Brasileiros recebem Nobel pela participação no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC)
Conquistar o Prêmio Nobel é uma meta para milhares de pesquisadores ao redor do mundo. No último dia 12, cerca de 60 brasileiros receberam a honraria pelo trabalho realizado junto ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC), entre eles, três cientistas que atuam no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
O projeto, que congrega mais de três mil cientistas de diversos países, foi um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz, homenagem neste ano dividida com o ex-vice-presidente norte-americano, Al Gore, pelo trabalho de divulgação dos riscos do aquecimento global.
Desde 2001, os três pesquisadores conduzem estudos na sede da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), no Rio de Janeiro. A estrutura de trabalho foi criada por meio de um acordo firmado com o MCT. Newton Paciornik, Mauro Santos e Branca Americano estão diretamente vinculados ao Ministério.
"Em Brasília, não teríamos a mesma agilidade. A maioria dos profissionais da nossa área atua no eixo Rio - São Paulo, que é onde acontecem também as principais palestras e seminários sobre mudanças climáticas", afirma Newton.
Ainda segundo o pesquisador, outra vantagem é a forte sinergia criada com a Finep, principalmente na cooperação com técnicos do Programa de Apoio a Projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (Pró-MDL).
A iniciativa, lançada pela empresa em dezembro do ano passado, vai aplicar, até 2009, cerca de R$ 80 milhões em projetos que proporcionem a redução do efeito estufa.
Para Mauro Santos, a produção científica acerca das mudanças climáticas, fortalecida pela conquista do Nobel, irá influenciar toda a discussão mundial sobre políticas de desenvolvimento. "Os governos serão cada vez mais pressionados a tomar rumos ambientalmente responsáveis", prevê.
É o que também espera Branca Americano. A pesquisadora revela que estudos detalhados do IPCC apontam soluções viáveis para o problema. "Agora, precisamos conscientizar as pessoas, principalmente políticos e empresários, da importância de colocá-las em prática", diz.
Os três pesquisadores, além de contribuírem na elaboração do conteúdo das publicações do Painel, representam o Brasil em convenções internacionais sobre o tema.
Hoje, os cientistas do IPCC são considerados autoridades máximas em mudanças climáticas. Por isso, são encarregados pela ONU de traçar estratégias para combater e prevenir os efeitos do aquecimento global. Nos mais recentes relatórios, a entidade revela que 90% das alterações no meio ambiente são causadas pelo próprio homem.
Na pior das hipóteses apresentadas, a temperatura global irá se elevar em 6 graus até 2099. Dessa forma, o aumento do nível dos mares seria inevitável, assim como o derretimento de grandes superfícies de gelo e neve. Com isso, 100 milhões de pessoas que vivem a menos de um metro acima do nível do mar correm riscos.
O próximo relatório do IPCC será debatido pelo grupo entre 12 e 17 de novembro, em Valência, na Espanha. O pesquisador Newton Paciornik será um dos representantes brasileiros.
Fonte: Agência CT
O projeto, que congrega mais de três mil cientistas de diversos países, foi um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz, homenagem neste ano dividida com o ex-vice-presidente norte-americano, Al Gore, pelo trabalho de divulgação dos riscos do aquecimento global.
Desde 2001, os três pesquisadores conduzem estudos na sede da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), no Rio de Janeiro. A estrutura de trabalho foi criada por meio de um acordo firmado com o MCT. Newton Paciornik, Mauro Santos e Branca Americano estão diretamente vinculados ao Ministério.
"Em Brasília, não teríamos a mesma agilidade. A maioria dos profissionais da nossa área atua no eixo Rio - São Paulo, que é onde acontecem também as principais palestras e seminários sobre mudanças climáticas", afirma Newton.
Ainda segundo o pesquisador, outra vantagem é a forte sinergia criada com a Finep, principalmente na cooperação com técnicos do Programa de Apoio a Projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (Pró-MDL).
A iniciativa, lançada pela empresa em dezembro do ano passado, vai aplicar, até 2009, cerca de R$ 80 milhões em projetos que proporcionem a redução do efeito estufa.
Para Mauro Santos, a produção científica acerca das mudanças climáticas, fortalecida pela conquista do Nobel, irá influenciar toda a discussão mundial sobre políticas de desenvolvimento. "Os governos serão cada vez mais pressionados a tomar rumos ambientalmente responsáveis", prevê.
É o que também espera Branca Americano. A pesquisadora revela que estudos detalhados do IPCC apontam soluções viáveis para o problema. "Agora, precisamos conscientizar as pessoas, principalmente políticos e empresários, da importância de colocá-las em prática", diz.
Os três pesquisadores, além de contribuírem na elaboração do conteúdo das publicações do Painel, representam o Brasil em convenções internacionais sobre o tema.
Hoje, os cientistas do IPCC são considerados autoridades máximas em mudanças climáticas. Por isso, são encarregados pela ONU de traçar estratégias para combater e prevenir os efeitos do aquecimento global. Nos mais recentes relatórios, a entidade revela que 90% das alterações no meio ambiente são causadas pelo próprio homem.
Na pior das hipóteses apresentadas, a temperatura global irá se elevar em 6 graus até 2099. Dessa forma, o aumento do nível dos mares seria inevitável, assim como o derretimento de grandes superfícies de gelo e neve. Com isso, 100 milhões de pessoas que vivem a menos de um metro acima do nível do mar correm riscos.
O próximo relatório do IPCC será debatido pelo grupo entre 12 e 17 de novembro, em Valência, na Espanha. O pesquisador Newton Paciornik será um dos representantes brasileiros.
Fonte: Agência CT


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