segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Lançamento da pedra fundamental do Museu exploratório de ciências

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançará na quarta-feira (28/2) a pedra fundamental do Museu Exploratório de Ciências, uma iniciativa de divulgação científica pioneira no país.

No espaço em que será instalado o Museu Exploratório de Ciências funcionava o Observatório a Olho Nu, desativado há 12 anos. Mesmo sem contar com um espaço físico, o Museu Exploratório de Ciências está em atividade desde 2003, por meio de projetos itinerantes que estimulam o gosto pela ciência e tecnologia em crianças e adolescentes.

O objetivo do museu é ser um espaço de educação e comunicação pública das ciências, com exposições multidisciplinares e interativas. A proposta é servir como agente de inclusão social, permitindo o convívio social em suas dependências e levando exposições e atividades a diferentes comunidades.

Em março, o museu lançará o 1º Grande Desafio, atividade voltada a estudantes, que serão estimulados a projetar, construir e operar um equipamento capaz de solucionar o problema proposto no desafio.

Os projetos deverão ser desenvolvidos por equipes de todo o país, que terão até três meses para trabalhar, antes de apresentarem o seu trabalho no Grande Dia, a ser realizado no dia 17 de junho, quando os projetos serão avaliados e premiados.

Mais informações: www.mc.unicamp.br/desafio/grande-desafio

Fonte: Agência Fapesp

Cerrado tem novo levantamento de área devastada

Depois de mais de 204 milhões de hectares mapeados a partir de 114 imagens de satélite, a principal conclusão do projeto coordenado por Edson Eyji Sano, pesquisador da Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Planaltina (DF), é que o Cerrado brasileiro perdeu 38,8% da vegetação nativa.

As imagens foram analisadas primeiramente de maneira visual para, em seguida, serem inseridas em um software que fez o processamento dos dados. O programa dividiu as diferentes classes de cobertura vegetal do terreno em polígonos, que representaram áreas como pastagens, culturas agrícolas, cursos d’água e vegetação nativa.

Cobertura quase completa
Áreas isoladas do Cerrado, localizadas na Amazônia, principalmente no Amapá e em Roraima não foram mapeadas pelo estudo. As áreas preservadas divulgadas são referentes a 98% do total do bioma existente no país.

A porcentagem de vegetação nativa por estados também foi divulgada, sendo São Paulo o que apresenta a pior situação e o Piauí a melhor.

O trabalho analisou também, dentro das áreas antrópicas que fazem parte dos 38,8% desmatados, qual a dimensão das regiões de pastagens cultivadas, culturas agrícolas e reflorestamento. O pesquisador afirma que a construção civil, malhas rodoviárias e a produção de alimentos, sobretudo milho, soja e algodão, são as principais causas dessa perda de cobertura vegetal.

O projeto de pesquisa, que será concluído em março, avaliará ainda quais formações vegetais, entre campestre, arbustiva e arbórea, estão presentes nos 61,2% de áreas remanescentes do bioma. Todos os resultados serão publicados no site do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Riqueza nacional
De acordo com o MMA, o Cerrado é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade, com a presença de diversos ecossistemas, mais de 10 mil espécies de plantas, 837 de aves, 161 de mamíferos, 150 de anfíbios e 120 de répteis.

O bioma típico é constituído por árvores relativamente baixas, esparsas, disseminadas em meio a arbustos, subarbustos e uma vegetação baixa constituída, em geral, por gramíneas. O Cerrado está presente em 13 Estados e no Distrito Federal. É a segunda maior biodiversidade da América do Sul, atrás apenas da Amazônia.

Segundo o pesquisador da Embrapa, outro fator que contribuiu para a perda de vegetação nativa foi que, a partir dessas duas décadas, a produção de alimentos no Cerrado em todo o país também começou a se expandir, principalmente após o desenvolvimento de tecnologias que permitiram a adaptação de culturas agrícolas como o milho e a soja às condições climáticas do bioma.

Fonte: Agência FAPESP

Tomografia por emissão de pósitrons em Linfoma

A Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear promoverá, no dia 19 de março, em São Paulo, a palestra gratuita Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) em Linfoma.

O objetivo é reunir pesquisadores e profissionais de saúde para discutir avanços e perspectivas do uso da PET para o diagnóstico de linfoma, câncer que atinge principalmente jovens e que tem alto índice de cura se bem tratado.

Valéria Buccheri, médica hematologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e José Soares Junior, médico nuclear do Instituto do Coração (InCor), serão os palestrantes.

Mais informações pelo e-mail ou telefone (11) 3262-5438.

Fonte: Agência FAPESP