segunda-feira, 5 de março de 2007

Cientistas criam projeto na USP que educa e incentiva reciclagem de óleo de cozinha

Os defensores da reciclagem acreditam que se houver estímulo para a fabricação de biodiesel a partir do óleo de cozinha usado, isso pode levar o óleo vegetal de volta ao sistema produtivo e até substitir o consumo de óleo diesel (um derivado de petróleo).

É exatamente isso que um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto decidiu fazer. Preocupados com o problema do descarte do óleo de cozinha, pesquisadores do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas do Departamento de Química da USP criaram um projeto que ao mesmo tempo educa e recicla o óleo de cozinha.

O projeto “Biodiesel em casa e nas escolas” atua em escolas e restaurantes. O coordenador Daniel Armelim explica que os pesquisadores distribuem nas escolas públicas um material didático que explica os prejuízos que o óleo de cozinha pode causar à natureza e os convence a levar o óleo utilizado em casa para a escola. O grupo também recolhe o óleo comestível utilizado em restaurantes da cidade de Ribeirão Preto.

Todo o óleo recolhido é transformado em biodiesel no laboratório de química da USP. O produto é misturado ao álcool etílico e usado como combustível num projeto que, segundo Daniel, é considerado o maior programa de testes veiculares com biodiesel etílico do mundo.

A idéia agora, segundo Armelim, é convencer as grandes montadoras de automóveis a adotar o biodiesel etílico.

Fonte: Agência Brasil

Brasil, EUA, China, África do Sul, Índia e UE criam o Fórum de biocombustíveis

A criação de um mercado internacional para biocombustíveis como o álcool e o biodiesel deu um novo passo. Brasil, África do Sul, China, Estados Unidos, Índia e a União Européia anunciaram dia 02 de Março a criação do Fórum Internacional de Biocombustíveis.

O lançamento ocorreu na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Estados Unidos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o objetivo do fórum é aumentar a eficiência na produção, na distribuição e no consumo dos biocombustíveis em escala mundial.

Durante um ano, os integrantes do fórum vão discutir medidas para ampliar a produção dos biocombustíveis sem destruir o meio ambiente nem comprometer a produção de alimentos. Além disso, os países vão trabalhar em conjunto para que os combustíveis feitos a partir de vegetais, como cana-de-açúcar, milho, soja ou mamona, sejam cada vez mais utilizados em todo o planeta.

O fórum também ajudará a organizar a Conferência Internacional de Biocombustíveis, que deverá ocorrer no Brasil em 2008.

Segundo o Balanço Energético do Ministério de Minas e Energia de 2006, 44,7% da energia produzida no Brasil provém de fontes renováveis, que incluem, além do etanol e do biodiesel, as usinas hidrelétricas. A média mundial, conforme o mesmo balanço, está em torno de 15%.

O diretor do Departamento de Energia do Itamaraty negou que o Fórum Internacional dos Biocombustíveis vá exercer o mesmo papel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), entidade que reúne os maiores produtores de petróleo para regular os preços.

Fonte: Agência Brasil

Embaixadores de 18 países africanos visitam Embrapa

Embaixadores de 18 países africanos visitaram dia 02 de março a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, onde conheceram o modelo operacional da Embrapa África, unidade instalada há três meses pelo governo brasileiro em Acra, capital de Gana.

Em reunião com a diretoria e pesquisadores da Assessoria de Cooperação Internacional (ARI) da empresa trocaram informações e discutiram formas de cooperação para o fortalecimento da estatal no continente.

Um dos objetivos da Embrapa África é a transferência de tecnologia na área de agricultura tropical. Trata-se de uma iniciativa que busca contribuir para o desenvolvimento sustentável, social e econômico; além segurança alimentar dos países da região.

Foram convidados para a reunião na Embrapa os embaixadores da África do Sul, Angola, Cabo Verde, Camarões, Congo, Costa do Márfim, Egito, Gabão, Gana, Guiné, Guiné Equatorial, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Senegal, Tunísia, Zimbábue.

Fonte: Agência Brasil