sábado, 10 de março de 2007

Onconet inova tratamento de câncer no Brasil por meio da Telemedicina

Um sistema inédito no mundo, baseado em tecnologias livres, promete trazer grandes avanços para a área de Oncologia: é o RHCNet – Registro Hospitalar de Câncer, que pretende atingir 250 hospitais Cacons (Centros de Alta Complexidade no Tratamento do Câncer) e ter 2 milhões de pacientes atendidos pela rede pública de saúde.

Uma versão piloto do projeto RHCNet foi lançada em dezembro de 2005 e no segundo semestre de 2006 a versão definitiva entrou no ar. O RHCNet é um dos sistemas do projeto Onconet - Rede Piloto de Telessaúde em Oncologia - e pretende integrar e consolidar informações de 67 hospitais e 350 mil pacientes ainda neste ano.

O RHCNet compreende uma ferramenta que coleta dados dos hospitais, consolida essa informação em um sistema centralizado e extrai estatísticas.

O trabalho está sendo feito em conjunto para o desenvolvimento de um mecanismo para realizar a consolidação de registros de câncer a partir das bases de dados de cada hospital.

A Onconet, que conta com financiamento de R$ 7,4 milhões concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), é uma rede baseada na pesquisa e desenvolvimento de um novo conceito para apoio à prática médica remotamente, por meio do uso da internet e de tecnologias livres, estabelecendo um novo modelo de Telemedicina de baixo custo, mas de alto valor tecnológico agregado, adequado às demandas e à realidade brasileira.

O projeto Onconet, em sua primeira fase voltado ao tratamento do câncer infantil, é disponibilizado, gratuitamente, e já beneficia trinta hospitais, cerca de 180 médicos e cinco mil pacientes, com vários serviços. Hoje no mercado, um sistema proprietário de Telemedicina para diagnóstico e compartilhamento de imagens médicas semelhante chega a custar 40 mil dólares por unidade, custo que inviabilizaria a disseminação da Telemedicina na rede pública do País. O uso pela comunidade médica do sistema desenvolvido pelo projeto Onconet é livre e depende apenas de um acesso a internet e uma webcam.

Fonte: Mct

Instrução normativa do Ibama cria novas normas para coleta de material biológico

Foi publicada, no Diário Oficial da União, a instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que, além de criar novas normas para a coleta de material biológico, institui o Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio) e um comitê de assessoramento técnico que terá como atribuição auxiliar o Ibama na avaliação e aprimoramento do sistema.

A instrução fixa as normas sobre a realização das seguintes atividades, com finalidade científica ou didática, no território nacional: coleta de material biológico, captura ou marcação de animais silvestres in situ, manutenção temporária de espécimes de fauna silvestre em cativeiro, transporte de material biológico, recebimento e envio de material biológico ao exterior e realização de pesquisa em unidade de conservação federal ou em cavidade natural subterrânea.

De acordo com o documento, as autorizações para a execução dessas atividades deverão ser solicitadas pelo pesquisador ou professor por meio do Sisbio. A instrução também determina que o material biológico coletado, quando for o caso, deverá ser depositado em coleção biológica científica, segundo a legislação específica.

Além disso, o documento do Ibama ainda trata sobre questões como autorizações e licenças permanentes; procedimentos em campo; destino do material coletado; transporte, recebimento e envio de material biológico ao exterior; relatórios e prazos; e sanções administrativas.

Integra da instrução normativa aqui.

Fonte: Gestão CT

Novas Fronteiras abre inscrições

Começa na segunda-feira (12/3) o prazo de inscrições para a modalidade Novas Fronteiras para bolsas no exterior da FAPESP. O objetivo é apoiar a realização de estágios de longa duração em centros de excelência no exterior, em áreas de pesquisa ainda não bem implantadas no Estado de São Paulo.

Podem participar pesquisadores que tenham obtido seu doutorado há não mais de dez anos e que tenham firme vínculo empregatício com instituição de pesquisa do Estado de São Paulo. As inscrições vão até 30 de abril.

O apoio se dará na forma da concessão de até 20 bolsas de pesquisa no exterior por ano, com duração improrrogável de 12 meses. Essas bolsas, que contarão com apoio financeiro complementar para cônjuge e filhos, poderão ser complementadas por outras modalidades de apoio eventualmente obtidas pelo bolsista junto a agências e instituições estrangeiras.

As solicitações serão recebidas e submetidas à análise comparativa. Nessa análise, serão critérios decisivos o grau de excelência do projeto de pesquisa do candidato, a relevância da implantação da área de pesquisa no Estado de São Paulo, o grau de excelência do centro em que se realizará o estágio na área em questão e o histórico científico e acadêmico do candidato.

A FAPESP utilizará, como critério importante para a avaliação do sucesso do apoio a um pesquisador nesse programa, o fato de, após a realização do estágio, ser aprovado por alguma agência de fomento projeto de pesquisa diretamente resultante do estágio realizado.

Mais informações: www.fapesp.br/novasfronteiras

Fonte: Agência FAPESP

Patentes e direitos autorais em perspectiva

O Grupo de Análise de Políticas de Inovação, do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), promoverá, no dia 13 de março, o seminário “Patentes e Direitos Autorais em Perspectiva”.

O seminário será conduzido pelo professor Marcos Barbosa de Oliveira, do Departamento de Filosofia da Educação e Ciência da Educação da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo é refletir sobre as características comuns das patentes e dos direitos autorais, as duas principais categorias de direitos de propriedade intelectual, e também aspectos peculiares da constituição e história de cada um dos sistemas.

Mais informações no site: www.ige.unicamp.br/gapi/Seminarios.html

Fonte: Agência FAPESP

1º Workshop de Química Ambiental

Impactos ambientais na zona costeira
Acontece no dia 29 de março, em Aracaju (SE), o 1º Workshop de Química Ambiental. A idéia é discutir os impactos ambientais na zona costeira, principalmente, aqueles causados pelos esgotos domésticos.

As inscrições podem ser feitas por meio eletrônico. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ-SE) em parceria com o Departamento e o Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

A programação conta com palestras sobre a sub-bacia hidrográfica do rio Poxim - diagnóstico ambiental e alternativas de recuperação, e sobre a problemática da crescente geração de esgoto no meio urbano, entre outros assuntos.

Programação e ficha de inscrição veja em: www.ufs.br/npgq/index.htm

Fonte: Gestão CT

Pesquisadores do Inpe de Santa Maria produzem mapas da estiagem no RS

O Rio Grande do Sul recebeu o mapeamento de seus municípios atingidos pela estiagem nos últimos quatro anos. O relatório, com base nos dados da Defesa Civil do estado, foi preparado pelo Núcleo de Pesquisa e Aplicação de Geotecnologias em Desastres Naturais e Eventos Extremos (Geodesastres-Sul), instalado recentemente no Centro Regional Sul (CRS) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), em Santa Maria.

O relatório deverá auxiliar ações para enfrentar o problema da estiagem no estado. E durante a reunião em que ocorreu a entrega do documento, no último dia 6, em Porto Alegre, o secretário solicitou aos pesquisadores do Núcleo Geodesastres-Sul o mapeamento sobre a área de inundações, nos mesmos anos abordados no estudo sobre as estiagens e também com base nos dados da Defesa Civil estadual.

Para o mapeamento utilizaram-se os dados de estiagem obtidos da página da Defesa Civil do Rio Grande do Sul (http://www.defesacivil.rs.gov.br/) assim como a malha municipal de 2005 em formato digital disponível na página do IBGE (http://www.ibge.gov.br/). Estes dados foram importados para o Sistema de Processamento de Informações Georreferenciadas - Spring (www.dpi.inpe.br/spring), software desenvolvido pelo próprio Inpe, e integrados numa base de dados para identificar as ocorrências de estiagem por municípios.

Os dados de estiagem foram estruturados de maneira a representar, na forma de mapas, a ocorrência e a não ocorrência de estiagem em cada município, mas sem interpretação ou análise dos eventos. Os mapas representam os municípios atingidos pela estiagem para cada um dos anos em estudo; os municípios onde o evento se repetiu por dois ou três anos seguidos e, para finalizar, os municípios que não foram afetados por estiagem durante o período em estudo.

Fonte: Mct