segunda-feira, 19 de março de 2007

Neuroscience of Psychoactive Substance Use and Dependence

Neurociência do vício
A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, nesta quinta-feira (18/3), um relatório em que apresenta um resumo do mais atual conhecimento do papel do cérebro na dependência química. O relatório aponta um grande avanço na neurociência nos últimos anos e afirma que a dependência química é uma disfunção cerebral assim como qualquer outro distúrbio neurológico ou psicológico.

Segundo o texto Neurociência do uso e da dependência de substâncias psicoativas, o primeiro do gênero produzido pela OMS, a dependência química é determinada por uma série de motivos, todos com papel importante, como fatores biológicos, genéticos, psicossociais, ambientais e culturais.

A iniciativa da OMS aponta para a necessidade da ampliação do entendimento da natureza complexa do problema e do apoio a políticas eficientes e de baixo custo de prevenção e tratamento que não estigmatizem os pacientes.

“É preciso que haja uma maior atenção do setor de saúde pública e políticas apropriadas que consigam lidar com o problema da dependência química em diferentes sociedades”, disse o diretor geral da OMS, Lee Jong-wook, em comunicado da organização.

O relatório dividiu as substância psicoativas mais comuns em depressoras (álcool, sedativo e solventes), estimulantes (nicotina, cocaína, anfetaminas e ecstasy), opióides (morfina e heroína) e alucinógenos (LSD, PCP e maconha), com diferentes efeitos sobre o comportamento a curto e a longo prazo. “Contudo, essas substâncias têm similaridades na maneira como afetam regiões importantes do cérebro ligadas à motivação”, disseram os especialistas responsáveis pela publicação.

Destinado a profissionais de saúde, políticos, cientistas e estudantes, o relatório inclui informações sobre a carga global das doenças que o consumo de substância tóxicas representa. O trabalho mostra que o consumo mundial de álcool e tabaco está crescendo rapidamente e contribuindo para o aumento de enfermidades, principalmente em países em desenvolvimento e entre mulheres.

“Atualmente, 50% dos homens e 9% das mulheres em países em desenvolvimento fumam, em comparação com 35% dos homens e 22% das mulheres em países desenvolvidos”, apontam os autores. O consumo do álcool caiu nos países desenvolvidos nos últimos 20 anos, mas aumentou nos países em desenvolvimento.

O relatório confirma que a maconha continua sendo a droga mais utilizada no mundo, seguida das anfetaminas e da cocaína. “O consumo de substâncias ilícitas é uma atividade predominantemente masculina e juvenil. Mais de 20% dos jovens dos Estados Unidos e 8% na Europa Ocidental informaram já ter consumido pelo menos um tipo de substância ilícita, além da maconha”, disseram os autores.

O texto alerta que os tratamentos tradicionais são eficazes, mas de difícil aceitação. A alternativa mais viável seria a aplicação de um tratamento conhecido como de “substituição”, que consiste na aplicação de substâncias que simulam, de certa maneira, os efeitos de outras substâncias psicoativas, sem alguns de seus efeitos mais prejudiciais.

A iniciativa da OMS será divulgada nesta sexta-feira (19/3), em São Paulo, em evento organizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pela Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas (Abead).

O relatório da OMS está disponível na internet no site:
www.who.int/substance_abuse/publications/psychoactives/en.

Agência FAPESP - 19/03/2004

Abertas as inscrições para o programa de intercâmbio Brasil-França

O Programa de Intercâmbio Científico Brasil-França — uma parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) com o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Cofecub) — está com as inscrições abertas.

O programa é um incentivo ao trabalho conjunto entre universidades e centros de pesquisa dos dois países. No ano passado, mais de 100 projetos concorreram às vagas de intercâmbio.

Podem participar equipes de até quatro pesquisadores, ligadas a cursos de doutorado avaliados pela Capes. Os projetos devem contemplar, especialmente, a formação e o aperfeiçoamento de doutorandos, docentes e pesquisadores. O prazo para a apresentação das propostas é o dia 11 de maio. Os benefícios vão desde o custeio das passagens aéreas até a liberação de um recurso máximo de R$ 5 mil.

Para consultar a íntegra do edital clique aqui.

Fonte: Capes

Cetem ganha reconhecimento internacional

A Associação Internacional de Gemas de Cor (ICA) incluiu o Laboratório de Gemologia do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) em seu Diretório Mundial de Laboratórios Gemológicos, publicado na última edição da revista InColor.

O laboratório do Cetem, que é vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, foi criado em 2002 e, desde então, vem desenvolvendo pesquisas, formando recursos humanos e prestando serviços de identificação e classificação de pedras preciosas.

Com o reconhecimento da excelência dos seus equipamentos e pessoal, o laboratório ganha mais visibilidade, possibilitando o incremento na formação de parceria com empresas do setor.

O ICA é uma organização sem fins lucrativos que representa a indústria internacional de gemas de cor (excluídos os diamantes). Em outubro do ano passado, seu embaixador executivo, Rui Galopim de Carvalho, inspecionou o laboratório do Cetem, o que determinou a sua inclusão no Diretório Mundial.

Dotado dos mais modernos equipamentos, que foram doados pelo governo alemão, o laboratório de gemologia ministra minicursos sobre a matéria, orienta teses de mestrado e é responsável pela cadeira de Introdução à Gemologia, que é ministrada dentro do curso de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo o pesquisador Jurgen Schnellrath, que dirige o laboratório, o aval do ICA significa o reconhecimento do trabalho desenvolvido na instituição e abre as portas para a indústria internacional do setor.

Fonte: Gestão CT

Instituto Fábrica do Milênio facilita o acesso à tecnologia e inovação

Apesar dos avanços nos últimos anos, o Brasil ainda não ocupa, no cenário mundial, posição de destaque no campo da inovação tecnológica. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento do setor privado são tímidos e as parcerias entre centros de pesquisa e empresas transformaram-se em uma saída importante para superar obstáculos tecnológicos existentes principalmente no ambiente industrial.

Uma das mais importantes e produtivas formas desse tipo de aproximação está no Instituto Fábrica do Milênio (IFM), uma organização de âmbito nacional apoiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) criada em 2002. Com foco na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias aplicadas no desenvolvimento de produtos, no gerenciamento da produção e em soluções técnicas no chão de fábrica, a finalidade do IFM é estreitar o vínculo entre instituições acadêmicas e indústrias do setor de manufatura.

Na prática, o IFM é uma grande rede virtual formada por 600 pesquisadores distribuídos em 39 grupos de pesquisa e alocados em 32 instituições de ensino superior do Brasil e do exterior. Essas instituições formam os chamados nós da rede, que são articulados para desenvolver estudos sobre gestão e transformação organizacional, engenharia de ciclo de vida de produtos, processos de fabricação e automação industrial e gestão do desenvolvimento de produtos e de cadeias de suprimentos.

Por meio de um portal na Internet, o IFM coloca à disposição do mercado um banco de dados abastecido por cada um dos nós da rede com uma extensa lista de pesquisadores, informações sobre resultados de pesquisas e mapeamento das demandas das indústrias.
Desde o início de seu funcionamento, a rede de pesquisas já interagiu com mais de 400 empresas do setor de manufatura, como Embraer, Fiat, Rhodia, Embraco e TRW, resultando em cerca de 50 projetos de pesquisa de mestrado ou doutorado que se transformaram efetivamente em soluções para o setor produtivo.

Fonte: Agência Fapesp

Metas para o etanol

No dia 8 de março, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou em São Paulo para assinar um acordo de cooperação tecnológica com o Brasil para produção e comercialização do etanol, substância obtida a partir da fermentação de açúcares e utilizada como combustível renovável pela indústria automobilística.

Na mesma semana, um grupo de pesquisadores do Projeto Etanol, conduzido pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estava em processo final de elaboração de um detalhado relatório que faz um panorama do futuro energético brasileiro, com dados sobre a importância dos biocombustíveis para a superação da dependência mundial dos combustíveis fósseis.

O documento foi desenvolvido em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e entregue na sexta-feira (16/3) ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Os pesquisadores do Nipe estimam que, em 2025, a demanda mundial de gasolina para veículos leves será de 1,7 trilhão de litros, um crescimento de 48% em relação ao 1,15 trilhão de litros consumidos em 2005.

Por conta disso, a principal meta destacada pelo relatório é que, para permanecer entre os maiores produtores mundiais de etanol, o Brasil deverá ter uma produção que seja suficiente para substituir 10% da demanda por gasolina em 2025. O coordenador do Projeto Etanol, o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, acredita que essa é uma meta palpável, desde que o país aumente sua área de cultivo de cana-de-açúcar e adote tecnologias que elevem a produtividade.

Segundo o pesquisador, que é professor emérito da Unicamp, atualmente a área plantada de cana-de-açúcar no Brasil gira em torno de 6 milhões de hectares, sendo metade destinada à produção de álcool e metade para a de açúcar.

Outro fator decisivo é o incremento tecnológico das usinas existentes no país.

Para substituir 10% de toda a gasolina que será consumida no mundo em 2025, os pesquisadores do Nipe apostam também em uma tecnologia complexa, perseguida por países de todo o mundo: o processo de hidrólise, técnica que permite o aproveitamento do bagaço e da palha da cana-de-açúcar para obtenção de biocombustível.

Os estudos se concentram em como transformar a celulose presente nos resíduos agrícolas em açúcares que possam ser fermentados. A perspectiva é que, com o processo de hidrólise, a quantidade de álcool produzido por cana processada seria ampliada significativamente sem aumento da área plantada.

O relatório do Nipe aponta ainda que, com a tecnologia para hidrólise do bagaço da cana adotada na linha de produção, uma usina que hoje produz 1 milhão de litros por dia de etanol obteria mais 400 mil litros por dia em 2025, o que representaria um aumento de 40% na produção.

Fonte: Agência Fapesp

Açúcar em capim ajuda a combater diabetes

Capim que nasce e floresce à beira das estradas mineiras, chamado cientificamente de Rhinchelytrum repens, pode se transformar em mais uma arma na luta contra o diabetes.

Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) obtiveram resultados altamente promissores em um estudo iniciado há sete anos sobre as propriedades de um açúcar que ele produz – o betaglucano – e que, injetado nas veias de camundongos diabéticos, reduziu em até 70% os níveis de glicose no sangue dos animais de laboratório. O betaglucano garantiu ainda efeitos duradouros, de até 24 horas, na estabilidade do diabetes tipo 2. A insulina, aplicada nos mesmos ratos, manteve o efeito por apenas seis horas.

Raimundo Vicente de Souza, professor de farmacologia e metabolismo animal do Departamento de Medicina Veterinária da Ufla e chefe da equipe envolvida no estudo, diz que foi uma surpresa encontrar o betaglucano na fração mais pura da planta, pois esse tipo de açúcar está associado, geralmente, a plantas de clima temperado e frio.

Parte dos resultados da pesquisa foi apresentada em um congresso nos Estados Unidos.

Agora, a equipe de Lavras está procurando desvendar o caminho que a substância percorre no organismo, para poder entender sua e a reação que ela provoca.

Fonte: O Estado de Minas

Nova tecnologia identifica concentração de mercúrio nos peixes

Uma nova tecnologia, criada pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) para identificar a presença de mercúrio nos peixes, começou a ser utilizada pela indústria pesqueira. A fábrica Gomes da Costa, maior produtora brasileira de sardinhas e atuns, que exporta para 40 países, adotou o método criado pela pesquisadora Allegra Viviane Yallouz, para ampliar o controle de qualidade do pescado que comercializa.

A partir de um minilaboratório de fácil operação, é possível determinar a concentração de mercúrio nos peixes, classificando-os como próprios para o consumo freqüente, eventual ou impróprio, de acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com esse instrumento, chamado método Allegra, o teste custa R$ 10, enquanto que no teste convencional, que hoje só é realizado em centros de pesquisas e universidades, os preços variam de R$ 50 a R$ 100.

O Cetem, unidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, realizou com sucesso inúmeros testes desse método em áreas de garimpo, onde é quase sempre alta a presença de mercúrio nas águas. O consumo do peixe é a principal forma de intoxicação do ser humano por mercúrio e pode causar danos cerebrais, descontrole motor e levar à morte.

O Brasil exporta anualmente 1 milhão de toneladas de peixes. O setor cresce no País e as exigências de qualidade e a legislação ambiental mais rigorosa estão na ordem do dia.

Fonte: Agência CT

Unesp propõe mestrado e doutorado em TV digital

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) apresentou um projeto para criar o Programa de Pós-Graduação Televisão Digital: informação e conhecimento. A proposta foi feita ao presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC), Jorge Guimarães, e a representantes da comunidade acadêmica.

Segundo notícia divulgada pela própria universidade, a proposta será encaminhada formalmente à Capes até o dia 31 deste mês. Caso seja aprovada, a pós-graduação atenderá aos níveis de mestrado profissionalizante e doutorado acadêmico. O projeto está vinculado ao início das atividades do Canal Educativo de Televisão Digital da Unesp, cuja concessão foi assinada em 2006.

Não está definido em qual cidade o programa será instalado, mas, segundo a Unesp, ele terá um caráter interinstitucional, envolvendo docentes de oito campi da universidade (Araraquara, Bauru, Ilha Solteira, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, São Paulo e Sorocaba) e de outras instituições, como Unicamp, USP, Universidade Metodista de São Paulo, Universidade Estácio de Sá (RJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Para obter informações mais detalhadas, acesse o sítio.

Fonte: Gestão CT

CNPq seleciona 51 propostas em edital da área de recursos hídricos

Já está disponível para consulta o resultado do Edital 48/2006, do CNPq, que apóia a produção técnico-científica e a formação de recursos humanos por meio da realização no país de congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares na área de recursos hídricos.

Foram selecionadas também propostas de editoração e publicação de periódicos científicos impressos. A

participação em eventos e visitas técnico-científicas no exterior também foi contemplada. Ao todo, foram selecionados 51 projetos, nas diferentes linhas temáticas.

Veja o resultado em: www.cnpq.br/resultados/2006/048.htm

Fonte: Gestão CT