de urgência”.

Representantes de instituições públicas e privadas, empresários, organizações não-governamentais e comunidades acadêmicas dos países ibero-americanos estarão reunidos para o estímulo de ações conjuntas em busca da sustentabilidade.

A promoção é do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) e do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD).

Mais informações: www.sustentavel.org.br/.

Fonte: Agência FAPESP

UnB abre inscrição de bolsa para implantação de Museu de C&T

UnB abre inscrição de bolsa para implantação de Museu de C&T

A Universidade de Brasília (UnB) está criando um Museu de C&T na capital. Para ajudar na implantação, a instituição selecionará dois bolsistas para atuar na estruturação interna e no planejamento de atividades e atrações para o local.

Serão duas categorias de bolsas, fornecidas pelo CNPq: uma no valor de R$ 2,1 mil, para quem tem dois anos de atuação em pesquisa, comprovados em Currículo Lattes; e outra para os que possuem mais de cinco anos de experiência em pesquisa, também comprovados pelo Lattes, no valor de R$ 3,1 mil. Será dada preferência àqueles que conheçam o trabalho em museus.

A seleção será realizada pela UnB. Os interessados deverão enviar Currículo Lattes para o e-mail.

Fonte: Gestão CT