sexta-feira, 23 de março de 2007

Cetem inagura campus avançado no Espírito Santo

Inaugurado nesta sexta-feira (23), o Campus Avançado do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) em Cachoeiro do Itapemirim (ES), onde a instituição, que é vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), desenvolverá pesquisas e soluções tecnológicas nas áreas de rochas ornamentais e minerais industriais.

No município, que é um dos maiores produtores brasileiros de granitos e mármores, o Cetem também vai dar apoio à formação de recursos humanos nas atividades de lavra e beneficiamento e estudar soluções adequadas para os rejeitos industriais dessas rochas, item que vem crescendo na pauta das exportações nacionais.

O Campus Avançado funcionará provisoriamente na sede do Centro Federal de Educação Tecnológica do Estado do Espírito Santo (Cefetes) e contará com uma equipe fixa de sete pesquisadores em permanente contato com a sede da unidade no Rio de Janeiro. Cerca de R$ 800 mil foram investimentos em equipamentos laboratoriais e nas obras de adequação dos espaços ao trabalho a ser desenvolvido.

A iniciativa é o resultado de uma parceria entre o MCT, a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais, o Centro Tecnológico do Mármore e do Granito, da Secretaria Estadual de C&T e da Prefeitura Municipal, que já doou um terreno onde será construída a sede própria do campus.

Fonte: Agência CT

13º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR

Sensoriamento Remoto
Entre os dias 21 e 26 de abril, Florianópolis (SC) será sede do 13º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), o maior evento nacional na área, que conquista cada vez mais adeptos, especialmente, pela popularização do uso de imagens de satélite. Encontro das comunidades acadêmico-científica e usuária das tecnologias de sensoriamento remoto, o SBSR, a cada edição, cresce em número de participantes, de submissões de trabalhos e de apresentações.

A expectativa é de que o Simpósio reúna aproximadamente 1.400 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e estudantes. A última edição, realizada em 2005 em Goiânia, recebeu 1.100 participantes.

Serão 23 eventos diferentes, entre workshops, palestras convidadas, mesas-redondas e sessões especiais. Também é bastante diversificado o programa acadêmico – a comissão técnica selecionou 950 trabalhos - com sessões orais e pôsteres. E ainda tem os cursos, 12 no total. O SBSR é organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e pela Sociedade de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto (Selper).

O evento conta com a participação de especialistas da Itália, Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Japão, Canadá, França, Áustria, Austrália e Portugal.

Programação
As sessões especiais destacarão os programas espaciais internacionais, os satélites brasileiros de observação da Terra, os satélites comerciais de sensoriamento remoto, o radar para a Amazônia Mapsar e o Centro de Dados e Atendimento a Usuários de Imagens de Satélite do Inpe.

Já as mesas-redondas discutirão o uso de sistemas de informações geográficas (SIG) na conservação da biodiversidade, a inovação tecnológica para o ensino e aprendizagem, e as perspectivas e desafios para o desenvolvimento do sensoriamento remoto.

Entre os workshops confirmados, os assuntos são bastante diversificados – de mudanças ambientais globais a geotecnologias aplicadas à geologia, passando pelo monitoramento de queimadas, estatísticas agrícolas, sensoriamento remoto para o gerenciamento de ecossistemas costeiros, estudo de áreas urbanas e inventário de florestas, entre outros.

Devido à variedade de aplicações do sensoriamento remoto, o SBSR tem sessões dedicadas aos mais variados temas, como Geologia, Floresta, Agricultura, Hidrologia, Oceanografia, Monitoramento Ambiental, Planejamento Urbano e Regional, Cartografia, Sistemas, Sensores, Processamento de Imagens, Geoprocessamento, Ensino e Educação.

O evento oferece oportunidades para divulgação dos trabalhos técnico-científicos que utilizam dados de sensoriamento remoto, troca de experiências entre os profissionais, ampliação do conhecimento da aplicação das tecnologias de sensoriamento remoto e geoprocessamento, além de favorecer a cooperação interinstitucional. Também é importante destacar que os melhores trabalhos acadêmicos serão premiados, uma forma de valorizar o emprego do sensoriamento remoto pelos jovens.

Uso de dados do CBERS
Entre os 950 trabalhos que serão apresentados no 13º SBSR, 120 são relacionados ao CBERS – Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. Em junho de 2004 o Inpe passou a disponibilizar, via Internet e gratuitamente, o catálogo com imagens do CBERS e, desde então, mais de 300 mil imagens já foram distribuídas. O acesso fácil permitiu o desenvolvimento de mais projetos e trabalhos com base em dados de sensoriamento remoto.

Pelo mesmo motivo, surgiram novas utilidades para a tecnologia e as informações geradas pelo CBERS ganharam outros terrenos, além das aplicações tradicionais como monitoramento de vegetação e estudos agrícolas. A exemplo da edição anterior do SBSR, haverá premiação especial para os melhores trabalhos envolvendo o uso de dados CBERS.

Na página www.dsr.inpe.br/sbsr2007 está disponível a lista dos 950 trabalhos aprovados, toda a programação dos 12 cursos, sessões especiais, workshops e mesas-redondas, informações sobre a exposição técnica e outros detalhes importantes do Simpósio.

Fonte: INPE

2º Simpósio Temático do Departamento de Fisiologia e Biofísica

“Aspectos fisiológicos da atividade física” será o tema do 2º Simpósio Temático do Departamento de Fisiologia e Biofísica, que será realizado nos dias 2 e 3 de abril, em São Paulo.

A programação do evento, promovido pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), será dividida em quatro módulos: “Exercício, Estresse Oxidativo e Leucócitos”, “Exercício Físico e Metabolismo”, “Exercício Físico e o Sistema Cardiovascular” e “Neurofisiologia da Atividade Física”.

Mais informações: www.fisio.icb.usp.br/.

Fonte: Agência FAPESP

Estudo de proteomas de abelhas para entender o cérebro humano

Para compreender detalhes sobre o funcionamento do cérebro humano, um caminho viável é a análise de proteínas cerebrais de modelos biológicos mais simples. Pensando nisso, cientistas da Universidade de Brasília (UnB) resolveram estudar proteomas (conjunto de proteínas) cerebrais de abelhas por acreditarem que esses insetos, de maneira semelhante ao homem, agem para atingir resultados e aprendem com as conseqüências de suas ações.

Em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), um grupo de pesquisadores do Departamento de Biologia Celular da UnB analisou o comportamento e identificou proteínas cerebrais de operárias das abelhas Apis mellifera e Melipona quadrifasciata.

As abelhas são insetos sociais: vivem organizadas em colônias nas quais os indivíduos se dividem em castas e contam com papéis bem definidos. Os pesquisadores compararam o cérebro de nutridoras de Apis mellifera, que são operárias responsáveis por alimentar as larvas e realizar a limpeza da colméia, com o cérebro de abelhas campeiras, que se deslocam grandes distâncias para coletar alimentos como o pólen e o néctar.

Os pesquisadores extraíram proteínas dos cérebros das abelhas e, com o auxílio de uma técnica chamada eletroforese bidimensional, separaram as proteínas de acordo com sua carga elétrica e massa molecular para, em seguida, identificá-las por meio de outra técnica denominada espectrometria de massa.

A identificação das proteínas foi facilitada pela disponibilidade do genoma seqüenciado da abelha Apis mellifera, inseto que é utilizado como modelo para estudos de memória, aprendizagem, comunicação e sociabilidade. O seqüenciamento completo do genoma da abelha foi concluído no final do ano passado por um consórcio de cientistas de diferentes países.

O trabalho de determinação das estruturas tridimensionais das proteínas da Apis mellifera está sendo realizado em colaboração com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, no interior paulista. A primeira a ser analisada é a MRJP1, por ser uma proteína encontrada em maior concentração nos cérebros das abelhas.

Fonte: Agência Fapesp

Gado e cultura agrícola juntos otimizam o uso do solo

Árvores, culturas agrícolas e animais já podem conviver em uma mesma área para otimizar o uso do solo e maximizar os retornos econômicos do produtor e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. Essa é a nova aposta da Embrapa Transferência de Tecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília (DF).

Segundo o supervisor da Gerência de Planejamento e Negócios da entidade, Luiz Carlos Balbino, o sistema de integração lavoura-pecuária, que consiste basicamente na recuperação de pastagens degradadas por meio da plantação de culturas agrícolas, vêm sendo utilizado com freqüência por produtores de todo o país nas últimas décadas, com vários artigos científicos publicados sobre o assunto.

Segundo ele, estudos de campo realizados no interior de Minas Gerais comprovaram a eficácia do novo sistema: em um primeiro momento, o solo é preparado para o plantio de árvores, como o eucalipto. Nos três primeiros anos de crescimento das árvores, culturas agrícolas como milho e soja são plantadas no espaçamento entre os troncos, que devem ter uma distância de pelo menos oito metros.

Após a primeira colheita agrícola, a pastagem de animais como bovinos pode ser inserida até a retirada do eucalipto para a revenda da madeira, que ocorre a partir do sétimo ano após o plantio, quando o mesmo ciclo começa novamente.

A principal vantagem é que esse sistema permite a produção de culturas agrícolas, o reflorestamento de áreas degradadas com espécies nativas ou o plantio de madeiras certificadas para revenda, que nos dois últimos casos contribuem para o bem-estar dos animais por propiciarem sombra e eventualmente fornecerem alimentos.

Veja tese sobre o assunto em MARCADORES, no InovaBrasil


Fonte: Fapesp

Governo planeja Estratégia Nacional de TIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está articulando a criação de dois modelos de negócios para estimular o mercado interno de consumo de software, serviços de tecnologia e comunicação. Denominado Estratégia Nacional de TICs, o projeto da agência visa a estruturação de ofertas, pela indústria de informática e telecomunicações para atender necessidades em diferentes cadeias produtivas.

De acordo com o coordenador de estratégia de TIC da agência, Gilberto Lima, o primeiro modelo visa a construção de soluções de tecnologias direcionadas a atender às necessidades de desenvolvimento de áreas básicas. Lima diz que a ABDI está realizando estudos junto com o Núcleo de Assuntos Estratégicos da Casa Civil para levantar as necessidades de áreas como educação, saúde e segurança pública. Só para educação, segundo dados preliminares apontados por Lima, a comercialização de TIC para atender iniciativas como a de levar conectividade a todos os municípios – programada pelo governo federal – poderia gerar algo em torno de R$ 9 bilhões para a economia brasileira até 2010.

Outra frente que será encampada pela ABDI em seu modelo de desenvolvimento do setor de tecnologia é a de formatação de ofertas direcionadas a cadeias produtivas. Segundo Lima, estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP) informam que a não utilização de tecnologias em 14 cadeias produtivas básicas deixa de gerar para a economia brasileira cerca de R$ 45 bilhões.

Ainda de acordo com o coordenador da ABDI, essas iniciativas estão alinhadas com a estratégia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Global Alliance for ITC Development para suprimir a exclusão digital e social por meio da utilização de tecnologias.

Fonte: Agência Fapesp