quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Evolução da energia eólica no Brasil depende de mais investimentos

A falta de investimentos em programas de longo prazo do governo federal é o principal fator contra o desenvolvimento da produção de energia eólica no país. É o que afirma o engenheiro do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis (IDER), Ivo Albuquerque, em entrevista ao Inovação Energética. “O Brasil tem capacidade para ser um dos maiores geradores de energia elétrica utilizando os ventos como matriz energética, mas para isto é necessário muito investimento” informa.

A energia eólica pode ser uma das grandes apostas para os problemas energéticos que o mundo vem enfrentando. Se comparado com outras possíveis fontes, em termos de tempo e custos. Uma usina hidrelétrica, por exemplo, é bem mais desfavorável do que o investimento em aerogeradores ou turbinas eólicas, que são os aparelhos responsáveis pela produção de energia eólica. “O total de energia gerada dependerá da velocidade do vento, mas, em geral, as melhores áreas no país para este tipo de energia são os litorais do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Rio Grande do Sul” explicou Ivo Albuquerque. O Estado do Ceará se destaca por seus três parques eólicos que já funcionam na região e o Rio Grande do Sul por possuir o maior parque eólico brasileiro, o Parque Eólico Osório.

De acordo com o engenheiro, a energia eólica no país precisa de maior apoio do governo para crescer. “Para se desenvolver precisa de compra de energia garantida por parte do governo federal, isso tem acontecido por meio de um programa chamado Proinfra e leilões de energia elétrica que começaram este ano. Entretanto, para que os preços desta energia fiquem mais baratos e atrativos é necessário um investimento em programas de longo prazo”. Segundo ele, pessoas comuns também estão investindo na produção de energia eólica em suas pequenas propriedades. “Alguns cidadãos têm comprado pequenos equipamentos para geração de energia, inclusive existem pequenas fábricas no Brasil, mas não há números em relação à produção” explicou o engenheiro. Sobre outras formas de energia, ele disse que cada uma tem seus pontos positivos e negativos. “Há vantagens e desvantagens e não há uma receita, apenas o quanto menos ficarmos dependentes de uma tecnologia, melhor será”.

Apesar de todo o potencial demonstrado pelo Brasil, o aproveitamento de energia eólica está longe de estar em seu ideal. “O potencial de geração de energia eólica no Brasil é superior a 143 gigawatts, no entanto, apenas 237 megawatts são atualmente aproveitados” afirmou o diretor do IDER, Jörgdieter Anhalt, em entrevista ao Inovação Energética. Segundo o diretor, em outros países há centenas de projetos para o setor.

Ele ainda tem uma opinião um pouco diferente da de Ivo Albuquerque, em relação à capacidade do Brasil em ser potência em energia eólica. Para o diretor, o país pode ser a maior potência e não, somente, uma delas. “Certamente, o nosso potencial eólico é o maior do planeta, mas é necessário investir em pesquisa e em tecnologia. Todas as máquinas em operação comercial no Brasil, por exemplo, são importadas. A fabricação local tem o potencial de baixar os custos, apontado sempre como o principal gargalo para as energias renováveis. Mas é preciso, sobretudo, vontade e determinação política, envolvendo não apenas o poder público, mas também o empresariado e a sociedade como um todo”.

Fonte: Vitor Rodrigues / Inovação Energética

2 comentários:

andre claudio disse...

Gostaria de saber se pessoas comun podem ter uma torre dessas energias eolica em casa e como fazer para compra uma.

andre claudio disse...

qualquer pessoa pode pode montar uma fonte de energia eolica utilizando o vento? e como fazer para comprar as peças pra montar um em casa? e qual é a melhor capacidade para manter uma casa? poderia me indicar um site em que eu possa comprar as peças ?