sexta-feira, 6 de abril de 2007

Nova cultivar eleva qualidade de grãos do arroz - BRS Sertaneja

Os agricultores de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí podem contar a partir da safra 2007/08 com a BRS Sertaneja, a nova cultivar de arroz de terras altas (sequeiro) da Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Devido a sua qualidade de grãos, o lançamento rivaliza com a variedade BRS Primavera, considerada pelo mercado como padrão de excelência.

De acordo com o melhorista Emílio da Maia Castro, ambas cultivares foram comparadas em uma série de experimentos. Em 115 ensaios a campo, ao longo dos últimos quatro anos, as duas tiveram produtividades bastante próximas, médias de 3,6 mil quilos por hectare. No entanto, foram nos testes de colheita e pós-colheita que a BRS Sertaneja se sobressaiu, demonstrando superioridade quanto à qualidade de grãos.

Semelhante à BRS Primavera, Emílio afirma que os grãos da nova cultivar são classificados confortavelmente como arroz longo-fino. Da mesma forma, o comportamento de cocção é bem similar. Isto é, após 60 dias de colhido, o produto pode ser beneficiado, comercializado e levado à panela que os grãos apresentam cozimento plenamente soltos. O diferencial destacado pelo pesquisador consiste exatamente no seguinte aspecto: o rendimento industrial de grãos inteiros.

“A BRS Sertaneja alcançou entre 60% e 70% de grãos inteiros, enquanto que a BRS Primavera obteve apenas 50%. Isso significa mais arroz agulhinha tipo 1 e menos quirera (arroz quebrado) para as empacotadoras”, diz Emílio. Essa característica atrativa para as indústrias é importante também para o agricultor, que tem a oportunidade de negociar um produto de melhor qualidade na hora de vendê-lo às beneficiadoras.

Um outro aspecto ligado a essa propriedade e ressaltado por Emílio é que o rendimento de grãos inteiros da BRS Sertaneja é estável, ao contrário do que acontece com a BRS Primavera. O pesquisador mostra um estudo que correlacionou diferentes épocas de colheita após a floração do arroz e o rendimento de grãos inteiros para reforçar seu argumento.

Quando a colheita da nova cultivar é realizada entre 30 e 45 dias após a floração, não há perdas expressivas no rendimento de grãos inteiros. Porém, o rendimento de grãos inteiros da BRS Primavera cai para 40%, quando a colheita é feita depois dos 40 dias do período de floração. Conforme Emílio, isso quer dizer que o ponto de colheita da BRS Sertaneja é mais flexível que o da BRS Primavera, o que dá ao produtor maior margem de segurança, caso haja algum previsto no campo.

Quanto às características agronômicas, Emílio informa que a BRS Sertaneja é moderadamente resistente às doenças mais comuns, a não ser a brusone, que exige medidas de controle mais rigorosas. Ele afirma também que a cultivar se adapta a diversas condições de cultivo, inclusive em rotação de culturas, renovação de pastagens, abertura de áreas e integração lavoura-pecuária. “Até nos sistemas menos mecanizados, a BRS Sertaneja se saiu bem, pois suas plantas altas, com colmos grossos e panículas grandes facilitam o corte e a trilha manuais”, complementa Emílio. O contato para os interessados em adquirir sementes da BRS Sertaneja é: (62) 3202-6000.

Fonte: Embrapa

Projeto Inventiva financiará invenções e protótipos

Foi lançado, no dia 2, pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o Projeto Inventiva. Esta iniciativa é um incentivo ao desenvolvimento de protótipos e produtos inovadores por inventores autônomos e microempresas em Minas Gerais. A proposta conta, ainda, com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG).

Com o projeto, a Fapemig, que não estava presente no fomento a protótipos, se dispõe a financiar pesquisadores, inventores e microempresas, independentes ou com apoio de instituições de ensino, com um recurso máximo de R$ 30 mil, totalizando uma verba conjunta de R$ 200 mil.

Os interessados em receber o apoio do Inventiva deverão preencher o formulário de inscrição, disponível na página da Fapemig, e enviá-lo a qualquer um dos parceiros do projeto. Os projetos recebidos passarão por análise de legitimidade, inovação, potencial no mercado e impactos sociais e econômicos no Estado.

Para preencher o formulário de inscrição ou obter outras informações acesse o site.

Na oportunidade, também foi lançado o livro “Inovação Tecnológica no Brasil – a indústria em busca da competitividade global”, de Roberto Vermulm, Maura Arruda e Sandra Hollanda, que trata sobre as mudanças institucionais que ocorrem na área de inovação.

Fonte: Gestão CT

Escolas agrotécnicas federais contarão com acesso à Internet

No dia 4, o Ministério da Educação (MEC) informou, em seu site, que a partir de julho as escolas agrotécnicas federais de todo o país contarão com conexão gratuita à internet. De acordo com o órgão, a meta é que todas as unidades tenham uma rede acadêmica própria, com conexão à rede mundial de computadores. A maioria das escolas está localizada no interior do país.

A princípio, 27 escolas agrotécnicas, das 36 existentes, terão acesso pronto para ser utilizado em julho. Logo em seguida, as demais receberão o sistema de conexão, fornecido por meio de um projeto desenvolvido pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e conduzido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

O MEC também informou que a RNP, que é mais conhecida como internet acadêmica brasileira, dividiu as escolas que receberão os pontos de internet por lotes. O primeiro grupo, composto pelas 27 escolas, será gerenciado pela operadora Oi Telemar. O acesso será feito por meio de banda larga. Em alguns casos, dependendo da região, será feito via satélite ou por cabos de fibra ótica.

O primeiro lote é composto por escolas dos seguintes municípios: Satuba (AL); Manaus e São Gabriel da Cachoeira (AM); Guanambi, Catu, Senhor do Bonfim e Santa Inês (BA);Colatina, Santa Teresa e Alegre (ES); São Luís e Codó (MA); São João Evangelista, Muzambinho, Inconfidentes, Barbacena, Machado, Uberlândia e Salinas (MG); Castanhal (PA); Sousa (PB); Barreiros, Vitória de Santo Antão e Belo Jardim (PE); São Cristóvão (SE); Crato e Iguatu (CE).

Fonte: Gestão CT