sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Embrapa montará grande banco com imagens captadas no Rally da Safra

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), formará um banco de imagens digitais de cobertura do solo nas lavouras percorridas durante o Rally da Safra 2007. O objetivo é dimensionar o uso da técnica de plantio direto em todo país. As fotos serão analisadas por software desenvolvido pela Embrapa, capaz de estimar o percentual de cobertura.

Nesta edição, além de avaliar pólos produtivos de soja e milho, a expedição técnica fará o levantamento de lavouras de algodão. A expectativa é coletar mais de 2 mil amostras de lavouras em 113 municípios brasileiros. Entre os dias 25 de fevereiro e 23 de março, oito equipes de engenheiros agrônomos e técnicos percorrerão 25 mil quilômetros em visita aos principais pólos produtivos em 13 estados (Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Tocantins), cobrindo 90% da área plantada de soja e 25% da área de milho do Brasil.

Ao final da expedição, a Embrapa transformará todas as amostras de produtividade de 2006 e 2007 em mapas. O objetivo é viabilizar a análise da variabilidade espacial e temporal da produtividade de soja, milho e algodão. Será o primeiro e mais abrangente banco de imagens de cobertura de solo nas três culturas no Brasil.

Fonte: Embrapa

Morbidade respiratória no primeiro ano de vida de prematuros egressos de uma unidade pública de tratamento intensivo neonatal

Durante os primeiros 12 meses de vida, mais de 50% de um grupo de 97 bebês prematuros, nascidos em um hospital público do Rio de Janeiro, sofreram com algum tipo de doença respiratória. O resultado é de estudo realizado pela neonatologista Rosane Reis de Mello, do Instituto Fernandes Figueira (IFF), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz, o qual mostrou ainda que 22 crianças tiveram bronquiolite (inflamação dos bronquíolos).

Todas as crianças analisadas nasceram entre 1998 e 2000. Elas tinham menos de 1,5 quilo de peso ao nascer e não chegaram a completar 8,5 meses de gestação. Depois de receber alta do hospital, os bebês foram acompanhados mensalmente por pediatras do IFF. Os familiares foram orientados a entrar em contato com os médicos assim que algum evento novo fosse observado.

Das 22 crianças consideradas doentes pelos médicos, 34,4% tiveram que ficar internadas no hospital. Os recém-nascidos hospitalizados por mais de dois meses na UTI neonatal apresentaram várias doenças, em taxas maiores do que aqueles que não ficaram no hospital. A pneumonia, por exemplo, foi detectada em 53% da amostra, contra 24% entre os bebês que não ficaram internados.

“O baixo peso ao nascer pode contribuir para a ocorrência de pneumonia devido à diminuição das respostas imunes. Os fatores ambientais (baixa condição socioeconômica, aglomeração, presença de crianças pequenas no mesmo ambiente domiciliar) são considerados fatores de risco para infecção respiratória”, explicou Rosane.

A autora da pesquisa, que também é co-responsável pelo ambulatório de seguimento de recém-nascidos de alto risco do IFF, lembra que trabalhos semelhantes publicados em países desenvolvidos apresentam taxas menores de pneumonia. “Exatamente porque nesses outros locais os fatores que influenciam bastante na realidade brasileira são bem menos atuantes.”

O estudo, publicado na edição de novembro/dezembro do Jornal de Pediatria, também indicou que 39% das crianças que passaram mais de dois meses no hospital tiveram chiado no peito. O número cai para 19% entre as crianças prematuras que não permaneceram internadas.

Para ler o artigo “Morbidade respiratória no primeiro ano de vida de prematuros egressos de uma unidade pública de tratamento intensivo neonatalclique aqui.

Fonte: Agência FAPESP - 23/02/2005

Retrato do alcoolismo

No Brasil, 12,3% das pessoas com idades entre 12 e 65 anos são dependentes de álcool, de acordo com a última pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) sobre uso de drogas no país, feita em 2005. O número subiu mais de 1% em relação à pesquisa anterior, de 2001. A produção de bebidas alcoólicas se expande a cada ano e tudo indica que o consumo cresce em toda a América Latina.

Embora os dados indiquem um grave problema epidemiológico e a necessidade de providências urgentes, pesquisadores destacam a inexistência de informação científica suficiente para direcionar políticas públicas no setor. Por isso, um grupo liderado pelo médico Arthur Guerra de Andrade, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), decidiu desenvolver uma ampla pesquisa sobre os padrões de consumo de álcool nos países latino-americanos.

“Tudo o que temos são dados fragmentários, colhidos por metodologias diferentes, que não fornecem uma fotografia objetiva sobre o consumo de álcool na América Latina. Queremos saber o quanto se bebe em cada região. Mas também precisamos saber quem são os consumidores, qual o contexto social do consumo, quais são as bebidas e quais são os impactos sociais, por exemplo”, disse Andrade.

Andrade pretende angariar fundos para a pesquisa por meio do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), organização não governamental da qual é presidente. “Para termos uma amostra razoável, com dados confiáveis, projetamos fazer o levantamento, baseado em entrevistas, em 45 localidades de 33 países”, disse. Em uma avaliação preliminar, os pesquisadores calcularam que a pesquisa custaria mais de US$ 3,5 milhões.

Jim Anthony, professor do Departamento de Epidemiologia da Escola de Medicina da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, um dos principais especialistas do mundo em álcool e drogas, foi convidado para participar do estudo. Anthony veio ao Brasil em fevereiro para discutir o projeto, a convite do Cisa. “Pretendemos ter os dados disponíveis a curto prazo, o que significa de dois a três anos, em termos epidemiológicos”, disse Andrade.

Padrões e diferenças regionais
De acordo com Arthur Guerra de Andrade, é praticamente impossível fazer uma avaliação objetiva sobre o consumo de álcool sem um painel de informações de grandes dimensões.

“O álcool é uma droga especial, porque é legalizada e de grande abrangência. O mundo lida com ele de uma forma confusa. Há grandes interesses comerciais envolvidos e, sem dados científicos, cada um tende a fazer as análises de acordo com seus interesses”, disse.

Segundo o professor da USP, com a falta de dados específicos para cada região, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o consumo de álcool de maneira uniforme. “É como se houvesse um padrão único de consumo. Mas suspeitamos que o consumo de cerveja e cachaça, por exemplo, seja muito diferente. E que os impactos de cada bebida variem com o padrão de consumo em cada região. Mas não podemos fazer inferências românticas. Políticas públicas se fazem com dados científicos sólidos”, disse.

O pesquisador afirma que a América Latina precisa ser vista com atenção, uma vez que conta com um crescimento importante no consumo de álcool, mas não sabe se há um só padrão de consumo no continente.

“Desconfio que vamos encontrar padrões regionais do uso de substâncias alcoólicas, provavelmente não limitados à demarcação política dos territórios. No Brasil, deverá haver diferença entre padrões regionais”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Fundación Carolina oferece bolsas na Espanha

Bolsas na Espanha
A Fundación Carolina, em parceria com o Banco Santander, a Universidade Politécnica de Madri e o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), na Espanha, está concedendo 60 bolsas de estudo para professores e/ou pesquisadores brasileiros de universidades ou institutos e centros públicos de pesquisa.

As bolsas, para aprimoramento acadêmico e de pesquisa, terão duração mínima de um mês e máxima de três meses. Os selecionados receberão passagem aérea de ida e volta em classe turística à Espanha, mensalidade de 1,2 mil euros e seguro-médico, não inclusas despesas com medicamentos.

Do total de bolsas, 12 são para os centros que fazem parte da Universidade Politécnica de Madri, 12 para os centros do CSIC e outras 36 para as demais universidades, centros e institutos de pesquisas espanhóis.

A apresentação das propostas poderá ser feita em dois momentos: até 10 de março, para atividades que começarem a partir de 15 de abril de 2007; e até 30 de junho, para atividades que começarem a partir de 1º de agosto. As bolsas poderão ser usadas até 28 de fevereiro de 2008.

Os interessados deverão preencher solicitação no site: www.fundacioncarolina.es/fundacioncarolina , no item “Becas de Formación Permanente” (Bolsas de Formação Permanente), no qual estão disponíveis todas as informações e formulários.

Fonte: Agência FAPESP

Inscrições abertas para a 10ª Olimpíada brasileira de astronomia e astronáutica

Até o dia 1° de março, encontram-se abertas as inscrições para a 10ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). O evento é promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT), por meio do Programa AEB Escola, e pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB). O objetivo é popularizar a área espacial.

A prova, marcada para o dia 4 de maio, no Rio de Janeiro, abordará questões como a origem do Sistema Solar, as fases da Lua, o estágio de formação das estrelas, informações sobre os foguetes que já foram lançados ao espaço e o programa espacial brasileiro.

Podem participar alunos da 1ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Há a necessidade de que as escolas se cadastrem para a participação dos estudantes no evento.

Os alunos mais bem classificados serão selecionados para participarem da Escola de Agosto, cuja finalidade é iniciar o treinamento e seleção da equipe que representará o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia em 2008. Outros 25 vencedores, os que obtiveram as maiores notas nas questões de Astronáutica, e seus professores irão conhecer a AEB Escola em São José dos Campos (SP), onde se localizam os institutos executores do programa espacial brasileiro, e participar, por uma semana, da 3ª Jornada Espacial.

Outras informações, pelo site www.oba.org.br ou pelos telefones (21) 2587-7150 e (21) 3521-8489.

Fonte: Gestão CT

Workshop Isobus Brasil 2007

O Workshop Isobus Brasil 2007 ocorrerá nos dias 1º e 2 de março, em São Carlos (SP), reunindo representantes de institutos de pesquisas de todo país para refletir sobre a criação de uma norma brasileira que padronize os componentes eletrônicos usados em máquinas e implementos agrícolas.

Segundo os organizadores do evento, a freqüente incompatibilidade entre os sistemas é um grande problema enfrentado atualmente devido ao aumento do número de programas computacionais para controlar as diversas funções das máquinas.

A promoção é da Embrapa Instrumentação Agropecuária, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no interior paulista, e da Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial (Fipai).

Mais informações: www.isobus.org.br.

Fonte: Agência FAPESP