sábado, 14 de abril de 2007

Fundação SOS Mata Atlântica lança fundos para conservação da biodiversidade

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou ontem (13) dois fundos que integram o Programa Costa Atlântica, projeto criado pela entidade para contribuir com a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável dos territórios costeiros e marinhos sob influência do bioma.

O lançamento foi na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O primeiro Fundo Costa Atlântica é voltado à conservação e ao desenvolvimento regional nas zonas Costeira e Marinha sob influência do bioma Mata Atlântica. O segundo é o Fundo Pró-Unidade de Conservação Marinha, estabelecido para garantir a proteção, gestão e sustentabilidade das áreas marinhas.

O Programa Costa Atlântica conta com aporte inicial de R$ 1 milhão pela empresa Copebrás e R$ 1 milhão do Bradesco Capitalização. Paralelamente ao lançamento dos fundos, a Fundação SOS Mata Atlântica, a Associação Cairuçu e o Condomínio Laranjeiras farão a entrega de uma lancha para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para apoio à fiscalização das Unidades de Conservação da região de Paraty (RJ).

Fonte: Agência CT

Alchorneae (Euphorbiaceae)

O livro Alchorneae (Euphorbiaceae) do botânico Ricardo Secco, pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), foi recentemente resenhado por Sir Ghillean T. Prance, da School of Plant Sciences/University of Reading, Inglaterra, no periódico Biodiversity and Conservation. A obra do cientista brasileiro foi publicada pela Organization for Flora Neotropica (Unescvo/The New York Botanical Garden) nos Estados Unidos, em 2004.

A publicação científica, de 194 páginas, apresenta os principais resultados da tese de doutorado do botânico e descreve 38 espécies da família Euphorbiaceae, sendo uma das referências sobre o grupo. O livro contém várias ilustrações e mapas com a distribuição geográfica das espécies, além de informações de uso. Encontrada nas Américas Central e do Sul, as espécies pertencem ao mesmo grupo das seringueiras, mas não produzem látex, e sim resina.

Na resenha, Ghillean Prance, que foi diretor do New York Botanical Garden (EUA), e do Royal Botanic Gardens, Kew, Inglaterra, destaca as discussões sobre conservação e distribuição restrita de algumas espécies da Amazônia, especialmente àquelas encontradas em áreas fortemente antropizadas, tais como Rondônia. O articulista também ressalta o quanto a monografia será de utilidade para os conservacionistas, que nela encontrarão mapas detalhados de ocorrência das espécies e seus aspectos ecológicos e de vulnerabilidade.

O especialista britânico, que fundou, na década de 1970, o primeiro curso de pós-graduação em Botânica na Amazônia, ao apreciar o trabalho de autoria de Ricardo Secco, destaca o fato de a obra se constituir na terceira monografia da série Flora Neotropica, escrita por um cientista brasileiro e que pode ser reconhecida como trabalho científico de ótima qualidade.

Para realizar o estudo, o pesquisador do Goeldi consultou material botânico de aproximadamente 60 herbários do Brasil, da Europa e da América do Sul. O botânico também realizou um intenso trabalho de campo nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Maranhão e São Paulo. "Fizemos uma revisão completa do grupo, o que resultou na identificação de cinco novas espécies", explica Secco, que também é curador do Herbário do Museu Goeldi.

Para aquisição do livro Alchorneae (Euphorbiaceae), entrar em contato com:
The New York Botanical Garden Press
200th Street and Kazimiroff Boulevard
Bronx, New York 10458-5126 USA ou pelo e-mail.

Fontes: Agência CT

Prorrogado período de inscrição para o curso Agintec

Os interessados em participar da 33ª edição do Curso de Especialização de Agente de Inovação e Difusão Tecnológica (Agintec) têm prazo maior para realizarem suas inscrições.

A data limite é o dia 20 de abril. O objetivo do curso, organizado pela ABIPTI, por meio da Universidade Corporativa Alberto Pereira de Castro (UCA), da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) e do Sebrae, é qualificar especialistas no agenciamento dos processos de inovação e difusão tecnológica com vistas a aumentar a capacitação no sistema de C&T, além de formar profissionais capacitados para negociar e catalisar os processos de apropriação econômica e social de conhecimentos técnico-científicos.

As aulas serão ministradas, sempre às sextas-feiras e sábados, de 8h às 19h, na UCA, localizada na sede da ABIPTI, em Brasília (DF). A carga horária é de 360 horas/aula e acontecerão no período de 25 de maio a 6 de outubro, mais três meses para a realização da monografia.

A programação abrangerá os conceitos básicos de ciência e tecnologia, a dimensão política e tecnologia, os papéis dos agentes institucionais, a dimensão econômica da inovação, o planejamento, a avaliação e a prospecção de C&T.

Entre os professores estão: Ivan Rocha Neto, chanceler da UCA e diretor de Planejamento e Avaliação da Universidade Católica de Brasília (UCB); Tirso Walfrido Saenz, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UNB); Cláudio Chauke Nehme, da UCB; e Félix Andrade da Silva, pesquisador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e à Transferência de Tecnologia (Proeta) da Embrapa.

A inscrição pode ser realizada pelo site www.uca.portalabipti.org.br/. Outras informações, pelo telefone (61) 3340-3279.

Fonte: Gestão CT

Inmetro desenvolve programa para certificação de biocombustíveis

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) promove neste mês a primeira etapa de implementação do Programa Brasileiro de Certificação de Biocombustíveis, com a realização de um painel setorial.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Inmetro, João Jornada, revelou que o debate envolverá os principais atores externos ao programa, entre os quais os produtores de cana-de-açúcar e de biocombustíveis, com destaque para o etanol, além de representantes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (organismo nacional de normalização), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e dos Ministérios do Desenvolvimento, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Minas e Energia e Relações Exteriores.

Jornada enfatizou que o programa pode servir também como instrumento para evitar barreiras aos biocombustíveis fabricados no Brasil. “Essa é a grande motivação do programa, porque nós estamos percebendo que existe pressão muito grande, nos países desenvolvidos, por parte de grupos com preocupação ecológica e de direitos humanos. Mas existem grupos que têm interesses antagônicos. Então, misturam tudo e utilizam qualquer oportunidade para travar a entrada de biocombustíveis na matriz energética maior do mundo”, explicou o presidente do Inmetro.

Ele disse que o objetivo do Inmetro é responder às alegações que já estão sendo feitas de que os biocombustíveis vão promover agressão ecológica e violação aos direitos humanos e do trabalhador, com estrutura formal que demonstre que isso não é verdade.

Após a realização do painel, o Inmetro fará um regulamento de avaliação de conformidade, que é uma espécie de mapa de como se avaliar a conformidade de um produto, no caso, os biocombustíveis, começando pelo etanol, área em que o Brasil está mais preparado e é mais competitivo, salientou Jornada.

Fonte: Agência Brasil