quarta-feira, 28 de março de 2007

Curso para multiplicadores do método Allegra

O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, vai oferecer curso para formação de multiplicadores no uso do método alternativo de determinação de amostras ambientais, o Método Allegra, em Itaituba (PA). O curso será realizado em duas etapas, a primeira no período de 27 de março a 2 de abril, e a segunda, no final de abril.

A iniciativa conta com a parceria da Escola de Trabalho e Produção do Pará (ETPP), da Prefeitura de Itaituba e da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (Amot), e recebe também o apoio do Ministério da Saúde.

No curso, que é focado para representantes das instituições parceiras, os participantes receberão treinamento no uso do método para a avaliação contínua da qualidade do pescado, visando à prevenção de intoxicação por peixe contaminado.

Além disso, será demonstrada a aplicabilidade do método na avaliação da exposição do trabalhador ao mercúrio metálico, através da análise da urina e na avaliação da exposição ambiental por meio da análise de solos e sedimentos de regiões historicamente afetadas pela poluição, como auxiliar no diagnóstico ambiental.

Um dos pontos fortes do curso será avaliação de cinqüenta amostras reais coletadas no Mercado Municipal de Itaituba. Os resultados das análises serão realizados pelos alunos e discutidos na segunda etapa do curso.

Para a pesquisadora Allegra Yallouz, idealizadora do método, a prevenção e o monitoramento do mercúrio garantem maior qualidade de vida. O método é uma alternativa de baixo custo e fácil operação, chega a custar dez vezes menos do que os testes tradicionais.

No caso da constatação de alto índice de mercúrio nas amostras, os monitores estarão aptos a notificar as autoridades e atuar como assessores nas ações subseqüentes relacionadas, como redirecionamento do consumo de pescado, encaminhamento do trabalhador para avaliações mais precisas ou avaliação preliminar de áreas degradadas com suspeitas de poluição.

Mais informações no site: www.cetem.gov.br/mercurio/semiquanti/, ou com Renata Hingel, no tel.: (21) 3865-7248.

Fonte: CETEM

9° Conferência internacional sobre tecnologia de equipamentos - COTEQ

A Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (ABENDE) realiza, de 12 a 15 de junho, em Salvador (BA), a 9° Conferência Internacional Sobre Tecnologia de Equipamentos (COTEQ).

O evento tem o objetivo de promover a troca de idéias e experiências para ampliar as oportunidades de negócios entre os profissionais de liderança das áreas de integridade estrutural de equipamentos de ensaios não destrutivos, inspeção, corrosão e pintura.

O evento contará com apresentações orais, trabalhos técnicos, palestras e conferências proferidas por especialistas e pesquisadores do Brasil e do exterior.

Informações e inscrições: www.abende.org.br/coteq.html.

Fonte: ANPEI

2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria

Estão abertas as inscrições para o 2º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, que será realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) de 23 a 25 de abril, no Hotel Hilton, em São Paulo.

A exemplo do que ocorreu no primeiro encontro, em 2005, empresários, acadêmicos e representantes do governo discutirão a importância do desenvolvimento tecnológico para o aumento da competitividade da indústria e o crescimento da economia brasileira.

Durante o Congresso, serão avaliados a política industrial, o sistema de incentivos fiscais, as fontes de financiamento e os instrumentos de apoio à inovação. O evento também discutirá a biotecnologia, a nanotecnologia, as fontes renováveis de energia, a propriedade intelectual e outros temas.

A partir dessas discussões, os participantes consolidarão um documento com sugestões do setor privado para promover o desenvolvimento tecnológico do país.

Entre os convidados para o evento estão Soumitra Dutta, professor de E-Business e Tecnologia da Informação do European Institute of Business Administration (Insead), Carl Dahlmann, professor da George Washington University, dos Estados Unidos, e Maria João Rodrigues, professora da Universidade de Lisboa. Na mesa-redonda de abertura do Congresso, eles falarão sobre políticas de inovação e competitividade.

As tendências tecnológicas e os desafios da indústria brasileira será o tema da conferência que tem como convidados Marc Giget, professor do Centro Nacional de Artes e Ofícios da França, e Carlos Henrique Brito Cruz, diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

As inscrições para o Congresso podem ser feitas no site:
www.cni.org.br/inovacao.

Fonte: ANPEI

Eighth International Conference on the Science and Application of Nanotubes

Minas Gerais receberá Congresso Internacional de Nanotecnologia
Ouro Preto vai sediar, nos dias 24 a 29 de junho, o Eighth International Conference on the Science and Application of Nanotubes. O evento será realizado no Parque Metalúrgico – Centro de Artes e Convenções - e contará com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais.

A Conferência NT tem como principal objetivo promover o progresso científico e estimular o intercâmbio de idéias. Os tópicos que receberão atenção especial são: propriedades mecânicas dos nanotubos e a composição material, propriedades eletrônicas e ópticas, progresso do nanotubo síntese e purificação, modificação química das propriedades e aplicações.

Nesse encontro estarão presentes cientistas especializados na área de nanotubos e, de forma integrada, os participantes avaliarão o passado e definirão o direcionamento desse campo científico promissor. A Conferência é uma oportunidade de trocar conhecimento e divulgar os resultados dos trabalhos mais recentes realizados na área da nanotecnologia.

Outras informações sobre o congresso, como inscrições e programação, podem ser conferidas em www.nt07.org/.

Fonte: FAPEMIG

CITARE 2007 - Congresso Ibero-Americano de Inovação Tecnológica e Áreas

De 11 a 14 de junho ocorrerá no Rio de Janeiro o Congresso Ibero-Americano de Inovação Tecnológica e Áreas (CITARE 2007). Com foco em dois temas estratégicos, petróleo e nanotecnologia, serão realizados dois eventos científicos simultâneos: ICAPetro 2007 e NanoBio 2007.

A submissão de artigos científicos vai até o dia 9 de abril. No caso da ICAPetro, os trabalhos deverão versar sobre exploração, prospecção, refino, transporte e distribuição de petróleo. Já para a NanoBio 2007 serão aceitos trabalhos nas diversas áreas da nanotecnologia e computação inspirada na biologia.

Fonte: ANPEI

Dejetos suínos e ondas do mar: novas fontes de energia

O balanço das ondas do mar agora gera também energia. E os dejetos suínos, que nos últimos anos se tornaram um grande problema ambiental, podem não só transformar-se em fonte de energia limpa e renovável, mas também em água potável. Esses são dois programas de vanguarda na obtenção de alternativas energéticas que começam a ser estudados na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

A transformação de detritos altamente poluente em energia elétrica e água potável se dá através do sistema denominado Biogás-H – um biodigestor recebe os resíduos e os transforma em biogás, rico em gás metano. Depois, um sistema de reforma capta o biogás e produz o hidrogênio, que passa ainda por uma reação química com o oxigênio e resulta em energia elétrica e água potável.

Esse processo permitirá não só a produção de energia, mas também vai ajudar a reduzir ou eliminar boa parte da poluição e da contaminação do lençol freático da região, um problema ambiental de enormes proporções, e deve entrar em operação em março de 2007, numa parceria da Unisul, Eletrosul e com tecnologia da Raetch, empresa de pesquisa e desenvolvimento.

“A novidade não está na produção de gás a partir dos dejetos suínos, mas sim na utilização do hidrogênio na produção de energia limpa e água potável, isso é o supra-sumo em termos de novas tecnologias em energias renováveis”, avalia o professor Youssef Ahmad Youssef, da Unisul.

Também na linha de energia limpa e renovável, outro projeto que está saindo do papel vai gerar essa forma de energia a partir das ondas do mar. Um consórcio vai instalar geradores próximos ao porto de Imbituba para captar a energia obtida pelo movimento das ondas e transformá-la em energia elétrica. Essa tecnologia já existe em muitos países. No Brasil, um protótipo foi instalado pela Coppe no Porto do Pecém, Ceará, a 60 quilômetros de Fortaleza.

Em cada local há pequenas diferenças na tecnologia empregada – em Imbituba, a inovação tecnológica será na utilização de dispositivos mecânicos que, por pressão, farão funcionar o gerador de eletricidade. De acordo com levantamento realizado pela Coppe, se todo o potencial energético do litoral brasileiro fosse utilizado, seria possível suprir 15% da energia consumida no país, que gira em torno de 300 mil GWh/ano. Em escala mundial, o potencial dos oceanos pode suprir toda a demanda de energia existente.

Fonte: Rádio Criciúma

Primeiro chip comercial projetado no país

“Com o Circuito Integrado (CI), o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) insere novamente o Brasil na corrida tecnológica de onde está fora há 10 anos”, afirma o diretor presidente do Centro, Sérgio Dias. "O Ceitec criará uma cultura nas empresas nacionais de projetar e fabricar chips no Brasil, transformando o perfil de apenas montar circuitos integrados já prontos.”

Segundo Dias, os trabalhos para o desenvolvimento do chip começaram em 2006, com a aprovação do projeto no Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep).

Como a fábrica do Centro não está concluída, o projeto foi enviado à Inglaterra para prototipagem e, depois de fabricado, para os Estados Unidos, para encapsulamento.
Depois de testado e certificado, o produto será liberado para uso em produção. Com investimentos de R$ 180 milhões, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) é o único centro da América Latina e um dos seis no mundo que produzirá componentes eletrônicos integrados (chips).

A fábrica do Ceitec gaúcho (existem outros cinco no Brasil) está em fase de instalação de equipamentos e deve começar a produzir os chips a partir de janeiro de 2008. Ela também deverá produzir o primeiro chip brasileiro para TV digital. Pioneira na América Latina na produção de chips, terá capacidade para gerar quatro mil lâminas de silício por mês, com 200 a 15 mil chips por lâmina, e atender a dois terços das demandas do mercado brasileiro.

No Rio Grande do Sul, o Ceitec fez parcerias com empresas e instituições de ensino e pesquisa “buscando a criação de convênios para fomentar o interesse de estudantes na área de microeletrônica e, principalmente, a formação de recursos humanos”. O centro funciona com recursos dos governos federal, estadual e municipal.

Fonte: Agência Brasil

Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM) de Minas Gerais

As instalações da unidade brasileira do Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM) em Minas Gerais ficarão prontas em dois anos. Enquanto isso, seus executivos e técnicos estão no Brasil apresentando a instituição para potenciais clientes. O CSEM Brasil é resultado de um acordo entre o governo mineiro e a instituição suíça para a construção de um centro de pesquisa aplicada e de uma unidade de produção de microssistemas no Brasil. No dia 22 de março, o CSEM deu um workshop para cerca de 50 executivos e pesquisadores, a convite da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e do Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP), setor que vem perdendo espaço nos mercados interno e externo para a produção da China.

O CSEM Brasil será instalado no futuro Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), próximo à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa conta ainda com a parceria da FIR Capital, empresa gestora de um fundo de capital de risco que aplica recursos próprios e de terceiros em empresas de base tecnológica. O investimento para um período de cinco anos é estimado em US$ 50 milhões. O CSEM Brasil deverá ter 50 funcionários, a maioria deles brasileiros. Heinzelmann afirmou que esses profissionais farão intercâmbio na Suíça. Apesar de a unidade prevista ser voltada para microssistemas, o CSEM também trabalhará com a aplicação na área de nanotecnologia, uma das suas especialidades.

O acordo entre o CSEM e o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), agência de desenvolvimento econômico do governo mineiro, foi assinado em 31 de outubro de 2006. Prevê troca de mão-de-obra técnica, programas de treinamento, incluindo seminários e workshops, programas científicos entre universidades e centros de pesquisa dos dois países e troca de informações de mercado. A fábrica será implantada em parceria com investidores locais para produção de nano e microssistemas, sensores e atuadores para aplicação em vários setores, como o automotivo, de bens de consumo, em equipamentos médicos, na identificação de bactérias e grupo sangüíneos, meio ambiente e telecomunicações.

Criado em 1984, na Suíça, o CSEM é um centro privado de pesquisa: 46% do seu orçamento é dinheiro vindo de empresas clientes como Rolex, Philips, Bosch, Nestlé, entre outras. Trabalham para o centro 320 pessoas. O faturamento em 2006 foi de US$ 45 milhões. A instituição atua como uma ponte entre as empresas e as universidades e institutos de pesquisa. Seu objetivo, explicou Heinzelmann, é pegar pesquisas acadêmicas que tenham potencial de se tornar novos produtos e continuá-las na fase de aplicação. O CSEM tem um portfolio de 600 patentes. Utiliza esses conhecimentos para resolver os desafios em inovação das empresas clientes. Além de auxiliar as empresas a resolver problemas tecnológicos por meio da pesquisa, essa atividade de aproximação da academia com o setor produtivo gerou 18 novas empresas.

O centro não financiará projetos no Brasil com dinheiro suíço, mas auxiliará na identificação de fontes de investimento e financiamento no País, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e fundos de capital de risco. Heinzelmann disse que o CSEM trará recursos humanos e conhecimento, mas são os parceiros locais que levantarão o dinheiro para financiar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O workshop do CSEM na Abit
A nanotecnologia é considerada estratégica pela associação, tanto que a Abit criou em 23 de novembro do ano passado um Comitê de Nanotecnologia Têxtil e da Confecção. Como explicou Silvio Nápoli, integrante da Abit, o workshop com o CSEM é uma atividade desse comitê. O empresário contou ainda que a comissão de nanotecnologia vai criar um subcomitê para reunir escolas voltadas ao setor têxtil e de confecção e debater as demandas em termos de ensino e preparação de recursos humanos para o mercado.

No workshop, o CSEM apresentou duas palestras técnicas. A primeira, do diretor de nanotecnologia do centro, Raphael Pugin, mostrou aplicações nanotecnológicas em outros setores que podem ser utilizadas em inovação de produtos do setor têxtil. Uma das tecnologias descritas por ele foi o processo de mixagem de polímero desenvolvido pelo CSEM e utilizado por um cliente do centro, uma indústria de papéis para impressoras. Segundo ele, a empresa queria fabricar papel polimérico para impressão, mas o polímero que utilizava causava perda de resolução da imagem impressa. Para resolver esse problema, contratou o CSEM, que aplicou o tal processo de mixagem.

Nele, dissolve-se um polímero em um solvente comum e o resultado dessa dissolução é depositado em uma superfície que se torna porosa, controlando o tamanho dos poros.

Com o processo, conseguiram fazer um papel com poros de tamanho nano (o que equivale a aproximadamente um milésimo da espessura de um fio de cabelo), de modo que a tinta fica confinada nesses poros, aumentando a resolução da imagem impressa no papel.

A especialista em nanotecnologia do centro, Érika Goervary, falou sobre o que o CSEM já faz hoje em nanotecnologia e que envolve o setor têxtil. Os exemplos dados pela pesquisadora não são de uso da nanotecnologia para melhoria dos produtos têxteis em si, mas de eletrônicos aplicáveis aos tecidos. É o caso dos sistemas eletrônicos aplicados à roupa de astronautas e que fazem o monitoramento de batidas cardíacas, temperatura, pressão, entre outros parâmetros. Ela mostrou também uma roupa com sensores, uma espécie de "segunda pele", que é usada por esportistas que passaram por algum tipo de cirurgia. A roupa monitora o movimento do atleta, indicando ao médico se o paciente está recuperando os movimentos depois de ter feito a cirurgia.

Outro produto, chamado Biotex, tem sensores embutidos no tecido para monitorar fluidos do corpo. Os bombeiros de Paris, na França, usam essa tecnologia de sensores em seus uniformes para monitorar sinais vitais. Com isso, é possível saber sua localização e se eles não estão se intoxicando com a fumaça, por exemplo. "As apresentações nos mostraram uma interface clara entre as áreas médica e têxtil, o que já estamos observando aqui no Brasil também", concluiu Silvio Nápoli, da Abit, no encerramento do workshop.

Instalação do CSEM complementa construção de fábrica brasileira de chip
A iniciativa da construção do CSEM Brasil é complementar ao projeto da Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), cuja implantação também está sendo viabilizada em Minas Gerais. Essa empresa foi fundada por Wolfgang Sauer, ex-presidente da Autolatina, união de Volkswagen e Ford nas décadas de 1980 e 1990. Sauer lidera um grupo de investidores que busca reunir US$ 500 milhões para construir uma fábrica de chips no Estado. Segundo o jornal mineiro Hoje em Dia do dia 30 de janeiro, Sauer disse que os incentivos do Programa de Incentivos ao Setor de Semicondutores (Padis), constante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), permitirão que a obra da fábrica comece. O terreno já foi escolhido e fica na cidade de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A construção de uma fábrica brasileira de semicondutores vem sendo articulada desde o começo do primeiro mandato do governo Lula, quando o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) organizou os grupos de trabalho que montaram a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), lançada em novembro de 2003. Na PITCE, o setor de semicondutores é classificado como prioritário e o de nanotecnologia, como portador de futuro.

Fonte: Inovação Unicamp

Parceria com universidade reduz preço das cadeiras de rodas motorizadas

A substituição de materiais e a mão-de-obra – a cargo dos próprios deficientes físicos – contribuem para o barateamento, segundo o engenheiro mecatrônico Eduardo da Silva Alves, um dos projetistas da cadeira. A principal diferença entre o produto desenvolvido pelo grupo e as cadeiras à venda atualmente, explicou, está na acoplagem de um kit para transformar cadeiras comuns em motorizadas.

Também foram substituídos por joysticks (controle remoto geralmente usado em videogames) os manches para acionar os movimentos das cadeiras. A Associação de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais do Distrito Federal (Adapte) procurou a equipe de desenho industrial da Universidade de Brasília (UnB) com a solicitação de desenvolvimento de um modelo mais barato e será responsável pela montagem e comercialização das cadeiras, após capacitação técnica realizada pela equipe de projetistas, que também fornecerá os insumos para a fabricação.

A cadeira já está em teste, pelos associados da Adapte, que vão sugerir melhorias aos projetistas. O presidente da Associação, José Cícero Medeiros Franco, adiantou que deverão ser substituídas algumas placas por outras de alumínio, para reduzir o peso. O metal também será usado na substituição das engrenagens de plástico, para melhorar a tração das rodas.

Segundo Franco, uma cadeira de rodas motorizada custa atualmente cerca de R$ 6 mil no mercado. Já o novo produto deverá ter um custo de R$ 2 mil, o que poderá levar a maior número de deficientes físicos o conforto com o uso do motor: "Com o tempo, o deficiente apresenta desgaste físico nos membros superiores, daí a necessidade da cadeira motorizada".

Fonte: Agência Brasil