sexta-feira, 30 de março de 2007

Estudantes atendidos pelo programa Nossa Bolsa se enquadram no perfil exigido na legislação

A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) divulgou, neste mês, uma pesquisa que aponta que a situação socioeconômica dos estudantes beneficiados pelo Programa Nossa Bolsa está de acordo com o perfil exigido na legislação que institui o programa (Lei 8263 de 2006). A iniciativa da fundação capixaba concede bolsas de estudo integrais e parciais em curso superior a estudantes sem condições de custear seus estudos.

Para obter uma bolsa integral, o aluno precisa ter renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio (525 reais). Já para a bolsa parcial, é necessário ter renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1,05 mil).

A pesquisa da Fapes entrevistou bolsistas que moram nos municípios de Vila Velha, Vitória, Serra, Santa Teresa, Guarapari, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Aracruz e Colatina. O trabalho apontou que 85,4% dos estudantes entrevistados se enquadram na faixa de renda per capita entre 81 reais e 450 reais. A maior renda per capita identificada foi de 775 reais, valor abaixo do limite estabelecido para a bolsa parcial, que é de R$ 1,05 mil.

A pesquisa também apontou que 88,7% dos entrevistados cursaram o ensino médio na rede pública estadual. Os outros 11,3% estudaram em escolas municipais ou federais. No que diz respeito ao grau de escolaridade dos pais, apenas 7,3% das mães dos entrevistados possuem ensino superior completo. No caso dos pais, esse percentual sobe para 8,1%.

O Programa Nossa Bolsa foi implantado no início de 2006 e tem como meta atender dois mil bolsistas em 2007. Com a iniciativa, o governo do Espírito Santo pretende contribuir para aumentar o número de pessoas com nível superior no Estado.

Mais informações sobre o Nossa Bolsa, podem ser acessadas pelo site: www.sect.es.gov.br/

Fonte: Gestão CT

Unidade inédita de produção de biodiesel: Fertibom Indústrias

A Fertibom Indústrias implantou, com recursos disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), uma planta piloto para produção de biodiesel com diferentes tipos de matéria-prima, algo até então inédito no país. A nova unidade, equipada para trabalhar com sebo animal e 20 tipos de oleaginosas, como amendoim, soja, girassol, algodão, nabo forrageiro e pinhão manso, tem capacidade para produzir até 12 milhões de litros por ano. Além disso, servirá como modelo para a construção de uma unidade produtiva com capacidade para até 30 milhões de litros por ano.

Os encargos reduzidos do financiamento reembolsável oferecido pela Finep têm como objetivo apoiar as atividades de desenvolvimento tecnológico, justamente nas fases em que os resultados para a empresa ainda são incertos.

Fabricante de fertilizantes líquidos de Catanduva, São Paulo, a Fertibom trabalha em parceria com a escola de química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no desenvolvimento de um novo processo de produção do combustível.

A utilização do combustível em substituição parcial ou total do óleo diesel terá impacto sobre a balança comercial brasileira, pois, atualmente, cerca de 15% do diesel utilizado no país é importado. Outra vantagem relevante será refletida na agricultura, por oferecer novas alternativas de culturas para os produtores rurais.

O investimento na solução foi estimulado pelos sócios da empresa, em sua maioria produtores agrícolas com frotas motorizadas que vislumbraram no novo combustível uma forma de reduzir os custos com um de seus principais insumos: o diesel. Em outubro de 2005, a empresa recebeu autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para a comercialização do produto, vendido com a marca Biomax.

Fonte:Finep