terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Programa de Negócios e Educação entre a Califórnia e o Brasil

Pesquisadores de Minas Gerais e Amazonas podem participar de programa de cooperação entre Califórnia e Brasil

Alunos de graduação da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) terão a oportunidade de participar do Programa de Negócios e Educação entre a Califórnia e o Brasil. A Fucapi é uma instituição associada à ABIPTI, sediada em Manaus (AM). As outras duas instituições são localizadas em Itajubá e em Santa Rita do Sapucaí, ambas em Minas Gerais.

O programa é desenvolvido pela West Valley Mission Community College (EUA) e pela San Jose State University (EUA) em consórcio com as três instituições brasileiras. A iniciativa conta ainda com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) e do Found for the Improvement of Postsecondary Education (FIPSE/ED).

A proposta é promover uma parceria público-privada que proporcione o desenvolvimento de conhecimento tecnológico, o entendimento cultural e o contato de estudantes de graduação com empresas de alta tecnologia.

Serão escolhidos estudantes de graduação da Unifei, nas áreas de física, administração e ciências da computação; da Inatel, na área de engenharia elétrica; e da Fucapi, nas áreas de engenharia elétrica e administração.

O processo de seleção compreende análise do histórico escolar, entrevista e atendimento dos critérios de seleção. A idéia é encaminhar dez estudantes no próximo mês de agosto. O programa irá distribuir dez bolsas por ano durante quatro anos.

O Sindvel e o Instituto Euvaldo Lodi – Núcleo Regional de Minas Gerais (IEL-MG), entidade associada à ABIPTI, também participam do programa. Informações complementares podem ser obtidas pelo telefone (35) 3471-2055.

Fonte: Gestão CT

8º Fórum Internacional Software Livre - fisl 8.0

Fórum Internacional Software Livre será realizado em Porto Alegre
De 12 a 14 de abril, será realizado, em Porto Alegre (RS), pela Associação Software Livre.Org, pelo Projeto Software Livre-RS e pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar), o 8º Fórum Internacional Software Livre (fisl 8.0).

Alguns palestrantes já confirmaram presença, como Theo De Raadt, líder do projeto OpenBSD, desenvolvido para ser o sistema operacional seguro, que faz parte da multiplataforma Unix; Louis Suarez-Potts, responsável pelo planejamento estratégico, pela gerência de projetos, pela coordenação política e técnica e pelo setor de marketing do projeto OpenOffice.org, conjunto de aplicativos livres; Georg Greve, presidente da Fundação para o Software Livre Europa (Free Software Foundation - FSF); entre outros.

Paralelamente ao evento, acontecerá o Yet Another Perl (YAPC SA 2007), encontro sul-americano de desenvolvedores da linguagem prática de extração e geração de relatórios, denominada Perl. O Perl é um software livre, criado em 1987, por Larry Wall. É uma das linguagens preferidas por administradores de sistema e autores de aplicações para a web. Também é uma das tecnologias usadas para soluções de bioinformática.

As inscrições para os dois eventos já podem ser realizadas . Outras informações pelo site www.fisl.softwarelivre.org/8.0/ ou pelo telefone (51) 3228-0181.

Fonte: Agência Fapesp

Medicamentos genéricos no Brasil: conhecidos por muitos, usados por poucos

Generic drugs in Brazil: known by many, used by few
Os gestores de políticas públicas na área de saúde têm mais um estudo importante sobre o uso de medicamentos pela população brasileira. Trata-se de um trabalho realizado com 3.182 pessoas por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (Andréa D. Bertoldi; Aluísio J. D. Barros; Pedro C. Hallal) sobre o conhecimento e o uso dos chamados genéricos.

Entre a amostra investigada, apesar de 65,9% terem comprado algum tipo de medicamento nos 15 dias anteriores à entrevista, apenas 3,6% adquiriram um medicamento genérico, taxa considerada muito baixa pelos autores do estudo, publicado na edição atual dos Cadernos de Saúde Pública. Em compensação, 86% afirmaram saber que essa outra classe de remédios tem preços mais baixos e 70% indicaram, de forma correta, que ambas as formulações são de boa qualidade.

Um dado obtido pelos questionários – os autores do estudo também tiveram acesso aos remédios efetivamente comprados – pode ajudar a explicar o contra-senso detectado no Sul do Brasil. Um medicamento de marca, com nome comercial semelhante ao genérico, foi erroneamente classificado por meio de fotos por 48% das pessoas.

Como o preço é um critério fundamental no momento da decisão de compra na farmácia, e vários medicamentos não-genéricos e também sem marca estão sendo produzidos pelas indústrias farmacêuticas – muitas vezes com custo baixo para o consumidor –, essa confusão pode contribuir para a baixa taxa detectada pela pesquisa. Além disso, apenas 57% conheciam alguma característica da embalagem que diferencia os genéricos de outros medicamentos.

Se a propaganda governamental cumpriu seu papel ao mostrar a importância dos genéricos, considerados pela Organização Mundial da Saúde como forma saudável de democratizar o acesso aos medicamentos, alguns pontos do sistema, segundo a pesquisa, precisam ser mais bem ajustados. Um deles é a importância da prescrição médica.

Do total de pessoas entrevistadas, 63% afirmaram que compram exatamente o remédio que consta na receita médica. Por conta disso, dizem os pesquisadores na conclusão do trabalho, os profissionais da área médica poderiam ser mais encorajados a prescrever medicamentos genéricos.

Do ponto de vista comercial, o estudo revela outra evidência. O potencial para o mercado de genéricos do Brasil é enorme, considerando que existem 56 classes terapêuticas já cobertas por essa classe de medicamentos. Em países como Canadá, Dinamarca, Estados Unidos e Reino Unido, os medicamentos genéricos respondem por 40% das vendas.

Para ler o artigo publicado nos Cadernos de Saúde Pública na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Agência FAPESP - 06/02/2006