quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Biologia: educação e imagens

Biology: education and illustrations

A reprodução da natureza por meio de desenhos e ilustrações, mesmo do ponto de vista científico, nem sempre esteve desprovida de paixões. Vários naturalistas dos séculos 18 e 19 costumavam interpretar, por exemplo, um determinado pássaro a ser representado. Se a precisão científica podia ser criticada, a vivacidade do desenho também ajudou a passar adiante importantes informações.

Com a chegada da fotografia e do cinema muitas possibilidades se abriram. Apesar disso, o desenho continuava em anexo, servindo apenas como um meio de completar ou reforçar o que estivesse dito em palavras. Entre as diversas áreas do conhecimento, provavelmente a biologia é a que mais recorreu ao mundo visual para explicitar seus conceitos, sejam antigos ou novos.

A partir desse contexto, Cristina Bruzzo, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), levanta uma discussão importante no artigo Biologia: educação e imagens, publicado no número 89 da revista Educação e Sociedade.

“Se existe uma articulação entre imagem e conhecimento na educação em biologia, talvez tenhamos que admitir que as imagens possam modificar a maneira de conhecer uma determinada área científica”, escreve Cristina.

Para a pesquisadora, é preciso reconhecer que a imagem pode ter uma influência importante na prática e na reflexão educativas. “O fato de o estudo da natureza expressar-se por meio de imagens possivelmente configura a organização do conhecimento na biologia.”

Uma das hipóteses propostas no artigo é de que as imagens na biologia podem até, em alguns casos, influir na forma de se pensar o mundo natural, muito mais do que o próprio texto. “É possível que nas imagens possamos encontrar aspectos que o discurso escrito habitualmente não traz?”, questiona Cristina.

Para ler o artigo na íntegra, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP - 15/02/2005

2ª Prêmio Capes de Tese e do Grande Prêmio Capes de Tese

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) está recebendo inscrições para a 2ª edição do Prêmio Capes de Tese e do Grande Prêmio Capes de Tese.

Os cursos de pós-graduação reconhecidos pela Capes têm até o dia 13 de abril para indicarem teses de doutorado defendidas em 2006. Serão aceitos trabalhos em todas as áreas do conhecimento. A Capes pretende premiar um trabalho para cada uma das áreas reconhecidas pela coordenação. Os vencedores vão participar do Grande Prêmio Capes de Tese que, este ano, irá homenagear Lobo Carneiro, Celso Furtado e Johanna Döbereiner.

Segundo informações da Capes, o grande prêmio Lobo Carneiro vai abranger o conjunto das grandes áreas de engenharias e ciências exatas e da terra. Fernando Luiz Lobo Barboza Carneiro foi um dos atores na elaboração e aprovação da Lei do Petróleo, que garantiu a criação da Petrobras, em 1954.

Ainda de acordo com a coordenação, o grande prêmio Celso Furtado, vai representar o conjunto das grandes áreas de ciências humanas, lingüística, letras e artes e ciências sociais aplicadas, além da área de ensino de ciências. Celso Furtado foi dos criadores da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e primeiro titular do Ministério da Cultura, além de ser dos mais destacados intelectuais do país no século XX.

Já o grande prêmio Johanna Döbereiner, segundo informações da Capes, inclui o conjunto das grandes áreas de ciências biológicas, ciências da saúde e ciências agrárias. Johanna Döbereiner desenvolveu estudos sobre a fixação biológica do nitrogênio no solo.

Informações complementares sobre o Prêmio Capes de Tese podem ser obtidas no site www.capes.gov.br.

Fonte: Gestão CT

Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro promove seminário sobre Propriedade Intelectual

No dia 5 de março, no Rio de Janeiro, será realizado o seminário Plataformas Estratégicas de Desenvolvimento Tecnológico. O evento é uma realização do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi) e da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro (RedeTec). O objetivo é apresentar estudos e debater estratégias para aumentar a competitividade entre as empresas.

Cinco palestras fazem parte da programação. Entre elas, Estratégia em matéria de propriedade intelectual: como fazer uso da propriedade intelectual (PI) objetivando maiores rendimentos, aumento de participação no mercado, promoção da indústria doméstica e defesa contra ofensivas tecnológicas - ministrada pela diretora da Divisão de Propriedade Intelectual e Novas Tecnologias da OMPI, Cynthia Cannady; e Estudos de casos em plataformas estratégicas: plataforma e licenciamento estratégico em tecnologia da informação e biotecnologia - apresentado por um dos sócios da empresa norte-america Fenwick & West, Sergio Garcia.

Outras informações, pelo site www.redetec.org.br ou pelo telefone (21) 2221-9292.

Fonte: INPI

Symposium in Honor of Prof. Francisco Carlos Nart – New Directions in Interfacial Science

Um simpósio internacional em homenagem ao professor Francisco Carlos Nart será realizado no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP), de 11 a 13 de abril, no interior paulista.

O evento, intitulado “Symposium in Honor of Prof. Francisco Carlos Nart – New Directions in Interfacial Science”, contará com cerca de 20 apresentações orais e uma seção de painéis. O prazo para envio de resumos termina no dia 23 de fevereiro.

Francisco Nart, que foi uma das vítimas do acidente envolvendo o vôo da Gol 1907, em setembro de 2006, era chefe do departamento de Físico-Química do IQSC e atuava como assessor especial em avaliações dos programas de pós-graduação na área de Química junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Mais informações no site: www.iqsc.usp.br/eventos/simpnart/

Fonte: Agência FAPESP

Proposição de valores de referência para a concentração natural de metais pesados em solos brasileiros

Proposition of reference values for natural concentration of heavy metals in Brazilian soils

Ambientes específicos
Um estudo feito por pesquisadores da Bahia e do Rio de Janeiro levou ao desenvolvimento de uma nova metodologia para identificar metais pesados no solo, informação importante para indicar a necessidade de prevenção ou intervenção em áreas contaminadas.

Segundo os autores do trabalho, das universidades federais da Bahia (UFBA) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), os valores de referência para identificação de metais pesados não costumam levar em conta o tipo de solo analisado, fator que consideram importante por influir exatamente na variabilidade desses indicadores.

“De acordo com alguns valores de referência utilizados pelas companhias de saneamento, o teor de determinado metal pode indicar a necessidade de intervenção humana, por exemplo, enquanto na realidade esse mesmo teor poderia ser um valor natural do solo”, disse Nelson do Amaral Sobrinho, professor titular do Departamento de Solos da UFRRJ. Os resultados do trabalho foram publicados na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental

O trabalho se baseou nos valores de referência utilizados para a identificação do cádmio (Cd), cobalto (Co), cromo (Cr), cobre (Cu), níquel (Ni), chumbo (Pb) e zinco (Zn), “Alguns tipos de solos brasileiros têm propriedades específicas que fazem com que a concentração desses metais seja naturalmente mais elevada, sem que isso chegue a ser prejudicial”, disse Amaral.

Os pesquisadores selecionaram as principais características físicas, químicas e mineralógicas dos solos capazes de influenciar nos valores de referência, entre elas os teores de argila, manganês, ferro e a capacidade de troca catiônica (CTC), parâmetro empregado na descrição dos minerais argilosos. “Essas são as propriedades do solo que mais influenciam na concentração natural dos metais pesados”, explica Amaral.

Em seguida, 81 perfis diferentes de solos foram analisados, dos quais 27% eram argissolos e 42% latossolos, as duas classes mais representativas de solos no Brasil. Cambissolos, luvissolos, nitossolos e planossolos também foram estudadas.

Em função das características dos solos, eles foram divididos em sete grupos e novos valores de referência foram denominados. Um exemplo é o cádmio (Cd), cujo valor de referência é de 0,5 miligrama por quilo nas tabelas das companhias de saneamento ambiental – o valor de prevenção desse metal é 1,3 mg/k e o de intervenção é 3 mg/k. Pela nova metodologia, os tipos de solo que se enquadram no grupo 4, por exemplo, suportam valores entre 0,3 mg/k e 1,8 mg/k.

“Se o teor de cádmio de um solo do grupo 4 estiver acima do valor de prevenção (1,3 mg/k), a área em análise passaria a ser considerada preocupante, mas consideramos que se trata de um solo que está dentro da normalidade por se enquadrar em um grupo que suporta até 1,8 mg/k”, explica.

Com isso, os limites de tolerância para os metais pesados, aponta Amaral, podem ser calculados de acordo com os grupos de solos, de modo a fornecer parâmetros mais precisos para a interpretação dos resultados em áreas com suspeita de contaminação.

Para ler o artigo Proposição de valores de referência para a concentração natural de metais pesados em solos brasileiros, disponível na biblioteca on-line SciELO (FAPESP/Bireme), clique aqui.

Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP - 15/02/2007