segunda-feira, 2 de abril de 2007

A Lei de Inovação e a Gestão Tecnológica nas Instituições de Pesquisa

O Escritório de Negócios do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) promoverá, no dia 17 de abril, em Belém, o seminário A Lei de Inovação e a Gestão Tecnológica nas Instituições de Pesquisa.

O objetivo é debater medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, visando à capacitação e ao desenvolvimento industrial do país.

Ações do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) voltadas para o apoio à implantação de núcleos de inovação tecnológica também serão analisadas.

Mais informações pelo e-mail ou (91) 3217-6005.

Fonte: Agência FAPESP

Olimpíada de matemática das escolas públicas

Nesta segunda-feira começam as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2007).

Podem participar alunos de 5ª a 8ª séries e do ensino médio. As inscrições ficam abertas até 18 de maio. A novidade este ano é que os estudantes deverão se cadastrar apenas pela internet.

As provas da primeira fase serão aplicadas no dia 14 de agosto; e as da segunda, em 20 de outubro.

Promovida pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, além da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa/MCT), a competição tem como objetivo aprimorar a aprendizagem da matemática entre os estudantes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Matemática, a carência no conhecimento da matemática entre os jovens do país dificulta a inserção brasileira no mercado tecnológico internacional.

As inscrições das escolas devem ser feitas na página eletrônica da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2529-5084.

Fonte: MCT

Ministérios lançam rede de pesquisa para o Cerrado

Com o intuito de desenvolver novas tecnologias e diminuir o impacto causado pela expansão da fronteira agrícola, visando o desenvolvimento sustentável do Cerrado, os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e Meio Ambiente (MMA) discutem a criação de uma rede de pesquisa.

Os temas que serão abordados pela rede são: gestão dos recursos hídricos – pois no Cerrado estão as nascentes das principais bacias hidrográficas do país, os estudos dos impactos da produção matéria prima para a expansão dos biocombustíveis e o estudo da dimensão humana.

Para a Coordenadora Geral de Gestão de Ecossistemas do MCT, Maria Luiza Alves, "É importante, desde o inicio da discussão, mapear os potenciais parceiros e instituições que atuam no Bioma, comprometendo assim todos os integrantes na definição de um projeto estratégico multidisciplinar e multiinstitucional capaz de responder às demandas atuais para a conservação e o uso do Cerrado. É fundamental que haja adesão dos diversos segmentos sociais e apoio político para a consolidação dessa Rede".

O primeiro passo para a criação da Rede foi a oficina Com Cerrado que aconteceu entre os dias 20 e 21 de março. A reunião contou com a presença de pesquisadores de dez estados - além do Distrito Federal - e de técnicos do MCT e do MMA, para discutirem as questões científicas prioritárias para sua criação.

Durante a Oficina foram instalados dois comitês provisórios para dar continuidade ao trabalho de estruturação da Rede. O Comitê Gestor reúne representantes do MCT, do MMA e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de universidades do Piauí, Tocantins, Minas Gerais e de Brasília.

Estão previstas ainda para este ano, com o apoio da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do MCT, reuniões técnicas de definição de um projeto de banco de dados a ser criado para o Cerrado, três oficinas regionais para discussão das questões cientificas e tecnológicas, bem como um workshop para caracterizar o estado da arte sobre o conhecimento científico e tecnológico ambiental do cerrado.

Esta iniciativa é resultado do compromisso do MCT em aprofundar as diretrizes para o tema Ciência e Tecnologia contidas no Programa Cerrado Sustentável, instituído pelo MMA. Para a consolidação e estabelecimento de um apoio financeiro para a Rede, o MCT pretende propor uma ação no Plano Plurianual (PPA) 2008-2011.

O cerrado ocupa uma extensão de cerca de 220 milhões de hectares, ou seja, 22% do território nacional, incidindo sobre os estados do Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins.

Fonte: Mct

Porcelana fina feita com ossos agora tem tecnologia brasileira

Uma porcelana com maior alvura, leveza, resistência e valor do que a comum. Assim é a porcelana de ossos, material originariamente produzido na Inglaterra, que o físico Ricardo Yoshimitsu Miyahara desenvolveu com matérias-primas totalmente brasileiras em estudo inédito realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (PMPT - Poli) da USP.

Utilizando cinzas de ossos bovinos, caulim (tipo de argila) e feldspato (rocha dotada de propriedade fundente), Miyahara conseguiu, em seu doutorado, produzir uma porcelana com propriedades superiores às do material inglês, que emprega a "cornish stone", uma matéria-prima específica daquele país.Além de resultar numa louça de maior valor agregado e de ser a única cerâmica feita com alguma matéria-prima renovável, a porcelana de ossos tem potencial de utilização na produção de próteses odontológicas mais resistentes e de melhor resultado estético.

A chave para uma porcelana de ossos de qualidade está no controle das condições de produção. A formulação (50% de cinzas de ossos, 20% de caulim e 30% de feldspato), associada ao tempo de moagem de 24 horas e à temperatura ideal de queima do material (1270 graus Celsius) resultou numa porcelana de ossos quase duas vezes mais resistente que a porcelana comum e tão branca quanto a porcelana de ossos inglesa.

Além da Inglaterra, que produz a porcelana desde o século dezoito, apenas Estados Unidos e China fabricam essa cerâmica, cujo custo de importação é muito alto.

Além de compor esse tipo de porcelana, as cinzas de ossos poderiam ser utilizadas para produzir bioimplantes, substituindo materiais como a platina, que podem causar rejeição em alguns casos.

Segundo o pesquisador, os ossos, depois de lavados e queimados, transformam-se em hidroxiapatita, um mineral dotado de propriedades de biocompatibilidade.Apesar de existir na natureza, a hidroxiapatita contém uma série de contaminantes. Apenas em sua forma sintética - e de elevado custo - o material está livre deles.

Fonte: CCB

Brasil lança a primeira norma para porcelanato

O Brasil criou a primeira norma técnica para porcelanato. A iniciativa pioneira protege o consumidor de produtos fora do padrão e valoriza a cerâmica brasileira no mercado internacional

A indústria de revestimentos cerâmicos brasileira saiu na frente dos concorrentes mundiais e foi a primeira a definir parâmetros técnicos para seu produto mais nobre, o porcelanato.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) acaba de publicar a Norma Brasileira para Porcelanato, que abre um novo capitulo na história da indústria cerâmica do país. O Brasil é o primeiro país a adotar uma norma específica para porcelanato e deverá contribuir para ela seja estendida ao mercado internacional.

A publicação da norma ABNT NBR 15.463, tornou possível inserir o documento na agenda do Comitê Internacional de Placas Cerâmicas da ISO, que realizou, pela primeira vez, sua reunião no Brasil, durante a feira Revestir 2007, em 13 a 16 de março em São Paulo.

O texto final é resultado de três anos de trabalho da equipe formada por fabricantes de revestimentos, entidades do setor de construação civil - ANAMACO, Abracolor - órgãos de defesa do consumidor - Fundação Procon - laboratórios de certificação - CCB - institutos de pesquisa e universidades brasileiras - IPEN, POLI-USP, UFSCar, Senai/CTCMat.

Fonte: CCB

Cerâmicas pelo celular

Basta um telefone celular conectado à internet para acessar todo o conteúdo do portal do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.

Notícias de ciência e tecnologia, vídeos e mais de 1,7 mil publicações científicas, com facilidade de efetuar buscas pelas áreas de interesse, são alguns atrativos. O portal dá acesso ainda a uma rede formada por mais de 200 cientistas de diversos países, a Rede de Pesquisa CMDMC, que se caracteriza por um ambiente de ensino a distância e gerenciamento de projetos.

Pela rede são acessados fóruns de discussão em tempo real, enquetes, materiais didáticos e podem ser enviadas mensagens a outros participantes. Criada em outubro de 2006, a rede conta com mais de 25 mil acessos, incluindo de países como Portugal, Itália, Índia, Japão e México.

O sistema de acesso ao portal funciona em aparelhos que contenham navegador wap, um padrão internacional para aplicações que utilizam comunicações sem fio. O acesso também pode ser feito por meio de dispositivos móveis como palmtops.

Segundo o CMDMC, o objetivo da iniciativa é aplicar novos meios tecnológicos para promover a difusão do conhecimento produzido nos laboratórios do centro, que reúne pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

Fonte: Agência Fapesp