sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Validação da escala de estresse no trabalho

Construir e validar um instrumento de estresse ocupacional de fácil aplicação e que pudesse ser utilizado em diversos ambientes de trabalho. Esse foi o objetivo do estudo que resultou no artigo Validação da escala de estresse no trabalho, publicado na revista Estudos de Psicologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Os autores Tatiane Paschoal e Álvaro Tamayo, pesquisadores do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveram a Escala de Estresse no Trabalho (EET), inicialmente composta por 31 itens. O sistema foi aplicado em 437 trabalhadores de diferentes organizações, públicas e privadas, sendo 249 homens e 188 mulheres.

“Partimos do pressuposto de que a escala seria formada por fatores compostos por estressores variados e reações emocionais diversas”, explicam os pesquisadores. Com base nos parâmetros da primeira EET, foi proposta uma versão reduzida da escala, mais rápida e econômica, com apenas 13 itens, representantes dos principais estressores organizacionais e reações psicológicas gerais.

“Trata-se de uma ferramenta no diagnóstico do ambiente de trabalho das organizações, podendo orientar medidas que visem à qualidade de vida dos funcionários de cargos variados”, dizem no artigo. O estudo mostra que a escala possui características psicométricas satisfatórias que podem contribuir tanto para pesquisas sobre o estresse ocupacional como para o diagnóstico do ambiente organizacional como um todo.

Tatiane Paschoal lembra, porém, que, pelo fato de o instrumento consistir em uma medida bastante geral do estresse ocupacional, a desvantagem da metodologia é que se pode perder aspectos mais específicos de determinadas ocupações, além de reações individuais e de outras variáveis que constituem o estresse.

“A escala gera uma série de indicadores que não levam em consideração todas as características das diferentes profissões existentes”, disse a pesquisadora. “São incluídas apenas variáveis relacionadas às demandas de trabalho e ao estresse de forma geral, como reações emocionais de raiva, irritação e nervosismo.”

Para ler o artigo, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Por Thiago Romero /Agência FAPESP - 12/01/2005