domingo, 25 de março de 2007

Paulo Hartung confirma nome de Guilherme Henrique Pereira na Secretaria de C&T do E. S.

No dia 20, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), confirmou a permanência de Guilherme H. Pereira na Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado. A informação foi dada pelo governador durante a cerimônia de posse dos novos secretários do Estado. Na mesma ocasião, Hartung também anunciou o nome do novo subsecretário de C&T do Espírito Santo, Roberto Carlos Braga.

Guilherme Henrique Pereira é economista, graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutor em ciências econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre outros cargos, ele já foi presidente do Instituto de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento Jones dos Santos Neves e secretário de Estado de Planejamento do Espírito Santo.

Já o novo subsecretário de C&T do Estado, Roberto Carlos Braga, é professor de geografia, formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pós-graduado em geografia humana pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Em 2004, foi eleito vereador pelo município de Serra (ES).

Outras informações sobre a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo podem ser obtidas no site www.sect.es.gov.br/.

Fonte: Gestão CT

Frutas ganham dicionário

“O fruto, semente ou amêndoa de uma espécie vegetal, que pode ser consumido como alimento natural ou processado durante ou após as refeições, seja cozido, torrado ou como tempero.” A caracterização de Luiz Carlos Donadio, professor aposentado da Universidade Estadual Paulista (Unesp), serviu de ponto de partida para a seleção das principais espécies de frutos encontradas no mundo.

O trabalho, que começou há mais de 30 anos com a formação do banco de germoplasma (conjunto de genótipos) da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal (SP), resultou no Dicionário das frutas, que acaba de ser lançado e reúne 750 espécies frutíferas, nativas e exóticas, de 80 famílias.

Segundo Donadio, a obra fornece os nomes popular e científico e a família de cada fruto, sinônimos e equivalentes em outras línguas (inglês, francês e espanhol), as principais características do fruto, da planta, das folhas e das flores, local de origem, áreas ecológicas que melhor se adaptam, formas de utilização e valor nutricional.

Das 300 páginas do livro, 24 reúnem fotos coloridas para facilitar a identificação. Um glossário dos termos utilizados para descrever cada fruta também pode ser consultado.

Um dos destaques do dicionário é a Physalis angulata, considerada boa alternativa para o pequeno e médio produtor brasileiro por conter alto teor de vitaminas A e C, fósforo e ferro. Popularmente conhecida como camapum ou juá, ela é originária da Colômbia, único país que atualmente a explora comercialmente.

Mais informações sobre o livro pelo e-mail ou telefone (16) 3209-2692.

Fonte: Agência Fapesp

Monitor de produtividade para cana-de-açúcar

Em 2004, durante um seminário acadêmico em Piracicaba (SP), a Enalta Inovações Tecnológicas soube que o engenheiro agrônomo Domingos Guilherme Cerri desenvolvia um monitor de produtividade específico para cana-de-açúcar como parte de sua tese de doutorado na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp.

Como o projeto se encaixava perfeitamente em seu negócio, a empresa de São Carlos, no interior paulista, decidiu investir na transformação do protótipo universitário em produto comercial. Para isso, licenciou da Unicamp a patente do monitor; e pediu um financiamento à Fapesp dentro do PIPE, o programa que apóia as pequenas empresas interessadas em inovar.

Dois anos depois, a Enalta comemora a venda dos dois primeiros monitores para uma multinacional que atua nos setores de alimentos, nutrição animal e fertilizantes, entre outros; a multinacional, por sua vez, contratou com a Usina da Pedra, da região de Ribeirão Preto, nordeste do Estado, a instalação dos monitores em duas (de 18) máquinas colhedoras de cana. Com os novos equipamentos, a usina espera ter mais subsídios para melhorar a produtividade dos 37 mil hectares plantados que explora.

O novo monitor da Enalta analisa a produtividade das áreas em que a cana é colhida mecanicamente por meio de sensores que alimentam um software. Os sensores medem dados como o peso da cana que a esteira da colhedora joga no transbordo (veículo de transporte da cana até a usina) e a velocidade de deslocamento da máquina. Com esses dados, e mais as informações sobre a posição geográfica obtidas por meio de um GPS, o software gera um mapa de produtividade, a partir do qual é possível, por exemplo, identificar a melhor variedade de cana para determinado trecho da fazenda e corrigir a quantidade de fertilizante ou de água no solo.

O custo de cada monitor foi de R$ 30 mil. Nesse preço, estão incluídos o treinamento de funcionários e a instalação. De acordo com Cleber Manzoni, dono da Enalta, esse será o preço médio de venda do produto. Os fabricantes de colhedoras pagarão um pouco menos, por comprarem em quantidade. O empresário diz que há dois fabricantes interessados no sistema, mas não revela seus nomes. Contudo, ele adianta que em 2007 espera faturar entre R$ 450 mil e R$ 500 mil com a instalação de 15 monitores em máquinas já em operação nas usinas. Para 2008, prevê que as vendas dos aparelhos cheguem a R$ 1,5 milhão. Se essa expectativa se confirmar, será um grande salto para a Enalta: em 2005, a empresa faturou ao todo R$ 1 milhão; em 2006, deverá faturar R$ 1,6 milhão. Ou seja: a entrada dos monitores no mercado representará, para 2007, um aumento de 30% na receita desta pequena que inova.

Agricultura de precisão chega à cultura da cana
A chegada do monitor ao mercado abre caminho para o emprego da agricultura de precisão no cultivo da cana-de-açúcar no Brasil, afirma o professor Paulo Graziano, que orientou Domingos Cerri. Graziano diz que essa técnica ainda não é aplicada em escala comercial no País, embora existam muitos estudos teóricos sobre o assunto e algumas tentativas de grupos de pesquisa que trabalham com a cana colhida manualmente.

Segundo ele, a tecnologia de produção da cana é bastante atrasada se comparada à de cereais como o milho, o trigo e a soja.

O baixo índice de mecanização é uma das barreiras para a expansão da área plantada — movimento que tem sido estimulado pelo crescimento da procura por combustíveis alternativos.

Além de aumentar a mecanização no campo, Graziano diz ser necessário aprimorar as máquinas que fazem a colheita. Como exemplo, ele conta que as colhedoras de cana conseguem colher somente uma fileira plantada por vez, enquanto as de soja colhem várias linhas ao mesmo tempo. Outro problema diz respeito ao fato de o açúcar se concentrar junto ao pé da cana, obrigando que o corte seja feito o mais rente possível da terra.

As dificuldades não param por aí. Graziano lembra que é preciso encontrar um meio de aproveitar a palha da cana, que hoje é deixada no campo, e de melhorar as espécies para que produzam mais etanol.

Fonte: Inovação Unicamp