sábado, 24 de março de 2007

BNDES investe em inovação no setor moveleiro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento para a empresa Artebord Plásticos S.A, do Rio Grande do Sul, investir em inovações tecnológicas na produção de móveis. Essa é mais uma ação voltada para a inovação tecnológica como parte da política definida pelo banco no início de 2006.

Segundo notícia divulgada pelo BNDES, serão aplicados R$ 593,4 mil para que a indústria desenvolva um novo método na fabricação de bordas de móveis e evite a importação desses produtos. A nova tecnologia apresenta alta resistência física e química.

Além do aumento de produtividade, existe a facilidade de armazenamento e o baixo custo de produção. Ainda de acordo com o BNDES, a empresa possui parcerias com empresas internacionais líderes em seus segmentos e detentoras de desenvolvimento tecnológico diferenciado.

Para saber mais sobre os programas do banco, acesse www.bndes.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Pesquisadores propõem políticas públicas para etanol em estudo do CGEE

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) divulgou em seu boletim de notícias de março alguns resultados do “Estudo sobre as Possibilidades e Impactos da Produção de Grandes Quantidades de Etanol Visando a Substituição Parcial da Gasolina do Mundo”.

O projeto do CGEE, coordenado pelo professor Rogério Cerqueira Leite, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi iniciado em 2005. O estudo prospectivo tem como meta preparar o país para expandir a produção de etanol, de forma sustentável, e abastecer os mercados externo e interno.

Os pesquisadores, segundo notícia do CGEE, tentam responder a uma pergunta: qual a melhor maneira de aproveitar os recursos do país para que o Brasil forneça, em 2025, o etanol necessário para substituir de 5% a 10% da gasolina consumida no planeta?

A primeira fase, concluída em dezembro de 2005, consolidou informações sobre o mercado atual: os países produtores de etanol; a disponibilidade de recursos naturais para a expansão da produção; a tecnologia atual da cultura da cana-de-açúcar no Brasil; a infra-estrutura já existente e a necessária para o incremento na produção e exportação de etanol; e os impactos sociais, ambientais e econômicos dessa expansão.

Na segunda fase, também já concluída, o trabalho do grupo de pesquisadores concentrou-se no levantamento e consolidação de dados relacionados à melhoria das tecnologias já estabelecidas no cultivo da cana e na fase industrial da produção de álcool.

O estudo propõe, nessa segunda fase, a adoção de uma usina modelo, com a incorporação de inovações tecnológicas. Os pesquisadores apontam também para a necessidade de atuação dos produtores de etanol em arranjos produtivos locais (APLs), servidos por alcooldutos, a exemplo dos gasodutos.

A terceira fase, que deverá ser concluída até setembro de 2007, proporá um novo marco regulatório para o álcool combustível no Brasil. Segundo as conclusões a que o estudo chegou até o momento, o Brasil poderá substituir 10% da gasolina que estará em uso no mundo em 2025, caso se organize para isso.

Outra conclusão é a de que será necessária a implantação de um centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento de etanol, para consolidar e ampliar as competências brasileiras nesse setor produtivo.

Para saber mais sobre os resultados da primeira e segunda fases do estudo, acesse o sítio.

Fonte: Gestão C&T

HyTron desenvolve tecnologia em hidrogênio

Nasceu no Laboratório de Hidrogênio do Instituto de Física da Unicamp uma empresa que aposta no uso do etanol e do gás natural como fontes de hidrogênio para alimentar as células a combustível do futuro.

A HyTron, apoiada pelo PIPE da Fapesp, foi fundada em março de 2005 por um grupo de 12 pesquisadores, parte deles ainda muito jovem, recém-graduados ou concluindo o mestrado ou doutorado. O objetivo da empresa é desenvolver e fabricar reformadores de etanol e de gás natural. Reformador é o equipamento que "reforma" o etanol ou o gás natural do ponto de vista químico para extrair hidrogênio. Uma série de reações ocorre dentro do reformador para quebrar as moléculas do combustível e separar, dentre elas, as moléculas de hidrogênio.

Células a combustível, que usam hidrogênio como combustível, são pouco poluentes, já estão sendo testadas pelas grandes companhias para mover automóveis, podem ser usadas em lugares onde não há energia elétrica, mas ainda apresentam uma desvantagem: o alto custo de sua produção.

Buscar tecnologias para obtenção de hidrogênio a partir de etanol é estratégico para o Brasil. Em todo o mundo, há grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para tornar as células a combustível viáveis – pelo fato de gerarem energia limpa, há esperanças de que possam ser uma fonte significativa de energia no futuro, especialmente para eliminar a poluição causada por automóveis e caminhões. O etanol já se firma como combustível alternativo no presente; se puder também vir a ser usado como fonte de abastecimento para a energia do futuro, então a perspectiva de mercado para a produção brasileira ganhará em longevidade e relevância.

Protótipos
A pequena empresa está incubada na Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec) e escolheu como foco os pequenos consumidores. Até agora, a empresa chegou a três protótipos, dois de etanol e um de gás natural. Um dos reformadores de etanol foi encomendado pelo Instituto Técnico Aeroespacial da Espanha, para quem deverá ser entregue em janeiro de 2007. O outro, também utilizando etanol, é desenvolvido em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). O que usa gás natural conta com a participação da CPFL.

A encomenda do Instituto Técnico Aeroespacial da Espanha aconteceu porque o Laboratório de Hidrogênio da Unicamp mantém contato com o Laboratório de Energias Renováveis dessa instituição desde 1992. Com o projeto Vega, um carro movido a hidrogênio que foi desenvolvido no laboratório da Unicamp, houve um trabalho conjunto com o laboratório espanhol sobre armazenamento de hidrogênio. A HyTron não pode revelar o que os espanhóis querem fazer com o reformador que compraram do Brasil, pois o instituto lida com pesquisas da área de militar, o que envolve a segurança nacional.

A empresa incubada utiliza equipamentos do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp para fazer os testes diários dos protótipos dos reformadores. Para as atividades de pesquisa, além do apoio do programa PIPE da Fapesp, recebeu também financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e das empresas associadas ao projeto – um total de R$ 400 mil até dezembro de 2006. Do Pipe Fase 1, com o projeto "Desenvolvimento e otimização de unidade integrada de reforma de etanol para produção de hidrogênio" aprovado pela Fapesp, a empresa conseguiu um investimento de R$ 45.479,30.

Como funciona o reformador
O funcionamento dos reformadores de etanol e gás natural é semelhante, apesar dos combustíveis diferentes. O nome "reformador" refere-se à operação básica que ele realiza, a reação química de reforma. O coração do reformador é o reator de reforma, onde uma mistura composta por 50% de água e 50% de etanol é aquecida até cerca de 700°C. A elevada temperatura quebra as moléculas do etanol; os catalisadores aceleram o processo. Nessa fase, é produzido um gás de síntese, formado principalmente por hidrogênio, monóxido e dióxido de carbono. Esse gás vai para uma seqüência de reatores menores, de onde será extraído mais hidrogênio até que só fique o dióxido de carbono, que será eliminado para a atmosfera. O hidrogênio produzido pelo reformador é aplicado diretamente à célula a combustível, tendo apenas um pequeno reservatório a baixa pressão entre ambos.

Fazê-las pequenas
A HyTron pretende produzir equipamentos menores para o governo e para as empresas de energia. Seus protótipos têm 1,9 metro de altura, 60 centímetros de largura e 1,2 metro de profundidade. No sistema de geração distribuída, gás natural e resíduos de combustível são utilizados para gerar energia elétrica próximo ao local de consumo. No modelo, as distribuidoras de energia vendem ou alugam pequenos geradores para os consumidores.

O preço do produto final ainda não está estimado. Para fazer um protótipo que produz em torno de dez metros cúbicos por hora de hidrogênio, os custos estão atualmente em torno de R$ 250 mil.

Os desafios
A HyTron busca nacionalizar ao máximo sua tecnologia. Mas há insumos, como os catalisadores, que a empresa não tem como desenvolver internamente; ela é obrigada a importar.

Outro ponto crítico é tornar a empresa viável, economicamente, depois de sair da incubação. Para se tornarem realmente viável, do ponto de vista comercial, os reformadores de etanol dependem da evolução e do aumento da demanda de células a combustível.

Fonte: Inovação Unicamp

Efeitos do fogo na floresta amazônica

The extent and impacts of the 2005 Amazon drough


Largos rios transformados em riachos, barcos imobilizados em meio à água escassa, pessoas isoladas em suas casas e um tapete de peixes mortos. Esse era o cenário em áreas da Amazônia assoladas por uma seca intensa de maio a setembro de 2005.

Dois anos mais tarde, após examinar centenas de imagens de satélite e percorrer a floresta para ver de perto os impactos da seca, uma equipe de pesquisadores brasileiros, norte-americanos e ingleses concluiu que, em 2005, o fogo consumiu uma área cinco vezes maior que a área desmatada nesse ano no Estado do Acre, o mais atingido por essa seca.

Dez anos atrás, em outra seca ainda mais intensa, as chamas consumiram uma área da floresta proporcionalmente menor, correspondente a duas vezes a área desmatada. O fogo que pôde correr livremente sobre a mata ressecada emerge agora como o principal agente de transformação da floresta.

“A floresta pode suportar um fenômeno natural como a seca”, disse Luiz Eduardo Aragão, biólogo carioca que trabalha há dois anos no Environmental Change Institute (ECI), da Universidade de Oxford. “Mas os danos do fogo somados à seca podem ser irrecuperáveis, principalmente se episódios como esse se repetirem.”

O trabalho foi feito em colaboração com outros pesquisadores do próprio ECI, do California Institute of Technology (Caltech), dos Estados Unidos, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos.

Esses resultados fazem parte de um estudo aceito para publicação na revista Geophysical Research Letters e foram apresentados na conferência “Mudanças Climáticas e o Destino da Amazônia”, realizada de 20 a 22 de março em Oxford.

Estima-se que a combinação de seca e de incêndio provocado que se espalhou sem controle tenha transformado em cinzas a vegetação mais próxima do solo em 6,5 mil quilômetros quadrados de floresta – uma área quatro vezes maior que a ocupada pela cidade de São Paulo – do estado do Acre, deixando a floresta mais vulnerável ao impacto de queimadas futuras.

Outros pesquisadores já haviam mostrado que a seca pode alterar a estrutura da floresta por aumentar a mortalidade das árvores e facilitar o crescimento de espécies habituadas a ambientes mais secos e mais abertos. Mais desmatamento e menos umidade circulando podem prejudicar o transporte de umidade e trazer menos chuva até mesmo nas regiões Sudeste e Sul, que recebem os ventos normalmente úmidos da região equatorial.

Identificando áreas vulneráveis
A seca de 2005 foi dramática por si só e por ter se somado à baixa umidade resultante da temporada de chuvas em que houve menos precipitação que o habitual. Em conseqüência, quase metade da bacia Amazônica, com área equivalente a 3,3 milhões de quilômetros quadrados, atravessou quase seis meses de escassez de água. Enquanto o oeste e o sul da região amazônica viviam os efeitos da estiagem, a Amazônia central e a do leste se mantiveram sob os níveis habituais de água disponível para a manutenção da floresta.

Luiz Eduardo Aragão verificou que a seca do final de 1997 e do início de 1998 foi mais intensa e mais abrangente, deixando 67% da bacia Amazônia – equivalente a 4,3 milhões de quilômetros quadrados de florestas – sob o efeito da escassez de água. Seu impacto foi mais acentuado a partir do início da estação seca no norte da Amazônia, intensificando as queimadas especialmente no estado de Roraima, e prolongou-se pela estação chuvosa.

A estiagem de 2005 foi mais curta e limitou-se à própria estação seca, ainda que com impactos tão intensos quanto a outra, de acordo com o estudo. Apresentou uma peculiaridade: não se originou do aquecimento das águas superficiais do oceano Pacífico, como as outras, mas da elevação da temperatura superficial do Atlântico tropical norte e a conseqüente redução da intensidade dos ventos alísios vindos do norte, que normalmente trazem umidade para a Amazônia.

O trabalho ajuda a delinear as áreas mais vulneráveis à seca e aos incêndios que dela resultam. Os estados de Madre de Dios (Peru), Acre (Brasil) e Pando (Bolívia), no sudoeste da Amazônia, mostraram-se como os mais sensíveis à seca de 2005, ao passo que as localidades a norte e nordeste (Roraima e Pará) foram as que mais sentiram os efeitos da seca de dez anos atrás. A contribuição humana para a transformação da floresta também ficou clara, já que Aragão e os outros pesquisadores desse trabalho não encontraram focos de incêndio nas áreas vizinhas – e menos povoadas – da Amazônia peruana.

As apresentações da conferência estão disponíveis, em inglês, no site do Environmental Change Institute, da Universidade de Oxford.

Fonte: Agência Fapesp

USP simula desgaste dos risers para a P55 da Petrobrás

Nos próximos quatro meses os computadores do Núcleo de Dinâmica e Fluidos (NDF), do Departamento de Engenharia Mecânica da POLI/USP vão analisar a vida útil dos risers que irão equipar a Plataforma P-55. Estes risers estarão sujeitos a Vibração-Induzida por Vórtices (VIV) devido às correntes marítimas e as ondas.

A busca por novas reservas de óleo tem levado ao desenvolvimento de campos localizados em águas profundas e ultra-profundas (profundidades entre 1000 e 3000m). Os risers são sistemas tubulares que ligam os poços situados no fundo do mar às
plataformas. Pelo grande distanciamento entre as extremidades, os risers são estruturas esbeltas e estão sujeitos a VIV.

Esse fenômeno pode causar uma diminuição substancial da vida útil dos risers e, inclusive, inviabilizar a instalação de plataformas em certos locais. O custo unitário linear de alguns tipos de risers chega a custar US$2 mil. É comum em uma única plataforma a existência de 40 a 50 risers e umbilicais. Dado o custo unitário elevado, essas linhas chegam ao custo total da ordem de US$100 milhões.

O estudo, a ser concluído em junho tem como objetivo estimar a vida útil dos risers da P-55 quando imersos nas condições ambientais reais do local da plataforma.

O NDF é referência mundial em estudos sobre Vortex-Induced Vibration (VIV), fenômeno que ocorre ao longo do comprimento do riser e que influencia na vida útil dos equipamentos.

Fonte: Usp

Pesquisador da Unicamp conquista Prêmio Almirante Álvaro Alberto

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Conrado Wessel anunciaram, nesta quinta-feira (22), o nome do ganhador do Prêmio Almirante Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia de 2006, o pesquisador Fernando Galembeck, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Considerada a mais importante premiação do País, o prêmio é um reconhecimento e estímulo a pesquisadores e cientistas brasileiros pelo trabalho realizado em prol do progresso da ciência e tecnologia, e por contribuir para o desenvolvimento de sua área de atuação.

O vencedor
Professor titular da Unicamp e bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A do CNPq, Fernando Galembeck é considerado um pesquisador de excepcional destaque nas aplicações da físico-química à tecnologia industrial.

Com doutorado na Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado nas universidades da Califórnia e do Colorado, suas linhas de pesquisa percorrem a sub-área da Tecnologia Industrial, trazendo um desenvolvimento crescente para as pesquisas científicas brasileiras. Desenvolveu, ainda, diversas atividades de pesquisa sobre grande variedade de materiais com aplicações industriais, tais como colóides, polímeros, membranas, pigmentos, adesivos, filmes, vidros e géis.

Galembeck também se destaca na área de formação de recursos humanos, tendo formado 28 doutores e 34 mestres. Sua produção científica está registrada nas melhores revistas especializadas e supera a marca de 180 trabalhos. Já sua produção tecnológica compreende seis produtos e 15 processos e técnicas, sendo vários deles desenvolvidos em cooperação com indústrias, tais como a Rhodia, Oxiteno e indústrias de tintas e calçados.

Depositou ainda 18 patentes, das quais sete foram licenciadas e dois produtos baseados nessas patentes foram comercializados.

Veja mais no Currículo Lattes do ganhador do Prêmio aqui.

Fonte: CNPq

CNPq cria plataforma integrada Carlos Chagas

Foi lançada, pelo CNPq, no dia 16, uma base de dados que reunirá todas as informações sobre bolsas e auxílios concedidos a pesquisadores brasileiros e estrangeiros pela agência – a Plataforma Integrada Carlos Chagas. A nova ferramenta faz parte do processo de modernização da interface eletrônica entre os usuários e o CNPq. De acordo com nota divulgada pela assessoria, trata-se de um “ambiente de completa confiabilidade e segurança”.

Por meio da plataforma, que fará parte da ferramenta Lattes, os pesquisadores poderão encaminhar as propostas de projeto e pedidos de bolsas, emitir pareceres, assinar termos de concessão, encaminhar relatórios técnicos e de prestação de contas, indicar bolsistas, alterar dados bancários, entre outras facilidades.

Todos os bolsistas, coordenadores de pós-graduação e responsáveis por auxílios já possuem suas informações integradas na plataforma. Para ter acesso, os usuários deverão utilizar a página virtual do CNPq e logar com a mesma senha do Currículo Lattes.

Fonte: Gestão C&T

Inaugurado o Centro Regional de Educação em Ciência e Tecnologia Espaciais para América Latina e Caribe

O Centro Regional de Educação em Ciência e Tecnologia Espaciais para América Latina e Caribe foi inaugurado na quarta-feira (21/03), em cerimônia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Ele vai funcionar no prédio do Centro Regional Sul do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Santa Maria.

O objetivo é melhorar as capacidades dos países da América Latina e do Caribe nas diferentes áreas das ciências e tecnologias espaciais, que possam contribuir para o desenvolvimento social e econômico da região.

Para isso, o centro irá organizar e participar de programas de educação, pesquisa e aplicações espaciais, com ênfase inicial nas áreas do sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas, aplicações de meteorologia por satélite, ciências espaciais e atmosféricas e comunicações por satélites.

Entre as atividades educacionais destaca-se a promoção de cursos de pós-graduação com base nos currículos sugeridos pelo Escritório para Assuntos do Espaço Exterior, da Organização das Nações Unidas (ONU).

O outro centro da América Latina e Caribe funcionará no Instituto Nacional de Astrofísica, Óptica e Eletrônica, no México. Centros semelhantes estão sendo instalados ainda na África (Nigéria e Marrocos), nos Países Árabes (Jordânia), na Ásia (Índia) e em oito países da Europa.

Mais informações no sítio.

Fonte: Agência Fapesp

Embrapa prepara laboratório virtual na China

Na última segunda-feira (19), foi realizada uma reunião, em Brasília (DF), entre o presidente da Chinese Academy of Agriculture Sciences (CAAS), da China, Huhu Zhai, e o diretor presidente da Embrapa, Silvio Crestana.

O objetivo foi ratificar um memorando firmado em 2004 e definir uma parceria estratégica entre os dois países.

Segundo informações divulgadas da Embrapa, Zhai demonstrou grande interesse em ter, na China, uma estrutura como a do Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior (Labex), semelhante aos existentes nos Estados Unidos e na Europa. Para tanto, o presidente da CAAS colocaria à disposição da empresa toda a infra-estrutura da academia para dar início aos trabalhos de pesquisa. As áreas de interesse dos orientais são segurança alimentar e agroenergia.

Alguns pontos já foram acertados entre o representante chinês, os pesquisadores da Área de Relações Internacionais (ARI) e o presidente da Embrapa. Entre os pontos acordados, está a implementação de um modelo similar ao das representações do Labex, mantendo, na China, um grupo de quatro ou cinco cientistas brasileiros para desenvolver projetos conjuntos.

De acordo com o diretor-executivo da empresa brasileira, Geraldo Eugênio de França, com o desenvolvimento do Laboratório Virtual na China, é certo que também haverá um intercâmbio de pesquisadores, além de treinamento e capacitação do pessoal tanto pelo lado chinês, quanto pelo brasileiro. A expectativa é que o intercâmbio aconteça já em 2008.

No documento assinado em 2004, as empresas se comprometeram a trocar germoplasmas de amendoim, algodão e milho, soja, hortaliças e trigo. Segundo informação da bióloga Loeni Lüdke, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), o germoplasma é qualquer material vivo que possa ser multiplicado, de forma natural ou em laboratório. Essa cooperação já acontece. Agora, com a ratificação do acordo, a colaboração será intensificada com acréscimo de outras culturas e novos estudos.

A CAAS tem sua matriz no distrito de HaiDian, em Beijing, e outros 39 centros de pesquisa em diferentes regiões do país oriental. Nestes 40 núcleos, trabalham 6 mil pesquisadores e outros 10 mil funcionários.

A instituição tem cooperação com 68 países e 11 instituições internacionais, entre elas o Grupo Consultivo de Pesquisa Agropecuária Internacional (CGIAR).
Informações adicionais pelo sítio ou pelo telefone (61) 3448-4433.

Fonte: Gestão C&T