quinta-feira, 15 de março de 2007

2º Workshop internacional do projeto BRICS

A Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais - Redesist, conjuntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT , a Financiadora de Estudos e Projetos Finep e a rede de pesquisa Globelics (Global Network for the Economics of Learning, Innovation, and Competence Building Systems), gostariam de convidá-lo(a) a participar do 'Segundo Workshop Internacional do Projeto Brics'.

O Workshop será realizado no Rio de Janeiro, nos dias 25 a 27 de Abril de 2007, no hotel Glória.

O projeto BRICS que envolve um estudo comparativo dos sistemas nacionais de inovação no Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul, possui como objetivo principal analisar e comparar as diferentes trajetórias e estratégias de desenvolvimento dos cinco países.

No workshop serão discutidos aspectos associados aos sistemas nacionais de inovação dos cinco paises, abordando tópicos específicos, tais como: sistemas setoriais de inovação (TICs e telecomunicações, saúde e farmacêutica, energia e petróleo, atividades culturais); políticas industrial e de inovação, financiamento de sistemas de inovação, indicadores de inovação; desigualdade; conhecimento tradicional; gênero e a dimensão ambiental dos sistemas nacionais de inovação.

Para a discussão desses tópicos, o workshop contará com a participação de pesquisadores dos cinco países e representantes dos respectivos governos envolvidos na pesquisa e na formulação de políticas.

As vagas são limitadas, alunos do IE-UFRJ, professores da UFRJ e pesquisadores deste tema estão isentos da simbólica taxa de inscrição.

Inscrições e outras informações no site brics.redesist.ie.ufrj.br/semi/ ou www.redesist.ie.ufrj.br/.

Fonte: Redesist

1º Congresso internacional de psiquiatria da infância e adolescência

A primeira edição do Congresso Internacional de Psiquiatria da Infância e da Adolescência ocorrerá de 21 a 24 de março, em São Paulo, reunindo especialistas do Brasil e do exterior.

Serão apresentados novos tratamentos e resultados de pesquisas sobre temas como hiperatividade, ansiedade, transtornos alimentares e de aprendizado, alterações do sono, violência sexual, transtornos de conduta e dependência de drogas.

O evento é promovido pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Sepia), do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Mais informações: www.eventus.com.br/sepia

Fonte: Agência FAPESP

Patologia geral: abordagem multidisciplinar

Hipertexto para estudar doenças
Com o advento de áreas científicas como a biotecnologia e a biologia molecular, muitas publicações de saúde utilizadas em cursos de graduação e pós-graduação de todo o país não só aumentaram de tamanho como as próprias letras impressas tiveram que ser diminuídas.

Levando em conta que a carga horária dos cursos, com algumas exceções, permaneceu a mesma e que alunos de patologia – área da saúde que trata das causas e dos mecanismos gerais das doenças – perdiam tempo estudando detalhes não tão relevantes da disciplina, professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), resolveram facilitar o aprendizado com informações precisas sobre o assunto.

O resultado é um livro com 600 verbetes que resumem os pontos mais importantes da patologia. O livro, Patologia geral: abordagem multidisciplinar, detalha, em uma média de 15 linhas para cada verbete, o significado de termos como inflamação, câncer, tumor, aterosclerose, infarto, imunidade, edema e isquemia. Dentro de cada texto explicativo há outras palavras em negrito, cujos significados estão em outras partes do livro em forma de novos verbetes, organizados em ordem alfabética. São mais de 2 mil links que fazem a conexão de todos os verbetes da obra, de modo a permitir que o leitor construa um caminho próprio de aprendizado à altura de seus interesses.

A publicação é indicada também para profissionais que precisam ter conhecimento sobre patologias, apesar de não terem cursado a disciplina na universidade.

A obra conta também com um encarte com 64 imagens de alta definição de lesões morfológicas.

Mais informações pelo site www.editoraguanabara.com.br/ ou pelo telefone (21) 3970-9480

Fonte: Agência Fapesp

Técnicos estudam adoção do pinhão-manso para produção de biodiesel em Pernambuco

Dois pesquisadores do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) farão visitas técnicas aos municípios de Montes Claros e Janaúba (MG) e a Petrolina (PE), para avaliar a adoção da cultura do pinhão-manso em áreas do Agreste e Sertão pernambucanos. A idéia é utilizar o óleo do pinhão-manso como insumo para a produção de biodiesel na Unidade Experimental de Produção de Biodiesel de Caetés (PE), que atualmente usa apenas o óleo de algodão.

Os pesquisadores Almir Monteiro e Marcelo Andrade irão observar campos experimentais de produção da planta. Eles seguem, no próximo dia 25, para o norte de Minas Gerais, onde visitarão os campos experimentais de produção do pinhão-manso da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). No dia 29, eles estarão em Petrolina, em visita ao Centro Nacional de Pesquisa do Semi-Árido, vinculado à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“A planta é altamente promissora para a produção de óleo para biodiesel”, afirmou Almir Monteiro. “A produtividade é muito boa e o teor do óleo também”. De acordo com ele, a oleaginosa em estudo tem demonstrado boa adaptação ao solo e clima do Nordeste, apresentando nos aspectos agronômicos resistência satisfatória à seca.

Almir Monteiro disse que já foi desenvolvida pesquisa sobre a produção de biodiesel a partir do óleo de pinhão-manso em nível experimental de bancada no Laboratório de Combustíveis (LAC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Há, ainda, uma empresa privada realizando experimentos de cultivo da planta em seis hectares irrigados e de sequeiro no município de Garanhuns (PE).

Outras informações acesse o link.

Fonte: Gestão CT

O custo da ciência latino-americana

A revista canadense Comparative Biochemistry and Physiology acaba de lançar o segundo número de uma série de cinco especiais dedicados ao trabalho de pesquisadores latino-americanos.

A série, intitulada A face da bioquímica e fisiologia comparativa na América Latina - CBP-Latam, tem o objetivo de veicular pelo menos 140 artigos de cientistas latino-americanos no cenário internacional.

Segundo o principal idealizador da série, Marcelo Hermes-Lima, professor do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília (UnB), além de divulgar a pesquisa da região — que corresponde a apenas 4% da produção mundial —, a revista tem a proposta de colocar em discussão o processo de produção científica no continente.

O editorial, assim como a edição da revista, foi feito em conjunto com Renê Beleboni, do Departamento de Biotecnologia da Universidade de Ribeirão Preto, Tania Zenteno-Savín, do Centro de Investigações Biológicas do Noroeste, no México, e Carlos Navas, do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

Em contato com centenas de cientistas de todo o continente americano, os autores pesquisaram os preços pagos por reagentes básicos, materiais e equipamentos comuns usados normalmente em estudos em bioquímica e fisiologia.

Esses dados, associados a um levantamento sobre o financiamento da pesquisa na América Latina, nos Estados Unidos e Canadá, serviram de base para que os autores montassem um quadro comparativo dos custos da ciência na região.

Hermes-Lima, que é um dos editores da Comparative Biochemistry and Physiology desde 1997, destaca que a América Latina aumenta sua produção científica no mesmo ritmo dos países desenvolvidos, mas com materiais e equipamentos mais caros e com menos investimentos.

Fonte: Agência Fapesp

Ipen melhora a performance de sistema laser

Pesquisadores do Centro de Lasers e Aplicações (CLA) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) conseguiram melhorar a performance de um tipo especial de laser e deram mais um importante passo em direção à construção de um sistema de laser de 1 terawatt.

O estudo, ligado ao projeto temático Implementação de um sistema laser de terawatt e suas aplicações, que tem apoio da FAPESP, resultou em tese de doutorado de Ricardo Elgul Samad.
Os resultados foram publicados nas revistas Applied Optics e Optics Letters. Com a colaboração de outros pesquisadores do Ipen, a pesquisa foi veiculada também na edição de fevereiro da principal revista de divulgação da área de fotônica, a Photonics Spectra.

De acordo com Samad, o laser de estado sólido conhecido como Cr:LiSAF tem uma série de características promissoras, incluindo longa vida útil espontânea e uma ampla freqüência de emissão espectral. Entretanto, havia sido deixado de lado para aplicações comerciais devido à pobreza da condutividade térmica de seu cristal.
Segundo o gerente do CLA, Nilson Dias Vieira Júnior, que orientou Samad na pesquisa, o mérito do trabalho foi conseguir um importante avanço com uma solução relativamente simples.

Samad explica que o Cr:LiSAF (Cristal Dopado com Cromo de Lítio-Estrôncio-Alumínio-Flúor-6) permite, com a utilização de um amplificador multipasso, a emissão da luz com enorme coerência – isto é, uma onda eletromagnética com freqüência e fase muito bem definidas.

Um terawatt de potência equivale a 10 watts multiplicados por dez doze vezes – o que chega à casa do trilhão de watts. Toda a energia elétrica disponível no planeta não passa de 1,5 terawatt, de acordo com os pesquisadores do Ipen. Com altíssima potência e duração de tempo extremamente pequena, o laser produzido permitirá uma enorme gama de aplicações, sob rígidas normas de segurança.

De acordo com Vieira Júnior, a pesquisa chamou a atenção internacional porque é raro que se consiga viabilizar um novo tipo de laser para aplicações. Segundo o professor, o envolvimento de pesquisadores brasileiros com o projeto de terawatt é um grande diferencial para o país.

O laser na potência terawatt poderá ser usado, de acordo com Vieira Júnior, em áreas como abrasão de tecidos biológicos. Outro exemplo de aplicação, de acordo com ele, é a leitura das assinaturas químicas das várias espécies espalhadas pela atmosfera.

Fonte: Agência Fapesp